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	<title>palavra luz</title>
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	<description>A Realidade desta e de outras vidas</description>
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		<title>palavra luz</title>
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		<title>Espiritismo: lugar de encontro para todos os visitantes</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 04:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apresentação]]></category>
		<category><![CDATA[centro espírita]]></category>
		<category><![CDATA[ciencia observação]]></category>
		<category><![CDATA[doutrina filosófica]]></category>
		<category><![CDATA[espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[paz espiritual]]></category>

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		<description><![CDATA[- A aceitação da vida depois da morte e de outros factos relacionados com a transcendência, hoje em dia, já não depende da crença, da fé ou de qualquer predisposição misteriosa relacionada com a natureza íntima de cada um. Com &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/10/20/espiritismo-lugar-de-encontro-para-todos-os-visitantes/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=21&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<h3 style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">A aceitação da vida depois da morte e de outros factos relacionados com a transcendência, hoje em dia, já não depende da crença, da fé ou de qualquer predisposição misteriosa relacionada com a natureza íntima de cada um.</h3>
<h3 style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;">Com toda a abundância de dados concretos e observações experimentais confirmadas por fontes abundantes da maior honestidade, a aceitação de tais fenómenos situa-se apenas no domínio da INFORMAÇÃO CULTURAL e da curiosidade intelectual.</h3>
<p style="text-align:justify;">Necessário será que a pessoa dê um passo para tomar conhecimento de factos e razões que dizem respeito à origem e destino de todos nós e que explicam de forma abrangente a natureza e as qualidades do mundo que habitamos e toda a sua complexidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Este blogue tem o intuito de oferecer a todas as pessoas, quer estejam ou não identificados com o espiritismo, uma oportunidade de tomarem conhecimento e de se informarem, numa base de abertura a variados aspectos culturais e científicos.</p>
<p style="text-align:justify;">Chamo a Vossa boa atenção para o facto de que o espíritismo é uma prestigiada FORMA DE CULTURA honrada pela adesão de intelectuais prestigiados, nascida há século e meio, em França, ostenta o vigor da juventude e uma enorme capacidade de progresso em todas as áreas de qualidade intelectual e espiritual que o caracterizam e que já se estendeu a quase todos os países do mundo.</p>
<h3 style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">ATENÇÂO: o espiritismo possui uma ética moral assumida que o torna factor de satisfação cultural, conforto e paz espiritual. O seu exercício e os seus ensinamentos &#8211; nos centros devidamente qualificados para isso &#8211; primam pela honestidade e SÃO COMPLETAMENTE GRÁTIS.</h3>
<p style="text-align:justify;">Este local é destinado ainda, e naturalmente, a todos aqueles que já sentem um genuíno interesse pelo espiritismo como ciência da observação que também é doutrina filosófica. Penso especialmente naquelas pessoas que:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>não encontram na sua área de residência nenhum centro espírita organizado ou que,</li>
<li>tendo conhecimento de um centro espírita activo, preferem não se aproximar por qualquer motivo, seja tão somente porque não se encontram preparados para uma vivência do mesmo fora da sua sensibilidade mais íntima;</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Para essas pessoas pode fazer sentido que, de forma sigilosa ou revelando abertamente a sua identidade, se possam gradualmente ir aproximando de irmãos seus na fé de convicções seguras, com a finalidade de trocar impressões, colher ensinamentos, conversar em suma.</p>
<p style="text-align:justify;">A internet, que serve para tão inúmeras coisas, é também uma valiosa plataforma de encontros pessoais e enriquecimento cultural.</p>
<p style="text-align:justify;">À medida do interesse dos visitantes, farei portanto os possíveis por construir um genuíno local de encontro para enriquecimento das nossas vidas e troca de informações importantes.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A todos os visitantes as mais calorosas boas-vindas, votos de felicidade interior e paz espiritual.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Este endereço, recentemente inaugurado continuará a ser enriquecido com dados, comentários, informações, referências de interesse cultural, etc.</p>
<p><strong>Oxalá continue a ter utilidade e interesse para todos os que o visitam. </strong></p>
<div id="attachment_111" class="wp-caption aligncenter" style="width: 346px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/nov-01.jpg"><img class="size-full wp-image-111  " title="nov-01" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/nov-01.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">acrílico s/ papel (fragtº) - Costa Brites/Maio 2006</p></div>
<p style="text-align:center;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/21/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=21&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Resumo da doutrina espírita – Capítulo I</title>
		<link>http://palavraluz.wordpress.com/2011/10/03/versao-resumida-e-pessoal-da-doutrina-espirita-%e2%80%93-capitulo-i/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 12:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resumo da doutrina espírita - Capítulo I]]></category>

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		<description><![CDATA[- Querer explicar: A razão de existirmos; O funcionamento da realidade; O sentido da vida e o seu aperfeiçoamento é um objectivo bastante difícil&#8230; As primeiras noções que recebi do ESPIRITISMO causaram-me a impressão de que &#8211; com o esclarecimento &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/10/03/versao-resumida-e-pessoal-da-doutrina-espirita-%e2%80%93-capitulo-i/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=395&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear:both;text-align:center;">
<div id="attachment_421" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/nov-062.jpg"><img class="size-full wp-image-421 " title="nov-06" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/nov-062.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Circum-navegações III (frag), CB Abril 2006</p></div>
</div>
<p><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p>Querer explicar:</p>
<ul>
<li>A razão de existirmos;</li>
<li>O funcionamento da realidade;</li>
<li>O sentido da vida e o seu aperfeiçoamento</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">é um objectivo bastante difícil&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">As primeiras noções que recebi do <span style="background-color:#fff2cc;">ESPIRITISMO</span> causaram-me a impressão de que &#8211; com o esclarecimento dessa doutrina &#8211; era possível encontrar a resposta clara para essas três questões cruciais. Por outro lado produziram  em mim um tão enorme entusiasmo e uma tão grande fé e confiança no futuro, que me atrevo a vir aqui divulgar uma visão breve e simplificada do mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Não se trata de apresentar uma nova religião com rituais, clero hierarquizado, dogmas e ortodoxia, mas sim de esquematizar:</p>
<ul style="background-color:#d9ead3;">
<li style="text-align:justify;">uma cultura abrangente com carácter filosófico, método científico e objectivos morais.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Ora &#8220;escutem&#8221;, por favor:</p>
<div style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;">PRIMEIRA NOÇÃO ESSENCIAL</div>
<p style="text-align:justify;">O espiritismo baseia-se no conhecimento do contacto com o mundo dos espíritos, ou seja, na COMUNICAÇÃO COM O OUTRO LADO DA VIDA.</p>
<p style="text-align:justify;">A dificuldade em entender e aceitar tais factos resulta do desconhecimento de fenómenos que se enquadram perfeitamente:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>nas LEIS DA NATUREZA;</li>
<li>na realidade espiritual vivida por muitíssimas pessoas ao longo dos séculos e  que permaneceram longe do estudo e do esclarecimento devido às mais diversas razões:</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><span style="background-color:#d9d2e9;">A ciência materialista e académica</span>, de costas voltadas para a transcendência do Espírito, só aceita aquilo que vêem os olhos do corpo, aquilo que pode pesar-se numa balança ou que pode manipular-se na mesa dum laboratório, ignorando – ou fazendo orelhas moucas – ao facto de que muito do que trata o espiritismo também passa por uma abordagem com carácter científico, fundamentado no método observativo e na experimentação aferida com toda a isenção.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="background-color:#d9d2e9;">As religiões oficiais</span> são sistemas de poder fortemente hierarquizado, sujeitam as pessoas a normas rígidas de rituais que se repetem sem esclarecimento concreto da realidade das coisas.<br />
A sua acção tem-se mantido ao longo de séculos, reduzindo a noção de Deus a fórmulas acanhadas de visão quase antropomórfica, que tem conduzido inúmera quantidade de fiéis à descrença, senão ao ateísmo.<br />
Para esclarecer de modo elevado este tema recomendo a leitura da obra “Depois da Morte” de Léon Denis, senão por inteiro, pelo menos a primeira parte “Crenças e Negações”.</p>
<div style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;">Em que é que se baseia o espiritismo?</div>
<p style="text-align:justify;">O espiritismo baseia-se fundamentalmente no conhecimento, devidamente codificado e organizado há cerca de 150 anos, em Paris, por Hippolyte Leon Dénisard Rivail (aliás Allan Kardec)  &#8211; Vidé também o Capítulo II &#8211; depois de estudados e coligidos os resultados de inúmeros contactos estabelecidos com o MUNDO DOS ESPÍRITOS, por intermédio de pessoas dotadas dos necessários dotes mediúnicos para esse efeito.</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>A colheita desses testemunhos não foi feita ao acaso, mas sim com metodologia aferida pelos mais rigorosos moldes de honestidade intelectual e o acompanhamento de observadores independentes;</li>
<li>resulta da convergência de multiplicidade de tais depoimentos feitos em lugares diferentes, através de individualidades que nada sabiam umas das outras e em ocasiões diferenciadas no tempo;</li>
<li>Muitas dessas comunicações tinham essencialmente propósitos de carácter informativo/formativo de importância universal e são compagináveis com a ciência e com os métodos de observação das LEIS DA NATUREZA;</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Outras <strong>comunicações mediúnicas</strong>, que continuam a decorrer nos autênticos e legítimos Centros Espíritas de todo o mundo, são efectuados com propósitos de auxílio moral, esclarecimento de problemas sensíveis e solidariedade espiritual COMPLETAMENTE LIVRES DE PAGAMENTO MONETÁRIO.</p>
<p style="text-align:justify;">Fique perfeitamente entendido que, nos autênticos e devidamente credenciados Centros Espíritas tais trabalhos são movidos com exclusivo objectivo de SOLIDARIEDADE FRATERNA, tendo produzido em imensidade de casos <strong>efeitos comprovadamente úteis</strong> para as pessoas neles participantes, de acordo com os mais honestos, concretos e comprováveis testemunhos.</p>
<div style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;">O que é a <strong>MEDIUNIDADE</strong></div>
<p style="text-align:justify;">Para além dos cinco sentidos, a saber:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>o olfacto</li>
<li>o paladar</li>
<li>a audição</li>
<li>a visão</li>
<li>e o tacto</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">existe <strong>um outro sentido</strong> menos conhecido e menos vulgar, a mediunidade, que surge da forma mais inesperada – sobretudo nas crianças, durante os primeiros anos de vida, atenuando-se depois – e se mantém em certos adultos, aparentemente ao acaso, de diferentíssimas formas.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><strong>A mediunidade</strong> é, portanto, a capacidade que existe em certas pessoas de entrar em contacto com o mundo oculto dos espíritos, por outras palavras, de se aperceberem do verdadeiro mundo de onde todos saímos ao nascer e para onde regressaremos depois da morte.</div>
<p style="text-align:justify;">Mais pormenores e características deste tema serão abordados mais adiante, ao longo destas nossas conversas, bebendo no vastíssimo contingente de saberes já entretanto à nossa disposição e que fazem parte da “codificação” já anteriormente mencionada.</p>
<div style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;">Ainda a respeito da mediunidade:</div>
<p style="text-align:justify;">Tal faculdade, na grande maioria das pessoas, resulta apenas – o que já é muito – numa percepção subentendida de todas as coisas que connosco se passam (e que tantas vezes acabamos, inconscientemente, de designar como o nosso “6º sentido”):</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>uma intuição secreta e disfarçada, mesclada de maior ou menor intuito de certeza, de causas e efeitos de que não temos consciência plena, mas que nos afectam seja de que maneira for.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">O “psicológico”, a tristeza ou a alegria, os sentimentos depressivos, as quebras de ânimo, os entusiasmos ocasionais, a tão celebrada “inspiração” que anima qualquer um de nós por vezes e são o combustível de acção e intervenção das pessoas sensíveis, dos artistas e criativos, tudo isso se encontra dependente desse território desconhecido a que continuamos ligados sem o saber, que não controlamos, mas que nos condiciona de muitas e variadas maneiras.<br />
Nos casos das pessoas em que a mediunidade é mais explícita e – melhor ainda – nos casos em que é orientada e estudada de modo cultural e cientificamente adequado:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>a mediunidade é uma ferramenta importante para conhecer coisas fundamentais da vida, instrumento de intervenções de solidariedade e auxílio precioso, esclarecendo o verdadeiro destino do homem, o lugar e as circunstâncias de que derivamos e o caminho que nos resta percorrer.</li>
</ul>
<div style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;">Apresentação desta versão resumida da doutrina espírita:</div>
<p style="text-align:justify;">Este trabalho irá ser desenvolvido em capítulos sucessivos que irão sendo publicados aqui.<br />
Escrito como está, corresponde àquela conversa sossegada e íntima que gostaria de ter com toda e qualquer pessoa que desejasse ouvir-me.</p>
<p style="text-align:justify;">Lembrei-me de a escrever pensando num grande amigo que fez o favor de ter comigo uma conversa semelhante, mas sem ser por escrito: o Senhor Joaquim Inácio Zapata de Vasconcelos, tipógrafo, músico ensaiador do meu naipe no Orfeão de Leiria, o dos segundos tenores, há para aí 50 anos, mais coisa menos coisa. (nota histórica deste acontecimento está narrada <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/as-raizes-da-cultura-espirita-na-minha-familia/"><strong>aqui</strong></a>).</p>
<p style="text-align:justify;">Considerem, por favor, que se trata de uma conversa entre amigos, ultrapassando a dificuldade formal e a extensão de alguns cursos de qualidade que existem na internet. Críticas e comentários, agradecem-se.</p>
<div style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;">Ideias essenciais deste Capítulo:</div>
<p>Allan Kardec definiu o Espiritismo como sendo:</p>
<blockquote style="color:#0b5394;">
<div style="text-align:right;"><span style="font-size:90%;"><span style="font-size:120%;">&#8220;&#8230;uma ciência que trata da natureza, da origem e destino dos Espíritos, e das suas relações com o mundo corporal&#8221;.<br />
&#8220;O Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica.<br />
Como ciência prática, ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que decorrem dessas relações&#8221;.</span></span></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:right;"><span style="font-size:small;">In: &#8220;O que é o Espiritismo&#8221;, de Allan Kardec</span></div>
<div style="text-align:right;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</div>
<div style="text-align:right;"><a href="http://palavraluz.wordpress.com/category/resumo-da-doutrina-espirita-capitulo-ii/"><br />
</a></div>
<div style="text-align:right;"><a href="http://palavraluz.wordpress.com/category/resumo-da-doutrina-espirita-capitulo-ii/">(continuar a ler no Capítulo II &#8211; basta clicar aqui)</a></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
</blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/395/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/395/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/395/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/395/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/395/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/395/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/395/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=395&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Resumo da doutrina espírita – Capítulo II</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 08:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resumo da doutrina espírita - Capítulo II]]></category>

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		<description><![CDATA[O segundo capítulo desta nossa conversa vai tratar de dois assuntos: I -A reencarnação; por ser um aspecto fundamental de toda a razão de ser da ciência de observação que também é doutrina filosófica com consequências morais que se chama &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/10/03/versao-resumida-e-pessoal-da-doutrina-espirita-%e2%80%93-capitulo-ii/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=442&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_443" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/detc.jpg"><img class="size-full wp-image-443 " title="DETC" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/detc.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">fragmento de um painel de azulejos 15x15 vidrado liso, Costa Brites, 2003</p></div>
<p style="text-align:justify;">O segundo capítulo desta nossa conversa vai tratar de dois assuntos:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>I -A reencarnação; </strong>por ser um aspecto fundamental de toda a razão de ser da ciência de observação que também é doutrina filosófica com consequências morais que se chama espiritismo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>II &#8211; A codificação; </strong>por ser um dado histórico já mencionado no Capítulo I.</p>
<div style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;">I -A REENCARNAÇÃO</div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">A reencarnação é o conceito de que o espírito, como princípio imaterial dos seres, vai acumulando experiência e conhecimentos, vai-se aperfeiçoando, não apenas na fugaz oportunidade de uma existência neste mundo através do seu corpo – em cuja associação forma aquilo que os espíritas designam como alma.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">O espírito regressa todas as vezes necessárias para que se enriqueça e alcance os necessários dotes da inteligência e as qualidades morais que lhe permitam avançar para outros horizontes de perfeição iluminada.</div>
<p style="text-align:justify;"><strong></strong><br />
<strong>O corpo físico, veículo transitório da eternidade do espírito</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O corpo físico, nessa ordem de ideias, não passa de um meio transitório, com durabilidade dependente de factores os mais diversos – inclusive de aqueles que dependem de acidentes que ocorrem por aparente fatalidade.<br />
Segundo o que é sabido, há espíritos cujo nível de evolução os liberta da sequência das encarnações.<br />
Desses, só regressam à vida aqueles que, por generosa abnegação, se dispõem – de acordo com decisões tomadas a níveis superiores – a servir de guias orientadores da humanidade que habita este nosso mundo que é caracterizado como <strong>mundo de “expiação e de provas”.</strong><br />
Este é um caso apenas, de entre o incontável número de outros mundos igualmente habitados por imensa quantidade espíritos, dos mais variados níveis de evolução.</p>
<div style="text-align:justify;"><em>&#8220;…A <strong>doutrina da reencarnação</strong>, que consiste em admitir para o espírito muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à ideia que formamos da <strong>justiça de Deus </strong>para com os homens que se acham em condição moral inferior; </em></div>
<div style="text-align:justify;"><em>a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois oferece os meios de resgatarmos os nossos erros, por novas provações. </em></div>
<div style="text-align:justify;"><em>A razão no-la indica e os espíritos a ensinam…”</em></div>
<div style="text-align:justify;"><em><br />
</em></div>
<div style="text-align:justify;"><em>In “O Livro dos Espíritos” Allan Kardec; questão 171 – comentário</em></div>
<blockquote>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
</blockquote>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">Sem admitirmos a reencarnação, nada faz sentido no mundo e na natureza das nossas vidas como consequência inteligente de uma causa inteligente que garanta a todos os seres um futuro de evolução e aperfeiçoamento <span style="background-color:#fff2cc;">em condições de perfeita igualdade.</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">O espiritismo serve-se da sua cultura e do exercício da mesma para comprovar – mediante a “ciência de observação” que de facto é – essa antiquíssima teoria, comum a uma grande variedade de concepções filosóficas e religiosas.</p>
<p style="text-align:justify;">O espiritismo não inventou a reencarnação, mas a mediunidade constituiu um elemento de fundamentação e de prova da sua autenticidade, de que a recente evolução de estudos e conhecimentos científicos não faz mais do que consolidar.</p>
<p style="text-align:justify;">A evolução tecnológica veio acrescentar conhecimentos largamente comprovativos dessa teoria, tal como está demonstrado em vários estudos e documentos já abordados neste blogue:</p>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;"><a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/acreditar-em-deus-ou-nao-acreditar-em-deus-acreditar-na-vida-depois-da-morte-ou-acreditar-que-a-morte-e-simplesmente-o-fim-de-tudo/">ACREDITAR EM DEUS ou NÃO ACREDITAR EM DEUS; acreditar na vida depois da morte OU acreditar que a morte é simplesmente o fim de tudo</a></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;"><br />
</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;"><a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/balanco-dos-estudos-europeus-sobre-as-experiencias-de-morte-iminenteano-de-2010/">Balanço dos estudos Europeus sobre as Experiências de Morte Iminente/ano de 2010</a></span></div>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong><br />
<strong>A doutrina da criação da alma no instante do nascimento</strong></p>
<p style="text-align:justify;">De acordo com algumas concepções religiosas conhecidas, a alma é criada no instante do nascimento dos indivíduos, dando a uns o destino de imperadores, a outros o de pedintes; a uns a categoria de intelectuais de valor, a outros a de analfabetos<br />
Algumas pessoas têm prestações excelentes e gloriosas, de acordo com uma inteligência superior, outros arrastam-se na carência de meios e na inferioridade moral. Uns são abnegados e justos, outros arrogantes e desrespeitadores.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;color:#0b5394;text-align:justify;"><strong>A desigualdade de destinos que isso pressupõe, ao fim de apenas uma existência terrena, não é compreensível perante as perspectivas de evolução equivalente a que todas as pessoas têm direito.</strong></div>
<p style="text-align:justify;">A admissão de apenas uma existência também não explica um grande número de factos notáveis da nossa mente, como as pré-aquisições, a memória de factos inexplicáveis, a sensação do “momento já vivido”, as crianças prodigiosas que nascem com dotes inexplicáveis e toda a infinita assimetria de capacidades e particularismos das condições de vida de cada um.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A intuição sensível dos artistas e o “pecado original”</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Dos génios pintores e poetas, por exemplo, toda a gente entende que a sensibilidade e os saberes que tão bem dominam, não foram “aprendidos” em lado nenhum. Há visões e percepções na criação artística que surgem “naturalmente” NÃO SE SABE DE ONDE.</p>
<p style="text-align:justify;">Também de acordo com as teorias acima evocadas, patrocinadoras da perversa ideia do “pecado original” – destinado a assustar e coagir as pessoas à obediência dogmática – ao fim da vida parece nada restar às almas senão um sintético horizonte de expectativas: ou o céu, o inferno, ou um prolongado purgatório.<br />
Essa explicação não nos satisfaz, não é condizente com a vastidão opulenta da universal Criação, não corresponde à riqueza do universo que habitamos e – muito menos – à infinita variedade de mundos desconhecidos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A evolução em regime de igualdade universal</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A chocante variedade de destinos que acima se refere tem sido, ao longo de toda vida, motivo de crises existenciais sem fim, arrastando ao descrédito uma concepção da vida sem projecto inteligente respeitador de todos os seres e das suas legítimas aspirações.<br />
Os agnósticos e os ateus estribam-se nesse tipo de razões para desacreditarem da tese da existência de um Deus criador que a uns dá o corpo de beldades e mentes de inteligência genial e a outros o corpo retorcido do sofrimento informe e a mente entorpecida do tresloucado.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">O espiritismo inclui a visão racional de todo esse tipo de circunstâncias, que devidamente pode documentar de forma cabal e completa, servindo de guia e amparo substancial a todos os sofredores e de estímulo de aperfeiçoamento a todos os que são bem sucedidos.</div>
<p style="text-align:justify;">Se é importante a primeira das ideias, a de amparo dos menos felizes, enfermos ou aparentemente deserdados, muito importante também é orientar os beneficiados por um quadro de vida pleno de felicidade e favores do destino – em direcção a atitudes conscientemente justas, modestas e solidárias para com todos os seus semelhantes.</p>
<p style="text-align:justify;">As informações disponíveis a respeito deste assunto esclarecem devidamente a longa marcha dos espíritos para aprender, melhorar e aperfeiçoar-se até atingir a clarividência e a plenitude dos Espíritos de Luz.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong></p>
<div style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;">II -A CODIFICAÇÃO da doutrina dos espíritos</div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Assim é chamada pelos espíritas o ordenamento metódico e sistemático dos conhecimentos que deram corpo à sua doutrina e à sua concepção da vida e do mundo feita, como já vimos, há cerca de 150 anos, em Paris, por Hippolyte Leon Dénisard Rivail (que adoptou o pseudónimo de Allan Kardec).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Allan Kardec </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Nascido em 1804 e falecido em 1869, foi um prestigiado pedagogo e homem de ciência (discípulo de Johann Heinrich Pestalozzi) que lançou mão dos recursos da sua formação académica para dar início a uma investigação metódica de algo que surpreendia a França e variados círculos espalhados pelo mundo.<br />
No agitado universo de profundas transformações de meados do século XIX , largo número de interessados se mobilizava em torno de manifestações surpreendentes, mas cujos contornos não se conheciam devidamente: o fenómeno das comunicações espíritas.</p>
