Aviso importante para visitantes e seguidores de “espiritismo cultura”

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> > > O trabalho de criar na Internet um sítio como este é uma tarefa cheia de dificuldades importantes e outras tantas descobertas que tentam resolvê-las da melhor maneira possível. Temos observado ultimamente um fenómeno muito interessante, muito honroso … Continuar a ler

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Ulisses Lopes, a visão estética e a actualidade da comunicação espírita em Portugal – Parte I

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A inspiração artística, resultante legítima de valores do espírito
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A ilustração de textos noticiosos com conteúdos de bom nível é um trabalho de grande importância comunicativa, exigindo, para além de sagacidade na escolha das imagens, a criatividade honesta na sua utilização.
O que significa que uma imagem não necessita apenas de ser bonita, ou impressionante ou espectacular. Ao transmitir ideias positivas é indispensável usar-se inteligência e rigor de processos, respeitando a coerência imperiosa entre a mensagem escrita e o estímulo visual que à mesma é associado.
É muitíssimo oportuno que também esta problemática seja abordada, estimulando qualitativamente a forma como se divulga uma cultura de emancipação progressista, universal e optimista, como é a cultura espírita.
Igualmente é necessário prestar-se atenção, divulgando os melhores exemplos conhecidos, como forma de elevar o nível dos trabalhos publicados e o seu enquadramento estético.
Por outras palavras: criar um novo patamar da opinião que temos a respeito de nós mesmos, por uma mais dinâmica observação da realidade.

Tendo desenvolvido o gosto de escrever a respeito da arte e dos artistas, poderia ter publicado este trabalho numa página exclusivamente dedicada a essa temática.
Mas acho que a notícia está muito melhor aqui, visto que, se os temas estritamente teórico-culturais devem referenciar com a devida clareza os seus autores e todas as citações autorais que incluem, não há razão nenhuma para ignorar a identidade de um criador artístico que coloca ao serviço da causa comum o seu bom gosto e o seu sentido criativo.

Nos dias de hoje, face ao futuro, a comunicação das ideias não dispensa os atributos da visão plástica. E o trabalho cultural e artístico que aqui é apresentado é um exemplo vivo de eficácia e lucidez intelectual indispensáveis à divulgação de qualquer cultura.

Os cartazes virtuais das palestras de ASEB – Associação Sociocultural Espírita de Braga, da autoria de Ulisses Lopes

Por facilidade de demonstração dos pontos de vista acima expostos, passo a revelar apenas uma parte dos muito mais de duzentos cartazes virtuais dos convites que são regularmente enviados pela ASEB a todos os membros da sua “mailing-list” e que apresentam de forma expressiva e culturalmente inteligente os acontecimentos anunciados por esse processo.

Fazendo parte dessa lista de endereços, a chegada à minha caixa de correio desses cartazes virtuais é sempre um momento de contemplação interessante, de questionamento interpretativo e de admiração consequente.

Todos esses elementos gráficos estão presentes numa página quase confidencial do site de ASEB, que de todos mereceria uma visita muito cuidadosa e atenta, no título do menu do site que se intitula: Palestras Espíritas.
Uma nítida tendência de “humildade inconveniente” arrumou essa página em último lugar no elenco do referido menu e, para mais, sob rigoroso anonimato, como se tivessem sido feitos por “ninguém”.
A mesma tendência, que reflecte um conceito acanhado das pessoas e da compreensão rudimentar que a responsabilidade autoral consigo transporta, torna-se incongruente pelo simples facto de que muitos dos cartazes aqui publicados publicam o nome dos autores das palestras, permanecendo em todos eles anónimo o seu próprio autor.

Os conjuntos que aparecem de seguida estão organizados como “galerias de imagens” para poderem ser vistas em formatos maiores e cada uma por si. Para isso o visitante poderá clicar na primeira imagem, desfilando depois através da galeria.

