Experiências de Quase Morte

Este longo e muito elucidativo trabalho foi publicado pelo conhecidíssimo divulgador de fenómenos relacionados com a vida após a morte, Dr. Victor Zammit.
Ver a notícia inserida ao fundo desta mesma notícia, pesquisada no seguinte endereço:
http://www.victorzammit.com/index.html.
O nosso trabalho foi adaptado para a nossa linguagem de português de Portugal, com pequenas intervenções no texto.
NOTA: há algumas falhas no final do artigo de que pedimos desculpa. Em breve serão rectificadas

À medida que a tecnologia e a medicina evoluem, muitas pessoas morrem em determinadas condições, regressando imediatamente à vida pelo recurso às tecnologias da ressuscitação. Muitas dessas pessoas tiveram depois a oportunidade e o desejo de descrever as suas vivências durante esse processo, designado em língua portuguesa como EQM – “Experiência de Quase Morte” e, em língua inglesa como NDE – “Near Death Experience”.

Milhões de pessoas em todo o mundo já passaram por  esse tipo de experiência. Em 1983, uma grande pesquisa americana feita por George Gallup Junior relatou que cerca de cinco por cento da população adulta já havia experimentado uma dessas EXPERIÊNCIAS DE QUASE MORTE (Gallup 1983).
Os estudos que têm sido feitos em todo o mundo revelam que esse tipo de experiências são idênticas para todos os seus protagonistas, independentemente de diferenciações compreensíveis de ordem cultural, conforme os que as descrevem: O estudo de Margot Grey sobre as EQMs na Inglaterra (Gray 1985); O estudo de Paola Giovetti na Itália (Giovetti 1982); Estudo de Dorothy Counts na Melanésia (Counts 1983); Estudo de Satwant Pasricha e Ian Stevenson (1986) na Índia.

Essas experiências têm acontecido ao longo da história da humanidade, mas foi apenas nos últimos trinta anos que as pessoas na cultura ocidental se sentiram seguras para falar sobre elas.

O que acontece
– uma experiência típica

Experiência de um homem que teve um ataque cardíaco e se vê fora do corpo: Descobre que não pode ser ouvido; vê um familiar, mas este diz que ainda não é hora de ele morrer; entretanto, regressa ao corpo, o que lhe revela que existe uma vida após a morte.

NOTA: Os originais destas gravações foram todas feitas em inglês. O Youtube facilita a apresentação de legendas em português, solicitando isso no rodapé do vídeo, à direita.


http://www.youtube.com/watch?v=bqInhGpECak

Dr. Jeff e Jody Long apresentam seis experiências de quase morte. O Dr. Jeffrey Long, autor de Evidence of the Afterlife: The Science of Near-Death Experiences , fornece contexto e descreve alguns dos principais recursos associados às experiências de quase morte.


O Holandês Dr. Pim Van Lommel fala sobre consciência durante uma EQM

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Dezasseis razões pelas quais as experiências de quase morte (EQMs) não são alucinações ou efeitos do cérebro moribundo:

1. Os sobreviventes de EQM têm memórias claras do que lhes aconteceu, que recordam por toda a vida.
Os pacientes que não tiveram uma EQM, ficam muito confusos e de nada se lembram.
O Dr. Eben Alexander foi levado à beira da morte e passou uma semana em coma devido a uma inexplicável infecção cerebral. No seu best-seller, “Prova do Céu, Jornada do Neurocirurgião para a Vida após a morte”, descobriru a realidade desse reino espiritual, que muitos relataram em EQMs.

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http://www.youtube.com/watch?v=qZqTSBvwRQo

O Dr. George Richie estava no exército para ir para a escola de medicina em Richmond em 1943. Estava muito doente e foi declarado morto por pneumonia. Teve uma EQM extremamente detalhada e vívida.
http://www.youtube.com/watch?v=ruKjIrejDCk

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O mistério da percepção durante as experiências de quase morte – Dr. Pim van Lommell (Conferência, Ciência e não Dualidade 2013)


2. Considerando que as alucinações são todas diferentes, as Experiências de Quase Morte são muito semelhantes em diferentes culturas e ao longo da História.
Houve experiências de Quase Morte que foram relatadas em todas as culturas, até na Antiguidade.
O mito de Er é uma história que Platão contou no seu livro “A República”. Trata-se de um relato, transmitido oralmente, de alguém que retornou do Hades, o céu. Revela um lugar cósmico, fundamentalmente moral, na ordem de uma teleologia vinculativa para todos os humanos. Ao longo dos séculos, houve muitos outros fenómenos desse tipo.
Enquanto duas EQM’s não são iguais, todas seguem o mesmo padrão geral e têm os mesmos efeitos colaterais de transformação moral e cultural.

3. As pessoas veem e ouvem coisas enquanto estão inconscientes que seriam impossíveis numa existência normal.
Uma grande percentagem de pessoas que passaram por Experiências de Quase Morte conseguem descrever exatamente o que lhes aconteceu enquanto estavam inconscientes. Sabem quem estava presente e com quem falaram, mesmo à distância. Os pesquisadores consideram-nas experiências verídicas, pelo conjunto de detalhes comprováveis pelos outros assistentes que os protagonistas referem. Além de descrever as suas experiências, muitos dos protagonistas viram, fora do corpo, o que se passava na sala de cirurgia, quando estavam a ser assistidos. Neste vídeo, o famoso cirurgião cardíaco Dr. Rudy fala sobre um caso de EQM em que o paciente estava morto, mas foi capaz de descrever tudo o que aconteceu na sala de cirurgia, incluindo as notas com mensagens no monitor do computador do cirurgião.

Assistir ao vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=JL1oDuvQR08

O Dr. Michael Sabom descobriu que 80% de seus pacientes que tiveram um ataque cardíaco sem ter uma EQM não conseguiam descrever como foram revividos. Mas nenhuma pessoa do grupo que testemunhou o que aconteceu fora de seus corpos cometeu um erro ao descrever o procedimento (Sabom 1980).

O Dr. Pim Van Lommel conta o caso de um paciente que, embora inconsciente, afirmou ter visto onde uma enfermeira colocou a sua dentadura. Uma semana depois, o paciente reconheceu a enfermeira e pediu sua dentadura de volta (Van Lommel et. Al. 2001).

Al Sullivan viu seu cardiologista, Dr. Takata, agitando os braços enquanto estava na sala de cirurgia, algo que seria impossível para ele ver ou saber.

Um novo livro de Titus Rivas (Autor), Anny Dirven (Autor), Rudolf H. Smit (Autor), Robert G. Mays (Editor), Janice Miner Holden (Editor):
Este livro contém mais de 100 relatos confiáveis, muitas vezes em primeira mão de percepções durante as EQMs que mais tarde foram verificadas como precisas por fontes independentes:
The Self Does Not Die: Verified Paranormal Phenomena from Near-Death Experiences
Paperback – 6 de julho de 2016

4. As pessoas voltam de uma EQM com fatos precisos que não conheciam antes.
Existem muitos relatos de pessoas que tiveram experiências de quase morte e voltaram com fatos que não sabiam antes.
Emily Kelly relatou um caso em que um homem ficou entusiasmado ao ver pela primeira vez as fotos do pai morto da sua esposa. Identificou-o na sua EQM, antes mesmo de a ter conhecido.(Greyson 1998).
O russo George Rodonaia saiu do corpo enquanto estava inconsciente como resultado de um acidente. Foi para o hospital onde a esposa de um amigo acabara de dar à luz uma filha. O bebé estava a chorar e ele percebeu que a criança tinha uma fractura no quadril. Comunicou mentalmente com a mãe e ela disse-lhe que esse acidente tinha acontecido logo após o nascimento, quando uma enfermeira deixou cair a criança. Vários dias depois, quando se recuperou o suficiente para falar, as primeiras palavras de George Rondonaia alertaram os médicos sobre a criança com o problema que observara. Os médicos tiraram raios-X ao menino e todos os fatos que ele tinha referido no estado de inconsciência eram reais. (Atwater 2007: 165).

5. Pessoas relatam encontros com parentes que não sabiam que estavam mortos. Em todos os casos, eles estão corretos.
O Dr. Kübler-Ross falou sobre uma garota que se feriu num acidente de automóvel. Ninguém lhe disse que a sua mãe e o seu irmão tinham morrido nesse mesmo acidente. Porém, a menina viu-os já na vida espiritual, durante a sua EQM.
Mesmo o Dr. Kübler-Ross não sabia que o irmão e a Mãe tinham morrido apenas dez minutos antes da menina ter tido a EQM (Kübler-Ross 1997).Ian Stevenson (1959) publicou um caso semelhante.
Na Inglaterra, o primo de certo homem, morrera sem que ninguém nos Estados Unidos soubesse disso. Durante uma EQM que teve, esse homem viu o seu primo no mundo espiritual, tendo desse modo sabido da sua morte. Só algum tempo depois recebeu da Inglaterra um telegrama anunciando a morte do primo. (Stevenson, 1959).
PMH Atwater relata o caso de uma mulher que conversou com seu pai durante uma EQM pela qual passou. Nem ela nem ninguém da família sabia do acontecido, que só mais tarde foi confirmado. (Atwater 2007: 164).

6. Algumas pessoas voltam com conhecimento exato do futuro.
Em alguns casos, as pessoas vêem a sua família em dois futuros possíveis: um em que a pessoa permanece na vida após a morte e outro em que ela retorna à sua vida (Atwater 2007).
Alguns veem os filhos que vão ter (Eadie 1992).
Outros têm visões sobre eventos mundiais, mas dizem que foram informados de que eles são apenas futuros possíveis.
Dannion Brinkley escreveu com antecedência sobre: ​​
– a derrota dos EUA na Guerra do Vietnam;
– a eleição de um presidente americano com o RR inicial (Ronald Reagan);
– turbulência no Oriente Médio;
– o desastre de Chernobyl em 1986;
– a Guerra da Tempestade no Deserto contra o Iraque em 1990 (Brinkley e Perry, 1994).

7. Algumas pessoas voltam com conhecimento avançado consistente com a física quântica.
Quase todos os sobreviventes dizem que entraram numa dimensão em não havia tempo e muitos foram capazes de voltar e avançar no tempo.
Olaf Swenson diz que foi por causa do conhecimento que ganhou durante sua EQM que mais tarde desenvolveu mais de 100 patentes em química subatômica (Morse sd).
Mellen-Thomas Benedict trouxe da sua EQM uma grande quantidade de informações científicas e afirmou que esse conhecimento foi a base de seis patentes americanas que registou. (Benedict 1996).

8. Algumas pessoas são curadas de doenças fatais durante uma EQM ou recuperam milagrosamente de ferimentos graves.
Mellen Thomas-Benedict, morreu em 1982 com um cancro. Depois do falecimento, e durante uma hora e meia ficou sem sinais de vida. Milagrosamente, voltou ao corpo depois de ter passado por uma EQM completa. Três meses depois, o seu corpo não revelava nenhum sinal do cancro (Benedict 1996).

Anita Moorjani estava perto de morrer com um cancro. Quando voltou da sua EQM, ela teve uma recuperação total da saúde.(Moorjani 2012).

Elisabeth Kübler-Ross conta a história dramática de um homem cuja família inteira morreu num terrível acidente. Depois disso, tornou-se alcoólatra e abusador de drogas até ser atropelado por um carro. Numa EQM que teve, viu toda a sua família bem e feliz na vida, depois da sua morte. Elisabeth escreveu:
” Reentrou no corpo físico, que se encontrava numa sala de emergência, arrancou as correias que o prendiam, e saiu dali. Nunca teve delirium tremens ou quaisquer efeitos posteriores devido ao abuso de drogas e álcool.” (Kübler-Ross 1991).

9. Os cegos podem ver durante a EQM
Em seu livro “Mindsight”, o Dr. Kenneth Ring e Sharon Cooper relatam entrevistas detalhadas com 31 pessoas que eram total ou parcialmente cegas e tiveram uma EQM durante a qual tinham a capacidade da visão.
Vicki Noratuk, que era cega de nascença, nem conseguia ver o preto. Durante sua EQM, podia ver pela primeira vez na sua vida. Reconheceu a sua aliança de casamento e o seu cabelo. Também viu pessoas feitas de luz – mas nunca vira luz antes (Ring e Cooper, 1999).

Elisabeth Kübler-Ross também entrevistou pacientes cegos que eram capazes de ver perfeitamente enquanto estavam “mortos” e fora do corpo (Kübler-Ross 2005).

10. Algumas pessoas têm EQM em grupo.
Em 1996, Arvin Gibson entrevistou um bombeiro chamado Jake, que teve uma EQM enquanto trabalhava com outros bombeiros, numa floresta, durante um incêndio que os vitimou. Vários colegas estavam a passar por uma EQM. Reconheceram-se e viram-se acima dos seus corpos sem vida. Todos sobreviveram e puderam confirmar que a experiência tinha sido uma realidade. A EQMde Jake é contada no livro de Arvin Gibson, “The Fingerprints of God”. Consulte Mais informação…

11. Algumas pessoas têm experiências de quase morte quando não há nada fisicamente errado com elas.
Pesquisadores descobriram que meditação profunda, visões no leito de morte, relaxamento, visão psíquica, projeção astral, transe, olhar no espelho e movimentos dos olhos podem desencadear elementos de EQM (veja o site de Kevin Williams, near-death.com).

12. Alguns espectadores que não têm nada de errado com eles podem compartilhar e verificar a experiência de quase morte de outra pessoa.