<p style="text-align:justify;">A sistemática codificação foi levada a cabo com conjuntos de colaboradores especializados, entre os quais médiuns europeus do mais elevado nível, e lançou as bases do que, como já vimos, foi designado como a <strong>terceira revelação</strong>, que não será &#8211; desta feita &#8211; da responsabilidade de uma criatura predestinada ou por um espírito profético de primeira grandeza.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">O espiritismo, como revelação, tem sido – e será – obra de uma colectividade de seres que, em plena independência e liberdade, se dão as mãos na construção de um novo horizonte de esperança e evolução para toda a humanidade.</div>
<p style="text-align:justify;">O que o espiritismo constitui é a uma nova visão do mundo e do homem como ser espiritual dirigido por princípios inteligentes e destinados a uma evolução sem fronteiras.<br />
Tais objectivos são para dar frutos futuros quanto às vidas que nos esperam no Além e também poderão contribuir para uma acentuada evolução positiva do nível de entendimento e do progresso espiritual  no mundo em que habitamos.</p>
<div style="color:#134f5c;text-align:justify;"><span style="font-size:large;">Pressupõem uma vivência e uma partilha de valores como jamais houve na História da humanidade.</span></div>
<div style="color:#134f5c;text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<p style="text-align:justify;">ANEXOS ao tema das REVELAÇÕES:<span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<div style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;"><strong>Anexo I</strong></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">De acordo com Allan Kardec, no Capítulo I da sua obra “A Génese”, três foram as grandes revelações da Lei de Deus: A primeira representada por Moisés; a segunda por Jesus Cristo e a terceira e última revelação pelo Espiritismo.<br />
Do ponto de vista de uma revelação religiosa, o Espiritismo apresenta algumas características particulares:<br />
<strong><br />
</strong></p>
<div style="background-color:#fff2cc;"><strong>a) Estruturação Colectiva:</strong></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:right;"><em>&#8220;…as duas primeiras revelações, sendo fruto do ensino pessoal ficaram forçosamente localizadas, isto é, apareceram num só ponto, em torno do qual a ideia se propagou pouco a pouco; mas foram precisos muitos séculos para que atingissem as extremidades do mundo, sem mesmo o invadirem inteiramente. A terceira tem isto de particular: não estando personificada num só indivíduo, surgiu simultaneamente em milhares de pontos diferentes, que se tornaram centros ou focos de irradiação.&#8221;</em></div>
<div style="text-align:right;"><em>A Génese, Allan Kardec</em></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="background-color:#fff2cc;"><strong>b) Origem Humano-Espiritual:</strong></div>
<p style="text-align:justify;">O Espiritismo tem uma dupla origem:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>é espiritual dado que a sua estrutura doutrinária foi em grande parte ditada por Espíritos Superiores preparados para este mister (nesse sentido é uma revelação);</li>
<li>e humana, dado que foi e continua sendo enriquecido e trabalhado por espíritas cultos e dedicados que dão o melhor de si no aperfeiçoamento da obra.</li>
</ul>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><strong>c) Carácter Progressivo:</strong></div>
<p style="text-align:justify;">A revelação espírita, apoiando-se em factos, tem de ser, e não pode deixar de ser, essencialmente progressiva como todas as ciências de observação.</p>
<div style="text-align:justify;"><em>&#8220;Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.&#8221; </em></div>
<div style="text-align:right;"><em>A Génese, Allan Kardec; cap I ,it 55</em></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="background-color:#d9ead3;"><strong>Anexo II</strong></div>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p><span style="font-size:120%;"><span style="color:#134f5c;">3.ª revelação &#8211; ESPIRITISMO</span></span></p>
<ul>
<ul>
<li style="color:#0b5394;">Parte das palavras de Jesus Cristo;</li>
<li style="color:#0b5394;">Revela o mundo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo;</li>
<li style="color:#0b5394;">Levanta o véu dos &#8220;mistérios&#8221; do nascimento e da morte;</li>
<li style="color:#0b5394;">O espírita sabe de onde vem, porque está na Terra, porque sofre, para onde vai, vê por toda a parte a justiça de Deus;</li>
<li style="color:#0b5394;">Sabe que alma progride incessantemente, pela pluralidade das existências, até atingir o grau de perfeição que o aproxima de Deus;</li>
<li style="color:#0b5394;">O espírita toma conhecimento da pluralidade dos mundos habitados;</li>
<li style="color:#0b5394;">Descobre o livre-arbítrio;</li>
<li style="color:#0b5394;">É demonstrada a existência do perispírito, bem como do princípio vital. São estudadas as propriedades de vários outros fluidos;</li>
<li style="color:#0b5394;">Longe de negar ou destruir o Evangelho vem, ao contrário, confirmar, explicar e desenvolver, pelas novas leis da natureza, tudo quanto Jesus Cristo disse e fez;</li>
</ul>
</ul>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">A revelação espírita tem duplo carácter:</div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>DIVINO: o seu aparecimento não resultou da iniciativa do homem, mas de cálculos divinos. A primeira revelação teve a sua personificação em Moisés, a segunda em Jesus Cristo, a terceira não a tem em indivíduo algum. As duas primeiras foram individuais e proféticas, a terceira é colectiva;</li>
</ul>
<ul style="text-align:justify;">
<li>CIENTIFICO: os seus ensinamentos não são privilégio de ninguém, são fruto do trabalho da observação e da pesquisa. Têm por base o raciocínio, a investigação e o livre-arbítrio. Não foram ditados completos, nem impostos à crença cega.</li>
</ul>
<div style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;"><strong>A nossa época e o privilégio da informação fácil</strong></div>
<p style="text-align:justify;">A clarificação de horizontes tão empolgantes como os que se descrevem, solicitam evidentemente grande número de esclarecimentos.</p>
<p style="text-align:justify;">O objectivo desta visão resumida do espiritismo e da sua doutrina, tem como único propósito falar com toda a abertura e muito sinteticamente a todos aqueles que têm tido a curiosidade, mas não ousaram aproximar-se com mais cuidado e atenção.</p>
<p style="text-align:justify;">Meios, documentos e elucidação mais completa é o que não falta, desde logo na enorme rede de relacionamentos que é a internet e, para quem ouse dar o passo mais indicado, <strong>num qualquer Centro Espírita perto de si.</strong></p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">Se no passado o acesso à literatura espírita foi condicionada e perseguida, neste momento só quem não quer é que não a tem ao seu dispor, inclusive de modo gratuito – o que é marca distintiva da prontidão espírita de não vender nada, mas dar tudo aquilo que possa servir de apoio fraterno a quem dele necessite.</div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:right;"><strong>(continua em próximos capítulos)</strong></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/442/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=442&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Resumo da doutrina espírita – Capítulo III</title>
		<link>http://palavraluz.wordpress.com/2011/10/03/resumo-da-doutrina-espirita-capitulo-iii/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 08:40:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resumo da doutrina espírita – Capítulo III]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[- DE HIPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL A ALLAN KARDEC . O conhecimento do exemplo de vida e dedicação intelectual de Hippolyte Léon/Allan Kardec é um estímulo valioso para qualquer um de nós. Se tivesse seguido o exemplo dos seus pais &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/10/03/resumo-da-doutrina-espirita-capitulo-iii/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=488&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<h4 style="background-color:#d9ead3;text-align:center;"><span style="font-size:140%;"> DE HIPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL A ALLAN KARDEC </span></h4>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">O conhecimento do exemplo de vida e dedicação intelectual de Hippolyte Léon/Allan Kardec é um estímulo valioso para qualquer um de nós. Se tivesse seguido o exemplo dos seus pais e avós – com a inteligência de que dispunha – teria sido um grande advogado ou um grande juiz, que era o que os mesmos mais desejavam. Teria ganho muito dinheiro, teria envelhecido rodeado dos favores da melhor sociedade parisiense, mas ter-se-ia tornado apenas em mais um nome difícil de ler algures numa lápide tumular manchada pela chuva, pelo pó e pelo tempo.<br />
A enorme virtude, o génio que teve foi o de estar atento, disponível, e de actuar de acordo com o que via com os olhos da inteligência sensível. <span style="color:#333399;"><strong>Não se deixou levar na corrente destrutiva do materialismo imediato e foi premiado com a descoberta/revelação, de uma das ideias mais extraordinariamente libertadoras de toda a história da humanidade: o conhecimento certificado da origem e do destino do homem enquanto ser ligado à transcendência.</strong></span><br />
Hippolyte Léon/Allan Kardec, abriu resolutamente a cortina que escondia a nossa “sala comum” da entrada franca da luz do Sol, ou mais além, da Luz-Luz!&#8230;<br />
Só não sabe quem não quiser ser informado.<br />
Só não acredita quem não se consentir uma hora de atenção e diálogo.<br />
No estado actual dos conhecimentos, a percepção e a intimidade com a transcendência já não é uma questão de fé subjectiva ou de predestinação casual: É UMA QUESTÃO DE QUERER SABER E SER INFORMADO.<br />
E ISSO ESTÁ AO ALCANCE DE QUALQUER UM DE NÓS.</p>
<div id="attachment_545" class="wp-caption aligncenter" style="width: 368px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/ak011.jpg"><img class="size-full wp-image-545  " title="AK01" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/ak011.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Hippolyte Léon Denizard Rivail/Allan Kardec (1804-1869)</p></div>
<p>Neste terceiro capítulo vamos falar um pouco sobre Hippolyte Léon Denizard Rivail, o homem que mais tarde veio a ser conhecido por Allan Kardec, tendo por base uma obra da autoria de Henri Sausse, considerado o mais importante biógrafo do codificador.<br />
Não ignorei também o trabalho de um outro biógrafo, muito mais recente, André Moreil, sobre cuja personalidade não se encontram dados disponíveis na internet e cujas obras terão sido publicadas, de acordo com as referências mais antigas que encontrei, a partir de 1961.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<h4 style="background-color:#fff2cc;"><strong>Hippolyte Léon, homem que não cuidou de uma imagem para a posteridade</strong></h4>
<p style="text-align:justify;">Enquanto Hippolyte Léon, e muito menos como Allan Kardec, não foi uma personalidade que tenha gasto tempo a notabilizar-se a si próprio, contrariamente ao que acontece com aqueles que parecem obcecados pela acumulação dos fugazes vestígios que irão deixar neste mundo.<br />
Não registou impressões suas que constituíssem “curriculum vitae”, não fez considerandos subjectivos que não fossem ao essencial dos temas que ocupavam a sua mente e, muito menos, criou uma qualquer fundação ou museu com o seu próprio nome.</p>
<p style="text-align:justify;">Tendo sido uma pessoa perfeitamente normal, como qualquer de nós, ou seja: nem santo nem profeta, o seu percurso em direcção ao esclarecimento das causas fundamentais da origem e razão de ser do homem como ser espiritual tem uma exemplaridade tão notável que constituem – conforme será possível demonstrar factualmente – um marco essencial na evolução presente e futura da humanidade.</p>
<p style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">A aceitação da validade e da importância do trabalho de Allan Kardec não se coloca no plano da fé, no facto de acreditar ou de não acreditar em coisas vulgarmente consideradas – e de forma errónea – misteriosas e vagas. Situa-se unicamente no plano da vontade do esclarecimento de factos identificados com a observação experimental, hoje exemplarmente esclarecidos por estudiosos do mais notável prestígio e autoridade. Depende da coragem intelectual de enfrentar realidades claríssimas de grande actualidade, mas com as suas raízes profundamente lançadas na antiguidade histórica e antropológica.</p>
<p style="text-align:justify;">O que é de salientar à partida é que Hippolyte Léon, ele próprio;</p>
<p style="text-align:justify;">• viveu a maior parte de sua vida sem que tenha existido o espiritismo na sua cabeça;<br />
• a codificação do mesmo resultou de um conjunto de razões e de factos que se impuseram à sua consciência científica e cultural, depois de ter começado a estudá-los, a pedido e por insistência de amigos seus;<br />
• verificando-se a circunstância concreta de que, para a sua anterior formação, tais fenómenos tinham um carácter estranho e até francamente duvidoso.</p>
<p style="text-align:justify;">A determinação de Allan Kardec em abordar “os fenómenos” que lhe foram recomendados por amigos surgiu, é preciso acentuar-se, já depois de ter atingido os cinquenta anos de idade.<br />
Note-se que nessa altura o marco dos cinquenta era uma idade muito mais madura do que é agora devido à mudança do tipo de vida e à esperança de longevidade muito mais alargada.<br />
Isto para além de que, sendo a sua cultura perfeitamente académica, positivista mesmo, a uma primeira solicitação para estudar &#8220;uns certos fenómenos magnéticos” que lhe foi feita por um amigo que se chamava Fortier, a resposta dele foi pouco entusiástica, mesmo francamente dubitativa.</p>
<p>Dirigindo-se este meu modestíssimo trabalho de resumo do espiritismo a pessoas ainda não profundamente relacionadas com o mesmo <span style="background-color:#d9ead3;">(e tomara eu que me lessem aqueles que nada sabem a respeito do assunto)</span> vou por agora esquecer os factos de natureza, por assim dizer, transcendente, e que foram determinantes no reforço da atitude de Hippolite Léon na busca de todos aqueles objectivos a que ele próprio, já como Allan Kardec, se dedicou – com tantíssimo afinco e determinação. Faço esse esclarecimento para que não se pense que os ignoro ou que os menosprezo, mas tão somente porque talvez se justifique que se mencionem um pouco mais adiante.</p>
<h4><span style="color:#ffffff;">.</span></h4>
<h3 style="background-color:#d9ead3;"><span style="font-size:110%;"> As origens, a família e as circunstâncias históricas em França </span></h3>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<div class="separator" style="clear:both;text-align:center;">
<div id="attachment_559" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/cert011.jpg"><img class="size-full wp-image-559" title="cert01" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/cert011.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Certidão de nascimento de Hippolyte Léon</p></div>
</div>
<p style="text-align:justify;">As suas origens tinham sido católicas e os pais, de boa classe social e haveres, haviam-no mandado para estudos na Suíça (relativamente perto da sua cidade natal, Lyon) dado que o ambiente em França era caracterizado por uma instabilidade enorme, com imensas hipóteses de trágicos acontecimentos.<br />
Não uma simples “crise”, mas conflagrações sociais medonhas que fizeram de todo o século XIX, em França como no resto da Europa, um cenário de violências, guerras, miséria e instabilidade.<br />
Do lado positivo dos acontecimentos registaram-se avanços e progressos notáveis, apesar de tudo. A cultura, a arte e as ciências avançaram extraordinariamente em inúmeros domínios, sendo pena que regimes arrogantes e insensíveis tenham permanecido alheios ao sofrimento dos povos, presos às paixões materialistas, à cupidez egocêntrica e a uma insaciável sede de poder.<br />
Guerras entre estados, revoluções e contra revoluções, amotinações dos desesperados e dos desvalidos reprimidas com mão de ferro, prisões e fuzilamentos, fazem com que este século não tenha constituído uma excepção no conjunto de tantos séculos igualmente saturados da sem razão das guerras, da injustiça e da má distribuição das riquezas.<br />
Já no fim do século dezoito haviam ocorrido factos poderosamente transformadores da ordem e do sistema vigentes (com a Revolução Francesa), e todo o período subsequente, sem esquecer o primeiro império e as guerras napoleónicas, tão devastadoramente trágicas para tantos milhares de vítimas, pese muito embora o efeito das transformações sociais e culturais que arrastaram consigo.<br />
Em 1848 houve milhares de prisões e 15.000 homens foram fuzilados em Paris; em 1851, de novo barricadas em Paris com fuzilaria e muitos mortos e execuções; em 53 a França declara guerra à Turquia e à Rússia, com tudo o que isso envolve para o povo combatente e tributário, sem falar de imensos episódios de conflitos vários coroados pela guerra franco-prussiana em 1870, a invasão da França e o cerco de Paris, seguido da sublevação da Comuna afogada em sangue durante a “semana sangrenta”(cerca de 30 mil mortos, ou mais, entre combatentes e executados).</p>
<div style="text-align:center;">
<div id="attachment_492" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/fuz.jpg"><img class="size-full wp-image-492" title="Resumo da doutrina espírita – Capítulo III " src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/fuz.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">1870 - fuzilamentos em Paris</p></div>
</div>
<p style="text-align:justify;">A eclosão do espiritismo teve lugar durante o período chamado do II Império de Napoleão III, de 1852 à 1870. Este mesmo homem de estado, primeiramente eleito presidente da república e logo depois auto-consagrado como imperador e o “préfet Haussmann” renovaram de modo espectacular o urbanismo parisiense, tendo inovado com a abertura dos larguíssimos Grands Boulevards e das praças vastíssimas.<br />
De visita à &#8220;cidade luz&#8221;, qualquer guia turístico vos dirá, contudo, que um dos propósitos dessa medida formidável que fez da capital da França aquilo que ela é, seria o de abrir espaços amplos por onde esquadrões de cavalaria pudessem carregar sobre cidadãos amotinados pela fome, e regimentos de artilharia pudessem esfrangalhar à bomba as trágicas barricadas populares, celebradas no luto de milhares e em muitas cantigas de camisardos tornadas conhecidas pelos piores motivos.</p>
<div id="attachment_493" class="wp-caption aligncenter" style="width: 467px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/sp4.jpg"><img class="size-full wp-image-493" title="Resumo da doutrina espírita – Capítulo III " src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/sp4.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Estampa popular ilustrando o cerco e o bombardeamento de Paris pelos exércitos da Prússia</p></div>
<p style="text-align:justify;">Basta dar uma pequena vista de olhos pelos compêndios de história e mergulhar na leitura dos monumentos literários da época, tais como, por simples exemplo, “Os Miseráveis” de Victor Hugo – artista e grande herói da França – referido abundantemente como adepto do pensamento espírita.<br />
O esclarecimento das características culturais e científicas vigentes durante esse século seriam de uma complexidade impossível de abordar aqui, sendo útil e indispensável referir que eram muitíssimo adversas para a exploração e divulgação de uma ideia como o espiritismo é.<br />
Certos estavam aqueles avisos e considerandos que foram oportuna e conscienciosamente feitos a Hyppolite Léon, no que toca às imensas dificuldades, azedumes e perseguições de que iria ser vítima, obstáculos que – entrado na tarefa a que entretanto se propôs – não enfraqueceram em nada o seu ânimo, antes pelo contrário.</p>
<h3 style="background-color:#d9ead3;"><span style="font-size:110%;">A cronologia dos acontecimentos a partir da juventude:</span></h3>
<h4 style="background-color:#fff2cc;"><strong>1823, o interesse pelo magnetismo</strong></h4>
<p style="text-align:justify;">Ainda muito novo, pelos 19 anos (1823), um dos assuntos de exploração científica que motivava o jovem Hippolyte Léon, era o magnetismo, as fases do sonambulismo e todos os mistérios adjacentes, conforme esclareceu muito mais tarde, em Março de 1858, a pgs. 92 da Revue Spirite.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>«…O magnetismo preparou o acesso ao espiritismo, e os rápidos progressos desta doutrina devem-se incontestavelmente à vulgarização das ideias daquele. Dos fenómenos do magnetismo, do sonambulismo ao êxtase próprio das manifestações espíritas não dista senão um passo; a ligação é tal que, por assim dizer, é impossível falar de um sem falar do outro. Se tivéssemos que nos manter afastados da ciência magnética, o quadro ficaria incompleto e seríamos comparáveis a um professor de física que se abstivesse de falar da luz. Todavia, como o magnetismo já possui entre nós entidades devidamente acreditadas, seria desnecessário insistir num assunto tratado com a superioridade do talento e da experiência; não falaremos nele senão de modo acessório, o suficiente para mostrar as íntimas relações das duas ciências que, na realidade, não passam de uma só…”</em></p>
<h4 style="text-align:justify;">Porém, conforme nos diz Henri Sausse:<br />
<em></em><br />
<em>“…Não nos antecipemos; a conclusão final não fora ainda atingida. Allan Kardec não tinha encontrado ainda a via que o conduziria à imortalidade…”</em><br />
<strong><br />
</strong></h4>
<h4 style="background-color:#fff2cc;"><strong>1854, a maturidade e a proximidade das revelações</strong></h4>
<p style="text-align:justify;">Em 1854, uma das pessoas que como ele se interessava pelos fenómenos do magnetismo, o Senhor Fortier, falou-lhe no caso das mesas girantes que “falavam”. A resposta que lhe deu o professor Rival ficou registada para o futuro de forma explícita, para que não restassem dúvidas quanto à sua atitude céptica que tais fenómenos lhe inspiravam:<br />
<em></em><em>«…Acredito quando puder ver, quando me tiverem dado provas de que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que pode tornar-se sonâmbula. Até lá permita-me que veja nisso apenas uma historieta para fazer dormir de pé…»</em></p>
<div style="color:#134f5c;text-align:justify;">(Nota: Antes da adopção pelos espíritas do termo “médium” utilizava-se a expressão “sonâmbulo”, oriundo dos estudos sobre o magnetismo, para designar as pessoas que, num estado hipnótico, evidenciavam uma sensibilidade excepcional ou comportamentos fora da relação com a sua personalidade habitual.)</div>
<div style="color:#134f5c;text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<p style="text-align:justify;">Nos dois anos seguintes iria desenrolar-se uma enorme quantidade de observações e experiências que iriam mudar a face dos conhecimentos relativos ao espírito, à origem e ao destino dos homens, e que correspondem ao aparecimento de uma nova personalidade, a de Allan Kardec, impulsionador de uma nova cultura que não tem parado de engrandecer-se, cujo eco ressoa no coração de todos nós e que tem chegado aos quatro cantos do mundo.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<h4 style="background-color:#fff2cc;"><strong>1855, Carlotti, Fortier, a Senhora Plainemaison, e muitos outros </strong></h4>
<p style="text-align:justify;">A partir daqui vale a pena citar as próprias palavras de Allan Kardec que foram publicadas nas suas «Obras Póstumas»:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>« …No ano seguinte (começos de 55) encontrei Carlotti, um amigo de 25 anos, que me ocupou durante mais de uma hora a respeito do fenómeno das &#8220;mesas falantes&#8221;», com o entusiasmo que dedicava a todas as ideias novas.</em><br />
<em>Falou-me, antes de mais, na intervenção dos espíritos, o que aumentou as minhas dúvidas.</em><br />
<em>- O meu amigo será um dia dos nossos, asseverou.</em><br />
<em>- Veremos isso mais tarde, retorqui.</em><br />
<em>Pelo mês de Maio, estando em casa da Senhora Roger com Fortier, seu magnetizador, encontrei o Senhor Pâtier e a Senhora Plainemaison, que me falaram dos mesmos assuntos que abordara Carlotti, mas num tom completamente diferente. Pâtier era funcionário público de certa idade, grave, frio e calmo. A sua linguagem ponderada, livre de entusiasmos, impressionou-me bastante e resolvi aceitar com empenho o convite que me fez para assistir às experiências que eram feitas em casa da Senhora Plainemaison.</em><br />
<em>Foi lá, pela primeira vez, que fui testemunha do fenómeno das “mesas girantes”, em condições tais que não havia lugar a dúvidas.</em><br />
<em>Assisti também a alguns ensaios muito imperfeitos de escrita «medianímica» feita numa ardósia por meio de uma cestinha.</em><br />
<em>As minhas ideias não se encontravam definidas, mas um facto de tal natureza devia ter necessariamente uma causa. Por detrás daquelas aparentes futilidades e daquela espécie de brincadeira, descortinei algo de sério, como que a revelação de uma nova lei que prometi aprofundar.</em><br />
<em>Num dos serões da Senhora Plainemaison conheci a família Baudin, que me convidou a assistir a uma das suas sessões semanais, das quais passei a ser visita assídua.</em><br />
<em>Foi lá que fiz os meus primeiros estudos sérios de espíritismo, ainda não tanto pelas revelações como pelas observações…”</em><br />
<strong><br />
</strong></p>
<h4 style="background-color:#fff2cc;"><strong>A dúvida metódica e o método da experimentação</strong></h4>
<p style="text-align:justify;"><em>“…Apliquei a esta nova ciência, tal como costumava fazer até então, o método da experimentação.</em><br />
<em>Nunca estabeleci teorias preconcebidas, observava com atenção, comparava e deduzia as conclusões; Procurava encontrar para os efeitos as respectivas causas, pela dedução, e pelo encadeamento lógico dos factos, não assumindo como válida uma explicação senão quando ela esclarecia todas as dificuldades da questão.</em><br />
<em>Era assim que tinha procedido sempre nos meus trabalhos anteriores, desde a idade de quinze ou dezasseis anos.</em><br />
<em>Estava consciente, antes de mais, da seriedade da exploração que ia levar a cabo. </em><br />
<em>Entrevi no seio dos fenómenos estudados, a chave do problema tão profundo e controverso do passado e futuro da humanidade, cuja solução tinha buscado toda a minha vida: era, numa palavra, uma revolução de ideias e de crenças.</em><br />
<em>Era por isso necessário agir com ponderação e profundidade; ser positivista e não idealista, para não embarcar em ilusões.</em><br />
<em>Um dos resultados das minhas observações foi de que os espíritos, não sendo senão as almas dos homens, não possuíam a sabedoria plena nem a ciência preclara; </em><br />
<em>De que o seu saber dependia do seu grau de evolução e que a sua opinião não tinha senão o valor de uma opinião pessoal.</em><br />
<em>Esta verdade, reconhecida desde o princípio, livrou-me do grave inconveniente de acreditar na sua infalibilidade e impediu-me de formular teorias prematuras baseado na opinião de um só ou de vários testemunhos.</em><br />
<em>O facto de existir uma comunicação com os espíritos, dissessem eles o que dissessem, provava por si só a existência de um mundo invisível envolvente.</em><br />
<em>Esse facto já era de importância capital, um campo imenso aberto às nossas explorações, a chave de uma multidão de fenómenos inexplicáveis;</em><br />
<em>O segundo ponto, não menos importante, era conhecer o estado desse mundo, os seus costumes, se assim se pode dizer;</em><br />
<em>Depressa concluí que cada Espírito, em função da sua posição pessoal e dos seus conhecimentos, me revelava uma faceta, tal e qual como quando se procura conhecer o estado de um país interrogando os habitantes de todas as classes e de todas as condições, cada qual podendo ensinar-nos algo, sem nenhum poder, individualmente, ensinar-nos tudo;</em><br />
<em>É ao observador que compete formar o quadro geral com a ajuda de documentos recolhidos de fontes diversas, comparados, conjugados e controlados uns pelos outros.</em><br />