 

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O inspirado autor deste e de muitos outros exemplos de labor estético, de presença jornalística e de intervenções de nível pedagógico, é um trabalhador da causa espírita e – sendo ainda jovem – multiplica essa acção por vários aspectos já de há bom número de anos.
Tenho coleccionado uma grande quantidade de sinais do seu talento e da energia comunicativa de que se serve para levar a tudo e a todos uma tradução perfeitamente coerente com as ideias esquematizadas nos parágrafos anteriores.
Já lhe perguntei porque espera tão demoradamente em desenvolver um site pessoal que documente a vastidão da sua obra artística – que se estende a vários domínios de actividade técnico-profissional e cultural – paralelamente à realização de uma condigna exposição individual, que documente a importância colectiva e institucional que coloca ao serviço dos valores culturais que defende.

A realização de uma iniciativa desse tipo teria todas as vantagens e seria muito dignificante para o colectivo dentro do qual o artista se movimenta. Revelaria qualidades inerentes à mensagem que se ocupa em divulgar, criando um paradigma mais aberto e dinâmico na contemplação do mundo e de nós mesmos.
Dar um nome e um rosto a esta obra é o passo essencial para nos colocarmos, nós mesmos, ao nível dessa inteligência observativa, acto de partilha de valores comuns, momento pedagógico – no mais rigoroso sentido do termo – e digno da mais alargada projecção.

“galeria de imagens” – clicar na primeira para ter acesso:

Um dos factores de qualidade formativa deste conjuntos de imagens é inserirem grande número de referências inovadoras e predominantemente diferentes do imaginário “habitual”, “típico”, por vezes infelizmente “crónico”, do meio a que dizem respeito.
A consideração individual de cada imagem oferece dimensões que podem facilmente relacionar-se com outras, dando a oportunidade a uma grande variedade de leituras, onde intuitivamente se desenvolve a capacidade crítica, o sentido de humor e, em grandes doses – a rara inteligência da ironia.
O mundo, a sociedade, os impulsos culturais, a convivência e o apelo permanente à novidade exigem que uma mensagem, seja ela qual for, sinalize a capacidade de quem ousa e tem vontade de se adaptar à energia do presente, para não ser condenado à sombra equívoca de certos passados pouco inspiradores e deprimentes.

“galeria de imagens” – clicar na primeira para ter acesso:

 

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Na imensa variedade das suas propostas ou visões do mundo, Ulisses Lopes não nos traz, como é habito, notícias e referências dos últimos 160 anos. As vibrações ideológico-imagéticas que nos oferece abrem decididamente para os horizontes do século XXI.
O espiritismo, observado desta constelação multifacetada de referências artístico-culturais, é um arco-íris de mistérios apaixonantes.

A leitura mais inteligente do passado é aquela que ousa transformá-lo em coisa nova, horizonte de esperança e fé, laboriosa e dedicada evolução intelectual e corajoso aperfeiçoamento moral.

 

“galeria de imagens” – clicar na primeira para ter acesso:

 

Para encerrar esta notícia, duas imagens de Ulisses Lopes que valem mais do que duas mil palavras:

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Caros visitantes,
por artimanhas da internet, é muito difícil visitar à primeira os comentários a esta notícia, que estão meio escondidos. Depois de terem lido e visto tudo, convido todos a verificarem, lá ao fundo, no seguinte endereço:
https://palavraluz.wordpress.com/2017/08/29/ulopes/#comment-450

 

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Ulisses Lopes, a visão estética e a actualidade da comunicação espírita em Portugal – Parte II

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>> Não conhecemos com pormenor a totalidade dos percursos de Ulisses Lopes ao longo da sua multifacetada carreira artística, quer no domínio profissional quer na área de militância cultural. Para além do numeroso conjunto de trabalhos já dados a conhecer … Continuar a ler

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JOÃO DONHA – comentário à tradução de “O Livro dos Espíritos”

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João Donha – Professor de Português e de História, poeta, escritor e notável estudioso e divulgador espírita de Curitiba, Paraná – Brasil

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Esta notícia justifica-se pelo facto de ter sido publicado no Brasil, pelo professor  João Alberto Vendrani Donha, um comentário a respeito da tradução para português de Portugal dos nossos dias, que foi feita pelos autores deste lugar da Net, de “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, directamente do seu original em francês.