Raymond Moody fala sobre experiências de morte compartilhada

13. Algumas pessoas têm uma experiência de quase morte quando estão em morte cerebral completa.
As alucinações só podem ocorrer quando as pessoas têm o cérebro em funcionamento, com a capacidade de registar um Electroencefalograma. As EQM acontecem a pessoas cujos cérebros não se encontrava a funcionar. Nessas ocasiões, as pessoas não deveriam ter memória, mas as EQMs vividas são recordadas pelas pessoas mesmo anos depois.
Pam Reynolds precisava de uma operação arriscada para corrigir um ponto fraco na parede de um vaso sanguíneo no cérebro. Numa operação cirúrgica que fez para esse efeito, a sua temperatura corporal foi baixada em 60 graus, o batimento cardíaco e a atividade cerebral foram interrompidos e o sangue circulou por uma máquina. Nada poderia ter visto porque os seus olhos foram fechados com fita adesiva, não conseguiria ouvir, porque os seus ouvidos estavam cobertos por tampas de plástico e sons medindo 90 decibéis eram-lhe continuamente aplicados. Depois disso foi reiniciado o seu funcionamento cardíaco e o seu corpo aquecido. Entretanto, depois de tudo isso, relatou que tinha sido capaz de ver, ouvir e sentir o que lhe tinha acontecido. Descreveu detalhes da operação que lhe foi feita posteriormente. Foi capaz de se lembrar dessa longa e complexa EQM que aconteceu durante um período em que não tinha tido a mínima actividade cerebral (Sabom 1998).

O corpo de George Rodonaia foi armazenado no congelador de um necrotério de hospital por três dias. Mais tarde o seu corpo foi aberto para uma autópsia. Entretanto, enquanto tinha estado “morto”, viu a sua esposa fora do hospital, selecionando seu túmulo e considerando casar-se de novo.(Atwater 2007: 166). {Veja o vídeo no ponto 4 acima}

Eben Alexander é um neurocirurgião académico que teve uma EQM. Estava inconsciente de meningite severa que destrói tudo, exceto as funções cerebrais humanas mais básicas. Revelou depois que, por mais de uma semana, esteve virtualmente em morte cerebral, tendo registado uma complexíssima EQM que não poderia ter sido criada por sua atividade cerebral (Alexander 2012).

14. Muitas pessoas passam por uma ‘revisão de vida’ durante a qual vêem suas vidas da perspectiva de outras pessoas.
O Dr. Kenneth Ring e outros pesquisadores mostram que uma característica chave da revisão de vida é que as pessoas não veem suas vidas de seu próprio ponto de vista. Não é como reproduzir uma gravação de vídeo. Em vez disso, veem-nas da perspectiva de todos os outros com quem interagiram. Abordam os sentimentos e memórias das outras pessoas envolvidas. São coisas que não teriam como saber normalmente (Ring e Valarino 1998).

15. As sequelas de uma EQM são únicas e duradouras.
Outras pessoas que estão perto da morte também teriam uma substância química liberada por um cérebro moribundo, mas elas não vivenciam uma EQM ou os mesmos efeitos de longo prazo. Consulte mais sobre os efeitos das EQMs nos seguintes endereços:
site IANDS site / near-death.com.

Os efeitos psicológicos mais comuns (experimentados por 80-90% dos sobreviventes adultos) são muito reconhecíveis.
Cherie Sutherland, uma pesquisadora australiana, entrevistou 50 sobreviventes de EQM em profundidade. Descobriu que os efeitos nas vidas dos sobreviventes foram notavelmente consistentes e bastante diferentes dos efeitos das alucinações induzidas por drogas ou produtos químicos.
Em Transformed by the Light (1992), identificou muitos efeitos que foram confirmados por outros estudos, por exemplo, Ring (1980 e 1984) Atwater (1988). Isso inclui:
• uma crença universal na vida após a morte.
• uma alta proporção (80%) agora acreditava na reencarnação.
• ausência total de medo da morte.
• uma grande mudança da religião organizada para a prática espiritual pessoal.
• um aumento estatisticamente significativo na sensibilidade psíquica.
• uma visão mais positiva de si mesmo e dos outros.
• um desejo crescente de solidão.
• um maior senso de propósito.
• falta de interesse no sucesso material, juntamente com um aumento acentuado no interesse pelo desenvolvimento espiritual.
• cinquenta por cento experimentaram grandes dificuldades em relacionamentos íntimos como resultado de suas prioridades alteradas.
• um aumento da consciência sobre a saúde.
• a maioria bebeu menos álcool.
• quase todos pararam de fumar.
• a maioria desistiu de medicamentos prescritos.
• a maioria assistia menos televisão.
• a maioria lê menos jornais.
• um maior interesse na cura alternativa.
• um maior interesse em aprendizagem e auto-desenvolvimento.
• setenta e cinco por cento experimentaram uma grande mudança de carreira, na qual se mudaram para áreas de ajudar os outros.
PMH Atwater afirmou que os pesquisadores de EQM’s concluiram que pelo menos 75% a 78% dos adultos casados que tiveram EQM’s se divorciaram dentro de sete a dez anos depois dessa experiência (2007: 89).

A seguir, um exemplo de alguém que mudou completamente como resultado de sua experiência de quase morte:
Vídeo: RESURECTED MILLIONAIRE não se preocupa com dinheiro!
* o pesquisador explica que, depois de uma EQM, as pessoas mudam;
* Gordon Allen era um empresário de muito sucesso que amava dinheiro;
* adoeceu com pneumonia e sentiu-se deixando o corpo.
* ele sentiu um amor avassalador
* conheceu três seres espirituais elevados que se comunicaram com ele como um irmão muito querido
* foi-lhe dito que os talentos que lhe foram dados visavam um propósito superior de ajudar os outros
* quando voltou, sentiu que o seu coração estava a arder de amor
* ligou para todas as pessoas que conhecia, pediu desculpa e pediu perdão por não os ter amado como deveria ser.
* Agora é um conselheiro ajudando pessoas desfavorecidas.
* pesquisador afirma que essas mudanças são muito comuns.
* Gordon diz que sua vida agora é muito mais rica do que antes.

Assista ao segmento do vídeo The Day I Died – em 41 minutos.

PMH ATWATER FALA SOBRE OS EFEITOS DEPOIS DE NDES

16. Sobreviventes de EQM tornam-se muito mais sensíveis psíquicamente.
Um estudo americano independente do Dr. Melvin Morse descobriu que os sobreviventes de EQM têm três vezes mais experiências psíquicas do que a população em geral. Frequentemente, não podiam usar relógios e costumavam ter problemas para usar eletricidade – os seus computadores portáteis entrariam em curto-circuito e seus cartões de crédito deixavam de funcionar. (Morse 1992). Também descobriu que adultos que tiveram EQM’s deram mais dinheiro para caridade do que outros, eram mais propensos a fazer trabalho voluntário na comunidade, trabalharam mais em empregos onde poderiam ajudar as pessoas, não abusavam de drogas e comiam mais frutas frescas e vegetais do que outras pessoas (Morse 1992).
Um grande número de médiuns e médiuns de ponta afirmam que as suas habilidades foram ativadas ou estimuladas por EQMs: Debbie Malone, Susanne Wilson, Joe McMoneagle, Edgar Cayce,

Na internet:
Experiências de quase morte e vida após a morte
Compilado por Kevin Williams, esta página é uma conquista notável e é de longe o recurso mais abrangente sobre EQMs. Contém exemplos de experiências de quase morte (EQMs) de muitas culturas e links excelentes.


New Heaven New EathRede de experiências de quase morte – um site maravilhoso e abrangente com uma lista exaustiva de vídeos de EQM.

NDE Accounts- coleção de vídeos e
The International Association for Near-Death Studies
São sites com muitos relatos de EQM em muitos países. Têm seção de perguntas e respostas e links para a maioria dos melhores sites sobre o assunto.

Para obter mais detalhes e assistência para lidar com as consequências de um EQM, entre em contato com a International Association for Near Death Studies. http://www.iands.org/aftereffects.html

Para obter ajuda na compreensão de uma EQM assustadora consulte: http://www.iands.org/scary.html#talkto

Fundação de Pesquisa de EQM – Entrevista – Dr. Jeffrey Long em Coast to Coast.

The Website of PMH Atwater
Um dos pesquisadores originais no campo dos estudos de quase morte. PMH Atwater começou seu trabalho em 1978. Nove livros foram publicados desde então sobre suas descobertas.

Dr. Peter Fenwick- Skeptico
Estudo AWARE do Dr. Sam Parnia

Documentário da BBC – O dia em que morri – não é um
dos melhores documentários feitos sobre Experiências de Quase Morte, pela BBC. Apresentando muitos cientistas importantes que estudaram EQMs e outros incidentes relacionados. Alegadamente, a BBC recusou-se a reproduzir este documentário e impediu que fosse vendido como DVD devido à pressão da censura científica.

Partida prematura – Documentário francês sobre EQMs

Eben Alexander em EQMs negativas

Eben Alexander em uma visão modificada da realidade

Apresentação de slides

Outros bons vídeos de EQM online
EXPERIÊNCIA DE QUASE MORTE DE UM NEUROCIRURGIÃO
Em uma entrevista recente com Alex Tsakiris, o Dr. Eben Alexander explica como ele não conseguiu encontrar qualquer explicação fisiológica para o que aconteceu com ele e concluiu que a mente é independente do cérebro.

DR MELVIN MORSE EXPERIÊNCIAS DE PERTO DA MORTE NUMA SOCIEDADE ESPIRITUALMENTE POBRE
” Eu não “acredito” em experiências de quase morte. É minha opinião que a pesquisa científica valida que as experiências de quase morte são reais. A ciência de 2011 indica que todos nós temos um “ponto de deus” ou (de acordo com Mario Beauregard MD) um “cérebro de deus” que nos conecta com o divino, o domínio de todo o conhecimento atemporal e sem espaço.”

Parte 2
https://www.youtube.com/watch?v=-wDdnfYNQgM




SURVIVING DEATH – um pequeno documentário destacando 3 EQMs

 http://www.youtube.com/embed/pgBdf1GqNlA?list=PLkvfKrW6cwjh65uVMQps0yqf77ZhCREw5

Victor Zammit. advogado, resume as provas.
  



MELHORES documentários completos


VIDA APÓS A VIDA


ALÉM DA NOSSA VISTA


O DIA EM QUE MORRI- BBC DOCUMENTARY
https://vimeo.com/176601336
Whitecrow commentary


5th Dimension: Near Death Experience
https://www.youtube.com/watch?v=4mL- 2f4FNPs&list=PLt0F07xkyGs5tJQSZPky1B2P5nQdPmi4r


JEFFREY MISHLOVE ENTREVISTAS DR KENNETH RING
https://www.youtube.com/watch?v=DJIfxwrDs40


GRANDE LISTA DE VÍDEOS NDE
http://www.nderf.org/NDERF/Video_audio/multimedia.

Victor Zammit, Ph.D.

victorzammit.com/
victorzammit.com/

Bio

Victor James Zammit has a B.A. in Psychology, Graduate Diploma in Education, M.A. in Legal History and Constitutional Law, Bachelor of Laws degree, and Ph.D. in law. He is a retired attorney (solicitor/barrister) of the Supreme Court of the New South Wales and the High Court of Australia.

Victor was initially suspicious of the New Age Movement for what appeared to be its blatant commercial exploitation of people’s basic instinctual tendency for spiritual development. However after many years as an open-minded skeptic he had a number of repeated psychic and mediumistic experiences which set him questioning, reading and researching. Adopting a scientific criterion, Victor was able to select that information which could withstand and pass the many rigid tests of repeatability and objectivity.

Victor is now a full-time writer and researcher on empirical evidence for the afterlife. His new book, A Lawyer Presents the Evidence for the Afterlife, now a best selling book on Amazon, is widely acclaimed as one of the clearest and most complete reviews of the evidence for the afterlife.

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His weekly newsletter on the afterlife and afterlife communication is read by thousands of people around the world.

This is Victor’s description of his conference presentation:

Over the last few decades we put a lot of emphasis on “proving the afterlife.” But what has urgently emerged is the shock realisation that atheists in the United States make up only some 5 percent of the population, whereas those with very powerful traditional beliefs about punishment, judgment and the afterlife who strongly oppose and try to stop our progress make up more than 60 percent. We need to look into this very closely.

We do have highly competent afterlife investigators and other highly qualified researchers who can effectively deal with the open-minded skeptics: the 5 percent. But priority has to be immediately shifted to persuasively show that traditional religious beliefs about judgment, punishment, and the afterlife are fundamentally wrong.

I will show that these days highly credible intelligences directly from the afterlife tell us what really happens when we cross over, traditional punishment does not exist, there is no divine judgment, and the afterlife is totally different from what people have been conditioned to accept for nearly 2,000 years.

I will be discussing very briefly and matching up the evidence from six major areas of modern investigation of what happens when you die in the context of punishment and judgment:

  • Near-Death Experiences or NDEs
  • Out-of-body journeys
  • Mental mediumship
  • Between life regressions
  • Transmissions from spirit teachers of high degree speaking through mediums, channellers and automatic writers
  • Revelations through physical mediumship
  • The major part of my speech will focus on information about judgment and punishment given in direct communication with entities who have physically materialised in the Circle of the Silver Cord.

Our perception of the world is by and large determined by our environmental conditioning. Our conditioning is man-made and is subject to fundamental errors. Inevitably, our early conditioning shapes our beliefs. For nearly 2,000 years the West has entrenched in its culture, history and tradition–all of which to-day directly affect our decision making processes especially in punishment, judgment and the afterlife.

Contemporary psychic empirical research in punishment, judgment and the afterlife has produced results which are fundamentally inconsistent with the traditional beliefs in punishment, judgment and the afterlife.