<em>Agi portanto com os Espíritos do mesmo modo como teria feito com os vivos; foram para mim, desde o mais modesto ao mais notável, meios de me informar e não reveladores predestinados…”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Henri Sausse prossegue:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“…Conforme sabemos pelo que consta das « Obras póstumas de Allan Kardec» convém acrescentar que, de início, o Senhor Rivail, longe de ser um entusiasta destas manifestações e, absorvido por outros afazeres, esteve a ponto de abandonar o seu estudo. O que teria feito sem as empenhadas solicitações de Carlotti, René Taillandier – membro da Academia das Ciências, Tiedeman-Mantèse, Sardou pai e filho, e Didier, editor, que há cinco anos seguiam o estudo destes fenómenos e que tinham reunido cinquenta cadernos de comunicações diversas que não haviam conseguido ordenar de forma adequada.</em><br />
<em>Conhecedores do raro espírito de síntese de Rivail, entregaram-lhe esses cadernos pedindo-lhe que tomasse deles conhecimento e que organizasse devidamente o seu conteúdo.</em><br />
<em>Era um trabalho árduo que exigia muito tempo, em função das lacunas e da obscuridade das comunicações, e o enciclopédico conhecedor que era Rivail recusou uma tão absorvente como cansativa tarefa, em nome de outras que tinha entre mãos…»</em><br />
<strong><br />
</strong></p>
<h4 style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><strong>1856-57, O aparecimento de Allan Kardec e a primeira edição do “livro dos Espíritos”</strong></h4>
<p style="text-align:justify;">É nesse momento que sucede algo de imprevisto e providencial, em linha com os desígnios comunicacionais operados pelos espíritos directores, do conhecido episódio que originou a adopção do pseudónimo de «Allan Kardec», e do esclarecimento da anterior encarnação de Hippolyte Léon, na pessoa de um druida gaulês, tendo-lhe sido prometida pelos espíritos comunicantes ajuda e acompanhamento na sua tarefa, que foi encarada a partir daí como missão, da qual viria a encarregar-se com entusiasmo e competência.</p>
<p style="text-align:justify;">Rivail toma em mãos a tarefa para a qual fora convocado, analisa o conteúdo da enorme quantidade de comunicações mediúnicas que tinha ao seu alcance, fez todas as anotações necessárias, eliminou as repetições, ordenou as matérias em registo, além de ter identificado as lacunas e pontos duvidosos, preparando questões específicas para esclarecer em comunicações futuras.</p>
<p style="text-align:justify;">Ainda ele próprio:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>«…até então, as sessões em casa do Senhor Baudin não tinham nenhum objectivo determinado. O que levei a cabo então foi esclarecer os problemas que me interessavam do ponto de vista filosófico, psicológico e da natureza do mundo invisível; para cada sessão preparava um conjunto de perguntas metodicamente ordenadas, as quais sempre obtinham respostas precisas, aprofundadas e de sentido lógico, donde a modificação completa do carácter de tais reuniões. Estas eram, além disso, presenciadas por pessoas sérias e vivamente interessadas. Se por acidente faltava a uma reunião, os assistentes ficavam como que perdidos, perdendo sentido para a maioria a futilidade das questões.</em><br />
<em>O meu intento não era o da minha própria aprendizagem; mais tarde, quando senti que o conjunto de noções disponível formava conjunto e tomava as proporções de uma doutrina, pensei publicá-las para elucidação geral.</em><br />
<em>Foi esse conjunto de ideias, sucessivamente desenvolvidas e completadas, que constituiu a base do «Livro dos Espíritos…».</em></p>
<p style="text-align:justify;">Em 1856 Rivail seguiu as reuniões que se realizavam na Rua Tiquetonne, na casa do Senhor Roustan, com a presença da Mademoiselle Japhet, médium, que trabalhava ainda pelo processo da cesta que produzia, aliás, comunicações muito interessantes. Essas sessões foram dirigidas no sentido de controlar as noções anteriormente organizadas.</p>
<p style="text-align:justify;">Allan Kardec esclarece:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>«…A verificação feita desse modo não me satisfazia ainda de acordo com a recomendação que recebera dos Espíritos. As circunstâncias tinham-me posto em contacto com outros médiuns e, cada vez que a ocasião se apresentava, fazia perguntas de modo a resolver as questões mais espinhosas.</em><br />
<em>Deste modo houve mais de dez médiuns a colaborar na realização desta tarefa. É da comparação e da combinação de todas essas respostas, devidamente ordenadas e muitas vezes cruzadas no silêncio da meditação, que redigi a primeira edição do « Livro dos Espíritos » publicado no dia 18 de Abril de 1857… »</em></p>
<p style="text-align:justify;">Publicada sob a autoria do seu pseudónimo a obra conheceu um sucesso tal que se esgotou em pouco tempo. No ano seguinte houve uma reedição revista e largamente aumentada.<br />
Houve nova edição em Abril de 1860, outra em Agosto de 1860, outra ainda em Fevereiro de 1861 ou seja, três edições em menos de um ano,</p>
<div class="separator" style="clear:both;text-align:center;"><a style="margin-left:1em;margin-right:1em;" href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/le01.jpg"><img src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/le01.jpg?w=202&#038;h=320" alt="" width="202" height="320" border="0" /></a></div>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h4 style="background-color:#fff2cc;"><strong>1858, a &#8220;Revue Spirite&#8221;</strong></h4>
<p style="text-align:justify;">Pressionado pelos acontecimentos e pelos documentos que tinha na sua posse, Allan Kardec – com razões fundamentadas no sucesso do « Livro dos Espíritos » –concebeu o projecto de criar um jornal espírita, para o que se dirigiu ao Senhor Tiedeman em busca de apoio financeiro, o que este recusou.<br />
Consultou por isso os seus guias espirituais, por intermédio do médium Senhora E. Dufaux, tendo-lhe sido dito que lançasse mãos à obra, sem se inquietar com nada.</p>
<p style="text-align:justify;">O primeiro número saiu no dia 1 de Janeiro de 1858, à sua exclusiva responsabilidade, não tendo tido que se arrepender, dado que o êxito da iniciativa ultrapassou de longe todas as expectativas.<br />
Esta tarefa iria ampliar-se, tanto no que toca ao trabalho como às responsabilidades, em luta contra toda a sorte de entraves, obstáculos e perigos. À medida que isso sucedia ia também aumentando a sua coragem e determinação, o que produziu frutos durante onze anos de publicação da «REVUE SPIRITE» cujo bom acolhimento e cujos conteúdos constituem um marco histórico de toda a importância no devir e no alargamento das conquistas da doutrina dos Espíritos.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 12 de Junho de 1856 havia-lhe sido feita uma comunicação mediúnica do ESPIRITO DA VERDADE, seu guia, por intermédio do médium Mademoiselle Aline C., para as enormes dificuldades e campanhas negativas que iria ter de enfrentar ao longo do cumprimento da sua tarefa.</p>
<p style="text-align:justify;">Dez anos depois, diria Allan Kardec a esse respeito :<br />
<em><br />
</em><br />
<em>«…Escrevo esta nota no dia 1 de Janeiro de 1867, dez anos e meio depois dessa comunicação me ter sido feita, e concluo que ela se concretizou em todos os detalhes, dado que sofri todos as vicissitudes nela indicados. Fui ameaçado pelo ódio de inimigos encarniçados, à injúria, à calúnia, à inveja e ao ciúme; libelos infames foram publicados contra mim; as minhas melhores indicações foram desvirtuadas; fui traído por aqueles em quem tinha depositado toda a confiança, e recebi a ingratidão como pagamento de serviços prestados. A «Société de Paris» foi um alfobre de contínuas intrigas urdidas por aqueles que se diziam do meu lado, que me faziam boa cara pela frente e me dilaceravam por detrás. Disseram que aqueles que tomavam o meu partido estavam subornados por mim com dinheiro que ganhava com o espiritismo. Nunca mais tive descanso; mais do que uma vez sucumbi sob o excesso de trabalho, a minha saúde degradou-se e a minha vida foi prejudicada. No entanto, graças à protecção e à assistência dos bons espíritos que sem cessar me deram provas da sua solicitude, estou feliz por reconhecer que nem um só instante passei pelo desfalecimento ou pela falta de coragem, e que sempre persisti na minha tarefa com o mesmo ardor, sem me preocupar pela malevolência de que era objecto. De acordo com a comunicação que havia recebido de parte do ESPÍRITO DA VERDADE, deveria contar com todas essas coisas, o que veio realmente a suceder…»</em></p>
<p style="text-align:justify;">Estas e outras realidades, passados muitos anos, continuam a marcar o nosso quotidiano e as limitações e dificuldades daqueles que, honesta e generosamente, continuam a desejar o progresso moral da humanidade, o seu aperfeiçoamento espiritual e o bom viver que pressupõe a difusão da nossa doutrina.</p>
<h4 style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><strong>1867, Léon Denis e…uma sessão à luz das estrelas</strong></h4>
<p style="text-align:justify;">O segundo Império de Napoleão III reinou em França de 1852 a 1870 de forma autoritária e teve, além de muitos episódios dolorosos para o seu povo um fim catastrófico com o desastre da guerra franco-prussiana e a morte no exílio.<br />
Para ilustrar o ambiente, apenas um pequeno incidente “normal” do que se passava na sociedade francesa durante esses tempos, descrito por Léon Denis: este havia lido aos 18 anos “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, o que constituiu para ele “uma súbita iluminação de todo o seu ser” e, cerca de três anos mais tarde (tendo 21 anos de idade e Hippolyte Léon 63) colaborou com a organização de uma sessão de esclarecimento feita por Allan Kardec na cidade de Tours, em 1867.<br />
Léon Denis havia alugado uma sala onde o mesmo teria lugar.<br />
A polícia imperial não esteve pelos ajustes e a sessão foi proibida, acabando por decorrer, “à luz das estrelas” como refere Léon, no jardim de um amigo. Nessa sessão campestre dirigida por Allan Kardec teriam estado presentes cerca de trezentos devotados seguidores.<br />
Por essa altura o interesse pelo espiritismo tinha já feito caminho e a adesão à doutrina, que mais tarde foi decaindo em França devido à pressão da cultura oficial materialista, registava um progresso pujante, em clima de grande desespero moral dos cidadãos.</p>
<div id="attachment_525" class="wp-caption aligncenter" style="width: 261px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/ld011.jpg"><img class=" wp-image-525" title="LD01" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/ld011.jpg?w=251&#038;h=258" alt="" width="251" height="258" /></a><p class="wp-caption-text">Léon Denis (1846-1927)</p></div>
<div style="text-align:justify;">Filósofo, escritor, conferencista, Léon Denis, desenvolveu intensa actividade na divulgação do espiritismo e assinou, em 1927, o prefácio de uma nova edição do livro da autoria de Henri Sausse, um dos mais devotados investigadores da biografia de Allan Kardec.<br />
Muito mais tarde viria a merecer o epíteto de “Apóstolo do Espiritismo” e a ser aclamado em 1925 presidente do Congresso Espírita em Paris, no qual foi formada a Federação Espírita Internacional.</div>
<h4 style="text-align:center;"></h4>
<h4 style="background-color:#fff2cc;"><strong>31 de Março de 1869, aos 65 anos </strong></h4>
<h4 style="background-color:#d9ead3;"><strong>– Regresso de Hipollyte Léon ao mundo imaterial dos Espíritos</strong></h4>
<p style="text-align:justify;">Depois de uma vida magnificamente intensa coroada pela concretização de uma tarefa que representa o esclarecimento das questões centrais da vida do homem, sua origem e seu futuro, Hipollyte Léon/Allan Kardec acabou por falecer naturalmente, pela ruptura de um aneurisma, entregue a tarefas normais de uma programada mudança de residência.<br />
O seu funeral foi um acontecimento público do maior relevo, acompanhado por uma multidão de pessoas, entre as quais figuravam numerosas individualidades ligadas aos interesses de carácter científico de que abundantemente compartilhava.</p>
<div id="attachment_523" class="wp-caption aligncenter" style="width: 300px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/cf02.jpg"><img class="size-full wp-image-523 " title="CFP" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/cf02.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Camille Flammarion (1942 - 1925)</p></div>
<p style="text-align:justify;">Muito adequadamente, um dos cientistas que usou da palavra, tanto por ser seu amigo como por ser adepto das mesmas concepções, foi o prestigiado astrónomo <strong>Camille Flamarion,</strong> cujo discurso passou a constituir um marco referencial dos depoimentos a respeito de Allan Kardec, de que a seguir se incluem alguns fragmentos:</p>
<div style="color:#45818e;text-align:justify;">
<p><span style="font-size:115%;"><span style="font-size:115%;">“…Com efeito, seria um acto importante aqui estabelecer (…) que o exame metódico dos fenómenos, erradamente chamados sobrenaturais, longe de renovar o espírito supersticioso e de enfraquecer a energia da razão, ao contrário, afasta os erros e as ilusões da ignorância e serve melhor ao progresso que a negação ilegítima dos que não se querem dar ao trabalho de ver…”</span></span></p>
<p><span style="font-size:115%;"><span style="font-size:115%;">“…Allan Kardec era o que eu chamarei simplesmente “o bom senso encarnado”. Raciocínio recto e judicioso, aplicava, sem esquecer, à sua obra permanente as indicações íntimas do senso comum. Aí não estava uma qualidade menor, na ordem das coisas que nos ocupam. Era – pode-se afirmar – a primeira de todas e a mais preciosa, sem a qual a obra não poderia tornar-se popular, nem lançar no mundo as suas raízes imensas…”</span></span></p>
<p><span style="font-size:115%;"><span style="font-size:115%;">“…O espiritismo não é uma religião, mas uma ciência, da qual apenas conhecemos o á-bê-cê. O tempo dos dogmas terminou. A Natureza abarca o Universo. O próprio Deus, que outrora foi feito à imagem do homem, não pode ser considerado pela Metafísica moderna senão como um espírito na Natureza. O sobrenatural não existe. As manifestações obtidas através dos médiuns, como as do magnetismo e do sonambulismo, são de ordem natural e devem ser severamente submetidas ao controle da experiência. Não há mais milagres. Assistimos à aurora de uma Ciência desconhecida. Quem poderá prever a que consequências conduzirá, no mundo do pensamento, o estudo positivo desta Psicologia nova?&#8230;”</span></span></p>
<p><span style="font-size:115%;"><span style="font-size:115%;">“…tu foste o primeiro que, desde o começo de minha carreira astronómica, testemunhou uma viva simpatia por minhas deduções relativas à existência das Humanidades Celestes; porque, tomando nas mãos o livro “Pluralidade dos mundos habitados”, puseste-o a seguir na base do edifício doutrinário que sonhaste…”</span></span></p>
<p><span style="font-size:115%;"><span style="font-size:115%;">“…O corpo cai, a alma fica e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor. E, no céu imenso, onde se exercitarão as nossas mais poderosas faculdades, continuaremos os estudos que na Terra dispunham de local muito acanhado para os conter. Preferimos saber esta verdade, a crer que jazes por inteiro neste cadáver, e que tua alma tenha sido destruída pela cessação do jogo de um órgão. A imortalidade é a luz da vida, como este sol brilhante é a luz da Natureza…”</span></span><br />
<span style="font-size:115%;"><br />
“…Até logo, meu caro Allan Kardec, até logo”.</span></p>
<p><span style="font-size:115%;"><br />
</span></p>
</div>
<p style="text-align:justify;">(publicado na Revue Spirite, em 1869).</p>
<h4 style="background-color:#fff2cc;"><strong>Henri Sausse, o mais importante biógrafo de Allan Kardec</strong></h4>
<div id="attachment_524" class="wp-caption aligncenter" style="width: 245px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/hs-021.jpg"><img class="size-full wp-image-524  " title="HS-02" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/hs-021.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Henri Sausse (1851-1928)</p></div>
<p style="text-align:justify;">A biografia de Allan Kardec da autoria de Henri Sausse é um livro que francamente recomendo a qualquer interessado. Foi escrita uma primeira versão em Março de 1896 para acudir a uma solicitação feita pelos seus amigos de Lyon da Federação Espírita Lionesa, por altura da comemoração do dia 31 de Março, data do falecimento do codificador, e mais tarde publicado nessa cidade &#8211; também em 31 de Março &#8211; mas de 1909.</p>
<p style="text-align:justify;">A versão que consultei para redigir este breve resumo é consultável <a href="http://www.allan-kardec.com/"><strong>aqui</strong>.</a></p>
<p style="text-align:justify;">Além dos dois prefácios, é seguida do historial comentado da vida de Hippolyte Léon/Allan Kardec e tem como anexos artigos importantíssimos da autoria do mesmo e que constituem, como afirma Henri Sausse, uma espécie complementar de autobiografia do próprio, dada a raridade de referências exactas a respeito da sua personalidade propriamente dita.</p>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;"><br />
</span></div>
<div style="color:#134f5c;text-align:justify;"><strong><br />
</strong></div>
<p style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><strong>Fraternas saudações a todos os que se deram ao trabalho de ler este texto, e permaneçam atentos por favor, porque esta série de capítulos é para continuar.<br />
</strong></p>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/488/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/488/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/488/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/488/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/488/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/488/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/488/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=488&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Resumo da doutrina espírita – Capítulo IV</title>
		<link>http://palavraluz.wordpress.com/2011/10/03/resumo-da-doutrina-espirita-capitulo-iv/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 08:39:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resumo da doutrina espírita – Capítulo IV]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[- Uma comunicação mediúnica de meu pai, um tesouro bem guardado que agora dou a conhecer - Estes capítulos não pretendem formar um curso integral de espiritismo &#8211; concepção da vida que comprova de forma experimental o facto inequívoco de &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/10/03/resumo-da-doutrina-espirita-capitulo-iv/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=798&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:white;">-</span></p>
<div style="background-color:#d9ead3;color:#0b5394;text-align:center;"><span style="font-size:large;">Uma comunicação mediúnica de meu pai, um tesouro bem guardado que agora dou a conhecer</span></div>
<p><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<div id="attachment_832" class="wp-caption aligncenter" style="width: 270px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/172.jpg"><img class="size-full wp-image-832 " title="172" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/10/172.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">meu pai, José Pereira da Costa Brites, ainda solteiro</p></div>
<p style="text-align:justify;">Estes capítulos não pretendem formar um curso integral de espiritismo &#8211; concepção da vida que comprova de forma experimental o facto inequívoco de que espíritos somos todos nós, e não abstrações vagas, figuras imaginárias de desencontrados mundos, mas sim entidades reais que podem comunicar entre si.</p>
<p style="text-align:justify;">Espíritos que nós somos, do lado de cá da vida, será especial privilégio da nossa cultura tomar conhecimento cabal da origem e da finalidade de todas as coisas, mediante os contactos que os dons especiais da mediunidade conferem a quase toda a gente, mas mais acentuados e eficazes em certa minoria de casos.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><span style="font-size:130%;">Este “Capítulo IV” é uma espécie de pausa na sequência estabelecida, mas importante porque corresponde a uma “aula prática”, por assim dizer.</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Proponho que – sendo o espiritismo uma “ciência de observação” – se analise um facto comprovado pela experiência, <strong>intensamente vivido por várias pessoas de boa fé, da mais absoluta honestidade e integridade moral,</strong> apenas interessadas em trazerem conforto ao seu pesaroso coração, num clima reservado, familiar, solidário e muito comovido pela perda recente de um ente querido.</p>
<p style="text-align:justify;">Já foi dito que as pessoas com dotes mediúnicos têm a capacidade de falar com as entidades que vivem no além, nesse universo paralelo ao nosso onde se desenrolam os factos principais da realidade que sustenta o mundo e dá razão de ser ao nosso trânsito pela vida.<br />
Quem não abrangeu estas noções terá que começar de novo a ler estes Capítulos ou, em alternativa, atentar bem no conteúdo desta “aula prática”, porque é um testemunho sólido dessa troca de informações que há entre o nosso mundo (provisório) e a sede principal da força e das qualidades que sustentam todo o Universo.</p>
<p style="text-align:justify;">Se nenhuma destas noções servir, terão que esperar que o tempo amadureça no seu espírito e adiar o esclarecimento da razão de existirmos, da realidade e do sentido da vida; <strong>o que será não pequena demora nem desprezível inconveniente.</strong></p>
<div id="attachment_799" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/12/167-b.jpg"><img class="size-full wp-image-799" title="167-b" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/12/167-b.jpg?w=640&#038;h=468" alt="" width="640" height="468" /></a><p class="wp-caption-text">A minha mãe, o meu pai e eu no verão de 1949</p></div>
<p style="text-align:justify;">Faz hoje mês e meio que faleceu a minha querida mãe.<br />
E farão, dentro de pouco mais de quinze dias, 62 anos que meu querido pai faleceu, ou desencarnou, como usamos dizer nós, adeptos da sensibilidade e da cultura espírita. Tinha eu sete anos, minha mãe 29 e meu pai 33.</p>
<p style="text-align:justify;">É tempo oportuno para que eu revele um documento que durante toda a vida de minha mãe foi sendo conservado naquela reserva oculta das coisas preciosamente difíceis de mostrar à luz aberta da convivência. Por muitas razões de pudor sentimental mas, essencialmente, porque era objeto que despertava o eco de um enormíssimo desgosto: o falecimento de meu pai, a 15 de Dezembro de 1949.</p>
<p style="text-align:justify;">Esclareço igualmente que os papéis desta comunicação permaneceram guardados pela minha mãe junto das suas mais íntimas recordações, e que só me chegou às mãos quando adoeceu gravemente há cerca de 16 anos atrás.<br />
A comunicação mediúnica de meu pai foi efetuada logo no dia 7 de Fevereiro de 1950 e foi facilitada pelo facto de a família se encontrar, desde os anos vinte do século anterior, intimamente relacionada com a cultura espírita.</p>
<div style="background-color:#d9ead3;color:#134f5c;text-align:center;"><span style="font-size:large;">Um documento com substância de verdade, cultura própria e informações concretas</span></div>
<p><span style="background-color:white;color:white;">. </span></p>
<p style="text-align:justify;">Vai a abrir o texto completo, transcrito com pequenas retificações formais, a partir daquele que foi escrito pela minha mãe de forma rápida, na sua bonita caligrafia, para mim tão familiar.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">(Nota: as comunicações mediúnicas são muitas vezes vividas sob forte emoção e não há nenhum aparelho capaz de registá-las automaticamente sem vacilações ou gralhas, fáceis de corrigir com razão e boa fé, em análise posterior.)</div>
<p style="text-align:justify;">Faço seguidamente os considerandos apreciativos da comunicação e comentários respetivos, frase por frase. <strong>Peço às visitas o favor de lerem esses comentários, pois são eles, com efeito, o principal do que tenho para dizer-vos.</strong><br />
Encerro com as imagens digitalizadas dos textos originais, redigidos sobre velhas folhitas de escola primária, com caneta permanente de tinta azul escurecida pelo tempo.</p>
<div style="color:#134f5c;"><span style="font-size:large;"><br />
</span></div>
<div style="background-color:#d9ead3;color:#134f5c;"><span style="font-size:large;">Texto da comunicação mediúnica de meu pai</span></div>
<p>Em 7 de fevereiro de 1950</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>Oremos e meditemos!<br />
Pequeníssimo qual verme no mundo vivente, arrebatado de devotamento e veneração, curvo-me ante mim mesmo e digo: Não sou digno. Não sou digno de ser ouvido pelo que deixei no mundo! Não… não mereço ser perdoado nesta enorme falta que tão ousado cometi! – não respondi à verdade que em grandes letras se revelava à minha compreensão, tão sonante como verbal e audível, tão sincera e imponente como os trovões anunciando a tempestade; Se não nos prepararmos nos naufrágios da vida exterior para gozar no interior da consciência à sombra do dever cumprido!<br />
Que palpitante ensino para o rebelde que fui… o José da Costa Brites! Oremos pois. Que Deus seja louvado!<br />
O choque!&#8230; fez sofrer a minha pessoa quando já ausente do corpo… sofrer tão merecido como violenta a separação dele!!!<br />
Ah!&#8230; Fora do mundo… homem cheio de esperanças… nessa pobre e misérrima vida, se é que vida se lhe pode chamar em comparação à que a mim, principiante, vejo desdobrar-se tão cheia e surpreendente, como se de cinco anos em ignota aldeia vivido, entrasse em luzente capital de rico império!&#8230;<br />
A cada momento novas e fulgurantes vistas com panoramas de recreativa beleza se manifestam em face do meu frouxo entendimento! Até me sinto esquecer a vida própria!<br />
Parece-me que vida é mais o que eu vejo do que eu mesmo! Esta fulguração de vidas, de sóis que são as almas na fusão das suas compreensões em se chocar, que vibram brilho e amor!<br />
Choro comoções tão chocantes, sentimentos de formosa cordialidade. Mas eu embasbacado pergunto aos amigos porque tão cedo viria para o além?<br />
Empregado subalterno aqui… notai, mas que mal pode ser comparado aí!<br />
O que eu sinto aqui é mui superior ao que aí se sente nas mais favoráveis condições da vida.<br />
Aquele choque tão brutalmente violento, fora nem mais nem menos o reflexo da minha negação ao chamamento que tão veraz sentia!<br />
Arremessado para a verdade eterna afora o corpo por este servir de estorvo àquilo com que Deus quer mimosear-nos dentro dele!<br />
Ouçamos esta voz aí para não haver esses desastres, essa forma tão chocante para nós todos! Ouçamos meigamente e à sombra do dever cumprido deixem o coração emocionar-se a favor dos destituídos desse sentimento. Desde que daí parti é este o meu mais belo momento!!<br />
Estou a engrandecer esta pobre personalidade baseando-a no desejo de a alguém ser útil com a lição que me custou a vida e o amor espezinhado de minha mãe que tão baldadamente aos pés me expôs ; custou-me o amor da esposa suspirosa que não teve o adeus fatal!!!<br />
Ah!&#8230; Perdoem-me… não posso falar ainda na terceira pessoa! Não me é permitido por uma grande entidade a qual me fez portador desta mensagem, como já disse, enchendo-me de regozijo por tal favor.<br />
Entregue nas mãos de quem lhe dá passagem<br />
para quem queira…<br />
Bendito seja Deus receber…</p></blockquote>
<div style="color:#d9ead3;"><span style="font-size:large;"><br />
</span></div>
<div style="color:#d9ead3;"><span style="font-size:large;"><br />
</span></div>
<div style="color:#d9ead3;"><span style="font-size:large;"><br />
</span></div>
<div style="background-color:#d9ead3;color:#134f5c;"><span style="font-size:large;">Alguns comentários:</span></div>
<div style="color:#0b5394;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="color:#0b5394;text-align:justify;"><strong>A mensagem dos espíritos captada por um médium não é como um relatório técnico ou como um despacho de agência noticiosa. É uma revelação ditada com energia amplificada do pensamento, conceitos que muitas vezes as palavras não traduzem de modo integral. É necessário saber isso e sentir a mensagem dessa tal forma subjetiva e amplificante, sem a pequenez duma análise estrita.</strong></div>
<p style="text-align:justify;">Palavra por palavra, frase por frase, contudo, a comunicação do meu querido pai concentra na sua reduzida dimensão um conjunto de qualidades positivas, abre perspetivas muito belas sobre a vida depois da morte, além de ser, no meu entender, muito elegante no sentido literário e ainda plenamente fiel ao rigor da doutrina espírita.</p>