IMPORTANTE: assistir ao vídeo alojado no fim desta notícia com um depoimento muito valioso e interessante a respeito da personalidade e do trabalho de ALLAN KARDEC, da autoria de João A. V. Donha.

 

 

João Donha - Espiritismo Esta fotografia mostra o cabeçalho do blogue “João Donha – espiritismo” e representa o seu autor, já há alguns anos evidentemente, à entrada da “Passage de Ste. Anne”, em Paris, designação que em português se poderia traduzir como “Galeria de Santa Ana”. Como curiosidade, antes de termos começado a dedicar-nos integralmente à investigação da cultura espírita, estivemos um tempo em Paris, de visita a um filho que ali se encontrava. Movidos por qualquer espécie de intuição, visitámos demoradamente toda esta área histórica da cidade, incluindo, evidentemente o interessantíssimo e muito conhecido espaço do Palais Royal. Na altura não tínhamos a noção exacta, como agora, de que ali trabalhara tão afincada e generosamente Hipólito Leão Denisard Rivail, na produção da grande obra que mais tarde iríamos ler, estudar e traduzir!...
Para ter acesso a “João Donha – espiritismo”, um blogue muito rico de conteúdos de pensamento e cultura espírita, é favor clicar na imagem.


A seguir o comentário do professor João Donha, conforme foi publicado no já mencionado blogue de sua autoria:

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PRIMEIRA (E ÚNICA) TRADUÇÃO PORTUGUESA DO LIVRO DOS ESPÍRITOS


A primeira tradução para a língua portuguesa de um livro de Allan Kardec foi feita em 1862, pelo francês Alexandre Canu, secretário nas sessões da Societé Spirite. Trata-se do “O Espiritismo em sua mais simples expressão”, publicado em Paris pelo editor autorizado pelas duas coroas, brasileira e portuguesa, que bastante influenciou a entrada do espiritismo no Rio de Janeiro, segundo o próprio Kardec.Depois disso, iniciaram-se as traduções das obras de Kardec para o português feitas por brasileiros e lançadas no Brasil. Posteriormente, edições dessas traduções passaram a ser feitas também em Portugal, com as costumeiras adaptações quanto às peculiaridades regionais do idioma. Adaptações feitas em toda a literatura. Só o Saramago não permitiu; por isso, suas obras são lidas no Brasil tal como escritas em Portugal.Mas essa lacuna (a falta de uma tradução para o português de Portugal das obras de Kardec) começa agora a ser suprida pelo casal José da Costa Brites e Maria da Conceição Brites, com a publicação de “O Livro dos Espíritos”. Eu disse “começa”, porque o desafio é lançado, a ser cumprido por eles ou por outros, para que a tradução das demais obras de Kardec também se faça ao som da beleza original do nosso idioma, “última flor do Lácio, inculta e bela” como lembra Olavo Bilac em seu imortal soneto.

E, podemos dizê-lo sem medo de exageros, lacuna preenchida de forma brilhante. Costa Brites e Maria da Conceição (ou, simplesmente São, como ela simpaticamente se coloca numa rede social) têm um excelente domínio do francês e perfeita consciência da dinâmica histórica a influenciar constantemente uma língua, de forma que, não fizeram apenas uma tradução para o português: fizeram uma tradução para o Século XXI. O cuidado com a expressão correta, clara e precisa dos conceitos transmitidos nesta obra (que se insere no rol das grandes obras sintetizadoras da cultura ocidental) norteou seu trabalho. Um elucidativo, instigador e inteligente prefácio, somado às oportunas “Notas Finais” (que são referenciadas ao longo do texto em negrito e entre colchetes), tornam a leitura desta tradução perfeitamente digerível pelo iniciante no conhecimento espírita e, imprescindível para o estudioso aplicado da doutrina.