O maior site de Experiências de Quase Morte de todo o mundo; multilingue

EQM de Graça P
Descrição da Experiência:

https://www.nderf.org/Portuguese/graca_p_eqm.htm

Via e ouvia o meu marido a chorar e não entendia a razão. Para mim já tudo passara e estava bem. Disse-lhe ‘Manuel, estou bem! Já passou!’ Não me ouviu. Insisti. Foi buscar o aparelho de medir a tensão arterial, colocou-mo no braço e quando obteve o resultado gemeu. Tentou várias vezes, em vão. O aparelho não dava sinal…

Visite, leia, estude e divulgue

EQM de Maria de Júlia Diniz, transcrição parcial

 

Experiência de Quase Morte, durante gravidez de Maria de Júlia Diniz, nos anos sessenta do século passado.

é FAVOR VER NOTÍCIA ANTERIOR
e escutar o depoimento na totalidade

INCLUI TRANSCRIÇÃO LITERAL DE PARTES FUNDAMENTAIS DO DEPOIMENTO.

Maria Júlia Diniz é portuguesa, e teve uma vida muito movimentada. Foi agente de vendas da TAP, dedicou-se muito à arte e fez trabalho voluntário a vida inteira. Casou aos 17 anos, engravidou aos 18 e teve uma Experiência de Quase-Morte, ou EQM. Muitos anos depois, é aposentada e, pela primeira vez na vida, fala sobre esta experiência. Vamos conhecer a história que teve a generosidade de nos contar?

Este registo de parte do seu depoimento é um documento fundamental para comprovar, de forma vivida, a continuidade e qualidade evolutiva de todos os seres humanos para além da morte, sendo a vida terrena apenas um intervalo de experimentação e aprendizagem, sujeito a certas dificuldades que dependem essencialmente da atitude de cada um de nós.

De salientar a perspicácia inteligente das perguntas do Dr.CARLOS MENDES, que nos colocam perante o essencial e fundamental do depoimento feito, quanto ao contexto de realidade concreta vivida por Maria Júlia Diniz.

O momento em que começa esta transcrição situa-se NO 27º MINUTO DA GRAVAÇÃO

Pergunta Dr. Carlos Mendes:
Como entende a relação entre a dimensão em que vivemos aqui, e a dimensão que viveu durante a sua experiência? Diz que sentiu que já lá tinha estado antes, como se tivesse voltado a casa.

Resposta Maria Júlia Diniz:
É um local imenso… de Paz.

P.: Voltando para cá, de que forma essa vivência, essa experiência a mudou em relação a valores, em relação à vida?

R.: Logo a seguir a este EQM fui para África, onde tinha a vontade de ser uma pessoa que cuidava… queria cuidar de todas as pessoas. Apiedava-me muito, pelas crianças, por tudo. Era uma grande empatia que sentia…
Tinha pessoas a trabalhar na minha casa, que mandavam para me ajudar, crianças com 8 ou 9 anos para serem meus criados.
Eu não queria ter uma criança de 8 anos como meu criado. Se isso acontecia… ia comprar uma boneca (risos…) e o que fazia era ensiná-la a fazer um bordado. Todos os garotos que passavam pela minha casa, muito novinhos, que eu não achava que tinham idade para trabalhar… alfabetizei-os!… Eu realmente fiz-me uma mulher virada para os outros.

(Nota histórica/informativa: Durante esses tempos do colonialismo português em África, certos funcionários, como militares e outros, dispunham de apoios especiais, que incluíam o fornecimento de serviçais domésticos…)

P.: Disse portanto que tinha tido uma mudança de visão sobre a vida, que ficou mais altruísta por causa dessa experiência que viveu?

R.: Acho que sim, porque na minha família não há ninguém que tenha a minha atitude. Estranharam muito e até chegaram a dizer-me: “Tu tens que levar dinheiro pelas coisas; não se vive do ar…”
Mas eu tenho uma perspectiva muito diferente. A felicidade para mim está… no olhar da pessoa. Isto talvez seja estranho… Estou a dizer o que é real… Gosto das coisas boas, gosto de ver coisas e fazer visitas… mas não é nisso que está o que é importante na vida.
(…)
P.: Durante o tempo em que a Senhora teve essa EQM, já disse que queria permanecer nela. Mas agora tem declarado que o que quer é viver aqui…?

R.: Agora quero muito viver, porque tenho uma missão. Sempre tive uma missão toda a vida.
Anulei-me pelo meu filho durante 25 anos. Percorri todos os hospitais de Lisboa e do Porto e de todo o lado, para conseguir médicos. E consegui!… Até mentindo, mas consegui!..
(…)
Eu quero viver porque sou uma pessoa. As pessoas precisam de mim!…
Tenho um grande amigo, que foi muito meu amigo quando estava doente.
É muitíssimo doente da cabeça, um rapaz com problemas psiquiátricos graves. Não o largo… porque ele faz parte da minha vida. É minha responsabilidade!…
34:00
P.: Trabalhou num manicómio, esteve em contacto com pessoas que tinham alucinações?

R.: Sim!…

P.: Em algum momento pensou que o que viveu poderia ter sido uma alucinação?

R.: Não! Nem por um minuto. A minha visão modificou-se. Durante a minha vida tenho tido uma miopia acentuada, sem óculos vejo apenas sombras. Durante a minha experiência via perfeitamente sem óculos. Via com nitidez. Via exactamente a realidade, sem precisar de óculos. E via o meu corpo, estando fora dele, passando por coisas difíceis, sem que eu sentisse dores.

P.: Acha que ainda tem alguma ligação com a vida na dimensão em que viveu a sua EQM?

R.: Sim, sinto!… Não tenho nenhum medo de morrer. Tenho medo do sofrimento antes da morte; mas isso é uma coisa que se passa com o corpo.
O nosso corpo é muito pesado!… Muito traidor!… Nós não sabemos porquê, mas tudo pode incomodar-nos. A fome, o frio… Mas quando morrer, imediatamente me sentirei segura!…
Porque aquilo é um lugar de plenitude. Um lugar quente e luminoso e que tem o dom de trazer tranquilidade e protecção. Portanto a pessoa, tem tudo!…

P.: Como é que entende hoje, qual é o estudo, o trabalho, que estão fazendo as pessoas que vivem aqui no mundo material ?

R.: Entendo que estão a tentar compreender se a alma ou a consciência são imortais (se a sua vida continua…). Porque a alma não ocupa provavelmente um espaço, um tempo, e foge para um lugar provavelmente conhecido da alma e conhecido de todas as outras pessoas que lá estão. Estando lá, em espera, estão seguras.
Não sou de praticar religiões. Não sou católica. Sou cristã. Não vou a igrejas. Há coisas nas igrejas de que não gosto.
Mas sei que há uma Luz. Eu estive dentro da Luz.  Dentro da luz não era deficiente da vista. Portanto dentro da luz era perfeita. Isto é a maneira como eu interpreto muito profundamente a situação. Se eu dentro da Luz estava feliz, é porque nada me doía. E se via é porque não era míope. Ali não há defeitos.
30:57
P.: Acha que a nossa passagem por aqui tem algum objetivo específico?

R.: Completamente. É um objetivo de crescimento.
Como já disse a minha vida teve grandes desafios e fiz grandes disparates na vida. Todos nós fazemos. Isso faz parte do percurso. Mas paralelamente acho que respondi muito bem a muitas coisas, a muitos desafios. Portanto se a minha vida foi complicada era porque o percurso tinha que ser complicado.
Portanto o meu objectivo é cumprir para com a pedras que aparecem no caminho.

P.: Sentiu a existência de uma hierarquia?

R.:Sim, o que estava à minha volta era poderoso; e eu era uma migalhinha aconchegada no algodão.

P.: Compara essa hierarquia como sendo o acolhimento de alguma coisa acima de si em termos de conhecimento?

R.: Muito acima, não tem comparação nenhuma. Como se fosse um gigante de algodão que pega numa pequenina coisa de nada, um grão de arroz, que fica feliz com aquele acolhimento. Aquilo… é colo!…

P.: A partir da experiência sentiu alguma mudança nos seus sentidos, premonições ou conhecer os sentimentos de outros?

R.: (…) Se me cruzo com alguém na rua, sinto apenas que aquela pessoa que ali vai precisa de uma palavra. Depois descubro que a pessoa precisa mesmo. Portanto a minha intuição só tem a ver com… necessidades positivas.  (41.41)

P.: No final do seu depoimento gostaria de deixar algum recado para as pessoas, levando em conta toda essa aprendizagem que teve?

R.: Queria deixar aqui muito claro que estive fora do corpo, num local de luz, que me acolheu com muito amor. Apesar dos erros que já naquela altura teria feito.
Ali há muito perdão. Uma compreensão. É um sítio extraordinário.
Acho que todas as pessoas deviam ser menos consumistas, menos preocupadas e menos invejosas por pequenas coisas.
E deviam ter um olhar maior, ter uma visão ampla no seu dia a dia, terem um projecto humano, realmente humano.
Praticar o BEM, até mesmo com um animal. Sem estar ligadas a igrejas ou a movimentos.
Todos os dias podemos encontrar alguém que precisa de nós, ou da nossa compreensão, ou do nosso carinho, ou do nosso conhecimento.
Isso ficou tão presente realmente e foi tão habitual na minha vida, que eu não sei se vem dali esse meu conhecimento.

Nessa experiência, nessa EQM eu conheci a Luz.

EU CONHECI A LUZ

Um dos depoimentos de NDE/EQM mais inteligentes e lúcidos que já ouvimos desde sempre

O site brasileiro “Afinal quem somos nós”, actualmente dirigido pelo Dr. Manuel de Sousa, tem feito um trabalho muito importante na divulgação de depoimentos de “Experiências de Quase Morte”, fenómeno que seguimos há um bom número de anos e que temos publicado no nosso título de Menu dedicado a este tema: https://palavraluz.com/category/nde-eqm/

Os depoimentos a respeito de EQM/NDE são todos diferentes, uns mais simples e desprovidos de “enredo”, outros muito elaborados, cheios de detalhes importantes e variados. Por esse processo confirmam a existência ABSOLUTAMENTE FACTUAL da vida depois da morte, numa sequência de detalhes igual aos que nos descreve o conhecimento espírita, da passagem deste mundo de aprendizagem e colheita de experiências, para a vida espiritual. https://youtu.be/2CRzK3ZaN2o Para este depoimento de uma Senhora portuguesa, a Maria Júlia Dinisz, queremos chamar a atenção de todos, visto que se trata de um dos mais importantes do incontável número de casos de que já tivemos conhecimento desde sempre. E porquê?

Porque sendo uma viagem a outro plano da existência sem a multiplicidade de visões das EQM mais extensas, com variedade de encontros e cenários, teve efeitos construtivos magníficos na sua protagonista, os quais compreendeu e foi desenvolvendo ao longo da sua vida.

A consciência dos seus atos de caridade lúcida, de amor solidário e construtivo foram passos dados em busca do SER SUPERIOR que mora em nós e que necessitamos de conquistar aos longo das nossas vidas como DESTINO PRINCIPAL da alma.

A transformação do carácter moral dos protagonistas de EQM

Conforme se encontra detalhadamente esclarecido nos documentos que temos publicado a este respeito, a característica em subtítulo é das consequências mais importantes deste género de fenómenos. No caso de Maria Júlia Diniz, tendo registado a sua EQM há muitos anos, os efeitos de transformação de carácter moral conduziram  as suas opções de vida marcadas pela generosidade  e solidariedade, com apoio da sua rica personalidade espiritual, intelectual e artística. A única forma que temos de confirmar esta ideia é sugerir que ouçam o seu depoimento, palavra por palavra, observando a sua entrega em benefício dos seus semelhantes necessitados de apoio humano e caridade fraterna.

NDE * EQM * Espiritismo – revisto e simplificado

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Desde há mais de 20 anos, em que casualmente me foi dado conhecer a existência das Experiências de Quase-Morte, convenci-me de que estava perante um fenómeno suscetível de transformar os paradigmas culturais mundiais em torno da questão da vida para além da morte.
Resolvi publicar este resumo, inicialmente em 2013, a respeito do que tinha aprendido sobre este tema.
Culturalmente julgo ter interesse ter feito agora uma breve revisão simplificativa, visto que se mantém uma possível utilidade para vasto número de leitores.

O que não está é atualizado quanto às fontes de pesquisa, visto que se trata de uma área de interesses em contínua expansão. Dizendo melhor: em contínua e explosiva expansão!
Envolvido numa quantidade de interesses culturais, não me é possível fazer melhor, peço desculpa.
Até à presente data, o tema tratado tem passado por desenvolvimentos fantásticos, que se vão alargando em todas as direções, ganhando horizontes, nomeadamente, nas áreas de nível académico, nos países cientificamente mais evoluídos.
A capacidade que qualquer de nós tem de se aperceber dessa extensão evolutiva, depende da capacidade de ler em línguas estrangeiras. A esse nível, o que está ao nosso alcance na Internet, NÃO TEM LIMITES.

Vou colocar aqui dois exemplos apenas, mas poderia acrescentar centenas de referências:

https://med.virginia.edu/perceptual-studies/our-research/near-death-experiences-ndes/

https://www.galileocommission.org/?s=nde

O presente trabalho, como o que fiz em 2013, tenta escalpelizar de modo breve as relações entre o espiritismo como área de interesses científico-filosóficos com vincadas preocupações morais e as Experiências de Quase-Morte, nas suas mais imediatas e importantes características.

As minhas melhores saudações.
José da Costa Brites
Lousã − PORTUGAL / Dezembro de 2019

O livro “Já estive clinicamente morto”, de Stephan von Jankovich

Estamos a querer recordar-nos de alguns artigos aqui já antes publicados, porque a seu interesse não perdeu a actualidade…

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Tradução em português da parte do livro acima referido, que descreve a experiência de Stephan von Jankovich e todos os seus acontecimentos antecedentes e consequentes:.