<p style="text-align:justify;">A intuição da minha mãe acrescentou, sem nenhum preconceito literário mas com grande perceção sensível, uma pontuação exclamativa abundante. Conhecendo como conheci as pessoas que estiveram presentes na sessão espírita em questão e, muito em particular, a personalidade do médium, minha tia Augusta Pereira Brites, tenho a consciência de que a sua convicta determinação anímica incluía uma enorme dose de afirmação espiritual. Donde, a abundância de acentuações exclamativas, intercalado o discurso aqui e ali por reticências, que devem ter correspondido a pausas meditativas na intensidade da mensagem.</p>
<div style="color:#134f5c;"><span style="font-size:large;"><br />
</span></div>
<div style="background-color:#d9ead3;color:#134f5c;"><span style="font-size:large;">Oremos e meditemos!</span></div>
<p style="text-align:justify;">Estas são as duas palavras iniciais, preciosas na sua riqueza de proposta construtiva dos valores da atitude espiritual e da predisposição intelectual:<br />
Oremos todos, pois, e meditemos sempre em cada momento da nossa vida: o convite é como um alerta e um voto, uma determinação da vontade:&#8221;&#8230; <em>progredir e evoluir sem cessar, tal é a lei&#8230;&#8221;</em><br />
Surge logo depois o sentimento de modéstia da sua própria pessoa, das suas limitações naturais:</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“…Pequeníssimo qual verme no mundo vivente, arrebatado de devotamento e veneração, curvo-me ante mim mesmo e digo: Não sou digno….”</em></div>
<p style="text-align:justify;">Tal modéstia e o sentido da autocrítica são uma tradução do rigor de obediência aos princípios essenciais da evolução pela aprendizagem, pela expiação e pelas provas de que este mundo nosso é cenário organizado e propício.<br />
Convém esclarecer que meu pai, embora tivesse vivido num ambiente muito mais próximo da verdadeira pobreza do que da humildade remediada, tinha sido bafejado pelo convívio com pessoas de alto padrão moral, integridade de procedimentos e, mais do que isso, ilustradas com o conhecimento da doutrina dos espíritos. Daí o seu sentimento de culpa de não ter cumprido integralmente a sua tarefa.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“…Não sou digno de ser ouvido pelos que deixei no mundo! Não… não mereço ser perdoado nesta enorme falta que tão ousado cometi! – não respondi à verdade que em grandes letras se revelava à minha compreensão…”</em></div>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“…Que palpitante ensino para o rebelde que fui… o José da Costa Brites! Oremos pois. Deus seja pois louvado!&#8230;”</em></div>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong><br />
<strong>A sinceridade de tais palavras, o profundo sentimento que as anima, nenhum relator – por muito sensibilizado e intelectualmente centrado que fosse – poderia construí-las artificialmente. </strong><br />
A referência explícita ao nome próprio, que não sei se é elemento frequente neste tipo de comunicações, pode aqui ser talvez entendida pela data muito recente da passagem à imaterialidade.<br />
O relacionamento que faço tem a ver com a inflexão do discurso, que agora se centra na ocorrência do acidente, sofrido há menos de dois meses:</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“…O choque!&#8230; fez sofrer a minha pessoa quando já ausente do corpo… sofrer tão merecido como violenta a separação dele!!! Ah!&#8230; fora do mundo o homem cheio de esperanças…”</em></div>
<p style="text-align:justify;">Vêm de seguida breves mas muito elucidativas visões e perceções qualitativas do além:</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“… nessa pobre e misérrima vida, se é que vida se lhe pode chamar em comparação à que a mim, principiante, vejo desdobrar-se tão cheia e surpreendente, como se de cinco anos em ignota aldeia vivido, entrasse em luzente capital de rico império!&#8230; A cada momento, novas e fulgurantes vistas com panoramas de recreativa beleza se manifestam em face do meu frouxo entendimento! Até me sinto esquecer a vida própria!&#8230;”</em></div>
<p style="text-align:justify;">Esta “visão do céu” associo eu a uma quantidade de narrativas feitas do além por intermédio de outros espíritos que eu considero privilegiados do ponto de vista cultural e sensitivo. Que o meu querido pai tenha tido a possibilidade e as condições de – em tão pouca quantia de palavras – fazer uma “descrição” tão condizente com esse outros textos, tão empolgada e empolgante, é coisa que me causa uma espantosa admiração e uma enormíssima felicidade.</p>
<p style="text-align:justify;">A abertura de alma prossegue, no teor que pode ser analisado na sua totalidade no texto completo, numa linguagem sintética e ao mesmo tempo poeticamente comovida:</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“…Choro comoções tão chocantes, sentimentos de formosa cordialidade!&#8230;”</em></div>
<p style="text-align:justify;">A pergunta que formula logo a seguir perece-me de uma extraordinária importância para que avaliemos o contexto espiritual em que se desenvolve a corrente dos sentimentos expressos: o meu pai faz-nos saber, pela forma como exprime o sentido da pergunta, que se encontra acompanhado por amigos, logo, num clima de favorável acolhimento, propício a que coloque questões relativas à violenta surpresa que teve de suportar, no momento do acidente que o vitimou:</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“…mas eu embasbacado pergunto aos amigos porque tão cedo viria para o além?&#8230;”</em></div>
<p style="text-align:justify;">A conclusão tirada oferece-me uma visão positiva das circunstâncias que rodeavam meu pai, do ponto de vista da sua situação e do clima que o acolheu. E prossegue na descrição do ambiente celestial que o rodeia, em termos inequívocos:</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“… Empregado subalterno aqui… notai… mas que mal pode ser comparado aí!. O que eu sinto aqui é mui superior ao que aí se sente nas mais favoráveis condições de vida…”</em></div>
<p style="text-align:justify;">Será talvez adequado referir que a vida do meu pai sempre foi de grande modéstia, decorrendo numa pequeníssima localidade a sete km da cidade de Leiria, sendo tão órfão que jamais conhecera o pai (falecido por doença em Moçambique para onde emigrara na busca de melhores condições de vida seguindo as passadas de seu pai – meu bisavô – o qual ali tinha vivido antes).<br />
Tinha andado brevemente na escola comercial de Leiria, era motorista de profissão e sua mãe, minha avó, vivia dos recursos da terra na referida localidade da freguesia do Arrabal, a Martinela.<br />
O acidente mortal de viação que o vitimou ocorreu nas imediações de Coimbra, sendo motorista duma viatura que era chamada “o carro dos jornais” e que fazia o transporte do Porto para Lisboa dos jornais diários que ali se publicavam: O Primeiro de Janeiro e o Jornal de Notícias, pelo menos, que me lembre.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“…Aquele choque tão brutalmente violento fora nem mais nem menos o reflexo da minha negação ao chamamento que tão veraz sentia…”</em></div>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“…Arremessado para a verdade eterna afora o corpo por este servir de estorvo àquilo que Deus quer mimosear-nos dentro dele! Ouçamos essa voz aí para não haver esses desastres, essa forma tão chocante para nós todos…”</em></div>
<p style="text-align:justify;">Esta última frase ressoa em mim como um queixume, um condoído desabafo pelas condições incautas em que circulavam os motoristas nas estradas portuguesas. Meu pai, seguindo na sua mão, foi colhido de frente, junto de Cernache, por uma camioneta que ultrapassava fora de mão um carro de bois, a seguir a uma curva. Ao impacto de frente somou-se o efeito – que lhe foi fatal – do impacto da carga de jornais que seguiam amontoados atrás do motorista, sem qualquer proteção. Meu pai foi por isso esmagado pelo peso da carga de encontro ao volante e tinha a clara noção disso.<br />
Só depois do seu falecimento a empresa, de que minha mãe recebeu durante alguns anos uma misérrima pensão sem sentido, se resolveu a colocar uma barreira entre as cargas de jornais e os motoristas que os transportavam.<br />
E continua:</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“…Oiçamos meigamente e à sombra do dever cumprido deixem o coração emocionar-se a favor dos destituídos desse sentimento…”</em></div>
<p style="text-align:justify;">Este chamado comovente e este apelo à comoção é, não nos iludamos, feito de uma forma que nada tem de um superficial apelo caritativo imediatista ou simbólico. O nosso coração deve emocionar-se a favor daqueles que não são providos do sentimento de seguirem a obediência aos chamamentos, como o que o meu pai “tão veraz sentia”, “à sombra do dever cumprido”!&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">A frase que convida à emoção foi adotada pela minha avó, e algumas vezes a ouvi meigamente sentenciar:</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>- “Deixem o coração emocionar-se!&#8230;”</em></div>
<p style="text-align:justify;">Sendo eu portador de uma tão emocionante mensagem, como poderei sentir-me menos que um privilegiado das circunstâncias, alguém que foi favorecido por um testemunho tão vivo e tão intensamente sentido.<br />
O culminar da felicidade espiritual de meu pai e a declaração do seu bem-estar face à nova situação alcançada, tem a sua expressão – com enorme contentamento para mim – na frase seguinte:</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“…Desde que daí parti é este o meu mais belo momento!!&#8230;”</em></div>
<p style="text-align:justify;">Refere depois com desgosto e arrependimento algumas das diferenças que teve com sua mãe, escusando-se a verter a mínima crítica das razões pessoais que tivera e que pudessem ser tomadas como desforço ou acinte para com minha avó Cristina. Posso referir isso com segurança, dado que foi matéria muito frequentemente abordada sendo eu criança e meu pai vivo ainda, e aludida mais tarde, em conversas de família. Questões normais do dia a dia, juízos feitos a respeito de atitudes diversas, rigor de princípios, etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Quase no fim, contudo, segue-se uma observação fortissimamente comprovativa da autenticidade desta mensagem, pelo que tem de secreto, de conceituosamente subentendido. Disse então meu pai:</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“…Ah! …Perdoem-me… não posso ainda falar na terceira pessoa! Não me é permitido por uma grande entidade a qual me fez portador desta mensagem como já disse, enchendo-me de regozijo por tal favor…”</em></div>
<p style="text-align:justify;">A minha leitura deste trecho da comunicação de meu querido pai, cumula o meu coração de uma infinita ternura e o compromisso do segredo a que foi vinculado cumpriu-o de forma hulmildemente disciplinada, como era timbre da sua personalidade.<br />
Sendo ele a falar na primeira pessoa e sendo naturalmente minha mãe a segunda (a amada “esposa suspirosa que não teve o adeus fatal” – minha mãe, estando em Leiria, não assistiu aos últimos momentos de vida de meu pai, acontecidos nos hospitais de Coimbra) é perfeitamente claro que sou eu essa “terceira pessoa”.<br />
Para todas aquelas almas sensíveis que são conhecedoras dos códigos comunicativos vigentes entre espíritos desencarnados e seres ainda materializados como nós, é perfeitamente óbvio que assim é.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Considerando aqueles pormenores de certas comunicações mediúnicas que são como um detalhe revelador da autenticidade das mesmas, é este o momento precioso da comunicação de meu pai que confirma a sua invencível credibilidade: </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Não sendo autorizado a mencionar um ser ainda nas primícias da sua infância, eu mesmo, para evitar a mínima interferência na vida que me competia viver, a comunicação de meu pai situa-se integralmente dentro dos critérios de respeito pelas regras e ordenações do plano da criação e desenvolvimento responsável dos humanos!&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">E termina, despedindo-se de forma singela, concisa e respeitosíssima perante o Alto:</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><em>“…Entregue nas mãos de quem lhe dê passagem… para quem queira… Bendito seja Deus receber…”</em></div>
<p style="text-align:justify;">Chamo a atenção para o seguinte:</p>
<p style="text-align:justify;">Um certo requinte de linguagem que é usada pelo meu pai não era certamente reflexo de uma aquisição recente ou efeito “celestial”.<br />
Quer a minha avó, quer as minhas tias, embora pessoas muito modestas, usavam esse tipo de linguagem devido essencialmente à sua delicadeza de espírito e à sua capacidade de registar e exprimir emoções. Eram pessoas que liam, minha tia Maria Pereira Brites tinha feito a escola primária, o que era importante nessa altura e a minha avó Cristina Pereira Brites tinha adquirido num colégio de freiras em Moçambique uma educação considerada para a época “muito distinta”. A irmã Augusta Pereira Brites, a que era médium &#8211; aprendeu a ler com suas irmãs, mas era uma pessoa de sensibilidade e dotes intelectuais muito invulgares.<br />
Certo é, evidentemente, que meu pai era uma pessoa muito meigo de caráter, que se exprimia com correção e elegância.<br />
<strong><br />
</strong><br />
<strong>Lendo repetidas vezes este belíssimo conjunto de palavras e este vibrante encadeado de ideias, sinto-me reforçado na minha condição por um inquebrantável feixe de energias positivas e verdades tão claras que não necessito de provas factualmente comprováveis da sua autenticidade. </strong>Elas são por si, e na sua natureza íntima, o garante mais sólido da consoladora verdade, da luz inspiradora e da vida eterna!</p>
<div id="attachment_802" class="wp-caption aligncenter" style="width: 438px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/12/07975-a1.jpg"><img class=" wp-image-802" title="07975-a" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/12/07975-a1.jpg?w=428&#038;h=671" alt="" width="428" height="671" /></a><p class="wp-caption-text">A minha tia Augusta Pereira Brites, quando jovem</p></div>
<p style="text-align:justify;">Segue a publicação das folhitas originais em que está escrito, pelo punho de minha mãe, a comunicação acima:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/12/com01-a.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-803" title="Com01-a" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/12/com01-a.jpg?w=640&#038;h=466" alt="" width="640" height="466" /></a><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/12/com02-a.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-804" title="Com02-a" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/12/com02-a.jpg?w=640&#038;h=459" alt="" width="640" height="459" /></a></p>
<div id="attachment_805" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/12/com03-a.jpg"><img class="size-full wp-image-805" title="Com03-a" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/12/com03-a.jpg?w=640&#038;h=435" alt="" width="640" height="435" /></a><p class="wp-caption-text">Os três pedacitos de papel em que minha mãe escreveu o teor da comunicação acima transcrita</p></div>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<div style="background-color:#d9ead3;color:#134f5c;"><span style="font-size:140%;">O que partilhei aqui convosco no dia de hoje não foi uma notícia lida num jornal, não foi um “post” copiado na internet num site apetecível. Foi um pedaço precioso de vida experimentado e vivido, de olhos postos no além, indicação da nossa marcha evolutiva, com todos os sentidos do corpo e do espírito postos na magnânima omnipotência de Deus, nosso Criador.</span></div>
<div style="text-align:right;"></div>
<div style="text-align:right;"></div>
<div style="text-align:right;"><strong>Fins de Novembro de 2011</strong></div>
<p><strong><span style="color:white;">.</span></strong></p>
<div style="text-align:right;">Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico &#8211; convertido pelo Lince.</div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:white;">. </span></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/798/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/798/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/798/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/798/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/798/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/798/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/798/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/798/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/798/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/798/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/798/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/798/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/798/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/798/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=798&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>ACREDITAR EM DEUS ou NÃO ACREDITAR EM DEUS; acreditar na vida depois da morte OU acreditar que a morte é simplesmente o fim de tudo</title>
		<link>http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/acreditar-em-deus-ou-nao-acreditar-em-deus-acreditar-na-vida-depois-da-morte-ou-acreditar-que-a-morte-e-simplesmente-o-fim-de-tudo/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 06:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apresentação geral]]></category>
		<category><![CDATA[EMI's - NDE's]]></category>
		<category><![CDATA[além da morte]]></category>
		<category><![CDATA[allan kardec]]></category>
		<category><![CDATA[comunicações mediúnicas]]></category>
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		<category><![CDATA[cristianismo gnóstico]]></category>
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		<category><![CDATA[Hippolyte Léon Denizard Rivail]]></category>
		<category><![CDATA[Le matérialisme est mort]]></category>
		<category><![CDATA[mito de er]]></category>
		<category><![CDATA[morte clínica]]></category>
		<category><![CDATA[transcendência]]></category>
		<category><![CDATA[vida depois da morte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://palavraluz.wordpress.com/2011/06/26/acreditar-em-deus-ou-nao-acreditar-em-deus-acreditar-na-vida-depois-da-morte-ou-acreditar-que-a-morte-e-simplesmente-o-fim-de-tudo</guid>
		<description><![CDATA[- Como já digo noutro local, a aceitação da vida depois da morte e de outros factos relacionados com a transcendência, hoje em dia, já não depende da crença, da fé ou de qualquer predisposição misteriosa relacionada com a natureza &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/acreditar-em-deus-ou-nao-acreditar-em-deus-acreditar-na-vida-depois-da-morte-ou-acreditar-que-a-morte-e-simplesmente-o-fim-de-tudo/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=63&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<h3 style="background-color:#fff2cc;text-align:left;">Como já digo noutro local, a aceitação da vida depois da morte e de outros factos relacionados com a transcendência, hoje em dia, já não depende da crença, da fé ou de qualquer predisposição misteriosa relacionada com a natureza íntima de cada um.</h3>
<h3 style="background-color:#d9ead3;text-align:left;">Hoje em dia, com toda a abundância de dados científicos que existem em torno destas questões a aceitação de tais fenómenos SITUA-SE APENAS NO DOMÍNIO DA INFORMAÇÃO. Basta dispor de vontade e de coragem intelectual para enfrentar essa mesma riqueza de dados, TAL COMO AQUELES QUE APRESENTO A SEGUIR.</h3>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<div id="attachment_638" class="wp-caption aligncenter" style="width: 358px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/204-moonlight-surf.jpg"><img class="size-full wp-image-638 " title="204-Moonlight-surf" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/204-moonlight-surf.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Moonlight Surf - óleo s/ tela - 0,84 x 0,75 - Costa Brites 1981</p></div>
<p style="text-align:justify;">O tema desta notícia é exactamente um conjunto de FACTOS não exactamente NOVOS mas que podem ser hoje entendidos de forma mais absolutamente clara e concreta, devido às conquistas das modernas tecnologias ao serviço da ciência médica e, em particular, dos processos de socorro de emergência e de reanimação, largamente vulgarizados em crescente número de países.</p>
<h3 style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">As provas de uma outra vida tornadas perfeitamente evidentes</h3>
<p style="text-align:justify;">Uma enorme quantidade de pessoas, vítimas de acidentes ou de outras situações limite, <strong>depois de uma comprovada morte clínica</strong>, com paragem cardíaca e paralização completa da actividade cerebral, têm sido reanimados em todo o mundo por processos agora crescentemente difundidos em acções de salvamento ou socorro de emergência hospitalar.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;"><strong>Do número total dessas pessoas, há cerca de 18% que se lembra da sua viagem ao outro lado da existência, com farta quantidade de recordações de grande nitidez de que resultam memórias inapagáveis e, mais do que isso: a ocorrência de efeitos transformadores do carácter e das concepções de vida!</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;">Só nos Estados Unidos da América registam-se, em média, quase 800 casos desse tipo, diariamente. Um estudo de<span style="background-color:#d9ead3;"> Evelyn Elsaesser-Valarino</span>, da Universidade de Genève, de 2005, naturalmente já largamente ultrapassado, refere cifras devidamente comprovadas que atingem a casa dos milhões, nos vários países da Europa e nos Estados Unidos da América, sem falar numa imensidade de casos espalhados pelos quatro cantos do mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo os estudos de diversos investigadores, entre os quais o psiquiatra americano <span style="background-color:#d9ead3;">Raymond Moody</span>, autor de um livro que fez escola <span style="background-color:#d9ead3;">&#8220;Life after life&#8221; (A Vida depois da Vida)</span>, a enorme maioria dos casos de NDE (ou EMI) resultam em experiências consideradas plenamente “felizes”, largamente inspiradoras e estimulantes para os seus protagonistas, mas 4 a 5% dos casos resultam em vivências negativas ou assustadoras;<br />
Ainda desse total inicial, 12% dos casos registados, dizem respeito a memórias muitíssimo elaboradas de experiências e percepções riquíssimas, em meio profundamente impressionante e transformador do carácter de quem passa por elas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Na internet, a quantidade de informações, debates, depoimentos e muitas outras emanações desta questão é, nem mais nem menos, TORRENCIAL.</strong></p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">Esse facto tem-me convencido de que ESTAMOS NA ENTRADA DE UMA NOVA ERA DA COMPREENSÃO DE UM FENÓMENO tão comezinho e vulgar, como desconhecido e perturbador: a morte e o LADO DE LÁ!…</div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Muitos milhares (aliás, milhões) de depoimentos depois, por todo o mundo, de pessoas de culturas, idades, sexos e ideologias completamente diferentes, verifica-se uma identidade coerente de teores narrativos das referidas experiências que lhes confere uma credibilidade que milhares de especialistas em todos os campos amplamente reconhecem.</p>
<p style="text-align:justify;">O fenómeno em si, nem sequer é moderno. É antiquíssimo.<br />
<span style="background-color:#d9ead3;">Platão</span>, num dos livros da República, descreve o <span style="background-color:#d9ead3;">“mito de Er”</span>, o Arménio, Panfílio de nascimento, um soldado que “morre” e vem de novo a si, narrando a sua odisseia no além, duma forma em tudo compaginável com os actuais depoimentos das pessoas que passam por EMI’s!</p>
<p style="text-align:justify;">Há muitos registos desde a antiguidade, textos na <span style="background-color:#d9ead3;">Bíblia</span> que podem ser conotados de forma concreta com esta ordem de fenómenos (já para não falar no segredo em que ainda está mergulhada a cultura do Cristianismo Gnóstico) e tantos outros depoimentos e casos ao longo da História.</p>
<p style="text-align:justify;">O sueco <span style="background-color:#d9ead3;">Emanuel Swedenborg</span> (1688-1772), um insigne filósofo, cientista e homem de vastíssima creatividade e cultura, activo em vários países europeus no desenvolvimento de variadíssimos domínios, publicou – a partir dos 56 anos – um conjunto de obras que foram tidas como visões estranhas e fantasistas, e que têm sido analisadas apenas agora como relatos directamente derivados de “experiências de morte iminente”.<br />
Não foi reconhecido no seu tempo (tendo interessado entretanto muitos pensadores, entre os quais Kant) e várias instituições culturais lançam agora um olhar completamente diferente à sua notabilíssima herança cultural e científica. <span style="color:#666699;"><strong>De realçar que este eminente intectual, homem de ciência e de cultura está devidamente identificado como um dos percursores da filosofia doutrinária do espiritismo.</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;">O já citado <span style="background-color:#d9ead3;">Dr. Raymond Moody</span>, foi o investigador que primeiramente utilizou a sigla e a expressão dos NDE’s (Near Death Experiences). No seu famoso livro “Life after Life” , de 1975, dedica-lhe uma secção onde coloca as “visões” ou “sonhos” de <span style="background-color:#d9ead3;">Swedenborg </span>em estrito paralelo com os actuais registos dos mesmos EMI’s.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<h3 style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;">A OCULTAÇÃO DO FENÓMENO</h3>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<h3 style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"> Indiferença, ignorância ou processo tendencioso?</h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Falar num tema que “se arrisca” a derrubar o mito materialista e comprovativo de que há VIDA DEPOIS DA VIDA é um tabu que mantém em silêncio a grande massa dos meios de comunicação.</p>
<p style="text-align:justify;">As visões de enorme serenidade espiritual, de segurança e felicidade que são eloquentemente referidos pelas pessoas que registaram EMI’s (Experiências de Morte Iminente), e efeitos complementares de elucidativa transcendência espiritual, vêm trazer ao debate da questão fundamental da vida depois da morte um impulso irresistível no sentido do seu esclarecimento, em moldes de uma clareza até agora imprevista.</p>
<p style="text-align:justify;">Um site da especialidade francês não hesita e escreve num título: <strong>Le matérialisme est mort !</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Acontece que a visão académica e os poderes “científicos” instituídos rejeitam, liminarmente, toda e qualquer visão que simplesmente consinta uma abordagem de uma transcendência espiritual, com a simples hipótese de explicações menos que radicalmente materialistas. De acordo com esse pensamento o destino do homem é debaixo da terra, o pensamento localiza-se no cérebro e depende de agentes químicos segregados pelo organismo (ou ingeridos como drogas ou medicamentos).<br />
Seguindo esse ponto de vista, muito pior do que um filme de susto ou de um livro desanimador e pessimista, nós saímos não se sabe de onde e o nosso destino futuro é nulo.</p>
<p style="text-align:justify;">Como sabemos, as culturas instaladas defendem-se de modo intransigente, ciosas de perder a sua influência e o seu poder!…<br />
Também houve no passado uma teoria que declarava, com base em infalibilidades teológicas, que era o Sol que andava em torno da Terra e esta era o centro do universo!…</p>