A proposta de Costa Brites se resume num brado: “OLE – obra viva, obra aberta!” Pois, segundo ele me disse num e-mail: “a cultura espírita, os espíritas, sobretudo aqueles que têm o privilégio de falar com os Espíritos, nunca deveriam ter parado de avançar na pesquisa mediúnica, abrindo cada vez mais o património das informações”. E finaliza com um vibrante e oportuno desafio que, aliás, é também a minha opinião: “quem não estiver de acordo com o nosso trabalho, tem uma proposta antecipada que lhe apresentamos: façam uma tradução para proveito próprio, com todo o empenho e interesse cultural” (…) “No dia em que todos os espíritas tiverem feito uma tradução para seu próprio uso, talvez se tenham dados passos em frente, que nos expliquem de forma consistente ‘a natureza, origem e destino dos Espíritos e as suas relações com o mundo material’, com todas as respetivas facetas e horizontes”.

Enfim, eis a obra. “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec, tradução de José da Costa Brites e Maria da Conceição Brites, Luz da Razão Editora, http://www.luzdarazao.pt, geral@luzdarazao.pt, Portugal, 2017.

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Comentário a este texto inserido por nós no blogue referido:

 

Caro professor João Donha,

Os autores da tradução de “O Livro dos Espíritos” diretamente do francês original para português da atualidade agradecem reconhecidamente a atenção posta na leitura e na observação cuidadosa do trabalho que fizemos com tanto gosto e interesse proveitoso.
Com efeito, a motivação principal que nos dirigiu foi a de colhermos ensinamentos para nós mesmos, acompanhando todas as fases da tradução com a necessária pesquisa a respeito de todos os temas que mereciam essa atitude.
No blogue de um professor de Português e de História como é João Donha, sentimo-nos encorajados a propor a todos os leitores interessados a leitura de um trabalho com cerca de sessenta páginas que é um pequeno resumo de todas as e reflexões que efetuámos, um ficheiro PDF que pode ser descarregado no seguinte endereço do nosso blogue “espiritismo cultura”:

https://palavraluz.wordpress.com/2017/04/20/palalma/

Chamamos a atenção de todos de que os principais critérios que orientaram esta pesquisa e o que classificamos como equívocos ou erros de tradução estão ordenados em função do português de Portugal que aprendemos na escola, na vida e no maravilhoso alento das palavras de nossas Mães.

O resultado mais feliz dessas observações foi o de termos conseguido estabelecer uma construtiva intimidade intelectual com a obra de Allan Kardec e dos ensinamentos dos Espíritos que nos deu a conhecer com tão elevado critério de ordenação metodológica.
Ao autor deste blogue e a todos os seus visitantes as nossas melhores saudações.

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No largo espaço da Internet cabe perfeitamente, e na nossa sensibilidade claramente se justifica, uma breve imagem do que aprendemos a respeito de João Donha.
O perfil e as poesias vão inseridas porque valorizam esta página.
Se a Internet não servir para encontrar e conhecer pessoas e enriquecer a nossa visão da vida, para que servirá ela?
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JOÃO ALBERTO VENDRANI DONHA, professor de Português e História, de Curitiba, Paraná, Brasil.

A si mesmo se qualifica como:

Ex-professor eventual de português e história;
ex-quase-escritor;
ex-funcionário de estatal;
… Algumas publicações infanto-juvenis; artigos e poesias em diversos periódicos.
E… nada a “completar”… A não ser o exercício atual de duas profissões não regulamentadas (graças a Deus):
a de “fiscal da natureza”, exercida na rive gauche do rio Cachoeira,
e a de “palpiteiro contumaz”, que pode ser verificada aqui no blog.

PUBLICAÇÕES:
“Os Gatos de Angaetama” (1979, CooEditora; 1985, Criar; 1995, HDLivros).
“Pelos Outros, Pela Gente” (1980, CooEditora).
“O Lambari Comilão” (1985, Criar).
“Brás Brasileiro” (1986, HDV).
“Espaço Agrário” (1980, Vozes).
“Os Desconhecidos” (1979, Beija-Flor).

Quase Poemas

Cb. 19.2.2007

RIO TEMPO

Estou num corpo, que está num barco, que desce um rio.
Saí da fonte para a foz, e estou em meio do caminho.
Para mim, a fonte é o passado e a foz é o futuro.
Se paro ou me volto as coisas se invertem.
Pois a fonte tem águas que ainda não vi,
o que faz que elas sejam o futuro,
enquanto que a foz são águas passadas.
Mesmo quando me movo ao longo do rio,
tendo a fonte como passado, lá estão surgindo novas águas;
portanto, em meu passado surgem novidades.
Mas as novidades não são coisas do futuro?
Se o futuro é a foz, suas águas podem ter passado por mim;
então meu futuro é conhecido, pois é feito de águas passadas.
Oh, meu Deus, minha vida gira como as voltas deste barco,
tendo o passado e o futuro sempre no presente.