 

(…) Um homem de negócios amigo meu (M.) telefonou-me para solicitar os meus serviços de arquitecto num negócio imobiliário. Combinámos uma visita ao terreno da obra, nos arredores de Lugano, para o dia 16 de Setembro de 1964. Lá nos encontraríamos no Café Federale, na Praça Riforma, às duas da tarde. Tirei bilhete para o comboio que seguia de manhã de Zürich para Lugano, para estar disponível com pontualidade para o encontro. Mais lá para o fim da tarde tinha um encontro marcado em Morcote. Ao serão estava combinada a visita a minha casa, em Cadro, do conhecido cantor de ópera Alexander Sved e da esposa. Era meu intuito aproveitar a oportunidade para fazer algumas gravações. Estava tudo portanto muito bem planeado.

Contudo, os desígnios de Deus tinham destinado para mim algo de diferente. Era tempo de levar um abanão no meu curso de vida neste mundo material, lançando-me num itinerário evolutivo completamente diferente. “Lá em cima” as agulhas já tinham sido mexidas. Nada entretanto me passava pela cabeça. Passou-se que o meu amigo me telefonou para Zürich na véspera do nosso encontro, perguntando como é que eu pensava ir para Lugano. Convidou-me para que, em vez de comboio, fosse com ele de automóvel. Fazia pouco sentido que nos deslocássemos por separado e poderíamos ir conversando pelo caminho a respeito do negócio.

(…) Depois da troca de razões e porque não queria ser indelicado, concordei aceitar a boleia. No dia imediato de manhã veio buscar-me às nove horas num rápido cabriolet Alfa Romeo, vermelho. Era dia 16 de Setembro de 1964 e pusemo-nos em marcha. Acenei ainda longamente pela janela à minha mulher. Tinha frequentemente viajado desportivamente pelo Gotthard , tão velozmente quanto era possível. Ultrapassava grande quantidade de viaturas e não tinha por isso a oportunidade de observar a paisagem.

A estrada de Tremola dava-me sempre imenso prazer. A emoção desportiva, a performance, os tempos, o número de carros ultrapassados eram nesse tempo uma alegria para mim. Desta vez, contudo, admirei o conhecido trajecto, as montanhas ainda coroadas de neve, os bosques e os rios Reuss e Ticino. Não íamos exageradamente depressa, de modo a podermos conversar comodamente. Perto de Claro, antes de Bellinzona, seguíamos no nosso caminho para o Sul, com bastante tráfico na direcção oposta. Olhei descontraído à direita enquanto o meu amigo conduzia o seu Alfa pela recta, a cerca de 110 km/h.

Subitamente ouvi-o invectivar em voz alta. Virei o rosto e dei com um enorme camião que vinha na nossa pista de encontro a nós. A intenção era a de ultrapassar a coluna militar que se cruzava lentamente connosco, a cerca de 60 km/h. Comecei eu próprio então a invectivar. O meu motorista fez sinal de luzes, buzinou, gritando, e como o camião não tivesse aproveitado o intervalo entre duas viaturas da coluna para se desviar, resolveu travar a fundo. Derrapámos para a esquerda com toda a força, de rodas bloqueadas. Na via da esquerda vinham mais viaturas militares e na nossa direcção o camião desvairado. Tudo se passou em breves instantes.

O camião disparava na nossa direcção, no intento de se escapar pela frente do primeiro carro da coluna militar, mas não conseguiu. Apercebi-me do iminente perigo de morte e gritei como último sinal de desespero. Uma mescla de visões da guerra, da vela e de Budapeste, fechando com a face transtornada da minha mulher, bailaram repentinamente perante o meu olhar, projectadas de forma surpreendente pela passagem vertiginosa do enorme guarda-lamas do camião. Fui projectado contra o painel de instrumentos (nesse tempo não se usava ainda cinto de segurança), gritando a plenos pulmões. Seguiu-se um enorme estrondo e um poderoso impulso arrastou-me para a frente. Despedacei o pára-brisas com a testa. Nessa altura fez-se um completo silêncio e não ouvi mais nada.

(…) O meu falecimento deve ter tido início no momento em que o meu coração parou, isto é, após a cessação da circulação sanguínea. Durante esse processo não registei nenhuma percepção, pelo menos que me recorde. O consciente bem como o subconsciente estavam completamente desactivados. Estava insensível: era uma pessoa viva com a percepção desligada.

No instante do início da morte clínica, separou-se da parte grosseira do meu corpo ferido um outro, a parte mais subtil e elevada do meu ser, abrindo-se perante mim uma cortina como se fora de um teatro.

Uma apresentação teve o seu início que me permitiu reviver a vida terrena e o lado de lá da sua projecção sobrenatural. Tal apresentação englobava actas, etapas ou fases. Desse número desconhecido de fases pude participar das três primeiras, o que fez perdurar em mim uma tão profunda impressão que me tornei desde então numa pessoa completamente diferente.

A partir da morte clínica passei a existir “fora do corpo”, numa situação que se caracterizava por um permanente e acentuado alargamento do EU e dos sentidos. Este alargamento teve lugar, contudo, no âmbito imaterial, que não no aspecto material.

As três fases de que atrás falei foram as seguintes:

1. Consciencialização da morte;
2. Contemplação da minha própria morte;
3. Revisão da vida e julgamento.

Entre elas situaram-se algumas transições que eu designei como “Intervalos”.

Consciencialização da morte (Fase 1)

Teve o seu início quando o coração parou motivada pela carência de oxigénio no cérebro, impedido de funcionar como agente da consciência pessoal, ao que se seguiu a separação entre o meu corpo material e a sua componente não-material.


Imediatamente recuperei a consciência de mim mesmo, o que me libertou de uma assustadora, opressiva e constrangedora situação. Muitos reanimados relataram ter transposto um túnel que os conduziu à liberdade. Com alívio tomei conta de uma readquirida consciência: “consegui sobrevir ao acidente!” foi a minha primeira impressão.

O “despertar”, contudo, não foi como esperava, dado que logo me apercebi claramente de que o que estava a passar-se era a minha própria morte!

Espantava-me imenso o facto de que morrer não era de modo nenhum desagradável. Aliás a iminência da morte em nada me assustava. Era tudo tão natural, tão evidente, deixar esta vida e abandonar a presença neste mundo. Nunca tinha pensado antes que as pessoas se separassem de modo tão simples e natural desta vida, deixando de estar crispadamente apegados a ela. O desconhecimento é a razão pela qual tanto nos apegamos à vida. A nossa religião cristã oferece-nos muito poucas perspectivas a respeito daquilo que nos espera depois da morte.

Devido ao acidente não tive, felizmente, que travar uma arrastada luta com a morte. No seguimento da colisão viram-se a minha percepção do EU, o meu corpo astral, a minha alma e o meu espírito instantaneamente separados do meu corpo material. Por isso me senti pessoalmente muito aliviado, numa situação plenamente agradável, natural, engraçada, até. Senti-me perfeitamente liberto e tive a sensação: “Até que enfim!”

Sem medo nenhum pensei: “é uma felicidade, estar a morrer”. Contudo fiquei à espera, com certa curiosidade, do que viria a seguir. Estava feliz, descontraído e ansioso como uma criança em noite de Natal.

Senti-me a deslizar ao mesmo tempo que se fazia ouvir uma música maravilhosa, que sugeria a correspondência harmónica com formas, movimentos e cores. Tinha de certa forma a percepção de que não estava sozinho, embora não visse vivalma. Senti-me invadido por uma paz divinal e por um sentimento de harmonia jamais experimentado. Estava completamente feliz e sem problema algum. Estava só: nenhum ser terreal (pais, esposa, filhos amigos ou inimigos) estorvava a minha divina tranquilidade.

Tenho pensado frequentemente no facto de não me ter vindo naquela altura à ideia qualquer espécie de problema ou ser do nosso mundo; mas era coisa que não me passava pela cabeça. Encontrava-me, como já disse, inteiramente só, completamente feliz e numa situação de harmonia sem precedentes. Apenas um outro sentimento estava comigo, comparável ao coro da melodia “Näher mein Gott zu Dir” (para mais perto de ti, Meu Deus, de Sarah F.Adams,1805-1848).

E continuava a deslizar sempre para mais perto da Luz.
Esta primeira fase da feliz morte, do encantamento, transformou-se num dos primeiros acima mencionados “Intervalos”.

Invadia-me um sentimento crescente da divina harmonia. Os sons musicais tornavam-se ainda mais transparentes, mais sonoros e belos submergiam tudo acompanhados de cores, formas e movimentos. As cores, resplandecentes e luminosas, surgiam envolvidas de tons suaves e eram inacreditavelmente belas. Posso vagamente compará-las àquelas que contemplei ao pôr do sol, a grande altitude, no voo que fiz de Geneva para Nova York. Achei tão belas essas cores que pude presenciar que desde então procuro consegui-las na arte do vitral a que me dediquei. As tonalidades dos fragmentos usados para compor vitrais, nos seus pontos de ruptura e se inundados de luz, trazem-me à lembrança esses surpreendentes reflexos coloridos.

2. Contemplação da minha própria morte;

Depois deste maravilhoso “Intervalo” abriu-se o pano de novo repentinamente, e nova fase teve o seu início. Era bastante estranho que me sentisse flutuando. De facto, levitava por sobre o local do acidente rodoviário, podendo observar o meu próprio corpo, gravemente ferido e sem vida, exactamente no mesmo sítio do qual mais tarde tive conhecimento por intermédio dos médicos e do relatório de polícia. Pude contemplar toda a cena simultaneamente de vários lados, com rigor e transparência. Vi também o carro em que seguíamos e as pessoas aglomeradas em torno do acidente, e a própria coluna militar que ficara retida pelo aglomerado de pessoas.

As pessoas agrupavam-se à minha volta. Observei um homem baixo e encorpado, aí pelos 55 anos, que tentava reanimar-me. Pude ouvir claramente aquilo que as pessoas diziam umas às outras, embora “ouvir” não seja o termo adequado, dado que flutuava por cima de todos e o meu corpo estava estendido no chão. Pude aperceber-me daquilo que as pessoas diziam e mesmo das coisas que pensavam, provavelmente por intermédio de uma espécie de transmissão de pensamento, mediante uma percepção fora dos princípios do mundo material. O homem ajoelhou do meu lado direito e deu-me uma injecção no braço esquerdo. Duas outras pessoas seguravam-me do lado oposto e libertaram-me do vestuário. Vi como o médico me abriu a boca com uma espátula para me livrar de estilhaços de vidro. Além de outras coisas também me apercebi de que o médico, quando me segurou, notou que eu tinha os membros partidos e de que a meu lado se formava uma poça de sangue. Depois observei as tentativas que o médico fez para me reanimar, e do modo como concluiu que tinha as costelas quebradas. “Não posso fazer-lhe massagem cardíaca”, observou. Alguns minutos depois levantou-se e disse: “Não dá, não é possível fazer mais nada, está morto”. Falava em dialecto suíço misturado com um italiano um tanto esquisito.

Tive quase vontade de rir da estranha cena, porque sentia que estava “vivo”, ao contrário de “morto”. O que ali jazia por terra era o meu anterior corpo físico. Achei tudo muito estranho, mas de forma alguma perturbador. Ao contrário: era bastante divertido poder observar os esforços de toda aquela gente. Desejaria dizer-lhes “lá de cima”: “Olá, estou aqui, e bem vivo! Deixem lá o meu corpo como está; sinto-me vivo e perfeitamente bem”. Porém, embora me sentisse bem, ninguém me ouvia e não conseguia produzir som que fosse audível, porque não tinha garganta nem boca para falar.

Extraordinário era entretanto que pudesse entender, não apenas as palavras proferidas em voz alta pelos presentes, mas entender os seus próprios pensamentos. Uma mulher de Tessino, por exemplo, com uma menina de cerca de sete anos, sua filha, ficou muito chocada quando viu o meu cadáver. A menina quis imediatamente fugir, mas a senhora segurou-a com a mão esquerda durante alguns minutos e rezou em pensamento um “padre nosso” e uma “avé Maria”, orando em seguida pelo perdão dos pecados do infeliz acidentado. Fiquei profundamente impressionado com essa desinteressada prece, que muito me alegrou. Senti conjuntamente a radiação de um sentimento cheio de afecto.

Ao contrário um homem idoso, de bigode, teve pensamentos negativos a meu respeito: “Ora aí está; já apanhou! Mas deve ter sido culpado. Deve ser daqueles que anda sem cuidado por aí com carros de corrida”. Bem quis dizer-lhe “lá de cima” : “Deixa-te lá de disparates, eu nem sequer vinha a conduzir, era o pendura!” Foram nítidas para mim as radiações dos seus sentimentos negativos e desagradáveis.

Em suma era bastante interessante ver-me morto “de cima”, como espectador, sem emoções, e tudo poder observar com a maior nitidez de uma posição celestial, posto que “sobrevivera”. Os meus órgãos imateriais funcionavam bem e o meu pensamento registava tudo. Podia aliás tomar decisões sem qualquer limitação própria da vida terrena. Vogava a cerca de três metros por cima de toda a cena, num espaço multidimensional.

Sucedeu então um segundo “Intervalo”. A cena anterior chegara ao fim e a aparição que surgira anteriormente, começava a desenvolver-se.

Afastei-me do local do acidente, porque tinha deixado de me interessar. Desejava voar dali, e assim fiz. Tudo estava tranquilo, radioso e belo. As sonoridades, os jogos de luz, iam ganhando expressão, cada vez mais fortes, invadindo-me bem como toda a região envolvente. Chegou até mim uma harmónica vibração. Vi então o Sol algures em cima, pulsante, do lado direito, mas não directamente por cima de mim. Voei por isso naquela direcção. O Sol tornava-se cada vez mais claro, cada vez mais esplendoroso e vibrante. Percebo finalmente a razão pela qual tantas pessoas e tantas religiões encaram o Sol como símbolo divino, chegando a adorá-lo.