<div style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;">O primeiro homem que comprovou o contrário correu risco de vida e teve de abjurar dos seus princípios, face à intolerância da Inquisição. Chamava-se <strong>Galileu Galilei.</strong></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Entretanto uma imensidade de documentos, uma curiosidade e um interesse sem medida fazem rebentar pelas costuras um debate acelerado e candente em torno deste tema, em universidades, laboratórios, hospitais, congressos, encontros, etc.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;">Como tema de interesse cultural e científico, com evidente projecção no domínio de interesses espirituais que nos animam, o assunto vai continuar a ser tratado aqui.</div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Para já, é favor lerem o depoimento de <strong><span style="background-color:#d9ead3;">Stefan von Jankovich</span></strong>, ele próprio protagonista de uma impressionante Experiência de Morte Iminente, em Setembro de 1964, inserido adiante neste blogue, bem como outras notícias insertas no menu respectivo.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<div id="attachment_340" class="wp-caption aligncenter" style="width: 441px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/gn.jpg"><img class="size-full wp-image-340  " title="GN" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/gn.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">gaveta de nuvens, acrílico s/ tela s/ platex, 0,90 x 0,70, Costa Brites 2001</p></div>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/63/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=63&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Espiritismo na literatura</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 06:40:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura e Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[- “…no meio em que vivo tem-se a intuição de tudo e são-nos familiares as várias línguas que falaram as raças humanas, antes e depois da dispersão de Babel. As palavras são a sombra da ideia e nós possuímos a &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/espiritismo-na-literatura/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=689&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<div style="background-color:#fff2cc;color:#134f5c;text-align:left;"><strong>“…no meio em que vivo tem-se a intuição de tudo e são-nos familiares as várias línguas que falaram as raças humanas, antes e depois da dispersão de Babel. As palavras são a sombra da ideia e nós possuímos a ideia mesma no seu estado essencial…”</strong></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#134f5c;"><strong> ( Teófilo Gautier. Espírita. Valencia : Pascual Aguilar, c. 1880, p. 99)</strong></span></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">
<div id="attachment_690" class="wp-caption aligncenter" style="width: 388px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/wb01.jpg"><img class="size-full wp-image-690 " title="WB01" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/wb01.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">William Blake (1757-1827) Cristo como Redentor do Homem/aguarela 1808</p></div>
<p>A representação do mundo dos espíritos ao longo da história da cultura sempre existiu, tanto na literatura como nas artes plásticas, dado que a mediunidade sempre acompanhou o homem em todas as épocas. Escritores inspirados como <strong>Dante Alighieri</strong> (Divina Commedia), <strong>Daniel Defoe</strong> (The Serious Reflections during the life and surprising adventures of <strong>Robinson Crusoe</strong>, with his vision of the angelick world, 1720) ou os poemas de <strong>William Blake</strong>, são apenas uma amostra.</p>
<div id="attachment_691" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/rcb01.jpg"><img class="size-full wp-image-691 " title="RCb01" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/rcb01.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Robinson Crusoe (Daniel Defoe)</p></div>
</div>
<div style="text-align:justify;">No entanto a influência do Espiritismo, como ciência, filosofia e moral é palpável desde que em 1857 apareceu a primeira edição do <strong>Livro dos Espíritos</strong>, obra acerca da imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e as suas relações com os homens, as leis morais, recebida dos espíritos superiores e codificada por <strong>Allan Kardec (1854 – 1869)</strong>.</div>
<div style="text-align:justify;">Anos mais tarde, formando parte da <strong>Revue Spirite</strong> de Agosto de 1869 foi editado um opúsculo denominado <strong><em>&#8220;Catalogue raisonné des ouvrages pouvant servir à fonder une bibliothèque spirite&#8221;</em></strong> (Catálogo Racional das Obras para se Fundar uma Biblioteca Espírita) obra póstuma de Kardec que revela o seu importante empenho pedagógico e que caracteriza de novo o livro como veículo essencial de formação do indivíduo, para o seu progresso intelectual e moral.</div>
<div style="text-align:justify;">Neste catálogo bibliográfico Allan Kardec propunha uma série de títulos que deveriam estar presentes nas bibliotecas de todos os centros de estudo da doutrina espírita. Esse documento assinala obras importantes em diversas áreas culturais e científicas produzidas à data dos inícios da divulgação do espiritismo.</div>
<div style="text-align:justify;">Entre elas encontramos obras de <strong>Honoré de Balzac</strong> (Seraphitus Seraphita y Ursue Mirouet, herdeiras do conhecimento de Swedenborg), <strong>Charles Dicken</strong>s (Crishtmas Carol), <strong>Alexandre Dumas</strong> (Madame de Chamblay), <strong>Armand Durantin</strong> (La legende de l’homme éternel, 1863), <strong>Theophile Gautier</strong> (Avatar 1857, e sobretudo a sua última novela, Spirite, 1866, que narra uma história de amor no Além), <strong>George Sand </strong>(Consuelo, La comtesse de Rudolstadt , Spiridion, Mademoiselle de la Quintine, etc.).</div>
<div style="text-align:justify;">
<p>Como é lógico, neste repertório bibliográfico predomina a literatura francesa desses tempos já recuados do início do espiritismo, muito embora ele se tenha difundido muito rapidamente por toda a Europa, a seguir pelas Américas, através de Portugal e da Espanha.</p>
<div id="attachment_692" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/vhn.jpg"><img class="size-full wp-image-692 " title="VhN" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/vhn.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Victor Hugo 1878 - fotografia de Nadar</p></div>
</div>
<div style="text-align:justify;">Os artistas que declararam posteriormente aderir ao espiritismo também devem ser considerados, tais como <strong>Victor Hugo</strong>, em França e Sir <strong>Arthur Conan Doyle</strong> em Inglaterra.</div>
<div style="text-align:justify;">Também encontramos referências de interesse nas obras de <strong>León Tolstoi</strong> e em conferências e artigos de <strong>Valle-Inclán</strong>, nas “Rimas y Leyendas” de <strong>Gustavo Adolfo Bécquer</strong> e na poesia de <strong>Amalia Domingo Soler</strong>, <strong>Salvador Sellés</strong> y <strong>Màrius Torres</strong> em Espanha, só para dar alguns exemplos.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">Em Inglaterra a literatura relacionada com os espíritos é abundante.</div>
<div style="text-align:justify;">No tempo da Rainha Victória era costume passar o serão da Noite de Natal sentados ao lume ouvindo histórias tradicionais sobre espíritos e revelações das almas.</div>
<div style="text-align:justify;"><strong>Charles Dickens</strong> (1812 – 1870) foi o autor mais popular do seu tempo com novelas inolvidáveis pertencentes ao realismo social, com realce para os seus famosos contos de Natal. Surpreendem nessas histórias a fluência e a naturalidade com que se fala dos espíritos, como na conhecida A Crishtmas Carol (Um Cântico de Natal), onde aparecem os espíritos do passado, do presente e do futuro, para darem uma lição de ética do comportamento em sentimentos fraternos e universais.</div>
<div style="text-align:justify;">No entanto Dickens mantinha uma posição ambivalente e até contrária em obras como “A Casa Assombrada”, ficando claro que, tanto em Dickens como noutros autores, a inspiração é dominante em relação à própria opinião do autor.</div>
<div style="text-align:justify;">Do máximo interesse é o caso do seu último romance “O mistério de Edwin Drood” que devia ser publicado em 12 fascículos mensais. Dickens faleceu em 1871, antes de ter a possibilidade de acabar a obra.</div>
<div style="text-align:justify;">Um ano mais tarde o jovem tipógrafo norte-americano Thomas P. James, médium principiante, psicografou a continuação do romance, com o estilo inconfundível de Dickens, o que foi confirmado por numerosos críticos literários.</div>
<div style="text-align:justify;">Outro autor inglês a destacar é Sir <strong>Arthur Conan Doyle</strong> (1859-1930), criador do celebérrimo Sherlock Holmes, homem de elevada capacidade intelectual e que foi, além do mais, presidente do Instituto Britânico de Ciência Psíquica e presidente da Associação espírita de Londres.</div>
<div style="text-align:justify;">Pese muito embora o facto de que muitas biografias ignoram essa faceta da sua personalidade, foi o autor da <strong>“História do Espiritismo”</strong> (1926), um trabalho que recolhe textos a respeito de Swedenborg, Irving, Davis, o caso de Hydesville, as irmãs Fox, sir William Crookes etc.</div>
<div style="text-align:justify;">No prefácio dessa importante obra de referência histórica, afirma que <strong><span style="background-color:#fff2cc;">“…o espiritismo é, para muitos de nós, o mais importante movimento da história do mundo desde a passagem de Jesus Cristo sobre a terra…”</span>, </strong>posto que na base do mesmo se encontra a moral de comportamento transmitida por ele há dois milénios.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">Na Rússia, encontramos na obra de <strong>Leon Tolstoi</strong> (1828 – 1910) referências a sessões mediúnicas como divertimento para as classes cultas, em Anna Karenina e Ressurreição.</div>
<div style="text-align:justify;">Parece que Tolstoi não chegou a conhecer de facto a profunda mensagem da espiritualidade que encerram as obras de Allan Kardec. Limitou-se a observar o fenómeno das mesas girantes, divulgado no século XIX simplesmenta para chamar a atenção da existência da acção dos espíritos.</div>
<div style="text-align:justify;">
<p>No conjunto, porém, encontra-se em Tolstoi um profundo misticismo e a assimilação da mensagem do amor incondicional de Jesus de Nazaré.</p>
<div id="attachment_709" class="wp-caption aligncenter" style="width: 332px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/ads.jpg"><img class="size-full wp-image-709 " title="ads" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/ads.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Amalia Domingo Soler (1835-1910), que disse: “os mortos são invisíveis , mas não ausentes”</p></div>
</div>
<div style="text-align:justify;">Em Espanha a corrente espiritualista dá-se a conhecer na maior parte das lendas de <strong>Gustavo Adolfo Bécquer</strong>, onde o mundo invisível tem lugar de destaque, bem como nos escritos de <strong>Valle-Inclán</strong>.</div>
<div style="text-align:justify;">Na poesia é onde encontramos os melhores exemplos de literatura claramente espírita. Além de “Ramos de Violetas y Cuentos Espiritistas” de <strong>Amalia Domingo Soler</strong>, a grande Senhora do Espiritismo Espanhol, destacamos o caso dos poetas: <strong>Màrius Torres</strong>, médico e poeta republicano, neto e filho de espíritas, que morreu prematuramente em 1942, e <strong>Salvador Sellés</strong>, o poeta alicantino que escreveu:</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="background-color:#fff2cc;color:#134f5c;text-align:justify;"><strong>“…O homem não vive somente na Terra. As suas ideias, os seus sentimentos, perdem-se como a essência das flores, no Céu. A verdade da existência de um Deus infinito, eterno, encontra-a o homem de igual maneira nas maravilhas de sua alma como nas maravilhas da natureza…” </strong></div>
<div style="text-align:justify;">
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/reep01.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-693" title="reep01" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/reep01.jpg?w=640" alt=""   /></a>Este artigo foi traduzido do nº 1 da Revista Espírita da <span class="titulo_head"><strong>Federación Espírita Española</strong>, de Julho de 2011.</span><br />
<span class="titulo_head">É da autoria de <strong>Lola Garcia, </strong>Historiadora de Arte e bibliotecária, membro da Asociación Espírita de Valencia <strong>Hogar Fraterno.</strong></span></p>
<h6>(<strong>Ilustrações:</strong> de minha responsabilidade)</h6>
</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:white;">. </span></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/689/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/689/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/689/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=689&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A prodigiosa mediunidade de Augustin Lesage, humilde mineiro e pintor espírita (1876-1954)</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 06:35:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura e Artes]]></category>

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		<description><![CDATA[Humilde e prestigiado servidor da arte mediúnica, expôs as suas telas surpreendentes de beleza e de luz, não obstante a sua avançada idade. Deixemos que ele mesmo se nos apresente: “…Chamo-me Augustin Lesage, nascido a 9 de Agosto de 1876, &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/a-prodigiosa-mediunidade-de-augustin-lesage-humilde-mineiro-e-pintor-espirita-1876-1954/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=756&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;">
<div id="attachment_757" class="wp-caption aligncenter" style="width: 340px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/01-al.jpg"><img class="size-full wp-image-757 " title="01 AL" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/01-al.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Augustin Lesage (1876-1954)</p></div>
</div>
<div style="text-align:justify;">Humilde e prestigiado servidor da arte mediúnica, expôs as suas telas surpreendentes de beleza e de luz, não obstante a sua avançada idade.</div>
<div style="text-align:justify;">Deixemos que ele mesmo se nos apresente:</div>
<div style="text-align:justify;"><em><br />
</em></div>
<div style="text-align:justify;">“…Chamo-me Augustin Lesage, nascido a 9 de Agosto de 1876, em St Pierre les Auchel, perto de Béthune, no Pas-de-Calais. O meu pai era mineiro, pois que vivia nesta região de minas. Andei na escola primária de St-Pierre-les-Auchel até à idade de 14 anos, altura em que fui a trabalhar nas minas. Conheci ali o mais duro trabalho, durante 27 anos; deixei a mina a 23 de Julho de 1923.</div>
<div style="text-align:justify;">Foi em Janeiro de 1912 que os poderosos Espíritos vieram manifestar-se-me, ordenando que desenhasse e pintasse, coisa que jamais havia feito anteriormente. Nunca tendo visto, até esse momento, um simples tubo de tinta para pintar, imaginem a minha surpresa perante tal revelação.</div>
<div style="text-align:justify;">Ignoro completamente seja o que for a respeito de pintura.</div>
<div style="text-align:justify;">- Não te inquietes por causa desse pormenor insignificante, responderam os espíritos. Seremos nós a conduzir as tuas mãos.</div>
<div style="text-align:justify;">Recebi então, por escrito, o nome das cores e dos pincéis de que necessitava e comecei a pintar sob a influência dos artistas do além, sempre que chegava a casa extenuado depois do trabalho na mina. Tal fadiga, contudo, desaparecia quando me encontrava sob a influência dos espíritos.</div>
<div style="text-align:justify;">Recebo sempre, por escrito, conselhos favoráveis a respeito dos trabalhos, que executo sem modelo, o que é uma grande facilidade para mim, por não ter de procurar compreender, visto que as composições não são de minha autoria. Sou apenas a mão que executa e não o cérebro que concebe o que faço.</div>
<div style="text-align:justify;">Pinto sempre desperto, mas sem poder estar na presença de quem quer que seja. Represento aquilo que os vivos não podem ver, enquanto que os artistas pintores representam o que a natureza coloca perante o seu olhar. Permaneço em relação permanente com os nossos queridos amigos do além, que me trazem grandes revelações. Raros são aqueles que concebem a fé vivida com esses espíritos, não material, mas espiritualmente.</div>
<div style="text-align:justify;">Nada compreendo da confusão de cores diversas que aplico sobre a tela. De acordo com os conselhos que dão os meus amigos do espaço, as obras que executo representam todas as religiões associadas do passado logínquo. Tais enigmas serão por nós conhecidos um dia. De momento podemos chamer-lhe “pintura nova”&#8230;”</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">Texto escrito por Augustin Lesage em Barbuse (Pas-de-Calais) a 20 de Maio de 1925</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">Este depoimento, de autoria do próprio Augustin Lesage foi confirmado por declarações emitidas por entidades independentes e organismos públicos, além de ser do conhecimento de muitos vizinhos e de grande quantidade de personalidades do mundo artístico e cultural com que o mesmo se relacionou ao longo da sua vida. Entre os quais, os seguintes:</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">
<blockquote class="tr_bq"><p>“… o Presidente da Câmara da comuna de Burbure certifica que o Senhor Augustin Henri Lesage, aqui residente, nascido em Auchel no dia 9 de Agosto de 1876, exerceu sempre a profissão de mineiro e nunca frequentou nenhuma escola de desenho ou de pintura. Assinado em Burbure a 22 de Maio de 1925 pelo Maire Decroix…”</p></blockquote>
<blockquote class="tr_bq"><p>“…O abaixo assinado Emile Lacroze, engenheiro, director das minas de Ferfay-Cauchy, declara que Augustin Henri Lesage trabalhou como mineiro nas nossas explorações, de 23 de Agosto de 1890 a 14 de Novembro de 1897, (serviço militar), de 27 de Setembro de 1900 a 12 de Julho de 1913 e de 11 de Março de 1916 a 6 de Julho de 1923. Ass. 22 de Maio de 1925…”</p>
<p><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/prim.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-758" title="prim" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/prim.jpg?w=640&#038;h=870" alt="" width="640" height="870" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span></p></blockquote>
</div>
<div style="text-align:justify;">De 7 a 14 de Junho de 1953 foram expostas na “Maison des Spirites&#8221;, situada no nº 8 da Rue de Copernic, em Paris, várias obras de Augustin Lesage, o mineiro pintor.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">“…Observar-se-á nas obras qualquer coisa de completamente diferente de uma habilidade adquirida pela prática manual continuada que pudesse servir uma documentação recolhida aqui e ali e engenhosamente interpretada.</div>
<div style="text-align:justify;">Aquilo que caracteriza a sua arte é incontestavelmente a invenção, e – em verdade – é impossível conceber de acordo com o raciocínio corrente como poderá Lesage, ao longo dos anos e isolado na localidade onde viveu, longe de qualquer fonte de informação, ter adquirido primeiro uma destreza técnica tal, e depois o conhecimento de utilização dos temas decorativos de que se serve – os quais evocam – com toda a originalidade pessoal e novidade – reminiscências persas e hindus.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">Como poderá o extenuado mineiro, finda a sua jornada de trabalho, ter regressado para defronte da sua tela com capacidade para construir com pinceladas fáceis e subtis, esses pagodes fantásticos, e desenrolar seus bordados soberbos, associar harmonias cromáticas e coordenar tão enorme variedade de combinações gráficas?&#8230;”</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">Quando pela primeira vez o médium se exercitou numa tarefa que ele julgava impossível, serviu-se – aconselhado pelas “vozes” e pelas mensagens escritas – de uma tela de 9 metros quadrados. Para começar era uma audácia. Estendeu-a como pôde, na sala inferior da casa, transformada em atelier. Era forçado, aliás, a tê-la parcialmente enrolada, de modo a poder avançar com o trabalho, dado que as dimensões da tela eram tais que excediam o tamanho do compartimento. As mensagens inspiradoras também lhe tinham dado instruções relativas à compra das tintas de óleo e respectivas cores, dos pincéis e dos godés nos quais diluía as cores com essência. Fora-lhe dado igualmente conselho de se ajoelhar e de orar, tal como fazia Fra Angelico, antes de iniciar o seu trabalho de pintor.</div>
<div style="text-align:justify;">A partir desse momento o trabalho tornava-se fácil: empunhar ao acaso um pincel e erguer uma mão que um tremor súbito anima, colher tinta de um dos godés e, em gestos agora firmes, pigmentar a composição, já começada, de pequenos pontos, cuja justaposição, no seu conjunto, determina o conjunto das formas e define as gradações de cor e os detalhes da obra.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">..</span></div>
<div style="text-align:justify;"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/05-al.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-760" title="05 AL" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/05-al.jpg?w=640" alt=""   /></a></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">Trabalho de uma extrema lentidão e de rigor impressionante. Labor de miniaturista, de iluminura, ocupava decorativamente vastas superfícies, porventura concebidas para um trabalho a fresco. Contudo, à força de preserverança, de dócil impassibilidade, Lesage acaba por cobrir toda a tela até ao limite das suas margens, sem esquecer, durante a execução, os retoques, repetições e rectificações que não derivam de seu motu próprio, mas da orientação do espírito artista ao qual obedece o artesão respeitoso. Estas referências e acentuações não são a parte menos extraordinária do trabalho. Sucede por vezes que o “inspirador” insatisfeito consigo mesmo, retém o pincel, durante várias semanas, sobre uma superfície de alguns centímetros quadrados, sempre, sempre rectificando as linhas e a coloração, correndo o risco de empastar ou produzir a confusão.</div>
<div style="text-align:justify;">Não se passa nada diso. Os detalhes assim aprofundados são frequentemente os mais notáveis, pela sua estrutura de mosaic e o seu gosto cromático. É com espanto que se descobrem alusões à paleta e aos tons pastel do grande visionário que foi Odilon Redon.</div>
<div style="text-align:justify;">Não é exagero dizer-se que no tempo presente, ninguém poderia inventar ritmos ornamentais, com tal fantasia e riqueza. Tais são os que criou o pincel de Lesage, achados com tanta felicidade, que os criadores de rendas de Calais vieram a Burbure procurar ideias para novos modelos.</div>
<div style="text-align:justify;">Que ali não se busquem regras de composição escolástica. Nem mais ciência no equilíbrio de volumes que no jogo de valores. Poderia falar-se de valores. Ou de ramos de flores, de vagas iridiscentes e de vibrações luminosas.</div>
<div style="text-align:justify;">Perto, arquitecturas atrevidas, acentuadamente alinhadas e fantasticamente sobrepostas; pés-direitos que sustêm arcadas, cúpulas às quais se associam galerias de onde se projectam abóbadas, recortadas por pilares incrustados de pedrarias, que conduzem a miradouros, ameias e lanternins. Nestas estruturações acontece que uma cripta sustem uma nave e os seus altares, contudo, sem obediência à realidade. Lesage (ou o espírito, mais propriamente) ultrapassa as circunstâncias, zomba da resistência dos materiais, cria a instabilidade, lança um piso imenso sobre uma cúpula central, reedifica um segundo templo por cima dum primeiro. Um arquitecto rir-se-ia. Um pedreiro diria: “é impossível!”; un decorador exclamaria: “é improvável, mas com estilo, brilhantismo e um emaranhado que encanta a vista!&#8230;”</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">M. Cassiopée.</div>
<div style="text-align:justify;">Extrait de la Revue Spirite de Mai-Juin 1953.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">“…Em geral as coisas são vistas em corte. O olhar do espectador mergulha no interior de um movimento prodigioso, ali se perde e se conduz no entanto através de uma multiplicidade de artérias, de capelas e naves laterais, onde se mostram – em tonalidades neutras – misteriosas neblinas nas quais flutuam cintilantes painéis, caixotões e nervuras, nas quais se dispersam em leves grinaldas – pérolas, corais, safiras, esmeraldas e rubis.</div>
<div style="text-align:justify;">Lesage teve, pelo menos, duas fases, precedidas de uma primeira, feita um tanto às apalpadelas, que produziu painéis que se encontram expostos em diversas instituições, à maneira de estuques relevados nos quais se encontra toda a delicadeza e as cores aveludadas de um Vuillard. A primeira fase é menos sensacional que a segunda.</div>
<div style="text-align:justify;">(…)</div>
<div style="text-align:justify;">Como artista, “Augustin Lesage apresenta-nos um dos mais belos casos de mediunidade pictórica …”</div>
<div style="text-align:justify;">.</div>
<div style="text-align:justify;">“…atingiu uma arte depurada, lúcida, suave, leve, onde a invenção decorativa retoma curso livre com à-vontade e variedade, extremamente sedutora, pela franqueza de toques feitos em geito de esmalte. É-se levado a pensar que talvez o artista mineiro tenha tido dois “guias” pintores, o que não é hipótese sem fundamento.</div>
<div style="text-align:justify;">No dia em que visitámos em Burbure o atelier do médium, exprimimos essa opinião ao comparar as telas antigas com as actuais. Lesage teve imediatamente uma comunicação psicografada, cujos termos elucidavam que o pintor tinha sido conduzido na execução da sua obra por duas entidades distintas, uma delas dedicada aos temas arquitectónicos e outra para a vertente puramente decorativa. As nossas suposições foram desse modo confirmadas e bem assim o facto de os seus inspiradores serem de origem asiática, o que se encontrava esclarecido na já mencionada comunicação: a primeira entidade era Indu e a segunda vivera muito tempo no Extremo Oriente…”</div>
<div style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><strong>A história da Colheita Egípcia</strong></div>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<div style="text-align:justify;"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/04-al.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-759" title="04 AL" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/04-al.jpg?w=640" alt=""   /></a></div>
<div style="text-align:justify;">Um facto mais do que marcante, nós diríamos revelador, é o da história da “Colheita Egípcia”.</div>
<div style="text-align:justify;">Em Outubro de 1938, Augustin Lesage começou a tela da “Colheita Egípcia”. Terminou-a dois meses depois, em Dezembro.</div>
<div style="text-align:justify;">As suas disponibilidades financeiras mantinham-se escassas, fiéis à definição que Allan Kardec fornecia da mediunidade de que o que é um dom da mediunidade não é para ser objecto de negócio.</div>
<div style="text-align:justify;">Bela lição para aqueles que, nos nossos dias, se proclamam mestres em ciências do espiritismo e que fazem negócio com ele.</div>
<div style="text-align:justify;">Sabe-se que a coberto das interpretações de tais “mestres”, a mediunidade é afastada do seu sentido espiritual. Para isso fazem uso da palavra “parapsicologia” e de outras designações,  para enganar todos aqueles que desejam compreender o sentido cristalino da alma tal como era entendido por Allan Kardec.</div>
<div style="text-align:justify;">Saberão escutar as suas vozes interiors? Saberão o que é de facto a mediunidade?</div>
<div style="text-align:justify;">Desejamos que sim muito fraternalmente, antes de mais por si próprios, e por uma questão de respeito por tudo aquilo que recebemos do mundo espiritual, portanto da fonte divina.</div>
<div style="text-align:justify;">Regressemos contudo a Augustin Lessage, num dia de 1939, em que almoçava com seu amigo Fournier. Foi informado que a Associação Guillaume Budé estava a organizar um cruzeiro ao Egipto e de que esse mesmo amigo lhe oferecia a viagem.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><strong>Marie-Christine Victor</strong> conta no seu livro:</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">“…Em Marselha, no dia 29 de Fevereiro de 1939, ao meio dia, Augustin Lesage embarcou com o seu amigo Fournier no navio “El Mansour” (…). Teve oportunidade de conhecer a bordo um egiptólogo de nomeada que se manifestou muito interessado na obra que descobrira por ter visto uma dúzia de quadros seus, dentre os quais a “Colheita Egípcia”.</div>
<div style="text-align:justify;">- Porque é que atribui tanta importância a esta última tela? Perguntou ao velho mineiro.</div>
<div style="text-align:justify;">- Porque, respondeu ele, não é apenas da última que pintei, mas porque os meus guias me revelaram que eu iria reencontrar o fresco da época egípcia que representam os trabalhos da colheita…”.</div>