9.7.2008

DIONÍSIO E APOLO

Se somos antes de ser; se temos categorias a priori; se somos uma centelha divina; se temos uma consciência prévia dada por Deus, lá no fundo e tal, esta verdade indemonstrável mas irrefutável, me indica que todo o saber é adquirido pela intuição, e a razão só lhe dá forma. Assim foi na fase inicial do conhecimento humano, e assim deve permanecer no desenvolvimento científico. A razão não é capaz de gerar novos conhecimentos, mas, simplesmente conformar o conhecimento intuitivo. É evidente; basta apenas observar que, quanto mais racional é uma pessoal, mais previsível ela é, e quanto mais intuitiva, mais criativa e genial. Isto não só porque a pessoa que se aferra apenas à razão se torna prisioneira da previsibilidade inerente a essa faculdade, mas, também, porque está fugindo à sua verdadeira natureza.
Viver é melhor que conhecer.

22.4.2009

A CIDADE

Sonho com a cidade da minha infância,
com muros baixos e portões abertos,
fechados apenas no mês de cachorro louco.
Agora, os cachorros estão sempre loucos
e saltam aterradores nos quintais,
obrigando todos a terem grades e
muros altos…

3.9.2009

POEMIAS

Eu não sirvo prá amigo,
nem prá companheiro,
muito menos prá correligionário,
aliás, eu não sirvo prá co-
isa nenhuma: sou apenas um indivíduo.
E da minha individualidade
(ou seria individualismo?)
eu não abro mão.

A contradição vivida
é que no exercício da minha
individualidade
(ou seria individualismo?),
eu dou-me o direito
de não ter opinião definida;
tê-la, portanto, dividida.
E o in-divíduo
é algo não divisível.

.1990

ECLESIASTES

Vaidade de vaidades, disse o Eclesiastes.
Que proveito tiras tu, ó trabalhador,
Do trabalho com que sempre te desgastaste
Debaixo do sol, a não ser a tua dor?

O sol nasce todo dia e torna a se por
Uma geração vem, outra geração parte
Por mais que pense não se livra do Criador
Filosofia, religião, ciência e arte.

Na calha do tempo se esvai inveja e amor
Seja puro ou pecador, não ilude a sorte
A tragédia com mais furor atinge o forte.

E por mim, que se dane burro ou pensador
Tudo é vaidade, pois que seja como for
Sábio e insensato encontram a mesma morte.

.2012

EU POETA?

O poeta senta e escreve
Eu apenas sinto e ouço
A sinfonia dos sabiás
Na hora mágica das cinco.
É muita paz e felicidade
Ainda que não sendo, só estando,
Mesmo que não tendo, só amando.

 

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PALAVRAS DE JOÃO DONHA
UMA APRESENTAÇÃO LÚCIDA E INTELIGENTE
DA PERSONALIDADE E DO VALOR DO TRABALHO DESENVOLVIDO POR ALLAN KARDEC

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A Revolução Espírita – A teoria esquecida de Allan Kardec, de Paulo Henrique de Figueiredo

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AS INVESTIGAÇÕES DE PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO

Um passo em frente na caracterização filosófica da ideia espírita

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De Immanuel Kant se disse que, depois dele, nada seria como dantes no pensamento ocidental. Depois de assimilado o avanço conceptual proposto por Paulo Henrique de Figueiredo, nada será igual no espiritismo em português.