Ao prosseguir no meu voo tive, contudo, a sensação de que não estava só, ao contrário, senti-me rodeado de espíritos bondosos. Tudo era tranquilo, aprazível e admirável.

A experiência da condição de imponderabilidade e do voo livre impressionou-me de tal forma que, depois da minha convalescença, matriculei-me numa escola Suíça de pilotagem. Quando tenho tempo, ainda voo por cima dos vales envoltos pelas nuvens, em cujas profundidades vivem pessoas oprimidas pelos seus problemas. Sigo de Lugano, sobrevoando a planície do rio Pó, até ao Mediterrâneo. Ao fim da tarde, quando o Sol se põe lá ao fundo, à direita, revivo o modo como tudo fica envolto pela divina luz, e resplandece, inundado de energia e de verdade. Se tenho problemas, faço essa esotérica terapia, de modo a reunir novas forças.

3. Revisão da vida e julgamento

Este “Intervalo” durou relativamente pouco, começando de seguida uma fantástica e pluridimensional peça de teatro, que reproduziu cenas da minha vida mediante inúmeras associações de imagens. Para configurar uma ordem de grandeza, posso referir terem sido duas mil, ou qualquer coisa entre as 500 e as 10.000 imagens.

Na primeira semana logo após o acidente conseguia ainda lembrar-me de algumas centenas. Infelizmente é impossível registá-las a todas no gravador.

A sua quantidade não é, em si mesma, importante. Cada cena era profundamente bem torneada. O “realizador” dessa “peça de teatro” desenrolou-a de modo estranho, de forma que a primeira cena que observei foi a do acidente de automóvel na estrada, sendo o último acto revisto o do meu nascimento à luz das velas na minha casa de Budapeste.

Comecei então por reviver o meu falecimento. Na segunda cena vi-me como acompanhante de viagem através do Gotthard. Sob um sol resplandecente revi os cumes orlados de neve. Senti-me descontraído e feliz. Tive também a ocasião de presenciar cenas não na qualidade de protagonista, mas sim na de observador, por outras palavras:

Observava-me a mim mesmo e tudo em redor numa pluridimensionalidade espacial, de todas as direcções, revivendo por completo os acontecimentos. Com todos os órgãos dos sentidos registava o que via e ouvia, além de me aperceber dos meus próprios pensamentos. Os pensamentos tornados realidade!…

A minha alma avaliava o meu comportamento e os meus pensamentos instantaneamente e fazia de imediato o seu julgamento, designando como bom ou mau aquilo que fizera.

Era notável que eram salientadas como positivas lembranças cuja apreciação fora considerada negativamente pela sociedade ou tidas como pecado (mesmo mortal) pela religião do seu tempo.

Pelo contrário são tidas como negativas certas “boas acções” deliberadamente cometidas, consequência dos erros contidos na sua origem, como é o caso de actos conduzidos com finalidades egoístas.

Os maus actos que não passaram no exame foram “apagados” por mim, depois de uma tomada de consciência e profundo remorso, quer dizer, deixaram de contar – ficando apenas comigo os bons pensamentos e os bons actos, que foram aprovados, de que pude desfrutar logo de seguida como um grande ramo de flores.

Também poderá dizer-se que só radicaram em mim as cenas relativamente às quais fiquei feliz, bem como todos os que nelas estiveram envolvidos; as cenas nas quais permaneceu reinante a harmonia não apenas em mim, mas junto de todos, participantes na positiva intenção da minha parte.

Encaro a terra desde esse momento como um campo de treinos ou uma instituição de aprendizagem onde as pessoas vivem condições provavelmente semelhantes ao purgatório. Caso não sejamos bem sucedidos nas provas a que somos sujeitos nesta vida, é sabido que a ela tornaremos para repetir as mesmas. Tal apenas pode acontecer nas mesmas condições de espaço-tempo e dimensões do nosso mundo na terra. Reencarnaremos para fazer algo melhor do que antes. É nisto que se manifesta a infinita misericórdia de Deus.Entretanto nada existe de mau além disto. Tudo não passa de uma carência do bem; tal como a escuridão é a ausência de luz. Nada existe que não tenha o seu sentido próprio.

O bem e o mal são avaliados no além mediante uma escala completamente diferente. Absoluta e, por isso, não limitada a opinições humanas e formas de pensar preconcebidas , de modo nenhum sujeitas a formulações ou interpretações confusas – como as de certas pessoas que acreditam estar na posse da verdade única de que se sentem autorizadas a ser “pregadores”. Quantas ideologias, religiões, seitas e grupos filosóficos ou religiosos, que proliferam como cogumelos por entre aqueles que perderam a sua fé originária, reclamam a posse dessa única verdade. Verifiquei que “lá em cima”, nenhum modelo de pensamento tem garantia de validade, e que apenas ali vigora uma invulgar lei cósmica geral do amor. A dificuldade reside em não termos dela conhecimento, de modo a podermos formulá-la para nosso uso próprio.

Creio que esta é uma das características de Deus, nomeadamente, o amor absoluto; o perdão mediante o perfeito bem e a infinidade positiva. Sigamos pois este princípio com firmeza, no dever de libertarmos a nossa consciência de todos os actos e pensamentos negativos, para podermos unir-nos a Ele inteiramente.

Esta estranha avaliação judicativa dos actos praticados em vida pareceu-me de início extraordinária, mas depois de pensar durante vários anos reconheci que é nisso que se manifesta o admirável sentido da justiça divina, em concordância com os princípios da criação do universo.

Depois da apresentação atrás descrita da minha “Revisão de Vida e Julgamento “ no fantástico ambiente de pluridimensionalidade em que decorreu, surgiu um balanço final que foi efectuado por mim próprio, cuja formulação exacta já não me é possível reproduzir. Na circunstância consegui aperceber-me entretanto que novas oportunidades de evolução me seriam ainda reservadas.

O terceiro “Intervalo” seguiu-se finalmente. O banho de luz que me inundava de felicidade tomou-me de novo ao som de uma música magnífica de ressonância espacial. O Sol pulsava, dando-me a ideia de um símbolo representativo do princípio de todas as coisas e fonte de toda as energias, que suponho ser o próprio Deus.

O que eu via não era de facto o sol que na terra nos aquece, mas sim uma aparição de luz maravilhosa e quente que se lhe pode comparar, princípio originário do Universo que por sobre nós se estende. Crescentemente vibrante, pulsava com harmonia, ao qual começava a adaptar-se a minha alma incorpórea, o meu espírito, crescentemente repletos de felicidade, à medida que a capacidade perceptiva se alargava a esta nova Dimensão.

Penso hoje que isso era o sinal de que se aproximava a minha morte cerebal, e que todo o processo tinha chegado ao ponto em que era irreversível o meu ingresso no além.

(…) De acordo com registo temporal na terra, teriam decorrido durante a minha morte clínica apenas alguns minutos. Nessa outra dimensão, contudo, não vigoram as nossas leis do tempo e do espaço. Como tal, a percepção que tive foi a de ter vivido o equivalente a vários dias ou semanas, dada a enorme extensão dos acontecimentos pelos quais passei.

A minha vida terrena no mundo a quatro dimensões, no plano espacio-temporal, com percepção da matéria tal como é por nós entendida, estava a terminar nos instantes do acidente. Encontrava-me num estádio de travessia, de nascimento num outro mundo de mais vastas dimensões, onde a vibração energética já não produz o que é entendido como matéria. Por outras palavras, estava a dar entrada numa nova esfera onde espírito e alma, livres do corpo, passavam a reger-se por novas leis.

O regresso à Vida

A eufórica experiência ia infelizmente a caminho do seu termo. Vi, agora no local do acidente, um jovem magro, de calção de banho preto, descalço, com uma bolsa na mão, correr direito ao meu corpo sem vida. Exprimia-se com clareza e vigor em bom alemão com o outro médico. A cena deixara já de me interessar, pelo que não prestei muita atenção. O jovem manteve uma breve troca de impressões com o médico a meu respeito. Ajoelhou e certificou-se de que estava morto, desenhou com um pedaço de giz a minha silhueta no chão e deixou-me ser levado. Fui colocado na beira da estrada e o militar que presenciava perguntou se não haveria algures um pano com que o meu cadáver fosse coberto.

O jovem, que ali permanecia dirigiu-se de novo ao médico: “Se o caro colega não tiver nada contra…” e resolveu dar-me uma injecção de adrenalina directamente no coração.

Pude nessa altura fixar a atenção no seu rosto, cuja lembrança guardei comigo.

Alguns dias mais tarde, veio visitar-me ao Hospital em Bellinzona. Vestia um facto completo. Reconheci-o imediatamente e cumprimentei-o, cheio de dores:

– Bom dia senhor doutor, porque razão me deu o diabo daquela injecção?

Consegui reconhecer com toda a clareza a sua voz clara. Ficou supreendidíssimo e perguntou-me como podia conhecê-lo. Contei-lhe tudo. Tornámo-nos mais tarde bons amigos. Recebeu até a condecoração dos “cavaleiros da estrada” por me ter feito regressar a este mundo, digo eu, infelizmente.

Depois da injecção de adrenalina, provavelmente no momento em que o meu coração foi estimulado a bater de novo, aconteceu-me uma coisa horrível: caí num abismo de negrume. Com um safanão esquisito e um choque senti-me escorregar para dentro do meu corpo. Toda a beleza se dissipou. Percebi que estava de regresso. Recuperei o conhecimento e passei a sentir dores indescritíveis. Acabei por desmaiar de dor, embora já na condição de sobrevivente.

Com a perícia de um bom médico tinha sido feito regressar à força, porque “por acaso” se encontrava no exacto local do acidente e “por acaso” trazia consigo o tipo exacto de injecção.

A sobrevivência fora conseguida “casualmente”, portanto. Os socorristas foram chamados e fui conduzido em corpo e alma, com sirenes e luzes azuis ao Ospedale San Giovanni, em Bellinzona.

“Por acaso” era lá que se encontrava presente na altura o brilhante cirurgião Clemente Mob, regressado recentemente de férias, nem de propósito, de visita ao seu gabinete. Começou logo a operar-me e salvou de novo a minha vida. Por esse motivo, no entanto, recomeçou de novo a minha penosa história.

Desde essa altura é meu cuidado dizer que o mais belo acontecimento da minha vida foi… a minha morte!

Nunca fui tão feliz em vida como fui durante a minha episódica morte, embora tenha que colocar aspas na palavra “morte”, pois que – tal como agora sei – não passava de uma situação clínica.

Decidi então registar tudo o que se tinha passado comigo, como sendo um autêntico “caso de experiência de morte”.

 

NOTA: para as pessoas que desejem, por qualquer razão, ter acesso ao documento na sua língua original, clicar aqui:

Ich war klinisch tot

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Peço aos leitores que entrarem nesta tradução de parte do livro acima que, para efectuarem uma necessária contextualização do seu conteúdo, leiam primeiramente a notícia:

O primeiro caso de Experiência de Quase-Morte (EQM) de que tive conhecimento detalhado

Além das outros trabalhos aqui publicados a respeito do mesmo tema, nomeadamente o livro:

Livro sobre NDE * EQM * Espiritismo

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A não perder… entrevista com LUCAS OLLES

AFINAL, O QUE SOMOS NÓS? / AFTER ALL, WHAT ARE WE?

Uma conversa lindíssima:
quem conta o sucedido, quem pergunta e quer saber; vozes serenas sem palavras demais…

Ouvir os três episódios, a não perder
revelações de ontem, de hoje e de sempre.

.

Esta ligação dá acesso ao primeiro dos vídeos, que transita automaticamente para o segundo e para o terceiro. Tem todo o interesse ver e ouvir os três vídeos.

As Experiências de Quase-Morte, a Consciência e o Cérebro, pelo Dr. Pim van Lommel

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As EQM observadas por opiniões insuspeitas

…> É favor ver ao fundo para ter acesso à tradução do documento, antecedido pelos comentários cuja leitura recomendo.

Os médicos e outros especialistas que se têm dedicado à investigação das chamadas experiências de quase-morte (EQM) são merecedores da nossa melhor consideração.
O trabalho de investigação que desenvolvem deriva da sua posição estratégica junto dos protagonistas essenciais dessas mesmas experiências e são naturalmente os profissionais de saúde que os acompanharam antes, durante e depois das mesmas: cardiologistas, anestesiologistas, reanimadores, enfermeiros, psicólogos, etc.

Tem sido por essa via que nos chegam os importantes estudos de um fenómeno cujo esclarecimento não poderia ser feito com mais rigor por outro tipo de pessoas, sendo eles possuidores de um distanciamento crítico que os coloca ao abrigo de tendências particulares.

Tendo feito toda a sua formação académica em ambiente adverso à aceitação da vida depois da morte, foi por disporem – no entanto – de alguma sensibilidade intuitiva para encarar a evidência dos factos que se dedicaram ao seu estudo.

Não seria justo também esquecer o ânimo que foi necessário para enfrentarem todo um sistema de conhecimentos e um ambiente socioprofissional configurado para abordagens materialistas, em tudo avesso a aberturas perante coisas tão “estranhas” como interpretação da crise da morte (como lhe chamou Ernesto Bozzano) que a todos tocará.

As investigações do Dr. Pim van Lommel

O Dr. Pim van Lommel, cardiologista holandês, é um dos principais expoentes a nível mundial da investigação a respeito deste tema, pelo facto de ter empreendido um dos mais abrangentes estudos com larga participação de doentes que sobreviveram a paragens cardíacas – em meio hospitalar – de médicos e outros profissionais de saúde.