<div style="text-align:justify;">“…o egiptólogo não partilhou essa opinião, derivada mais de um acto de fé que de um processo científico, dado que apenas é científico e válido aquilo que é material e tangível. Não acreditou pois um só instante que a tela de Lesage pudesse ser outra coisa que não produto da sua imaginação ou dos seus fantasmas. O artista não ficou minimamente impressionado pelo espírito científico do seu companheiro de viagem e preferiu tomar a atitude prudente de quem está tomado pela certeza profunda, logo, fora do comum&#8230;”</div>
<div style="text-align:justify;">“… No Domingo 26 de Fevereiro chegámos a Alexandria e no dia imediato ao Cairo. Foi a tomada de conctacto com o Egipto moderno.</div>
<div style="text-align:justify;">…arquólogos franceses tinham por missão acompanhar e dar explicações aos turistas dos quais fazia parte Augustin, a respeito da história e do significado dos monumentos da época faraónica…”</div>
<div style="text-align:justify;">“…Augustin viu a imensa estátua de Ramsés II caída na areia, e a esfinge de Memfis, a pirâmide de Sakkarah, construída 5000 anos antes da nossa era, no tempo do rei Toser. Por fim as grandes pirâmides de Kéops, Kefren e Mikerinos, a grande esfíngie de Gizé, conhecida em todo o mundo. Experimentou um sentimento profundo:</div>
<div style="text-align:justify;">- Como se tudo aquilo fosse para mim mais do que uma curiosidade, como se as pedras me fossem familiares, como se esse novo país que nunca tinha visto não me fosse inteiramente desconhecido, causando-me mais um sentimento de apego que de admiração…”</div>
<div style="text-align:justify;">Tal caso não nos surpreende, tendo sucedido o mesmo, mas com muito mais rigor e certeza no caso de Lucienne Marmonnier, igualmente uma artista médium. Para nós, espíritas, é facto adquirido que Augustin Lessage deve ter vivido uma encarnação no Antigo Egipto; de outro modo o sentimento do momento já vivido não teria em si uma tão grande ressonância.</div>
<div style="text-align:justify;">“…Nos dias seguintes visitámos o Museu do Cairo onde se encontram expostos, em especial, todos os objectos encontrados no túmulo de Toutankhamon. No dia 4, Sábado, partimos para o Sul, até à primeira catarata, tendo a visita ao Alto Egipto começado por Assouan.</div>
<div style="text-align:justify;">Augustin Lesage, depois de ter visitado Luxor e e visto a base sobre a qual estava colocado o obelisco que actualmente se encontra na Praça de la Concorde, em Paris, chegou ao Vale das Rainhas.</div>
<div style="text-align:justify;">Escutemos aquilo que nos contou:</div>
<div style="text-align:justify;">- Dois anos antes, neste vale, fora desenterrada uma pequena povoação. O arqueólogo contou-nos que no tempo de Ramsés II, da XVIII dinastia, cerca de 1.500 anos antes da nossa era, a mesma povoação era habitada por 700 a 800 operários especializados em trabalhos funerários. Tais operários eram preciosos porque os Egípcios davam mais importância à sua morada eterna que às casas em que habitavam durante a sua vida, e que não necessitavam de uma decoração tão rica, dado o curto lapso de tempo que dura a vida.</div>
<div style="text-align:justify;">Um dos operários chamava-se Mena. Encontrámos o seu túmulo, com muitas inscrições e cenas que descrevem o que foi a sua vida. Desse modo ficámos a saber como se chamava. Nos momentos durante os quais não trabalhava na execução dos túmulos oficiais , Mena tinha sido autorizado a trabalhar no seu próprio túmulo, um pouco afastado da localidade. Visitámos esse pequeno túmulo que continha uma vintena de sarcófagos e, de repente, apercebi-me de um fresco bem pintado numa das paredes, bem conservado e – nesse mesmo fresco – reconheci a cena da “Colheita Egípcia”.</div>
<div style="text-align:justify;">“Apoderou-se de mim uma forte e complexa emoção, que teria grande dificuldade em descrever com exactidão. Pareceu-me, de repente, sentir-me muito próximo dessa pequena cena ainda intacta, ao vê-la tão parecida com aquela que havia pintado, e pareceu-me que também eu era o seu autor. Estabeleceu-se entre a pintura e eu uma relação indefinível, sem ser possível esclarecer se tinha acabado de pintá-la ou se apenas a encontrara. Desejei ter ficado junto daquela comovente e fresca pintura mural. Senti-me imobilizado, simultaneamente suspenso e esmagado pela surpresa.”</div>
<div style="text-align:justify;">“…E a alegria, uma imensa alegria me invadiu, como se fosse a de um exilado de regresso ao seu povoado…”</div>
<div style="text-align:justify;">Claro e perceptível se torna que, as coisas a que somos sensíveis, não se encontram no ensino dos livros, mas sim na mais profunda intimidade da alma.</div>
<div style="text-align:justify;">“…Fiquei tomado de entusiasmo, o meu sangue pulsava, era puro e carregado de afecto o ar que respirava dentro do túmulo e a experiência que tivera entrava com toda a nitidez comovida nas minhas recordações, o acontecimento mais claramente marcante da minha vida, de resto, bem repleta de surpresas…”</div>
<div style="text-align:justify;">(…)</div>
<div style="text-align:justify;">No dizer do arqueólogo que nos acompanhava, o túmulo, descoberto havia apenas dois anos, era pouco conhecido e tinha sido até então muito pouco visitado. Acentuou, face às perguntas dos turistas, que não poderiam existir reproduções do fresco em França. O que excluiu a ideia de uma cópia a partir de qualquer revista ou uma reprodução inconsciente depois de leituras feitas sobre o assunto…”</div>
<div style="text-align:justify;">Augustin Lesage concluiu depois esta maravilhosa revelação de uma vida anterior:</div>
<div style="text-align:justify;">“&#8230;Compreendo enfim aquela viagem, desejada durante tanto tempo, e que fora impossível até àquele momento. Não era necessário que visitasse o Egipto antes da descoberta do fresco; era necessário que a visse para que ficasse provado que os meus quadros não são o fruto da minha imaginação, e que a minha mão é o instrumento de um cérebro que não é meu…”</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">Marie-Christine Victor pensa da seguinte forma:</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">“…Como poderia existir trucagem num caso somo este? Como é que um mineiro que não saiu da sua aldeia poderia ter visto e reproduzido um fresco que se encontrava a tantas léguas de sua casa, que até os próprios egiptólogos desconheciam ainda e que, por isso, nenhuma revista poderia ter publicado?&#8230;”</div>
<div style="text-align:justify;">É bem entendido que as críticas mais preversas e mais dolorosas para Augustin Lesage não faltaram, mas amar e servir a Deus também é aprender o que está por detrás do sofrimento, e qual o motivo porque, como dizia Santa Teresa de Ávila “há tão poucos amigos”.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">Augustin Lesage dizia:</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;">“… Não quero enganar ninguém. Não odeio ninguém. Não desejo mal a ninguém… Não desejo nem a riqueza nem a celebridade. Não tenho senão o desejo ardente de ser acreditado, porque aquilo que digo é verdade, porque aquilo que vivi é autêntico. Desejo sobretudo que a mensagem do invisível seja recebida e compreendida por todo o mundo, com o respeito e a admiração que ela não pode deixar de suscitar…”</div>
<div style="text-align:justify;">Marie-Christine Victor afirma que a prece de Lesage não ficou sem resposta (como, de resto, todas as preces sinceras). Os seus guias avisaram-no de que iriam executar um trabalho e que seria necessário convidar um público que viesse vê-lo trabalhar.</div>
<div style="text-align:justify;">A prova seria dada dessa forma de que toda a obra do pintor tinha sido feita de forma honesta e com pureza de intenções.</div>
<div style="text-align:justify;">Desta forma, no dia 24 de Fevereiro de 1947, em Marrocos, pintou uma tela em público. Foi feito nessa altura um abaixo-assinado com 112 assinaturas entre as quais médicos, psiquiatras, professores, jornalistas, comissários de polícia, pintores, arquitectos…”</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/06-al.jpg"><img class="wp-image-775 aligncenter" title="06 Al" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/06-al.jpg?w=518&#038;h=717" alt="" width="518" height="717" /></a></div>
<div style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;"><span style="color:#666699;">Composição Simbólica  do Mundo Espiritual, Augustin Lesage, 1923</span></p>
</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/fr01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-761" title="fr01" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/11/fr01.jpg?w=640&#038;h=108" alt="" width="640" height="108" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></h3>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#666699;"><strong>Este artigo foi traduzido do nº 78 de La Revue Spirite, do primeiro trimestre de 2008, de acordo com o texto ali publicado sem referência à autoria do mesmo.</strong></span></h3>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/756/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/756/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/756/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/756/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/756/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/756/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/756/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=756&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O primeiro caso de EMI de que tive conhecimento detalhado</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 06:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[EMI's - NDE's]]></category>
		<category><![CDATA[Stephan von Jankovich]]></category>
		<category><![CDATA[costa brites]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência de Morte Iminente]]></category>
		<category><![CDATA[Stefan von Jankovich.]]></category>

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		<description><![CDATA[Há cerca de 15 anos, numa manhã em que trabalhava em casa, ouvi numa emissora de rádio alemã ( NDR, de Hamburgo), uma entrevista feita a um senhor chamado Stefan von Jankovich. A entrevista foi longa, já havia começado quando &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/o-primeiro-caso-de-emi-de-que-tive-conhecimento-detalhado/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=47&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há cerca de 15 anos, numa manhã em que trabalhava em casa, ouvi numa emissora de rádio alemã ( NDR, de Hamburgo), uma entrevista feita a um senhor chamado <strong>Stefan von Jankovich.</strong></p>
<div class="separator" style="clear:both;text-align:center;"><a style="margin-left:1em;margin-right:1em;" href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/06/fig021.jpg?w=216"><img src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/06/fig021.jpg?w=216" alt="" border="0" /></a></div>
<p>A entrevista foi longa, já havia começado quando comecei a escutar e – como o assunto me interessava – coloquei uma cassete áudio a gravar.<br />
O assunto ficou na minha memória e era uma narrativa do próprio, arquitecto e engenheiro de naturalidade húngara e residente na Suíça, da sua “Experiência de Morte Iminente”, ou EMI, ocorrida em Setembro de 1964.<br />
Muito tempo mais tarde efectuei buscas na internet, tendo tido inicialmente alguma dificuldade na grafia correcta do nome, tendo acabado por encontrar uma súmula de um livro de sua autoria <strong>&#8220;Ich war klinisch tot&#8221; /Der Tod – Mein schönstes Erlebnis</strong>/ Drei Eichen Verlag; ISBN 3-7699-0438;</p>
<div class="separator" style="clear:both;text-align:center;"><a style="margin-left:1em;margin-right:1em;" href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/06/fig31.jpg?w=170"><img src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/06/fig31.jpg?w=170" alt="" border="0" /></a></div>
<p>Embora pudesse ter feito outra escolha para divulgar este tipo de ocorrências,</p>
<ul>
<li>o facto de o depoimento de Stefan v. Jankovich ter sido o primeiro que escutei;</li>
<li> verificada a personalidade bastante vincada de homem conhecido publicamente e com largo prestígio profissional, técnico e cultural;</li>
<li>e a convicção e certa sensibilidade literária com que fazia os seus depoimentos (SJ faleceu em 2002), deram-me o necessário impulso para traduzir do alemão o referido documento.</li>
</ul>
<p>Mais tarde encontrei num site de Radio Canada uma versão em francês, de mais fácil acesso linguístico. Mas o trabalho já estava feito e, embora não seja um tradutor profissional e sem ter a certeza da perfeição, não tenho receio de imprecisões de monta.<br />
O facto de ser apenas um resumo do livro, o facto de não estarem explícitas reservas de direitos autorais, o facto de o texto estar larga e publicamente patente na internet, não me colocaram inibições de o traduzir para a nossa língua, o que tem particular interesse e corresponde, disso tenho a certeza, <strong>ao espírito com que Stefan von Jankovich generosamente se dedicou a divulgar a sua experiência.</strong></p>
<p>Aqui fica para os leitores de língua portuguesa que desejem lê-lo. É favor abrir a página respectiva que se encontra<span style="color:#333399;"> <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/um-breve-resumo-em-lingua-portuguesa-do-livro-ich-war-klinisch-tot-de-stephan-von-jankovich/"><span style="color:#333399;"><strong>na página respectiva, AQUI.</strong></span></a></span></p>
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		<title>Um breve resumo em língua portuguesa do livro &quot;Ich war klinisch tot&quot;, de Stephan von Jankovich</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 06:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[EMI's - NDE's]]></category>
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		<description><![CDATA[- (…) Um homem de negócios amigo meu (M.) telefonou-me para solicitar os meus serviços de arquitecto num negócio imobiliário. Combinámos uma visita ao terreno da obra, nos arredores de Lugano, para o dia 16 de Setembro de 1964. Lá &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/um-breve-resumo-em-lingua-portuguesa-do-livro-ich-war-klinisch-tot-de-stephan-von-jankovich/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=46&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear:both;text-align:center;"><a style="margin-left:1em;margin-right:1em;" href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/06/fig01.jpg?w=197"><img src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/06/fig01.jpg?w=197" alt="" border="0" /></a></div>
<p><span style="color:#ffffff;">-</span><br />
(…) Um homem de negócios amigo meu (M.) telefonou-me para solicitar os meus serviços de arquitecto num negócio imobiliário. Combinámos uma visita ao terreno da obra, nos arredores de Lugano, para o dia 16 de Setembro de 1964. Lá nos encontraríamos no Café Federale, na Praça Riforma, às duas da tarde. Tirei bilhete para o comboio que seguia de manhã de Zürich para Lugano, para estar disponível com pontualidade para o encontro. Mais lá para o fim da tarde tinha um encontro marcado em Morcote. Ao serão estava combinada a visita a minha casa, em Cadro, do conhecido cantor de ópera Alexander Sved e da esposa. Era meu intuito aproveitar a oportunidade para fazer algumas gravações. Estava tudo portanto muito bem planeado.</p>
<p>Contudo, os desígnios de Deus tinham destinado para mim algo de diferente. Era tempo de levar um abanão no meu curso de vida neste mundo material, lançando-me num itinerário evolutivo completamente diferente. “Lá em cima” as agulhas já tinham sido mexidas. Nada entretanto me passava pela cabeça. Passou-se que o meu amigo me telefonou para Zürich na véspera do nosso encontro, perguntando como é que eu pensava ir para Lugano. Convidou-me para que, em vez de comboio, fosse com ele de automóvel. Fazia pouco sentido que nos deslocássemos por separado e poderíamos ir conversando pelo caminho a respeito do negócio.</p>
<p>(…) Depois da troca de razões e porque não queria ser indelicado, concordei aceitar a boleia. No dia imediato de manhã veio buscar-me às nove horas num rápido cabriolet Alfa Romeo, vermelho. Era dia 16 de Setembro de 1964 e pusemo-nos em marcha. Acenei ainda longamente pela janela à minha mulher. Tinha frequentemente viajado desportivamente pelo Gotthard , tão velozmente quanto era possível. Ultrapassava grande quantidade de viaturas e não tinha por isso a oportunidade de observar a paisagem.</p>
<p>A estrada de Tremola dava-me sempre imenso prazer. A emoção desportiva, a performance, os tempos, o número de carros ultrapassados eram nesse tempo uma alegria para mim. Desta vez, contudo, admirei o conhecido trajecto, as montanhas ainda coroadas de neve, os bosques e os rios Reuss e Ticino. Não íamos exageradamente depressa, de modo a podermos conversar comodamente. Perto de Caro, ante Bellinzona, seguíamos no nosso caminho para o Sul, com bastante tráfico na direcção oposta. Olhei descontraído à direita enquanto o meu amigo conduzia o seu Alfa pela recta, a cerca de 110 km/h.</p>
<p>Subitamente ouvi-o invectivar em voz alta. Virei o rosto e dei com um enorme camião que vinha na nossa pista de encontro a nós. A intenção era a de ultrapassar a coluna militar que se cruzava lentamente connosco, a cerca de 60 km/h. Comecei eu próprio então a invectivar. O meu motorista fez sinal de luzes, buzinou, gritando, e como o camião não tivesse aproveitado o intervalo entre duas viaturas da coluna para se desviar, resolveu travar a fundo. Derrapámos para a esquerda com toda a força, de rodas bloqueadas. Na via da esquerda vinham mais viaturas militares e na nossa direcção o camião desvairado. Tudo se passou em breves instantes.</p>
<p>O camião disparava na nossa direcção, no intento de se escapar pela frente do primeiro carro da coluna militar, mas não conseguiu. Apercebi-me do iminente perigo de morte e gritei como último sinal de desespero. Uma mescla de visões da guerra, da vela e de Budapeste, fechando com a face transtornada da minha mulher, bailaram repentinamente perante o meu olhar, projectadas de forma surpreendente pela passagem vertiginosa do enorme guarda-lamas do camião. Fui projectado contra o painel de instrumentos (nesse tempo não se usava ainda cinto de segurança), gritando a plenos pulmões. Seguiu-se um enorme estrondo e um poderoso impulso arrastou-me para a frente. Despedacei o pára-brisas com a testa. Nessa altura fez-se um completo silêncio e não ouvi mais nada.</p>
<p><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/acc-sj.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-187" title="Acc-SJ" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/acc-sj.jpg?w=640" alt=""   /></a>(…) O meu falecimento deve ter tido início no momento em que o meu coração parou, isto é, após a cessação da circulação sanguínea. Durante esse processo não registei nenhuma percepção, pelo menos que me recorde. O consciente bem como o subconsciente estavam completamente desactivados. Estava insensível: era uma pessoa viva com a percepção desligada.</p>
<p>No instante do início da morte clínica, separou-se da parte grosseira do meu corpo ferido um outro, a parte mais subtil e elevada do meu ser, abrindo-se perante mim uma cortina como se fora de um teatro.</p>
<p>Uma apresentação teve o seu início que me permitiu reviver a vida terrena e o lado de lá da sua projecção sobrenatural. Tal apresentação englobava actas, etapas ou fases. Desse número desconhecido de fases pude participar das três primeiras, o que fez perdurar em mim uma tão profunda impressão que me tornei desde então numa pessoa completamente diferente.</p>
<p>A partir da morte clínica passei a existir “fora do corpo”, numa situação que se caracterizava por um permanente e acentuado alargamento do EU e dos sentidos. Este alargamento teve lugar, contudo, no âmbito imaterial, que não no aspecto material.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;">As três fases de que atrás falei foram as seguintes:</div>
<p>1. Consciencialização da morte;<br />
2. Contemplação da minha própria morte;<br />
3. Revisão da vida e julgamento.</p>
<p>Entre elas situaram-se algumas transições que eu designei como “Intervalos”.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<div style="background-color:#fff2cc;"><strong>Consciencialização da morte (Fase 1)</strong></div>
<p>Teve o seu início quando o coração parou motivada pela carência de oxigénio no cérebro, impedido de funcionar como agente da consciência pessoal, ao que se seguiu a separação entre o meu corpo material e a sua componente não-material.<br />
<strong><br />
</strong><br />
<strong>Imediatamente recuperei a consciência de mim mesmo, o que me libertou de uma assustadora, opressiva e constrangedora situação.</strong> Muitos reanimados relataram ter transposto um túnel que os conduziu à liberdade. Com alívio tomei conta de uma readquirida consciência: “consegui sobrevir ao acidente!” foi a minha primeira impressão.</p>
<p>O “despertar”, contudo, não foi como esperava, dado que logo me apercebi claramente de que o que estava a passar-se era a minha própria morte!</p>
<p>Espantava-me imenso o facto de que morrer não era de modo nenhum desagradável. Aliás a iminência da morte em nada me assustava. <span style="background-color:#fff2cc;">Era tudo tão natural, tão evidente, deixar esta vida e abandonar a presença neste mundo.</span> Nunca tinha pensado antes que as pessoas se separassem de modo tão simples e natural desta vida, deixando de estar crispadamente apegados a ela. O desconhecimento é a razão pela qual tanto nos apegamos à vida. A nossa religião cristã oferece-nos muito poucas perspectivas a respeito daquilo que nos espera depois da morte.</p>
<p>Devido ao acidente não tive, felizmente, que travar uma arrastada luta com a morte. No seguimento da colisão viram-se a minha percepção do EU, o meu corpo astral, a minha alma e o meu espírito instantaneamente separados do meu corpo material.<span style="background-color:#fff2cc;"> Por isso me senti pessoalmente muito aliviado, numa situação plenamente agradável, natural, engraçada, até. Senti-me perfeitamente liberto e tive a sensação: “Até que enfim!” </span></p>
<p>Sem medo nenhum pensei: <strong>“é uma felicidade, estar a morrer”</strong>. Contudo fiquei à espera, com certa curiosidade, do que viria a seguir. <span style="color:#fff2cc;">Estava feliz, descontraído e ansioso como uma criança em noite de Natal.</span></p>
<p>Senti-me a deslizar ao mesmo tempo que se fazia ouvir uma música maravilhosa, que sugeria a correspondência harmónica com formas, movimentos e cores. Tinha de certa forma a percepção de que não estava sozinho, embora não visse vivalma. <strong>Senti-me invadido por uma paz divinal e por um sentimento de harmonia jamais experimentado. Estava completamente feliz e sem problema algum. Estava só: nenhum ser terreal (pais, esposa, filhos amigos ou inimigos) estorvava a minha divina tranquilidade.</strong></p>
<p>Tenho pensado frequentemente no facto de não me ter vindo naquela altura à ideia qualquer espécie de problema ou ser do nosso mundo; mas era coisa que não me passava pela cabeça. Encontrava-me, como já disse, inteiramente só, completamente feliz e numa situação de harmonia sem precedentes. Apenas um outro sentimento estava comigo, comparável ao coro da melodia &#8220;Näher mein Gott zu Dir&#8221; (para mais perto de ti, Meu Deus, de Sarah F.Adams,1805-1848).</p>
<p>E continuava a deslizar sempre para mais perto da Luz.<br />
Esta primeira fase da feliz morte, do encantamento, transformou-se <span style="background-color:#fff2cc;">num dos primeiros acima mencionados “Intervalos”.</span></p>
<p>Invadia-me um sentimento crescente da divina harmonia. Os sons musicais tornavam-se ainda mais transparentes, mais sonoros e belos submergiam tudo acompanhados de cores, formas e movimentos. As cores, resplandecentes e luminosas, surgiam envolvidas de tons suaves e eram inacreditavelmente belas. Posso vagamente compará-las àquelas que contemplei ao pôr do sol, a grande altitude, no voo que fiz de Geneva para Nova York. Achei tão belas essas cores que pude presenciar que desde então procuro consegui-las na arte do vitral a que me dediquei. As tonalidades dos fragmentos usados para compor vitrais, nos seus pontos de ruptura e se inundados de luz, trazem-me à lembrança esses surpreendentes reflexos coloridos.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;"><strong>2. Contemplação da minha própria morte;</strong></div>
<p>Depois deste maravilhoso “Intervalo” abriu-se o pano de novo repentinamente, e nova fase teve o seu início. Era bastante estranho que me sentisse flutuando. De facto, levitava por sobre o local do acidente rodoviário, podendo observar o meu próprio corpo, gravemente ferido e sem vida, exactamente no mesmo sítio do qual mais tarde tive conhecimento por intermédio dos médicos e do relatório de polícia. Pude contemplar toda a cena simultaneamente de vários lados, com rigor e transparência. Vi também o carro em que seguíamos e as pessoas aglomeradas em torno do acidente, e a própria coluna militar que ficara retida pelo aglomerado de pessoas.</p>
<p>As pessoas agrupavam-se à minha volta. Observei um homem baixo e encorpado, aí pelos 55 anos, que tentava reanimar-me. Pude ouvir claramente aquilo que as pessoas diziam umas às outras, embora “ouvir” não seja o termo adequado, dado que flutuava por cima de todos e o meu corpo estava estendido no chão. Pude aperceber-me daquilo que as pessoas diziam e mesmo das coisas que pensavam, provavelmente por intermédio de uma espécie de transmissão de pensamento, mediante uma percepção fora dos princípios do mundo material. O homem ajoelhou do meu lado direito e deu-me uma injecção no braço esquerdo. Duas outras pessoas seguravam-me do lado oposto e libertaram-me do vestuário. Vi como o médico me abriu a boca com uma espátula para me livrar de estilhaços de vidro. Além de outras coisas também me apercebi de que o médico, quando me segurou, notou que eu tinha os membros partidos e de que a meu lado se formava uma poça de sangue. Depois observei as tentativas que o médico fez para me reanimar, e do modo como concluiu que tinha as costelas quebradas. “Não posso fazer-lhe massagem cardíaca”, observou. Alguns minutos depois levantou-se e disse: “Não dá, não é possível fazer mais nada, está morto”. Falava em dialecto suíço misturado com um italiano um tanto esquisito.</p>
<p>Tive quase vontade de rir da estranha cena, porque sentia que estava “vivo”, ao contrário de “morto”. O que ali jazia por terra era o meu anterior corpo físico. Achei tudo muito estranho, mas de forma alguma perturbador. Ao contrário: era bastante divertido poder observar os esforços de toda aquela gente. Desejaria dizer-lhes “lá de cima”: “Olá, estou aqui, e bem vivo! Deixem lá o meu corpo como está; sinto-me vivo e perfeitamente bem”. Porém, embora me sentisse bem, ninguém me ouvia e não conseguia produzir som que fosse audível, porque não tinha garganta nem boca para falar.</p>
<p><strong>Extraordinário era entretanto que pudesse entender, não apenas as palavras proferidas em voz alta pelos presentes, mas entender os seus próprios pensamentos.</strong> Uma mulher de Tessino, por exemplo, com uma menina de cerca de sete anos, sua filha, ficou muito chocada quando viu o meu cadáver. A menina quis imediatamente fugir, mas a senhora segurou-a com a mão esquerda durante alguns minutos e rezou em pensamento um “padre nosso” e uma “avé Maria”, orando em seguida pelo perdão dos pecados do infeliz acidentado. Fiquei profundamente impressionado com essa desinteressada prece, que muito me alegrou. Senti conjuntamente a radiação de um sentimento cheio de afecto.</p>
<p>Ao contrário um homem idoso, de bigode, teve pensamentos negativos a meu respeito: “Ora aí está; já apanhou! Mas deve ter sido culpado. Deve ser daqueles que anda sem cuidado por aí com carros de corrida”. Bem quis dizer-lhe “lá de cima” : “Deixa-te lá de disparates, eu nem sequer vinha a conduzir, era o pendura!” Foram nítidas para mim as radiações dos seus sentimentos negativos e desagradáveis.</p>
<p>Em suma era bastante interessante ver-me morto “de cima”, como espectador, sem emoções, e tudo poder observar com a maior nitidez de uma posição celestial, posto que “sobrevivera”. Os meus órgãos imateriais funcionavam bem e o meu pensamento registava tudo. Podia aliás tomar decisões sem qualquer limitação própria da vida terrena. Vogava a cerca de três metros por cima de toda a cena, num espaço multidimensional.</p>
<p><span style="background-color:#fff2cc;">Sucedeu então um segundo “Intervalo”.</span> A cena anterior chegara ao fim e a aparição que surgira anteriormente, começava a desenvolver-se.</p>