 


RECEBI, OPORTUNAMENTE,  DE UM JOVEM BOM AMIGO BRASILEIRO O FAVOR DA REMESSA DE DOIS LIVROS IMPORTANTÍSSIMOS PARA O PRESENTE E PARA O FUTURO DO ENSINO DOS ESPÍRITOS, TAL COMO NOS FOI LEGADO POR ALLAN KARDEC.
SÃO
OBRAS ESSENCIAIS, RESULTANTES DE MUITOS ANOS DE PESQUISAS DE PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO, PARA QUE DESPERTE E SE RENOVE UMA CULTURA QUE MUITOS INSISTEM EM  ANESTESIAR, DETURPAR OU DEMOLIR:

REVOLUÇÃO ESPÍRITA – A teoria esquecida de ALLAN KARDEC
MESMER – A ciência negada do magnetismo animal

O essencial desta notícia é a oferta aos visitantes de uma introdução às ideias de PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO, de que tomei conhecimento pela generosidade comunicativa das suas palestras e da sua página pessoal.

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AO FUNDO está incluído para descarga um ficheiro PDF da transcrição livre de uma dessas palestras de 17 de Setembro de 2016.
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Reparei depois que o texto da mensagem de agradecimento que mandara ao meu jovem amigo brasileiro, com o entusiasmo com que a escrevi, pode servir como abertura para esse tema:

Caríssimo amigo “J”

“…Deves estar lembrado do Pdf que te enviei a respeito das ideias e da investigação de Paulo Henrique de Figueiredo…”
A propósito disso, tenho estado a assentar ideias a respeito de Immanuel Kant e de todos os antecedentes culturais que poderão fundamentar a lógica histórico-filosófica do aparecimento do ensino dos Espíritos, tal como nos foram transmitidos pela notabilíssima  obra de Allan Kardec.
Esse processo implica a visão abrangente e coordenada da História da Humanidade e da marcha do pensamento filosófico, tarefa a que PHF tem vindo a dedicar a sua melhor atenção, já há dezenas de anos, e que preenche uma lacuna antiga do estudo e da apreciação do conhecimento espírita em português.
Faço esta compartimentação linguística da grande cultura, porque os franceses, que foram os seus legítimos percursores – quer na teoria, quer na prática – deram-se ao luxo de a deixar um pouco ao Deus dará e não a integraram de forma consequente na vasto seio da cultura europeia.
A essa tarefa meteu ombros este brasileiro universalista iluminado por uma formidável lucidez cultural, que veio buscar ao velho continente – provando largamente a abundância de dados e conceitos entretanto negligenciados – a panaceia adequada para um sem número de sincretismos já dramaticamente enraízados na versão tropical do legado de Allan Kardec.
Levará tempo a clarear essa mescla de impulsos desencontrados, conforme também esclarece Paulo Henrique de Figueiredo. Felizmente que a clarividência emancipadora do ensino dos Espíritos não nos foi comunicada por palavras limitadas do quotidiano confuso do suor e das lágrimas de quem caminha lenta, mas persistentemente, para a Luz. Foi-nos comunicada pelo pensamento enorme de quem contempla o mundo de alto e de largo.

Por isso também nós traduzimos “O Livro dos Espíritos” para a língua portuguesa dos dias de hoje, para novas gerações de leitores, alheios à estratificação do pensamento formalista. O que está nas páginas daquele livro não são as palavras petrificadas de um século passado. São ideias luminosas e esclarecidas que dia a dia se renovam, assim haja a lucidez para entender a cada instante a libertadora mensagem dos Espíritos.

Sendo o ensino dos Espíritos uma culminância da modernidade é evidente que os pontos mais elevados e sensíveis da marcha das ideias filosóficas e do desenvolvimento dos factos históricos, têm obrigatoriamente de ter uma correspondência activa e consequente com o seu aparecimento.

Kant não hesitou em definir a sua filosofia como uma “revolução copernicana” na história do pensamento, pois a sua obra significava uma revolução equivalente à que representara o heliocentrismo de Copérnico para a ciência.
Kant foi, indiscutivelmente, o fundador da filosofia moderna: com a sua obra completa-se essa viragem rumo à subjectividade, timidamente iniciada por Descartes e radicalizada por David Hume, que caracterizou toda a filosofia até aos nossos dias.
Após as suas famosas três Críticas (Crítica da Razão Pura, 1781; Crítica da Razão Prática, 1788 e Crítica do Juízo (ou da Faculdade de Julgar), 1790) nada voltaria a ser como dantes.