Quando lhe escrevi solicitando autorização para traduzir o documento anexo de 2006, nunca pensei que se desse ao trabalho de responder. Não foi assim e aqui está, finalmente, o resultado dessa autorização que já lhe agradeci em meu nome e em nome de todos os leitores de língua portuguesa porque, ao que julgo, este documento ainda não estava traduzido nesta língua.

Um documento de 2006 que diz coisas essenciais 

Abaixo encontrareis um ficheiro pdf, com uma visualização gráfica feita a meu gosto, da tradução já pronta. É um texto de 2006, já algo ultrapassado por desenvolvimentos ulteriores, de que o livro de Pim van Lommel (Consciousness Beyond Life – The Science of the Near-Death Experience)  já editado em várias línguas e brevemente também em português, é exemplo muito bem documentado.

O documento cujo acesso está disponível ao fundo destes textos é um resumo das conceções do investigador relativas às EQM e a diversos aspetos da investigação em torno das mesmas, nomeadamente as que ele mesmo tinha levado a cabo na Holanda.

a capa do livro acima referido publicado em 2010

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Comentários ao texto traduzido: 

O trabalho apresentado não é de forma nenhuma um texto espírita, concebido para ser apresentado perante pessoas crentes na vida depois da morte. Tão-pouco tem a intenção, creio bem, de afirmar convicções fora dos limites da diligência científica, isto no que toca à formação e às motivações do seu autor. Sendo assim, na minha opinião, já interessa – e muito – à ciência espírita, dado que esta tem por intuito seguir atentamente todas as conquistas da ciência, assimilando nelas o que for prova de verdade no território daquilo que conhece, ou seja, a relação entre os espíritos e o mundo material.

Havendo um vasto consenso entre a realidade que se reflete nas experiências de quase-morte e aquilo que está descrito na codificação espírita – do modo que procurarei oportunamente documentar – assim se justifica a publicação do texto do Dr. Pim van Lommel.

O recurso à física quântica e as conclusões do Dr. Pim

A física quântica teve o seu início no fim do século XIX e refere-se à descrição da natureza ao nível do extraordinariamente pequeno. Vários são os textos espíritas que referem este recente avanço da ciência como reforço de certas formulações do espiritismo. Haverá quem saiba disso e possa explicar, mas não é esse o meu caso.

O Dr. Pim van Lommel entendeu avançar por aí na busca de fundamentação para interpretar o significado das EQM.

Aparece ao longo dos seus escritos a ideia da “consciência”, da “consciência alargada” da “continuidade de consciência” ou de uma versão ainda mais complexa, da “consciência não-local” – sendo a “não localidade” um termo oriundo da mecânica quântica.
Todas essas construções teóricas me parecem apenas a problematização de algo que os espíritas chamam, muito simplesmente: o espírito. Bem como me parece evidente que aquilo que ele chama “…experiências peri e post-mortem ou comunicações após a morte…” não passa pura e simplesmente de comunicações mediúnicas.

Para explicar que os seres humanos são formados de principío material e princípio espiritual; para explicar que a morte corresponde à despedida do espírito e do perispírito, deixando atrás o invólucro material – o corpo físico – quando este chega ao fim do seu préstimo; bastam apenas essas duas asserções apoiadas na base sólida da experiência espírita, dispensando portanto os argumentos da física quântica.
Neste trabalho do Dr. Pim van Lommel, a coisa mais importante que eu encontro, no entanto, não é o modo como ele orienta o seu raciocínio, ou como fundamente o mesmo.
São as conclusões que acaba por alcançar depois da profunda impressão que nele produziram as palavras daqueles que, de facto, revelaram ter contactado de forma inequívoca com uma dimensão completamente diferente daquela em que vivemos como corpos físicos.

Não haverá síntese melhor do que aquela que nos oferece, nas seguintes palavras:

“…Esta consciência acentuada e alargada baseia-se em campos indestrutíveis de informação e em permanente evolução, nos quais todo o conhecimento, sabedoria e Amor Incondicional estão presentes. Esses campos da consciência estão guardados numa dimensão que não está sujeita aos nossos conceitos de espaço e de tempo, com interligação “não-local” e universal. Podia designar-se isto como a nossa consciência Superior, a consciência Divina ou consciência Cósmica…” 

Tenho todo o respeito pelo esforço discursivo do Dr. Pim van Lommel e acho que, de uma certa forma (e isso talvez tenha pouco a ver com o carácter exato da física quântica) ele já demonstrou a sua ideia de “espírito”.

Ou que, dizendo aquilo que esclarecidamente diz em tantas das suas afirmações, ele já sabe “o que é” o espírito.
Por isso me interessam tanto as suas investigações e aqui tomo a liberdade de publicá-las. É favor clicar no título para ter acesso ao documento.

O Dr. Pim van Lommel

As Experiências de Quase-Morte, a Consciência e o Cérebro.

O texto original em inglês pode ser consultado na página pessoal do Dr. Pim Van Lommel, no seguinte endereço:

Van Lommel, P. (2006). Near-Death Experience, Consciousness and the Brain.

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As EQM’s confirmam cientificamente factos já conhecidos pelo espiritismo

>AS EXPERIÊNCIAS DE QUASE-MORTE (EQM)

 o mais importante conjunto de factos  com comprovação científica reveladores da vida depois da morte no decurso da História da Humanidade

Ver outros artigos a respeito deste assunto no sector: EQM NDE

“…Van Lommel chegou à inevitável conclusão de que é completamente provável que o cérebro deve ter funções que facilitam o exercício da consciência mas que não a produzem.

Ao ter instituído como tema científico a acção da consciência como fenómeno não localizado e, por isso, omnipresente, Pim van Lommel põe em causa um dos paradigmas puramente materialistas da ciência…

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Dada a importância e crescente notoriedade das EQM’s na demonstração de que existe vida para além da morte, num contexto claramente coincidente com as teorias definidas pela codificação espírita, “espiritismo cultura” continua a abordagem do referido tema.

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É muito pouco viva e fracamente documentada a atenção dispensada ao tema das chamadas Experiências de Quase-Morte ou de Morte Iminente (EQM ou EMI) no contexto dos movimentos espíritas, facto que me parece distanciado do que é pressuposto na letra e no espírito da codificação de Allan Kardec, pela decisão de permanecer atenta aos progressos do conhecimento em geral e da ciência em particular.

De notar que a eclosão deste tipo de acontecimentos é devido a desenvolvimentos na área técnico-científica e sua análise largamente documentada já tem – pelo menos – quatro dezenas de anos.

Por outro lado o seu estudo e divulgação provém de um meio tradicionalmente avesso à aceitação mínima de factos relacionados com a vida espiritual, ou seja, completamente agnóstico: a classe médica em geral e, neste caso, dos países tecnologicamente mais desenvolvidos do mundo: Estados Unidos da América, Holanda, França, Alemanha, Canadá, etc.

Entre nós, à parte a profunda consciência que o mundo espírita possui – por outras vias – da vida depois da morte, a pouca informação relativa à causalidade deste tipo de fenómenos deve-se a um generalizado desconhecimento do tema, à pouquíssima cobertura dos meios de comunicação social − sob o império de determinações praticamente insondáveis − e, ainda, pela escassez das traduções de material esclarecedor do assunto.

O esclarecimento cada vez mais documentado de tais experiências será uma oportunidade insuperável para demonstrar teses há cento e cinquenta anos sustentadas pela terceira revelação, mau grado o cepticismo reinante no meio científico e a reserva de certas instituições culturais e de comunicação social.

Esta imagem simula uma acção de Ressuscitação Cardiopulmonar por meio de desfibrilador, cuja prática exige especialistas devidamente treinados.

O momento em que começou a grande eclosão de fenómenos propriamente ditos foi a partir de fins dos anos sessenta, devido à colocação em uso pelas emergências médicas de equipamentos anteriormente descobertos (desfribiladores, entre outros). Até essa altura era praticamente impossível fazer reverter processos de morte em caso de paragem cardíaca, paragem respiratória e cessação de actividade cerebral.

As provas de uma outra vida tornadas perfeitamente evidentes

Uma enorme quantidade de pessoas, vítimas de acidentes ou de outras situações limite, depois de uma comprovada morte clínica, com paragem cardíaca e paralização completa da actividade cerebral, têm sido reanimados em todo o mundo por processos agora crescentemente difundidos em acções de salvamento ou socorro de emergência hospitalar.

Do número total dessas pessoas, há cerca de 18% que se lembra da sua viagem ao outro lado da existência, com farta quantidade de recordações de grande nitidez de que resultam memórias inapagáveis e, mais do que isso: a ocorrência de efeitos transformadores do carácter e das concepções de vida!

É preciso que se diga de forma rigorosamente clara que essas experiências não passam de viagens de ida e volta ao mundo espiritual, ao outro lado da vida, em estado de lucidez muito mais acentuado daquele que nos permitem os nossos próprios sentidos, com registo detalhado de vivências extraordinárias que incluem, em resumo e em geral:

  • percepção de um ambiente acolhedor, onde reina a mais intensa sensação de segurança e de AMOR UNIVERSAL;
  • uma recepção fraterna, a maioria das vezes protagonizada por entes que nos são queridos que já partiram antes para a vida espiritual;
  • a experimentação de um fenómeno de revisão de todos os detalhes da nossa vida, com AUTO-JULGAMENTO sem constrangimentos nem pressões morais;
  • a presença de entidades que acompanham o espírito recém-chegado em clima de grande elevação moral e espiritual.

Este tipo de experiência, pela ordem natural das coisas, e devido ao facto de se registar entretanto o fenómeno da ressuscitação dos seus protagonistas e o regresso consequente à vida material, é interrompida a um dado momento com prévia abordagem dos mesmos, a quem é anunciado “não ter chegado ainda a sua hora”.

Muitos outros detalhes poderiam ser acrescentados e estão abundantemente documentados, havendo que considerar-se que existe um número percentualmente baixo, mas abundantemente significativo, de tais experiências que decorrem em ambientes negativos, de elevado sofrimento e grande desconforto moral.

O número de protagonistas de tais acontecimentos, com larguíssimo número de depoimentos  já publicamente registados em livros, revistas e documentários filmados atinge um número de casos tão expressivo que ascende à casa das dezenas de milhões, por todo o mundo, acontecendo nos Estados Unidos da América a impressionante frequência de 800 casos por dia.

Entretanto o fenómeno já vem sendo tratado, a nível internacional, desde 1975, por um leque muito alargado de especialistas de comprovada formação científica e de várias áreas do saber.

Os fenómenos experimentados só recentemente foram sendo mais abertamente revelados pelos seus protagonistas, inicialmente mal atendidos pelo cepticismo reinante no meio médico e até no seio das próprias famílias. Os sobreviventes retraíam-se muito, porque eram tratados – como as pessoas dotadas de mediunidade, note-se – como estando “mal da cabeça.”

“palavra luz” considera que as constatações factuais comprovadas por abundante número de cientistas e estudiosos a respeito desse tema representam uma autêntica prenda da comunidade científica para o avanço qualitativo da Humanidade na compreensão:

  • da vida depois da morte e da natureza do mundo espiritual através de uma imensidade de testemunhos insuspeitos, de pessoas de todas as latitudes, origens culturais e étnicas, registados em alturas e condições muito diferentes. Tais depoimentos entre si se confirmam porque satisfazem plenamente o quesito da comparação metódica e cruzamento de dados respectivos;
  • do entendimento do corpo e do cérebro do homem como simples utensílios transitórios e dos modos de funcionamento da consciência como entidade exterior ao corpo e muito mais complexa que o mesmo;

Essas razões, analisadas à luz da filosofia e da ciência espírita traduzem na generalidade o avanço da mesma no esclarecimento de questões centrais para o entendimento do mundo e da vida e, em particular, quanto:

  • à visão  da morte como passagem natural para um plano de existência extraordinariamente superior;
  • à configuração dessa mesma passagem com riqueza de detalhes esclarecedores da natureza moral e espiritual dos seres humanos;
  • à natureza do corpo como mero utensílio temporário que não é sede principal da vida;
  • à condição do cérebro como emissor-receptor de dados de que não é sede principal nem agente produtor.

Esta “prenda da comunidade científica” está a ser feita com muita coragem por pessoas que arriscaram afrontar o fundamentalismo céptico que rejeita todas as versões fora da abordagem estritamente materialista.

“espiritismo cultura” continuará a tratar o mais possível deste assunto e o seu autor procurará efectuar traduções adequadas do material abundante que existe disponível a respeito do mesmo.

Para as pessoas que tenham conhecimentos de língua francesa, recomendo o último documentário-vídeo que foi publicado e que se encontra acessível, do lado direito sob o título: “Revelações e testemunhos sobre a vida depois da morte. Esclarecimentos de investigadores e cientistas”.

Tradução de uma breve resenha das diligências científicas do Dr. Pim van Lommel acerca das EQM’s, publicada na sua página pessoal:

Consciência para além da vida, a ciência das Experiências de Quase-Morte

Para quem quiser ler o original, clicar aqui.

“Estudar aquilo que não é normal é o melhor caminho para entender aquilo que é normal”
William James

(NT: A palavra consciência possui, na língua portuguesa, diversos significados: faculdade da razão julgar os próprios actos; sinceridade; acção que causa remorso; probidade, honradez; opinião; cuidado; atenção; esmero.
Além destes sentidos pode ser usada, no domínio da medicina como: Estado do sistema nervoso central que permite pensar, observar e interagir com o mundo exterior.
É neste sentido que a palavra é aqui utilizada.)

O Dr. Pim van Lommel, prestigiado cardiologista, foi o primeiro médico a empreender um estudo completo e sistemático das experiências de morte iminente (EQM’s em português e NDE’s em inglês, de Near Death Experiences) .

Como cardiologista foi surpreendido pela quantidade de doentes seus que afirmavam ter vivido tais experiências como consequência dos seus ataques cardíacos.