<p>Afastei-me do local do acidente, porque tinha deixado de me interessar. Desejava voar dali, e assim fiz. Tudo estava tranquilo, radioso e belo. As sonoridades, os jogos de luz, iam ganhando expressão, cada vez mais fortes, invadindo-me bem como toda a região envolvente. Chegou até mim uma harmónica vibração. Vi então o Sol algures em cima, pulsante, do lado direito, mas não directamente por cima de mim. Voei por isso naquela direcção. O Sol tornava-se cada vez mais claro, cada vez mais esplendoroso e vibrante. Percebo finalmente a razão pela qual tantas pessoas e tantas religiões encaram o Sol como símbolo divino, chegando a adorá-lo.</p>
<p><strong>Ao prosseguir no meu voo tive, contudo, a sensação de que não estava só, ao contrário, senti-me rodeado de espíritos bondosos. Tudo era tranquilo, aprazível e admirável.</strong></p>
<p>A experiência da condição de imponderabilidade e do voo livre impressionou-me de tal forma que, depois da minha convalescença, matriculei-me numa escola Suíça de pilotagem. Quando tenho tempo, ainda voo por cima dos vales envoltos pelas nuvens, em cujas profundidades vivem pessoas oprimidas pelos seus problemas. Sigo de Lugano, sobrevoando a planície do rio Pó, até ao Mediterrâneo. Ao fim da tarde, quando o Sol se põe lá ao fundo, à direita, revivo o modo como tudo fica envolto pela divina luz, e resplandece, inundado de energia e de verdade. Se tenho problemas, faço essa esotérica terapia, de modo a reunir novas forças.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<div style="background-color:#fff2cc;"><strong>3. Revisão da vida e julgamento</strong></div>
<p>Este “Intervalo” durou relativamente pouco, começando de seguida <strong>uma fantástica e pluridimensional peça de teatro, que reproduziu cenas da minha vida mediante inúmeras associações de imagens</strong>. Para configurar uma ordem de grandeza, posso referir terem sido duas mil, ou qualquer coisa entre as 500 e as 10.000 imagens.</p>
<p>Na primeira semana logo após o acidente conseguia ainda lembrar-me de algumas centenas. Infelizmente é impossível registá-las a todas no gravador.</p>
<p>A sua quantidade não é, em si mesma, importante. Cada cena era profundamente bem torneada. O “realizador” dessa “peça de teatro” desenrolou-a de modo estranho, de forma que a primeira cena que observei foi a do acidente de automóvel na estrada, sendo o último acto revisto o do meu nascimento à luz das velas na minha casa de Budapeste.</p>
<p>Comecei então por reviver o meu falecimento. Na segunda cena vi-me como acompanhante de viagem através do Gotthard. Sob um sol resplandecente revi os cumes orlados de neve. Senti-me descontraído e feliz. Tive também a ocasião de presenciar cenas não na qualidade de protagonista, mas sim na de observador, por outras palavras:</p>
<p>Observava-me a mim mesmo e tudo em redor numa pluridimensionalidade espacial, de todas as direcções, revivendo por completo os acontecimentos. Com todos os órgãos dos sentidos registava o que via e ouvia, além de me aperceber dos meus próprios pensamentos. Os pensamentos tornados realidade!&#8230;</p>
<p>A minha alma avaliava o meu comportamento e os meus pensamentos instantaneamente e fazia de imediato o seu julgamento, designando como bom ou mau aquilo que fizera.</p>
<p>Era notável que eram salientadas como positivas lembranças cuja apreciação fora considerada negativamente pela sociedade ou tidas como pecado (mesmo mortal) pela religião do seu tempo.</p>
<p>Pelo contrário são tidas como negativas certas “boas acções” deliberadamente cometidas, consequência dos erros contidos na sua origem, como é o caso de actos conduzidos com finalidades egoístas.</p>
<p>Os maus actos que não passaram no exame foram “apagados” por mim, depois de uma tomada de consciência e profundo remorso, quer dizer, deixaram de contar – ficando apenas comigo os bons pensamentos e os bons actos, que foram aprovados, de que pude desfrutar logo de seguida como um grande ramo de flores.</p>
<p>Também poderá dizer-se que só radicaram em mim as cenas relativamente às quais fiquei feliz, bem como todos os que nelas estiveram envolvidos; as cenas nas quais permaneceu reinante a harmonia não apenas em mim, mas junto de todos, participantes na positiva intenção da minha parte.</p>
<div style="color:#45818e;"><strong>Encaro a terra desde esse momento como um campo de treinos ou uma instituição de aprendizagem onde as pessoas vivem condições provavelmente semelhantes ao purgatório.</strong> Caso não sejamos bem sucedidos nas provas a que somos sujeitos nesta vida, é sabido que a ela tornaremos para repetir as mesmas. Tal apenas pode acontecer nas mesmas condições de espaço-tempo e dimensões do nosso mundo na terra. Reencarnaremos para fazer algo melhor do que antes. É nisto que se manifesta a infinita misericórdia de Deus.Entretanto nada existe de mau além disto. Tudo não passa de uma carência do bem; tal como a escuridão é a ausência de luz. Nada existe que não tenha o seu sentido próprio.</div>
<p>O bem e o mal são avaliados no além mediante uma escala completamente diferente. Absoluta e, por isso, não limitada a opinições humanas e formas de pensar preconcebidas , de modo nenhum sujeitas a formulações ou interpretações confusas – como as de certas pessoas que acreditam estar na posse da verdade única de que se sentem autorizadas a ser “pregadores”. Quantas ideologias, religiões, seitas e grupos filosóficos ou religiosos, que proliferam como cogumelos por entre aqueles que perderam a sua fé originária, reclamam a posse dessa única verdade. <strong>Verifiquei que “lá em cima”, nenhum modelo de pensamento tem garantia de validade, e que apenas ali vigora uma invulgar lei cósmica geral do amor.</strong> A dificuldade reside em não termos dela conhecimento, de modo a podermos formulá-la para nosso uso próprio.</p>
<p>Creio que esta é uma das características de Deus, nomeadamente, o amor absoluto; o perdão mediante o perfeito bem e a infinidade positiva. Sigamos pois este princípio com firmeza, no dever de libertarmos a nossa consciência de todos os actos e pensamentos negativos, para podermos unir-nos a Ele inteiramente.</p>
<p>Esta estranha avaliação judicativa dos actos praticados em vida pareceu-me de início extraordinária, mas depois de pensar durante vários anos reconheci que é nisso que se manifesta o admirável sentido da justiça divina, em concordância com os princípios da criação do universo.</p>
<p>Depois da apresentação atrás descrita da minha “Revisão de Vida e Julgamento “ no fantástico ambiente de pluridimensionalidade em que decorreu, surgiu um balanço final que foi efectuado por mim próprio, cuja formulação exacta já não me é possível reproduzir. Na circunstância consegui aperceber-me entretanto que novas oportunidades de evolução me seriam ainda reservadas.</p>
<p><span style="background-color:#fff2cc;">O terceiro “Intervalo” seguiu-se finalmente.</span> O banho de luz que me inundava de felicidade tomou-me de novo ao som de uma música magnífica de ressonância espacial. O Sol pulsava, dando-me a ideia de um símbolo representativo do princípio de todas as coisas e fonte de toda as energias, que suponho ser o próprio Deus.</p>
<p>O que eu via não era de facto o sol que na terra nos aquece, mas sim uma aparição de luz maravilhosa e quente que se lhe pode comparar, princípio originário do Universo que por sobre nós se estende. Crescentemente vibrante, pulsava com harmonia, ao qual começava a adaptar-se a minha alma incorpórea, o meu espírito, crescentemente repletos de felicidade, à medida que a capacidade perceptiva se alargava a esta nova Dimensão.</p>
<p><strong>Penso hoje que isso era o sinal de que se aproximava a minha morte cerebal, e que todo o processo tinha chegado ao ponto em que era irreversível o meu ingresso no além.</strong></p>
<p>(…) De acordo com registo temporal na terra, teriam decorrido durante a minha morte clínica apenas alguns minutos. Nessa outra dimensão, contudo, não vigoram as nossas leis do tempo e do espaço. Como tal, a percepção que tive foi a de ter vivido o equivalente a vários dias ou semanas, dada a enorme extensão dos acontecimentos pelos quais passei.</p>
<p>A minha vida terrena no mundo a quatro dimensões, no plano espacio-temporal, com percepção da matéria tal como é por nós entendida, estava a terminar nos instantes do acidente. Encontrava-me num estádio de travessia, de nascimento num outro mundo de mais vastas dimensões, onde a vibração energética já não produz o que é entendido como matéria. Por outras palavras, estava a dar entrada numa nova esfera onde espírito e alma, livres do corpo, passavam a reger-se por novas leis.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;"><strong>O regresso à Vida</strong></div>
<p>A eufórica experiência ia infelizmente a caminho do seu termo. Vi, agora no local do acidente, um jovem magro, de calção de banho preto, descalço, com uma bolsa na mão, correr direito ao meu corpo sem vida. Exprimia-se com clareza e vigor em bom alemão com o outro médico. A cena deixara já de me interessar, pelo que não prestei muita atenção. O jovem manteve uma breve troca de impressões com o médico a meu respeito. Ajoelhou e certificou-se de que estava morto, desenhou com um pedaço de giz a minha silhueta no chão e deixou-me ser levado. Fui colocado na beira da estrada e o militar que presenciava perguntou se não haveria algures um pano com que o meu cadáver fosse coberto.</p>
<p>O jovem, que ali permanecia dirigiu-se de novo ao médico: “Se o caro colega não tiver nada contra…” e resolveu dar-me uma injecção de adrenalina directamente no coração.</p>
<p>Pude nessa altura fixar a atenção no seu rosto, cuja lembrança guardei comigo.</p>
<p>Alguns dias mais tarde, veio visitar-me ao Hospital em Bellinzona. Vestia um facto completo. Reconheci-o imediatamente e cumprimentei-o, cheio de dores:</p>
<p>- Bom dia senhor doutor, porque razão me deu o diabo daquela injecção?</p>
<p>Consegui reconhecer com toda a clareza a sua voz clara. <strong>Ficou supreendidíssimo e perguntou-me como podia conhecê-lo. Contei-lhe tudo.</strong> Tornámo-nos mais tarde bons amigos. Recebeu até a condecoração dos “cavaleiros da estrada” por me ter feito regressar a este mundo, digo eu, infelizmente.</p>
<p>Depois da injecção de adrenalina, provavelmente no momento em que o meu coração foi estimulado a bater de novo, aconteceu-me uma coisa horrível: caí num abismo de negrume. Com um safanão esquisito e um choque senti-me escorregar para dentro do meu corpo.<strong> Toda a beleza se dissipou. Percebi que estava de regresso</strong>. Recuperei o conhecimento e passei a sentir dores indescritíveis. Acabei por desmaiar de dor, embora já na condição de sobrevivente.</p>
<p>Com a perícia de um bom médico tinha sido feito regressar à força, porque “por acaso” se encontrava no exacto local do acidente e “por acaso” trazia consigo o tipo exacto de injecção.</p>
<p>A sobrevivência fora conseguida “casualmente”, portanto. Os socorristas foram chamados e fui conduzido em corpo e alma, com sirenes e luzes azuis ao Ospedale San Giovanni, em Bellinzona.</p>
<p>“Por acaso” era lá que se encontrava presente na altura o brilhante cirurgião Clemente Mob, regressado recentemente de férias, nem de propósito, de visita ao seu gabinete. Começou logo a operar-me e salvou de novo a minha vida. Por esse motivo, no entanto, recomeçou de novo a minha penosa história.</p>
<p><strong>Desde essa altura é meu cuidado dizer que o mais belo acontecimento da minha vida foi… a minha morte!</strong></p>
<p>Nunca fui tão feliz em vida como fui durante a minha episódica morte, embora tenha que colocar aspas na palavra “morte”, pois que – tal como agora sei – não passava de uma situação clínica.</p>
<p>Decidi então registar tudo o que se tinha passado comigo, como sendo um autêntico “caso de experiência de morte”.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;">NOTA: para as pessoas que desejem, por qualquer razão, ter acesso ao documento na sua língua original, clicar aqui:</div>
<p><a href="http://www.origenes.de/download/jankovich.pdf"><strong>&#8220;Ich war klinisch tot&#8221;  Der Tod – Mein schönstes Erlebnis </strong></a></p>
<p>.</p>
<div class="separator" style="clear:both;text-align:center;"><a style="clear:right;float:right;margin-bottom:1em;margin-left:1em;" href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/06/fig0211.jpg"><br />
</a></div>
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		</media:content>

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			<media:title type="html">Acc-SJ</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Jean-Jacques Charbonier, vídeo sobre EMI&#8217;s</title>
		<link>http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/608/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 06:10:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[EMI's - NDE's]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Jacques Charbonier, sobre EMI's]]></category>

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		<description><![CDATA[O Dr. Jean-Jacques Charbonier, nascido em 1956 em Saint.Gaudens, médico anestesista-reanimador é conhecido pelos seus testemunhos profissionais sobre os casos de experiências de morte iminente. É autor de várias obras escritas e participa frequentemente em conferências, emissões de rádio e &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/608/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=608&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_621" class="wp-caption aligncenter" style="width: 239px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/jjc1.jpg"><img class="size-full wp-image-621" title="JJC" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/jjc1.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O Dr. Jean-Jacques Charbonier</p></div>
<p style="text-align:justify;">O Dr. Jean-Jacques Charbonier, nascido em 1956 em Saint.Gaudens, médico anestesista-reanimador é conhecido pelos seus testemunhos profissionais sobre os casos de experiências de morte iminente. É autor de várias obras escritas e participa frequentemente em conferências, emissões de rádio e de televisão que abordam esse mesmo assunto. Esta comunicação é feita, naturalmente, em língua francesa.</p>
<p style="text-align:justify;">Em Portugal, sei de médicos que estão atentos a este fenómeno e alguns até que têm tido conhecimento de ocorrências deste género. Também tenho conhecimento de portugueses que viajaram &#8220;ao outro lado da vida&#8221;. O &#8220;receio&#8221; de assumir esse tipo de conhecimentos é evidente e falar deles&#8230; será necessário esperar os trinta anos do costume!&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">De notar que o Dr. Charbonier refere o facto de a expressão consagrada &#8220;experiência de morte iminente&#8221; se encontrar ultrapassada, relativamente ao momento em que foi criada, dado que é facto confirmado que as percepções e vivências registadas pelas pessoas foram-no em paragem cardíaca e com o cérebro sem emitir sinais de actividade vital. Por outras palavras <strong>estavam mortas</strong> em sentido concreto e literal, e só &#8220;regressaram&#8221; por terem passado por processos de reanimação só agora possíveis, devido à recente evolução tecnológica.</p>
<p><span style="display:block;width:425px;margin:0 auto;"><embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/Video.12771135' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='sameDomain' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='' width='425' height='350' /></span></p>
<div style="font-size:10px;"><a href="http://vodpod.com/watch/12771135-dr-charbonier-mes-expriences-de-la-mort-?pod=">Dr Charbonier : mes expériences de la mort&#8230;</a>, posted with <a href="http://vodpod.com?r=wp">vodpod</a></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/608/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=608&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">cbj123</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">JJC</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Três cursos de espiritismo ao alcance de todos</title>
		<link>http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/dois-cursos-de-espiritismo-ao-alcance-de-todos/</link>
		<comments>http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/dois-cursos-de-espiritismo-ao-alcance-de-todos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 06:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cursos de espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[adep]]></category>
		<category><![CDATA[costa brites]]></category>
		<category><![CDATA[curso básico espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[espiritismo agora]]></category>
		<category><![CDATA[milton felipeli]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://palavraluz.wordpress.com/2011/07/01/dois-cursos-de-espiritismo-ao-alcance-de-todos</guid>
		<description><![CDATA[- O estudo do espiritismo está actualmente muitíssimo facilitado, como o de muitas outras matérias. Longe vai o tempo de ter de falar às escondidas, a sós, com um raro amigo e com imenso cuidado… E longe vai o tempo &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/dois-cursos-de-espiritismo-ao-alcance-de-todos/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=44&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<p>O estudo do espiritismo está actualmente muitíssimo facilitado, como o de muitas outras matérias. Longe vai o tempo de ter de falar às escondidas, a sós, com um raro amigo e com imenso cuidado…<br />
E longe vai o tempo de buscar livros numa loja sem montra para a rua, num quarto andar soturno e escondido &#8211; como se passou comigo &#8211; ou trazer para casa debaixo do braço, um livro emprestado por muito favor e generosidade.<br />
OS RECURSOS À DISPOSIÇÃO DE QUALQUER UM SÃO, NA ACTUALIDADE, PRATICAMENTE INFINITOS.</p>
<ul>
<li>Em Portugal está à disposição de todos um <strong>Curso Básico de Espiritismo</strong>, organizado pela <strong><span class="frontpageheader">ADEP &#8211; Associação de Dilvulgadores de Espiritismo de Portugal</span></strong>, que tem a vantagem de poder ser seguido com acompanhamento de material pedagógico, culminando cada fase da aprendizagem com um exercício feito (quase) como se fosse numa sala de aulas, com nota e tudo. É por isso bastante estimulante e, para quem busque um contacto inicial ou para quem deseje sistematizar velhas noções algo dispersas, é excelente.</li>
</ul>
<p>Pode ser pesquisado no seguinte endereço:</p>
<div class="separator" style="clear:both;text-align:center;"><a title="página de abertura do Curso Básico de Espiritismo da ADEP" href="http://www.adeportugal.org/cbe/"><img style="border:0 none;" src="http://4.bp.blogspot.com/-GylTjrnNAZI/Tg3lQVHSlII/AAAAAAAAAD0/5MXEJEOnAKE/s320/Logo+b.jpg" alt="" width="320" height="256" border="0" /></a></div>
<p>A nação portuguesa desfruta de largas fronteiras culturais <strong>e beneficia do formidável privilégio de poder contar com o Brasil</strong>, esse “impávido colosso” de que nos fala o lindíssimo hino brasileiro.<br />
O enorme tesouro da sua multiculturalidade oferece uma extensão condizente com as dimensões continentais que ostenta. Também ali as fontes do conhecimento e da experiência espírita, por vezes um pouco extraordinárias, são de infinita grandeza.</p>
<ul>
<li>Tenho nos meus favoritos um detalhadíssimo curso, constituído por textos vídeo muito bem organizados, <strong>primorosamente apresentados pelo excelente comunicador que é MILTON FELIPELI</strong>, em <a href="http://www.espiritismoagora.com.br/index.php"><strong><span style="color:#548dd4;font-family:&quot;font-size:20pt;line-height:115%;">Espiritismo Agora</span></strong></a></li>
</ul>
<div style="background-color:#fff2cc;">O site em referência contem textos/rádio com trocas de impressões diversas e um curso muito alargado com explicações detalhadas.</div>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p>A estratégia de comunicação, clareza da linguagem e simpatia pessoal de <strong>Milton Felipeli</strong>, autor e divulgador amplamente representado em inúmeros locais da internet, tornam muito atraentes as suas lições.</p>
<ul>
<li>Uma outra referência brasileira de grande qualidade e riquíssima em dados culturais e informativos no âmbito da doutrina espírita é possível consultar-se no:</li>
</ul>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-647" title="titulo" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/titulo.jpg?w=640&#038;h=71" alt="" width="640" height="71" /></p>
<p>O sector do site onde se encontram os cursos que recomendo situam-se <a href="http://www.ceismael.com.br/download/apostilas-dos-cursos.htm"><strong>aqui.</strong></a></p>
<p>Mas muitíssimo mais coisas é possível encontrar. Feliz navegação a todos!&#8230;</p>
<div id="attachment_118" class="wp-caption aligncenter" style="width: 283px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/nov-04.jpg"><img class="size-full wp-image-118" title="nov-04" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/nov-04.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">fragmento de uma pintura a acrílico s/ cartão, de Costa Brites</p></div>
<p><span style="background-color:white;">. </span></p>
<div class="blogger-post-footer"><img alt="" width="1" height="1" /></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/44/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=44&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>

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			<media:title type="html">titulo</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">nov-04</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Associação Espírita de Leiria, recordações pessoais</title>
		<link>http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/as-raizes-da-cultura-espirita-na-minha-familia/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 05:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Associação Espírita de Leiria - recordações pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Adolfina Carriço]]></category>
		<category><![CDATA[associação espírita leiria]]></category>
		<category><![CDATA[augusta pereira brites]]></category>
		<category><![CDATA[cristina pereira brites]]></category>
		<category><![CDATA[Delfim Luís Pires]]></category>
		<category><![CDATA[joaquim inácio zapata de vasconcelos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://palavraluz.wordpress.com/?p=138</guid>
		<description><![CDATA[. Dada a circunstância do site da Associação Espírita de Leiria estar em renovação, junto incluo algumas referências que consegui reunir a respeito do mesmo e que podem ser úteis: Rua das Cervas, nº 135 &#8211; Barosa 2400-013 Leiria ou &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/as-raizes-da-cultura-espirita-na-minha-familia/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=138&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color:#333399;"><strong>Dada a circunstância do site da Associação Espírita de Leiria estar em renovação, junto incluo algumas referências que consegui reunir a respeito do mesmo e que podem ser úteis:</strong></span></p>
<p>Rua das Cervas, nº 135 &#8211; Barosa<br />
2400-013 Leiria<br />
ou<br />
Apartado 4039<br />
2411-901 Leiria</p>
<p><strong>Contactos:</strong><br />
Telefone: 244 815 934<br />
Telemovel: 962 984 388</p>
<p><strong>GPS:</strong> N: 39º 45&#8242; 43&#8221; W: 8º 51&#8242; 25&#8221;<br />
<strong>Possui Livraria Espírita</strong></p>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<div id="attachment_578" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/172-l.jpg"><img class="size-full wp-image-578" title="172-L" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/172-l.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">pintura de 1990 a acrílico s/ tela s/ platex, 0,61 x 0,86, de Costa Brites</p></div>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
<span style="color:#666699;"><strong>- As raízes da cultura espírita na minha família; a Associação Espírita de Leiria;<br />
- Augusta Pereira Brites/médium; contactos com a Dª Adolfina Carriço Portugal e trabalho no Centro Espírita de Leiria;</strong><br />
<strong> &#8211; A intolerância dos tempos passados</strong><br />
<strong> &#8211; A minhas percepções e primeiros entendimentos do fenómeno espírita; fenómenos benévolos e experiências dolorosas; O auxílio da Dª Adolfina e os apoios de minha avó Cristina e tia Augusta;</strong><br />
<strong> &#8211; A Senhora Dª Adolfina Carriço; memória breve e longínqua;</strong><br />
<strong> &#8211; A minha amizade e contactos com o Senhor Delfim Luís Pires;</strong><br />
<strong> &#8211; memórias de Leiria; o Senhor Vasconcelos (Joaquim Inácio Zapata de Vasconcelos).</strong></span></p>
<p>As raízes da cultura espírita na minha família derivam das iniciativas de contactos estabelecidos pela minha avó paterna <strong>Cristina Pereira Brites</strong> (n. 1884) e suas duas irmãs <strong>Maria Pereira Brites</strong> (um pouco mais velha) e <strong>Augusta Pereira Brites</strong> (n. 1888). Eram filhas de  Joaquina de Jesus Brites, da Martinela, freguesia do Arrabal, e de Paulino Pereira, da Abadia, freguesia de Cortes. Foram eles que fundaram a casa situada na <strong>Martinela</strong> onde vive ainda uma filha de Augusta, Celeste do Rosário Brites Soares Pinto, onde fundaram um pequeno negócio na estrada que vai de Tomar a Leiria (EN. 113), no tempo em que ainda não havia carros e o local era paragem quase obrigatória para os viajantes.</p>
<p>Os maridos das duas irmãs Maria (com três filhos muito pequenos) e Cristina (à espera de um menino que viria a ser meu pai, José Pereira da Costa Brites) emigraram para Moçambique tendo, por grande desgraça, falecido ambos por enfermidades ali contraídas. Traumatizadas por esse facto e desejosas de se aproximarem da vida do Além, onde acreditavam encontrar-se seus maridos, estabeleceram contactos em Leiria (nos fins dos anos 20 do século passado) onde facilmente se integraram na comunidade espírita, dado que eram – apesar de gente modesta – gente de fino trato, com educação ainda assim rara nesse tempo. A minha tia Maria tinha feito a quarta classe e a minha avó Cristina tinha estudado dois anos em Moçambique num colégio de freiras, por ali ter vivido em companhia de seu pai.</p>
<div id="attachment_358" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/ppbjjb.jpg"><img class="size-full wp-image-358" title="PPBJJB" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/ppbjjb.jpg?w=640&#038;h=513" alt="" width="640" height="513" /></a><p class="wp-caption-text">A minha bisavó Joaquina e o meu bisavô Paulino rodeados dos filhos, em duas fotografias muito antigas, tiradas em lugares diferentes, e compostas em laboratório. A minha avó Cristina está sentada (do lado de quem observa) à esquerda de sua mãe e a minha tia Augusta sentada do lado direito.</p></div>
<p><span style="color:#666699;"><strong>Augusta Pereira Brites/médium; contactos com a Dª Adolfina Carriço Portugal e trabalho no Centro Espírita de Leiria;</strong></span></p>
<p>A minha tia Augusta, no dizer de sua filha Celeste, era pessoa “visitada pelos espíritos”. Tinha uma elevada receptividade e possuía uma fina sensibilidade literária. Sob a orientação doutrinária da Senhora Dª Adolfina, com quem manteve contactos de confiança e proximidade, exerceu as suas capacidades mediúnicas – de que entretanto tinha adquirido a necessária consciência – no Centro Espírita de Leiria, situado ao Terreiro, ao que me disse a minha prima Celeste. Ela própria, em criança, acompanhava a mãe e as tias a essas sessões, tendo a ideia da existência de um salão espaçoso onde decorriam as sessões de doutrinação e encontros vários. Lembra-se de ser acarinhada pelo <strong>professor Nicolau Ferreira</strong>, que mais tarde – na sua adolescência – colocou a disposição dela a sua bem nutrida biblioteca, por ser muito interessada pela leitura.</p>
<p>Lembra-se, e deu-me confirmação do facto de que era a <strong>Dª. Adolfina Carriço</strong> que dirigia os trabalhos e era a médium superior. Ouvia as mensagens do além e transmitia-as.</p>
<p>Num maço de antigos papéis que a minha mãe guardou de forma reservada, disponho de vários documentos de alguma importância evocativa, um dos quais contém uma alusão específica à “irmã Adolfina” e ao “irmão Pinto” e que é uma cópia escrita pelo próprio punho de minha mãe, de uma comunicação de 26 de Janeiro de 1929, feita ao <strong>Grupo Luz da Verdade</strong>, no qual participaria minha avó e minhas tias.</p>
<h3><span style="color:#666699;">A intolerância dos tempos passados</span></h3>
<p>A tia Augusta passou a usar os seus dotes mediúnicos e costumava fazer uso deles para ajudar pessoas que a procuravam. <span style="color:#666699;"><strong>Estes auxílios, como é norma da doutrina espírita, eram sempre dados de forma gratuita.</strong></span></p>