 A importância fantástica que tem a obra de Paulo Henrique de Figueiredo é ser o avanço mais consequente e organizado que eu conheço no estabelecimento e solidificação dessa correspondência activa!…
A virtude conceptual e ideológica que tem esse avanço é constituir uma ultrapassagem, uma superação, de um conjunto de debates mesquinhos e infindáveis, que estorvam a compreensão das qualidades essenciais do espiritismo, mesmo para alguns que – de certa forma – se julgam adeptos certificados.
PHF, para além de lançar um desafio sem precedentes aos interessados activos na proposta espírita, tal como foi delineada por ALLAN KARDEC, identifica vários aspectos em que tem sido omissa a compreensão dos antecedentes  que possibilitaram a sua eclosão e de várias contingências do seu devir histórico.
Relativamente ao seu próprio país, a redescoberta e elucidação de estudiosos fundadores como Manuel José de Araújo Porto-Alegre, Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias, desmistifica mitos pseudo-inauguradores de um movimento irremediavelmente marcado por cismas fracturantes e sincretismos incompatíveis com o espiritismo como impulso intelectual emancipador e universalista com profundas raízes intelectuais.
Há sectores, ditos “progressistas”, do espiritismo, que ainda não chegaram às ideias de Immanuel Kant, resumidamente, porque ainda não perceberam a natureza de uma ideologia e de um exercício programático caracterizado pelo sentido da AUTONOMIA, pela ideia da EVOLUÇÃO, e pela CONSCIÊNCIA como residência originária da orientação MORAL, ou seja – ainda não chegaram ao ponto zero da “revolução copernicana” de Kant!…
Estou a ler um livro muito inspirado e envolvente, que é da autoria de Joan Solé, um jovem catalão para aí da tua idade, excepcionalmente bem escrito, que oferece numa bandeja de analogias multi culturais (até artísticas…) o perfil das ideias de Kant, e que se chama exactamente ” A revolução copernicana na filosofia”:

Nota: Esse livro faz parte de uma colecção de 40 obras a respeito dos principais filósofos e da marcha das ideias filosóficas; foi editada em Portugal, por um semanário, sob o título “Descobrir a Filosofia”. Deve ter sido editada no Brasil, pela certa.
Se leres bem em Espanhol (a língua castelhana, atenção…) posso-te mandar 30 pdf’s de 30 dessas obras. Para quem quiser completar ideias a respeito da Filosofia, ou inaugurá-las, é um apetitoso convite à leitura.

O projecto da colecção foi dirigido por Manuel Cruz, catedrático de Filosofia na Universidade de Barcelona, com a colaboração de muito conceituados especialistas!…
O Paulo Henrique de Figueiredo tem sido muito simpático e já pré-anunciou a sua autorização para publicar o Pdf com a transcrição  da apresentação do livro: Revolução Espírita – A Teoria Esquecida de Allan Kardec

Aqui fica o link para a notícia que diz respeito à obra. O site – do próprio autor – tem uma variedade de artigos a não perder. Como requinte técnico que é raro, cada artigo é antecedido da indicação do número de minutos que leva a ler!…

Felicidades e os melhores votos de saúde

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PDF com a transcrição livre, de minha inteira responsabilidade, da palestra devidamente identificada de PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO:

Palestra de PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO sobre o tema: REVOLUÇÃO ESPÍRITA – A teoria esquecida de Allan Kardec

 

Escadaria com painéis de azulejos – S. Vicente de Fora – Lisboa (foto CB)

 

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Bertrand Russell – Sobre o progresso espiritual

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> As publicações que o IPEAK prometera a respeito do seu trabalho mediúnico de pesquisa e ilustração continuam a surgir, com benefício para todos os interessados. Já sendo privilégio raro o imenso interesse das reflexões que nos aparecem sob a … Continuar a ler

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Diálogos com o Espírito de Bertrand Russell

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  Perguntas-me como descobri Deus. Eu não o descobri. Ele se desvela. Ele se mostra. Ele é a totalidade racional que a razão obscurecida pela matéria e por nossos vícios não entende. Deus é o mais precioso mistério; é a … Continuar a ler

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