Como cientista tal facto foi difícil de aceitar.
Contudo, não seria irresponsável da sua parte ignorar cientificamente a autenticidade de tais testemunhos?

Perante tal dilema, van Lommel decidiu conceber um plano de estudos para investigar o fenómeno no âmbito controlado de uma rede de hospitais dotados de pessoal médico devidamente treinado.

Durante mais de vinte anos van Lommel estudou sistematicamente o referido tipo de experiências de quase morte (EQM’s, como também são designadas) registado por determinado número de doentes hospitalares que sobreviveram a paragens cardíacas.

Em 2001, de parceria com uma equipa de investigadores, publicou um estudo a respeito de EQM’s na prestigiada revista médico-científica, “The Lancet”.
O artigo causou enorme impacto internacional por ter sido o primeiro estudo rigorosamente científico a respeito deste assunto.

Está agora disponível internacionalmente uma apresentação em livro de Pim Van Lommel que apresenta uma visão aprofundada das suas teorias a respeito desses estudos, o qual tem merecido a melhor atenção, com elevado número de exemplares vendidos.

Van Lommel escreve que, de acordo com os conhecimentos médicos actuais, não é possível à consciência actuar durante as paragens cardíacas, a partir do momento em que a circulação e a respiração tenham cessado.
Contudo, durante o período de perda de consciência devida a uma crise de paragem cardíaca provavelmente fatal, há doentes que relatam a ocorrência paradoxal de experiências vividas num elevado estado de percepção consciente numa dimensão fora dos nossos conceitos de espaço e de tempo, com efeitos cognitivos, emoções, sentimento de identidade própria, memórias a partir da mais remota infância e, por vezes, com percepção extra-sensorial fora e acima do seu corpo sem vida.

Em quatro estudos exploratórios com um total de 562 pessoas que sobreviveram a paragens cardíacas, 11 a 18 por cento dessas pessoas relataram uma dessas experiências de quase morte, e nesses estudos não foi demonstrado que factores fisiológicos, psicológicos, farmacológicos ou demográficos pudessem explicar a causa ou o conteúdo dessas experiências.

Desde a publicação desses estudos a respeito de EQM’s ou EMI’s (Experiências de Quase Morte ou de Morte Iminente) de sobreviventes a paragens cardíacas, com resultados e conclusões surpreendentemente similares, tais fenómenos não poderão continuar a ser cientificamente ignorados.

É uma experiência tão autêntica que não poderá ser atribuída à imaginação, medo da morte, alucinação, psicose, uso de drogas ou carência de oxigénio.

Além disso as pessoas que passaram por tais experiências evidenciam mudanças permanentes de carácter por efeito de EQM’s resultantes de paragens cardíacas que tiveram apenas a duração de escassos minutos.

Ainda de acordo com tais estudos o actual conceito materialista sustentado pelos especialistas médicos, filósofos e psicólogos das relações entre o cérebro e a consciência é demasiado limitado quanto a uma adequada compreensão deste fenómeno.

Há boas razões para supor que a nossa consciência nem sempre coincide com o funcionamento do cérebro: uma acentuada percepção consciente pode por vezes ser experimentada fora do próprio corpo.

Van Lommel chegou à inevitável conclusão de que é completamente provável que o cérebro deve ter funções que facilitam o exercício da consciência mas que não a produzem.

Ao ter instituído como tema científico a acção da consciência como fenómeno não localizado e, por isso, omnipresente, Pim van Lommel põe em causa um dos paradigmas puramente materialistas da ciência.

Pim van Lommel

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NOTA:

a obra Dr. Pim van Lommel é aqui citada apenas na sua faceta de cardiologista e investigador, não lhe sendo conhecida pelo autor deste blogue qualquer opção na área a que pertence o espiritismo ou qualquer outra de carácter religioso ou filosófico.

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No site pessoal em língua inglesa do Dr. Pim Van Lommel há uma grande quantidade de dados e intervenções do mesmo. Este é o sector ali presente de elementos de intervenção mediática: http://www.pimvanlommel.nl/media_eng

Entre o material ali presente, a seguinte entrevista:

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O primeiro caso de Experiência de Quase-Morte (EQM) de que tive conhecimento detalhado

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Há mais de 20 anos anos, numa manhã em que trabalhava em casa, ouvi numa emissora de rádio alemã ( NDR, de Hamburgo), uma entrevista feita a um senhor chamado Stefan von Jankovich.

>INDÍCE DE CONTEÚDOS

A entrevista foi longa, já havia começado quando comecei a escutar e – como o assunto me interessava – coloquei uma cassete áudio a gravar.O assunto ficou na minha memória e era uma narrativa do próprio, arquitecto e engenheiro de naturalidade húngara e residente na Suíça, da sua “Experiência de Quase-Morte”, ou EQM, ocorrida em Setembro de 1964.

Muito tempo mais tarde efectuei buscas na internet, tendo tido inicialmente alguma dificuldade na grafia correcta do nome, tendo acabado por encontrar uma súmula de um livro de sua autoria “Ich war klinisch tot” /Der Tod – Mein schönstes Erlebnis, título que significa em português: “Estava clinicamente morto/A morte – a minha experiência mais bela”.

>O primeiro caso de EMI de que tive conhecimento detalhado

Embora pudesse ter feito outra escolha para divulgar este tipo de ocorrências,

  • o facto de o depoimento de Stefan v. Jankovich ter sido o primeiro que escutei;
  •  verificada a personalidade bastante vincada de homem conhecido publicamente e com largo prestígio profissional, técnico e cultural;
  • e a convicção e certa sensibilidade literária com que fazia os seus depoimentos (SJ faleceu em 2002), deram-me o necessário impulso para traduzir do alemão o referido documento.

Mais tarde encontrei num site de Radio Canada uma versão em francês, de mais fácil acesso linguístico. Mas o trabalho já estava feito e não tenho receio da tradução apresentada.
O facto de ser apenas um resumo do livro, o facto de não estarem explícitas reservas de direitos autorais, o facto de o texto estar larga e publicamente patente na internet, não me colocaram inibições de o traduzir para a nossa língua, o que tem particular interesse e corresponde, disso tenho a certeza, ao espírito com que Stefan von Jankovich generosamente se dedicou a divulgar a sua experiência.

Aqui fica para os leitores que desejem lê-lo na língua original:

Ich war klinisch tot

Uma parte muito significativa desta obra, a narrativa da experiência propriamente dita, encontra-se aqui publicada na notícia:

Resumo livro “Ich war klinisch tot”, de Stephan von Jankovich

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Nem a vida acaba com a morte, nem o cérebro é onde reside o pensamento

PvL01

Cuando The Lancet publicó su estudio sobre las Experiencias Cercanas a la Muerte, el cardiólogo holandés Pim van Lommel no podría haber sabido que eso lo convertiría en uno de los científicos de quien más se hablase en el mundo. Parece que todos quieren saber acerca del hombre que se las arregló para conseguir que su estudio sobre este polémico tema fuese publicado en una de las revistas líderes en la investigación médica.

Sin embargo, no sorprende realmente que su publicación en 2001 crease una conmoción. Nunca anteriormente se había realizado un estudio tan sistemático sobre las experiencias de personas que fueron declaradas muertas y después volvieron a la vida. Y nunca anteriormente habíamos visto una ilustración tan clara de cómo estos relatos de personas podrían afectar nuestra manera de pensar acerca de la vida y de la muerte.

La vida continúa

Tijn Touber. Este artículo apareció en la revista ODE número: 29

El cardiólogo Pim van Lommel realizó un monumental estudio sobre las Experiencias Cercanas a la Muerte (ECM) que levanta fascinantes preguntas acerca de la vida después de la muerte, del ADN, del inconsciente colectivo, y sobre el karma de todo el mundo.

Van Lommel, de 66 años, no es alguien que busque nombre y fama. En este encantador día de verano en su jardín cerca de la ciudad holandesa de Arnhem, él demuestra más interés en lo que pasa en la revista Ode que en su propia historia. Esa misma profunda curiosidad estaba operando hace 35 años cuándo Van Lommel, trabajando como médico ayudante en un hospital, escuchó atentamente a un paciente contar su Experiencia Cercana a la Muerte. Él se quedó inmediatamente fascinado. Pero no fue hasta años más tarde, cuando leyó el libro “Regreso del Mañana” [Return from Tomorrow] en el que el doctor Americano George Ritchie describe su propia Experiencia Cercana a la Muerte con todo detalle, cuando Van Lommel se preguntó si habría muchas otras personas que habían atravesado por experiencias semejantes.

Van Lommel decidió desde entonces preguntarles a todos sus pacientes si ellos recordaban cualquier cosa que hubiera sucedido durante sus paros cardíacos. “La respuesta era generalmente ‘no’ pero algunas veces ‘¿por qué?’ Cuando yo escuchaba esto último, prolongaba la visita a la oficina.” Durante dos años él escuchó relatos de 12 pacientes y su curiosidad científica se despertó. Esos relatos fueron el principio de un estudio que duró años.

  • “Miraba hacia abajo a mi propio cuerpo desde allí arriba, y vi médicos y enfermeras luchando por mi vida. Podía oír lo que decían. Entonces tuve un sentimiento acogedor y yo estaba en un túnel. Al final de ese túnel había una luz brillante, acogedora, blanca y vibrante. Era maravilloso. Me dio un sentimiento de paz y confianza. Floté hacia ella. El sentimiento de acogida llegó a ser más y más fuerte. Me sentía en casa, amado, casi en estado de éxtasis. Vi mi vida destellar como un flash ante mí. De repente sentí una vez más el dolor del accidente y regresé disparado a mi cuerpo. Estaba furioso de que los médicos me hubieran traído de vuelta.

Casi todas las descripciones de las Experiencias Cercanas a la Muerte son así de hermosas. Las personas se sienten conectadas y apoyadas. Llegan a comprender cómo funciona el universo. Experimentan amor incondicional. Se sienten libres de las opresivas preocupaciones de la existencia terrenal. ¿Quién no querría una experiencia así? “Suena fantástico, ¿no es así?” Van Lommel se ríe. “Pero no siempre es fácil afrontarlas. Cuando las personas regresan, a menudo tienen el sentimiento de que están encarceladas. Y puede llevar años antes de que sean capaces o tengan el valor de integrar en la vida cotidiana ese nuevo entendimiento que han obtenido en su experiencia.”

Sin embargo, una mayoría de personas que han tenido una Experiencia Cercana a la Muerte la describen como algo magnífico y dicen que les enriqueció la vida. Van Lommel explica que “la cosa más importante que les dejan [estas experiencias] a estas personas es que ellas ya no tienen miedo a la muerte. Esto es porque ellas han experimentado que su consciencia sigue viva, que hay continuidad. Su vida y su identidad no terminan cuando el cuerpo muere. Ellas simplemente tienen la sensación de que se han quitado su abrigo.”

Eso puede sonar como si viniese de alguien que ha estado más tiempo de la cuenta frecuentando librerías de la New Age [La Nueva Era]. Pero por lo que Van Lommel ha visto, las Experiencias Cercanas a la Muerte no están en absoluto limitadas a miembros de esa comunidad “espiritual”. Estas experiencias son igual de frecuentes entre personas que eran muy escépticas de antemano en relación a este tema.

  • “Llegué a estar “separado” del cuerpo y floté sobre él y sobre sus alrededores. Era posible ver el dormitorio circundante y mi cuerpo, aunque mis ojos estaban cerrados. Yo era de repente capaz a “pensar” cientos o miles de veces más rápido—y con mayor claridad—de lo que es humanamente normal o posible. En este momento me di cuenta y acepté que había muerto. Era hora de continuar. Era un sentimiento de total paz—completamente sin temor o dolor, y no implicaba ninguna emoción en absoluto.

La cosa más notable, dice Van Lommel, es que sus pacientes tienen tales experiencias de expansión de la consciencia durante el tiempo en que sus cerebros no registran actividad. Pero eso es imposible de acuerdo con el nivel actual del conocimiento médico. Debido a que la mayoría de los científicos creen que la consciencia ocurre en el cerebro, esto crea un misterio: ¿Cómo pueden las personas experimentar la consciencia [o tener actividad cognoscitiva] durante el tiempo en el que están inconscientes mientras tienen un paro cardíaco (una muerte clínica)?

Después de todos esos años de intenso estudio, Van Lommel todavía habla con reverencia acerca del milagro de la Experiencia Cercana a la Muerte. “En ese momento estas personas no sólo están conscientes; su consciencia está incluso más expandida que nunca. Ellos pueden pensar con extrema claridad, tienen recuerdos que se remontan a su niñez más temprana y experimentan una conexión intensa con todo y con todos a su alrededor. ¡Y sin embargo el cerebro no muestra ninguna actividad en absoluto!”

Esto ha suscitado varias grandes preguntas para Van Lommel: “¿Qué es la consciencia y dónde está localizada? ¿Qué es mi identidad? ¿Quién está haciendo las observaciones cuando veo mi cuerpo allí abajo en la mesa de operaciones? ¿Qué es la vida? ¿Qué es la muerte?”

  • “El cuerpo que observé y que estaba tumbado en la cama era el mío, pero yo supe que no era tiempo de partir. Mi tiempo en la tierra no había terminado todavía; todavía había un propósito.”

Para convencer a sus colegas de la validez de estas nuevas percepciones [o conocimientos. Insights], Van Lommel primero tuvo que demostrar que esta expansión de la consciencia ocurría, de hecho, durante el período de muerte cerebral. Eso no fue difícil de demostrar. Los pacientes eran a menudo capaces de describir con precisión lo que había sucedido durante su paro cardíaco. Ellos sabían, por ejemplo, exactamente dónde la enfermera puso sus dentaduras postizas o lo que habían dicho los médicos y los miembros de la familia. ¿Cómo una persona cuyo cerebro no estaba activo podría saber estas cosas?

No obstante, algunos científicos continúan afirmando que estas experiencias deben suceder en el momento durante el cuál todavía se está produciendo alguna función cerebral. Van Lommel es claro como el cristal en su respuesta:

“Cuando el corazón deja de latir, el riego sanguíneo se detiene en el plazo de un segundo. Entonces, 6,5 segundos más tarde, la actividad del EEG [Electroencefalograma] comienza a cambiar debido a la escasez de oxígeno. Después de 15 segundos hay una línea recta y plana, y la actividad eléctrica en la corteza cerebral ha desaparecido completamente. Nosotros no podemos medir el tallo cerebral, pero experimentos en animales han demostrado que esa actividad también se ha detenido allí.”

“Más aún, se puede demostrar que el tallo cerebral ya no está funcionando porque regula nuestros reflejos básicos, tales como la respuesta de la pupila y el reflejo de tragar, que ya no responden. De ese modo puedes introducir fácilmente un tubo por la garganta de una persona. El centro respiratorio también se detiene. Si el individuo no es reanimado dentro de un plazo de 5 a 10 minutos, sus células del cerebro se dañan de forma irreversible.”

Él es consciente de que sus conclusiones sobre la consciencia se oponen abiertamente al pensamiento científico ortodoxo. Es extraordinario que una revista científica con autoridad como The Lancet estuviese dispuesta a publicar su artículo. Pero no fue sin una lucha. Van Lommel recuerda con una sonrisa, “llevó meses antes de que me diesen la luz verde. Y luego de repente querían concluirlo, en un día.”

El trabajo de Van Lommel suscita profundas preguntas acerca de lo que realmente significa “la muerte”:

“hasta ahora, ‘la muerte’ simplemente significaba el fin de la consciencia, de la identidad, de la vida,” él indica. Pero su estudio derriba ese concepto, junto con los actuales mitos médicos acerca de quienes tienen Experiencias Cercanas a la Muerte.

“En el pasado, estas experiencias eran atribuidas a razones fisiológicas, psicológicas, farmacológicas o religiosas. Así como a una escasez de oxígeno, a la liberación de endorfinas, obstrucciones de receptores, al temor a la muerte, alucinaciones, expectativas religiosas o a una combinación de todos estos factores. Pero nuestra investigación indica que ninguno de estos factores determina si alguien tiene o no tiene una Experiencia Cercana a la Muerte.”

  • “Esta experiencia es una bendición para mí, pues ahora sé con seguridad que el cuerpo y el alma se separan, y que hay vida después de la muerte. Me ha convencido de que la consciencia vive más allá de la tumba. La muerte no es la muerte, sino otra forma de vida.”

Van Lommel afirma que el cerebro no produce la consciencia ni almacena la memoria [o los recuerdos]. Él indica que el experto americano en informática [o ciencias de ordenadores. Computer Science] Simon Berkovich y el investigador holandés del cerebro Herms Romijn, trabajando independientemente el uno del otro, llegaron a la misma conclusión: que es imposible para el cerebro almacenar todo lo que usted piensa y experimenta en su vida.

Esto requeriría una velocidad de procesamiento de 1024 bits por segundo. Simplemente viendo una hora de televisión ya sería demasiado para nuestros cerebros. “Si usted quisiera almacenar esa cantidad de información—junto con los pensamientos asociativos producidos—su cerebro se quedaría bastante lleno,” dice Van Lommel. “Anatómicamente y funcionalmente, es simplemente imposible para el cerebro tener este nivel de velocidad.”

De ese modo, esto significaría que el cerebro es realmente un receptor y transmisor de información. “Se Podría comparar el cerebro con un aparato de televisión que sintoniza con ondas electromagnéticas específicas y las convierte en imagen y sonido.”

“Nuestra consciencia en estado de vigilia, la consciencia que tenemos durante nuestras actividades diarias,” continúa Van Lommel, “reduce toda la información que hay a una única verdad que experimentamos como ‘la realidad.’ Durante las Experiencias Cercanas a la Muerte, sin embargo, las personas no están limitadas a sus cuerpos ni a su consciencia en estado de vigilia, lo que significa que experimentan muchas más realidades.”

Esto explica por qué las personas que tienen una Experiencia Cercana a la Muerte tienen a veces gran dificultad para funcionar en su vida diaria posteriormente. Ellas retienen la sensibilidad que les permite sintonizar con diferentes canales simultáneamente, lo que hace que una fiesta-cóctel o un viaje en autobús se conviertan en una experiencia agobiante, ya que toda la información de las personas a su alrededor les llega a través de todos los canales.

  • “Vi a un hombre que me miró de forma amorosa, pero al que yo no conocía. En el lecho de muerte de mi madre, ella me confesó que yo había nacido de una relación extramarital, mi padre era un hombre judío que había sido deportado y asesinado durante la Segunda Guerra mundial, y mi madre me mostró su retrato. El hombre desconocido que yo había visto hacía años durante mi Experiencia Cercana a la Muerte resultó ser mi padre biológico.”

Según Van Lommel, las Experiencias Cercanas a la Muerte sólo pueden explicarse si asumes que la consciencia, junto con todas nuestras experiencias y memorias, se localizan fuera del cerebro. Cuando se le pregunta dónde se localiza la consciencia, Van Lommel sólo puede especular. “Sospecho que hay una dimensión en la que se almacena esta información—una clase de consciencia colectiva a la que sintonizamos para acceder a nuestra identidad y nuestras memorias.”

Por medio de este campo colectivo de información, nosotros no sólo estamos conectados a nuestra propia información, sino también a la de los demás, e incluso a la información del pasado y del futuro. “Hay personas que ven el futuro durante una Experiencia Cercana a la Muerte,” dice Van Lommel. “Por ejemplo, había un hombre que vio a su futura familia. Años más tarde, él se encontró en una situación que ya había visto durante su Experiencia Cercana a la Muerte. Sospecho que así es como también funciona el ‘déjà vu’.”

De acuerdo a la investigación de Van Lommel, durante una Experiencia Cercana a la Muerte las personas también pueden ponerse en contacto con los muertos, incluso si no los conocen.

¿Pero cómo hace el cerebro para “saber” con qué información sintonizar? ¿Cómo puede alguien sintonizar con sus propias memorias y no con las de otras personas?

La respuesta de Van Lommel es sorprendentemente corta y sencilla: “ADN. Y principalmente el llamado ‘junk ADN,’ [o ‘ADN basura’] que supone alrededor del 95 % del total, cuya función no entendemos.” Él sospecha que el ADN, único para cada persona y cada organismo, funciona como un mecanismo de recepción, una especie de traductor simultáneo entre los campos de información y el organismo.

La idea de que el ADN funciona como un mecanismo receptor para sintonizar a las personas con sus campos específicos de consciencia arroja nueva luz en la discusión de los transplantes de órganos. Imagínese que usted obtiene un nuevo corazón. El ADN de ese corazón se conectará con el campo de consciencia del donante, no del receptor. ¿Significa eso que usted de repente obtiene información diferente? Sí, dice Van Lommel: “hay relatos de personas que desarrollaron deseos y estilos de vida radicalmente diferentes después de un trasplante de órgano. Por ejemplo, hay un relato de una bailarina de ballet que quiso de repente manejar una motocicleta y comer comidas basura”.

  • “Percibí no sólo lo que había hecho, sino incluso de qué manera eso había influido a los demás.

El cliché es verdad: Las personas ven su vida destellar [como un flash] ante ellas en el momento de la muerte. Y las personas adquieren percepciones [o conocimientos. En inglés: gain insight] sobre las consecuencias de sus actos. Ellas quizás se vean a sí mismas como si tuviesen 4 años de edad, quitándole los juguetes a su hermana, y sientan su dolor. Van Lommel comenta, “en esos momentos es como si tuvieses los pensamientos de otra persona dentro de ti mismo. Se te dan percepciones [o conocimientos. Insights] sobre el impacto de tus pensamientos, palabras y actos sobre ti mismo y sobre los demás. De ese modo, parece que cada pensamiento que tenemos es una forma de energía que continúa existiendo siempre.”

La gente que ha experimentado tal “revisión de la vida” dice que no es tanto acerca de lo que haces como de la intención que hay detrás de ello. “Es extremadamente intenso experimentar que todo lo que va, vuelve.” Van Lommel se inclina hacia adelante para asegurarse de que sus palabras se entienden bien. “Nadie evita las consecuencias de sus pensamientos. Eso es muy fuerte [o impactante. En inglés: confrontational]. Algunas personas descubren que hay algo que nunca pueden corregir. Otras regresan e inmediatamente comienzan a llamar a personas para disculparse por algo que hicieron hace 20 años.”

¿Así que hay un Juicio Final después de todo? Van Lommel es claro: “Absolutamente no. Nadie es juzgado. Es una experiencia de percepción propia [o de entendimiento propio, o de interiorización. En inglés: “It’s an insight experience”].

La mayoría de las personas atraviesan por esta escena retrospectiva [o revisión, destello. En inglés: flash back] en presencia de un ser hecho de luz. Ese ser es completamente amoroso, absolutamente acogedor [o que acepta. En inglés: absolutely accepting], que no juzga, pero que tiene una percepción completa [o entendimiento completo. En inglés: “complete insight”].

La escena retrospectiva [o revisión, destello. En inglés: flash back] cambia la comprensión que las personas tienen de la vida.

Ellos adoptan otros valores. Ellos sienten que son uno con la naturaleza y con el planeta. Ya nunca más hay ninguna diferencia entre ellos mismos y los demás. No es acerca del poder, de las apariencias, de los coches agradables, de las ropas, de un cuerpo joven. Es acerca de cosas completamente diferentes: amor por ti mismo, por la naturaleza, por tus prójimos los seres humanos. El mensaje es tan viejo como el tiempo, pero ahora lo han experimentado por si mismos y tienen que vivir en consonancia con él.”

Entonces, después de un corto silencio, dice pensativo: “Hasta casi da miedo darse cuenta de que cada pensamiento tiene una consecuencia. Si reflexionas en profundidad sobre ello… cada pensamiento que tenemos, positivo o negativo, tiene un impacto en nosotros, en los demás y en la naturaleza.”

¿Tienes que estar cerca de la muerte para aprender estas lecciones sobre la vida? No, dice Van Lommel, que nunca ha tenido una Experiencia Cercana a la Muerte él mismo. Gracias a su investigación, él aprendió tantas lecciones valiosas que decidió abandonar su carrera de cardiología en 1992 y dedicarse a tiempo completo a profundizar en la investigación, publicando y dando conferencias sobre el tema de las Experiencias Cercanas a la Muerte. Fundó la Fundación Merkawah en la Haya, el departamento holandés de la “Asociación Internacional para Estudios Cercanos a la Muerte” (IANDS. International Association for Near-Death Studies), que ofrece información y guía a personas holandesas que han tenido Experiencias Cercanas a la Muerte.

“Trabajando en este tema y estando abierto a ello ha cambiado mi vida,” dice Van Lommel. “Yo ahora veo que todo proviene de la consciencia. Tengo un mejor entendimiento de que uno crea su propia realidad basada en la consciencia que tiene y la intención con la que vive. Entiendo que la consciencia es la base de la vida, y esa vida es principalmente sobre la compasión, la empatía y el amor.”

Fin de la entrevista con el Dr. Pim van Lommel.

Dr. Pim van Lommel, Entrevistas Vídeo

O Dr. Pim van Lommel

Pim van Lommel, nascido em 1943, estudou medicina na Universidade de Utrecht, na Holanda, e especializou-se em cardiologia. Trabalhou de 1977 a 2003, no Rijnstate Hospital em Arnhem, na Holanda. Publicou diversos estudos sobre cardiologia e em 1986 começou a estudar as “experiências de quase morte” (ou “experiências de morte iminente”) vividas por doentes que tinham sido vítimas de paragem cardíaca.
Em 2001 o Dr. Van Lommel e outros autores publicaram os seus estudos na prestigiada revista científica The Lancet. Além disso assinou capítulos em diversos livros a respeito do assunto, além de artigos vários.

Em 2007 publicou na Holanda o seu livro “Eindeloos Bewustzijn: een wetenschappelijke visie op de Bijna-Dood Ervaring”; “Consciência Ilimitada; uma abordagem científica das experiências de quase morte”.

Foi um best-seller, com 100.000 exemplares vendidos na Holanda ao fim do primeiro ano, tendo ganho o Prémio do Melhor Livro de 2008. Foi traduzido para o alemão “Endloses Bewusstsein. Neue Medizinische Fakten zur Nahtoderfahrung” e em 2010 foi publicado pelos editores Harper Collins em Inglês e no ano seguinte em Francês pela editora Robert Laffont.

Nos últimos sete anos Pim van Lommel tem feito conferências em todo o mundo a respeito das relações entre a consciência e as funções cerebrais. Em 2005 recebeu o “Prémio de Investigação Bruce Greyson”. Em Setembro de 2006, o Presidente da India Dr. A.P.J. Abdul Kalam, condecorou-o com o “Life Time Achievement Award” no Congresso Mundial sobre Cardiologia Preventiva em Nova Delhi.

Os vídeos abaixo indicados apenas serão úteis para quem tenha conhecimentos da língua inglesa, o que peço desculpa, dado que não estão disponíveis versões legendadas que possam ser aqui apresentadas.

Ainda e apenas para pessoas com conhecimentos de língua inglesa, um extenso artigo sobre este tema, publicado no site Norte Americano da IANDS:

Dr. Pim van Lommel, M.D.: Continuity of Consciousness

E dois curtos vídeos com uma apresentação genérica, mas elucidativa, dos temas apresentados:

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