<p>As irmãs Maria e Cristina que viviam em Leiria não tiveram problemas, dado que havia uma maior tolerância mas na Martinela o meio era hostil, tanto por parte dos padres católicos como em geral das pessoas a eles afectas.</p>
<p>Tiveram de deixar de frequentar a Igreja Católica que não as admitia. A Celeste e a Mãe foram postas de parte e até o telhado lhe apedrejaram de noite, com grande transtorno que sofreram, sendo como eram uma mulher só e uma filha ainda criança, que tinham ficado ali devido à exploração do pequeno negócio que haviam herdade de seus pais.</p>
<p>As miúdas, na escola, diziam à minha prima Celeste: <span style="color:#666699;"><strong>“Tu quando morreres vais para o Inferno, com a tua Mãe, porque vocês falam com o diabo”</strong></span>. Sofreram muito e a Celeste decidiu afastar-se desta doutrina. Ainda criança decidiu candidatar-se à primeira comunhão e declarou ao Padre que era essa a sua vontade. Narra igualmente o episódio da conversa havida com o padre do Arrabal, a entrega do livro com a teoria da catequese e o dia dessa comunhão, em que sua mãe a acompanhou à igreja do Arrabal e a partir do qual passou a ir à missa com ela. Comenta a propósito não ter sido a mãe que a levou a ela, e sim ela que levou a própria mãe à missa.</p>
<p>Mas as dificuldades e barreiras duraram tanto que, quando a minha avó Cristina faleceu na Martinela, já em Janeiro de 1968, nenhum padre quis acompanhar o funeral, apesar da solicitação insistente da nora Maria de Lurdes Brites, minha mãe. Nessa mesma altura foi a minha prima Celeste que teve a iniciativa de se substituir ao padre, fazendo as orações de encomendação da alma da defunta conforme eu próprio mantenho em memória viva e sensibilizada.</p>
<p>A menção que faço da minha tia Augusta Pereira Brites não tem por objectivo glorificá-la como personalidade ligada ao antigo Centro Espírita de Leiria. O que faz justiça, sim, é a um grande número de pessoas simples, que – de forma altamente modesta e abnegada – foram alimentando a chama de uma cultura e de uma percepção das realidades de aquém e de além vida que dessa forma foram atravessando o tempo e a sociedade em que vivemos, como facho de luz apontado a um futuro esclarecido e repleto de justas esperanças. Mais me ocorre certificar, pelo conhecimento que tenho das adversidades que enfrentou e das muitas dores que padeceu – no corpo e no espírito – que tais pessoas arderam nas chamas de uma inquietação sem refrigérios de paz, tolerância e sem o devido apoio da sociedade que as rodeava.</p>
<p>As minhas preces, ainda hoje se elevam em preito de gratidão e memória que tenho da sua abnegada solidão, de que fui conhecedor ainda em sua vida, e permanece nas recordações da filha Celeste, agora com oitenta e quatro anos de idade, e que tão elegantemente exprime nas suas palavras ditas e na sua vasta obra escrita, por ter herdado de sua mãe um cristalino talento poético e um invulgar bom gosto literário.<strong><br />
</strong></p>
<h3><span style="color:#666699;">As minhas percepções e primeiros entendimentos do fenómeno espírita; fenómenos benévolos e experiências dolorosas; o auxílio da Dª Adolfina Carriço e os apoios de minha avó Cristina e tia Augusta;</span></h3>
<p>Uma fase marcante na minha própria assimilação intuitiva das realidades da vida dos espíritos teve lugar entre os meus sete e nove anos, logo após o falecimento de meu pai, no dia 15 de Dezembro de 1949, por desastre de automóvel, por terem ocorrido comigo alguns episódios de carácter paranormal.</p>
<p>Tinha-se dado com a minha mãe, por essa altura, o mesmo fenómeno que se havia passado com a sua sogra Cristina e tia Augusta (por afinidade): um desejo de aproximação do Além. Conservo dessa altura em meu poder, escrito pelo próprio punho de minha Mãe, o texto de uma comunicação espírita efectuada por intermédio dos dotes mediúnicos da minha tia Augusta, datado de 7 de Fevereiro de 1950 e que reputo – pela claridade da linguagem e pela contida elaboração das ideias – um documento de preciosidade espiritual.</p>
<p><a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/10/03/resumo-da-doutrina-espirita-capitulo-iv/">Clicar nesta ligação para ter acesso ao documento referido e comentário respectivo.</a></p>
<p>Possuo, como acima digo, vários textos de comunicações desse tempo recebidas por intermédio da tia Augusta, que acho serem igualmente documentos de autenticidade doutrinária, valorizados pelo facto de terem sido reescritos pelo punho de minha Mãe. Estou certo que a minha prima Celeste também terá documentos semelhantes consigo.</p>
<p>Os fenómenos por que passei a que acima aludo foram de vária ordem, alguns de carácter benévolo (e até inspirador), mas outros foram de tipo acentuadamente negativo. Aqueles que eram de tipo benfazejo fazem parte de um grupo que eu chamo as minhas “memórias do céu”. Ocorriam quando eu estava acordado, e surgiam – teria eu cerca de 5 anos, ainda era vivo meu pai &#8211; como visões de paisagens, cores, nuvens e horizontes abertos por sobre a vastidão do “céu”. O disparador dessas visões era a contemplação de qualquer imagem ou figura que tivesse cores ou sugestões figurativas de certo tipo.</p>
<p>Quando eu folheava uma qualquer revista, e a minha visão captava uma dessas imagens, sentia abrir-se perante o meu olhar como um “prolongamento”, ou uma amplificação de horizontes sugestivos que eu aceitava com vaga admiração a que a frescura da infância tornava quase natural, mas que comunicava uma certa vertigem.</p>
<p>Há um termo na pintura (que vim a praticar mais tarde) ou na poesia &#8211; o das “paisagens interiores” – que, tenha o sentido que tiver para quem a usa, ficou &#8211; no que me toca &#8211; para sempre ligado a essa vertigem feita de luz, espaço coroado de nuvens coloridas que abrem para a altitude sem margens, nem chão, num cenário que é um convite ao voo, infinito além.</p>
<p>As impressões negativas devem ser memórias muito dolorosas de possíveis passagens pelo espaço de inquietação e desconforto entre o nosso mundo e “as regiões da luz”, onde erram as criaturas prisioneiras de inquietações e penas transitórias. O poderoso sentimento que me afligia era meu próprio, não tenho dúvidas, e era de medonha densidade: à minha frente estava uma tarefa sempre hercúlea, de titânico esforço e eu, na pequenez da minha infância, tinha por diante essa tarefa sem fim, e que se situava num plano completamente fora do meu entendimento e das minhas capacidades.</p>
<p>Eram montanhas e montanhas de detritos mergulhados na escuridão que eu tinha de remover, peça a peça, não sei para onde nem como. Ou praias planeritariamente vastas de uma areia  cujos grãos tinham que ser contados ou removidos um a um, por mim, sozinho e impotente. No desespero da minha inquietação chorava e dizia:</p>
<p>- Oh, mãezinha, eu não posso, eu não posso!</p>
<p>A Senhora Dona Adolfina, solicitada por intermédio de minha avó Cristina e de minha tia Augusta, exerceu o seu ministério espiritual em minha defesa e sei que disse, em comentário sensibilizado:</p>
<p>- Sim, realmente ele não pode!</p>
<p>Havia ainda, em recordações que minha mãe manteve longe da minha memória (e de que me não lembro): momentos de incontrolada receptividade, certamente mediúnica, durante as quais dizia coisas sem nexo, de teor geralmente impressionante, que apoquentavam muito minha mãe.</p>
<p>Depois dessa fase, e dos auxílios recebidos, as tormentosas visões começaram a atenuar-se, persistindo durante largo tempo um certo sentimento de vulnerabilidade que surgia dentro de mim – quando menos esperava – e que me dava a ideia de estar subtilmente a escorregar para a escuridão dessas montanhas, ou para o esquálido horizonte dessas praias.</p>
<p>Foi nesse momento que me foram preciosos os ensinamentos carinhosos de minha avó Cristina e de minha tia Augusta, que me ensinaram a aplicar a vontade, a exercer o direito de recusa, a crispar os músculos do ventre, a concentrar-me em pensamentos mais claros e luminosos para que a distracção ou a debilidade do espírito não me deixassem ir pelas trevas dentro. Esse sentimento experimentei eu ainda, de quando em vez, até à minha adolescência, em episódios cada vez mais espaçados, de uma certa “distracção” que conduzia à vulnerabilidade.</p>
<p>A idade adulta varreu (ou não…) o acesso a essa angústia. Julgo que alguma coisa porventura ficou e que persiste em mim, algures, em espaços de inquietação da mente objectiva e subjectiva. Uma certa capacidade de viajar num mundo de trevas, de susto e de tarefas ciclópicas de impossível resolução. Julgo que algumas frinchas dessa janela que abre para a escuridão das almas inquietas permaneceram residualmente abertas, deixando passar o frio, a inquietação e o medo.</p>
<p>Tenho aplicado uma imensa fé nas preces que faço a Deus diariamente, e ao meu anjo da guarda, e a todos espíritos de luz que me acompanham – dos mais próximos aos mais insignes – para que ajudem a errância do meu espírito inquieto, lhe dêem a mão e o conduzam pelas veredas abertas à luz, trilhando a via do progresso e do conhecimento nas melhores e mais seguras companhias.</p>
<h3><span style="color:#666699;">A Senhora Dª Adolfina; memória breve e longínqua;</span></h3>
<p>Da Senhora Dona Adolfina, a cuja presença fui levado na companhia de minha mãe, a sua casa na Rua Comandante João Belo, guardo uma memória cheia de respeito e grande mistério. Era uma pessoa por cuja fisionomia e por cujas palavras não passava a mínima aragem de frivolidade ou de alegria leve. Era duma serenidade grave, interiorizada e – nos breves encontros que me foi dado ter com ela, em sua casa ou em raras abordagens na companhia de minha mãe, recolhi a percepção de que carregava sobre os seus ombros o peso imenso de uma profunda responsabilidade.</p>
<p>A sua presença física era de uma enorme fragilidade, dir-se-ia quase imponderável. Quando passava por mim na rua, olhava-a com o receio das pessoas muito jovens que vêem alguém todo feito de respeitabilidade intocável. Ou era de desgostos porque tivesse passado, ou porque não ia ali nada que fosse superficialmente natural, ou fácil ou sem o artifício complexo do que é sabiamente oculto.</p>
<p>Fosse outro porventura o seu feitio perante pessoas da sua intimidade, foi este a impressão sensibilizada que me foi dado captar, em encontros que foram muito breves.</p>
<h3><span style="color:#666699;"><strong>A minha amizade com o Senhor Delfim Luís Pires</strong></span></h3>
<p>Anos mais tarde, teria eu doze anos (portanto 1954 e daí por diante) a minha mãe dirigiu-se ao Senhor Delfim Luís Pires, conhecidas que eram as afinidades entre ele e minhas tias e avó e a consideração que tinha tido pelo meu pai, para lhe pedir auxílio nos meus estudos. Eu não tinha má vontade no trabalho, mas era comandado por uma fragilidade hiper-sensível a que a viuvez deprimida da minha mãe não era alheia.</p>
<div id="attachment_160" class="wp-caption aligncenter" style="width: 489px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/cdlp.jpg"><img class="size-full wp-image-160" title="CDLP" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/cdlp.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">casa onde morava o Senhor Delfim Luís Pires, situada no &quot;Largo do Sete&quot; ou seja, o largo que confinava com o Regimento de Infantaria Sete, junto da Igreja de Stº Agostinho. A porta por onde entrava para as minhas explicações era aquela que se vê do lado direito, ao fundo.</p></div>
<p>A casa do Senhor Pires passou, portanto, a ser destino assíduo de visitas minhas, tendo-se a sua sala de explicações e de convívios diversos transformado na minha sala de estudo e de interessantíssimas conversas.</p>
<p>Julgo que a minha mãe terá pago alguma coisa por essas explicações, mas coisa muito modesta, dado que o principal da ajuda que me deu foi pela consideração e pelo sentido de solidariedade.</p>
<p>O Senhor Delfim Pires era um empenhado e metódico pesquisador de todos os saberes da idade moderna, de todas as disciplinas principais do conhecimento, dentro do espírito universal duma procura aberta à transcendência. Já nessa altura era muito conhecido e respeitado em Leiria, tendo-se afirmado mais tarde, no dealbar do regime democrático instaurado a 25 de Abril de 1974, como uma das figuras tutelares da comunidade espírita de Leiria, e era carinhosamente apelidado de &#8220;Pai Pires&#8221;.</p>
<p>Vi e tive acesso à sua larga biblioteca, foi-me explicando os variadíssimos passos do seu método de busca do conhecimento, ao mesmo tempo que me ia dando, sim senhor, explicações a respeito das minhas “coisas da escola”.</p>
<p>Eu diria, contudo, que o mais importante que fui recebendo da parte dele, foi o desvelar de um alargado universo de interesses sem tabus, sem margens e sem inibições. Falou-me e ensinou-me de tudo, como um pai extremoso ou como um mestre no mais clássico sentido do termo, generosidade a que eu correspondia com grande interesse e toda a atenção. Os temas escolares eram mais essencialmente do domínio da matemática e da língua portuguesa; mas daí facilmente se passava a uma grande largueza de temas culturais que eu estimulava com perguntas e a que ele correspondia com respostas francas e amplificantes. A moral e os seus critérios eram o paralelo condutor de todos os temas, as origens da vida e as estruturas da matéria (foi ele que me falou pela primeira vez e em detalhe sobre os átomos, as células e as moléculas); os factos da vida, o casamento, a ética dos afectos, a música (era maestro numa banda muito conhecida, por ter sido sargento músico), os domínios da filosofia, etc. tudo com a simplicidade acessível de quem é capaz de dizer o fácil e o transcendente, parando ao meio das frases para dar lugar à reflexão, ou entremeando graças, pequenos episódio raros, uma pequena anedota, e tantas expressões escolhidas que ficaram – aqui e ali – na minha recordação.</p>
<p>Falou-me da sua amada primeira esposa e explicou-me com interioridade sentimental como se tinha casado, depois de enviuvar, com uma mulher mais simples – e tão simpática – que eu tive o prazer de conhecer. Confidências raras para um rapazito de doze ou treze anos como eu, mas que não caíram em cesto roto, porque tudo guardei com atenção e respeito, e o grave sentimento de estar a receber de longe e do alto, uma serena mensagem de códigos seguros para o entendimento real da vida.</p>
<p>Falei várias vezes com a sua filha mais velha do primeiro casamento e conheci o Luís, filho da segunda esposa, parecidíssimo com o pai e mais ou menos da minha idade, que mais tarde se tornou, como eu, funcionário do Banco de Portugal, mas em lugares diferentes.</p>
<p>Como ia prestando solidariedades por aqui e por ali, recebeu o Senhor Pires também em sua casa como hóspede, um rapaz filho de um amigo de Lisboa. Era oriundo de Macau, chamava-se Andi (ou Andim…) da Costa Li, seria certamente filho de uma Senhora chinesa, pelos seus traços fisionómicos e entendeu o pai que se estava perdendo por Lisboa, já no fim dos seus anos de liceu.</p>
<p>Conversámos muito e fizemo-nos amigos, embora de idades diferentes e ali esteve até terminar o seu “sétimo ano”, coisa de monta nesse tempo.</p>
<p>Outra visita que o Senhor Pires costumava ter, de que me lembro bem, era a de um senhor já de cabelos brancos, muito experimentado na pesquisa e na colheita de ervas aromáticas e plantas medicinais. Não me recordo do seu nome. Recordo sim da meticulosa paixão de ambos em analisar e discutir as características e propriedades de cada planta. E da, para mim, confusa e remota ciência das plantas recordo-me dum nome só, que ficou nos resquícios da memória, com cheiro a flores: a “inca pervinca” ou “vincapervinca” como agora certifiquei na internet!</p>
<p>O Senhor Pires (como era conhecido em minha casa) agraciou-me com a sua confiança e sempre que passava pelo seu modesto escritório onde trabalhava, numa recauchutagem ali numa esquina ao lado da Fonte Grande, ia cumprimentá-lo e trocar com ele breves palavras.</p>
<p>Tudo isto foi muitíssimo antes do 25 de Abril, estava inactivado pela polícia política o antigo Centro Espírita de Leiria.</p>
<p>Eu conhecia as suas inclinações espíritas, de várias coisas me falou a esse respeito. Como eu mostrasse interesse, chegou a emprestar-me vários livros como, por exemplo, “O Conceito Rosacruz do Cosmos”. O livro não era recente, e sim bastante antigo, e não era oriundo de nenhuma organização específica como aquela de que, mais tarde, tive conhecimento, por intermédio de um rapaz já mais velho do que eu, que se associara a uma organização estrangeira residente nos Estados Unidos da América e dali recebia abundante material que chegou a mostrar-me, que não exerceu sobre mim qualquer interesse sugestivo, apesar do entusiasmo que esse conhecido me tentou comunicar.</p>
<p>Outro livro a que tive acesso por empréstimo, creio eu, do Senhor Pires – não afirmo taxativamente por não ter já a exacta memória do facto – foi “O Homem condenado a ser Deus”, de Félix Bermudes, livro que li com todo o interesse.</p>
<p>Nesse tempo a aprendizagem das coisas do espiritismo era praticamente clandestina e, quando comecei a ir a Lisboa, fui algumas vezes a uma livraria semi-clandestina situada num andar de um prédio (sem montra para a rua) onde se vendiam livros dessa orientação na Rua do Salitre, e outros de temáticas semi-ocultas. Não foi uma experiência de que tivesse colhido muito boa impressão, porque muitos livros me pareciam menos bons e de temáticas às vezes oblíquas ao interesse que me movia, ou porque a pessoa que se encontrava talvez não dispusesse de temperamento motivador e conhecimentos adequados.</p>
<p>Não sei se foi lá, se noutro sítio, que comprei esse tal livro de Félix Bermudes que, apesar de ter nessa altura uma vida menos estável, sempre guardei comigo e ainda possuo. Também em relação ao seu autor recolhi entretanto referências diversas que o colocam de certa forma deslocado do eixo mais concreto das doutrinas espíritas conforme os ensinamentos de Allan Kardec. Na altura o livro, porém, foi bastante interessante para mim, porque – além de estar bem escrito &#8211; esclarecia muita coisa, nomeadamente a respeito da reencarnação e tinha um longo poema doutrinário, que li com sentimento e de que nunca me esqueci.</p>
<h3><strong><span style="color:#666699;">Memórias de Leiria; o Senhor Vasconcelos (Joaquim Inácio Zapata de Vasconcelos)</span></strong></h3>
<p>Vivendo em Coimbra há quarenta anos não consigo dizer, em lado nenhum, que sou dali. Nasci em casa do meu avô em Cernache do Bonjardim, mas toda a apreensão do mundo e da vida se foi construindo em Leiria e no seu universo de relações pessoais e culturais, que reconhecia como fortemente estimulante e valioso.</p>
<p>Gente de cultura espírita era fácil de encontrar e a abordagem do assunto não estava sujeita a constrangimentos, certamente pelo elevado prestígio social e cultural de que gozavam muitos dos aderentes e participantes na vida espírita, de cujos elementos destacados ainda conheci mais alguns, já para não falar no Senhor Capitão Ribeiro e na Srª Dª Joaninha, pais de um condiscípulo meu de ensino primário, o José Jaime Fernandes.</p>
<p>Houve entretanto uma pessoa de grande abertura cultural que igualmente me prodigalizou a sua simpatia, o Senhor Vasconcelos, que já faleceu há muito, que era tipógrafo compositor na Gráfica de Leiria e músico (clarinetista e saxofonista) e ensaiador no Orfeão, de que eu fui membro.</p>
<p>Entre muitas conversas que travei com ele, saliente-se um enorme serão que passamos, acompanhados ainda por terceiro elemento, colega meu de escola e igualmente 2º tenor do orfeão (naipe ensaiado pelo Senhor Vasconcelos).</p>
<p>Por uma serena noite de Verão passeámos lentamente ao longo de todo o enorme “Marachão”, abaixo e acima, desenvolvendo ele uma apresentação bem detalhada de todo o conceito das ideias do espiritismo, a organização do cosmos, a reencarnação, etc. etc.</p>
<p>Não me esquecerei jamais da fórmula com que deu início à longa e para mim inesquecível conversa havida:</p>
<p>“…Caros amigos, talvez não seja por acaso que nos encontrámos hoje, pelo que vou aproveitar, se não recusam a oportunidade, para vos falar de um assunto bastante interessante…”</p>
<p>Encontrei muito mais tarde o terceiro presente nessa ocasião (o meu amigo EMC), que disse nada ter retido de aproveitável dessa conversa, o que lamentei sem dramatismos, certo que para ele também chegará a hora de entender.</p>
<p>No que me toca a mim, devo confirmar com imensa gratidão espiritual e a maior alegria de alma, que não foi de facto “por acaso” que o Senhor Vasconcelos teve aquela generosa ideia e desenvolveu toda a sua convicta eloquência.</p>
<p>Tenho-o recordado com imensa fraternidade nas minhas preces e espero um dia reencontrá-lo, para passear de novo com ele, longamente, por veredas frondosas inundadas de luz, recordando com imenso carinho a fresca humidade nocturna das margens do Rio Lis, de um serão iluminado por revelações generosas e descobertas surpreendentes.</p>
<p><strong>Fins de Junho de 2011</strong></p>
<p>José da Costa Brites</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
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		<title>Associação Espírita de Leiria, resenha Histórica</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 05:49:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Associação Espírita de Leiria - resenha Histórica]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[- Associação Espírita de Leiria . . Encontrando-se em renovação a sua página na internet, e dado que possuo os arquivos da sua resenha histórica que nela se encontravam publicados, venho aqui dar conhecimento do seu conteúdo, à atenção das &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/associacao-espirita-de-leiria-resenha-historica/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=565&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#ffffff;">-</span></p>
<div style="background-color:#d9ead3;"><span style="font-size:large;">Associação Espírita de Leiria</span></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:right;">Encontrando-se em renovação a sua página na internet, e dado que possuo os arquivos da sua resenha histórica que nela se encontravam publicados, venho aqui dar conhecimento do seu conteúdo, à atenção das pessoas que fazem buscas relativas à mesma Associação.<br />
A narrativa reproduz textualmente aquilo que a Associação Espírita de Leiria tinha publicado na internet.</div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<div id="attachment_682" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/27-l-a-1.jpg"><img class="size-full wp-image-682" title="27-L-a 1" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/27-l-a-1.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Leiria, vista parcial / nanquim s/ papel / 35,5 x 49,5 / Costa Brites 1990</p></div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="background-color:#fff2cc;"><strong>Primórdios</strong></div>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">O fenómeno das mesas girantes, espalhara-se por todo o país e Leiria não deixou de adoptar as mesmas modas, assim os pequenos grupos que faziam experiências espalhavam-se pela cidade, pessoas existiam que há muitos anos faziam estudos sérios, reunindo-se em grupos familiares, mas só um acontecimento inesperado viria a motivar a constituição do primeiro grupo espírita devidamente organizado de Leiria.</p>
<p style="text-align:justify;">D. Adolfina Carriço Portugal, uma senhora muito benquista na cidade, um dia ao passar na praça Rodrigues Lobo, em frente à loja Carriço caiu e por mais esforços que fizessem ninguém conseguia levantá-la, até que o Sr. Avelino Fernandes, pessoa já com alguns conhecimentos sobre a problemática da mediunidade, se abeirou e auxiliou a respeitável senhora que ficou perplexa com o acontecido.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi este facto que deu origem às reuniões íntimas em casa da protagonista, que funcionaram durante vários anos até que, por conselho de um guia espiritual que habitualmente se comunicava foram aconselhados a abrir um centro, dando assim origem à constituição jurídica do CENTRO ESPÍRITA DE LEIRIA, cuja escritura data de 2 de Maio de 1917.</p>
<p style="text-align:justify;">Este grupo alicerçado no estudo, na prática mediúnica e na ajuda fraterna, contava ainda com dias definidos para auxílio a doentes, alcançou um elevado respeito na cidade e a ele se associaram as mais gratas figuras da vida Leiriense, entre os quais<br />
destacamos:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Sr. Avelino Fernandes</li>
<li>Capitão Ribeiro e esposa D. Joaninha</li>
<li>Prof. Nicolau Ferreira</li>
<li>D. Adolfina Carriço Portugal</li>
<li>Sr. Baptista</li>
<li>D. Beatriz Boavida</li>
<li>Sr. José Elias</li>
<li>D. Dores Torres</li>
<li>Sr. Ramos Pinto e esposa D. Elvira Patrício</li>
<li>Sr. Carriço</li>
<li>D. Maria José</li>
<li>D. Fernanda Vieira de Oliveira Santos</li>
<li>Sr. Delfim Luís Pires</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Neste grupo existiam médiuns portadores de diversas capacidades mediúnicas, como era o caso de D. Adolfina portadora de múltiplas faculdades como: Psicofonia, Clarividente, Clariaudiente e Mediunidade de Cura, existindo ainda no grupo médiuns semi-mecânicos de psicografia, como era o caso do Capitão Ribeiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Devemos ainda destacar o alto nível de comunicações deste grupo de estudo, que se denominava FÉ E CARIDADE, onde eram habituais as comunicações dos Espíritos, Dr. Eça e Dr. Guerra, que devido ao facto das mensagem conterem informações idóneas e de conteúdo instrutivo decidiu publicá-las em livros:</p>
<ul>
<li style="text-align:justify;">CONSELHOS DO INVISÍVEL, editado em 1921 e</li>
<li style="text-align:justify;">RASGANDO AS TREVAS, publicado em 1923, durante vários anos o Centro Espírita de Leiria publicou ainda</li>
<li style="text-align:justify;">o Jornal o SOL DO PORVIR, do qual existem ainda alguns exemplares arquivados na Biblioteca da cidade.</li>
</ul>
<div style="background-color:#fff2cc;"><strong>Encerramento</strong></div>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Este grupo funcionou regularmente até que uma noite através de uma comunicação espiritual os seus elementos receberam uma mensagem dando-lhes a conhecer que se iria desenrolar no país uma longa época de silêncio que muita dor traria aos espíritas portugueses. Foram ainda avisados para retirar tudo quanto existia no grupo, pois no dia seguinte iriam ser objecto de uma busca e o grupo iria ser encerrado conforme determinação superior.<br />
Recolhidos todos os documentos, foram eles distribuídos por várias pessoas em casas distantes, não tendo sido recuperados até ao presente a não ser uma pequena parcela de algumas actas.<br />
No dia seguinte as autoridades dirigiram-se ao Centro Espírita de Leiria mas apenas encontraram o mobiliário tendo então lacrado suas portas, que se fecharam para sempre, embora tenha surgido uma nova aurora.</p>
<div style="background-color:#fff2cc;text-align:justify;"><strong>Hiato</strong></div>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Durante longos anos os espíritas Leirienses reuniam-se sigilosamente, ora em casa de um ora em casa de outro, tendo em conta os condicionalismos da época que proibia a reunião de mais de cinco pessoas, para que não fosse considerada subversiva, era assim que as pessoas entravam e saíam a espaços largos para não chamar a atenção e lá iam continuando seus estudos, recebendo as comunicações e até praticando a caridade de forma silenciosa.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse período uma das pessoas que mais se destacou foi Delfim Luís Pires, homem simples mas de uma formação cultural riquíssima e multifacetada que durante essa longa noite jamais se afastou da doutrina do seu coração e em seu lar recebia todos aqueles que o buscavam, qualquer que fosse o problema que os afligia, mas também aqueles que desejosos de conhecer algo sobre a Doutrina Espírita, ou factos paranormais o procuravam para questionar e dialogar, mantendo viva a chama da Doutrina em terras do Lis.</p>
<div style="background-color:#d9ead3;text-align:justify;"><span style="font-size:large;">Associação Espírita de Leiria</span></div>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">No alvorecer da liberdade, em casa de Delfim Luís Pires já um pequeno grupo de espíritas se reunia há vários anos, habitualmente a estudar a Filosofia da Alma, essas reuniões após o 25 de Abril de 1974 passaram a realizar-se uma vez por semana, aos poucos esse grupo foi crescendo, e ali fomos estando até que este companheiro adoeceu gravemente, altura em que houve que definir nova forma de funcionamento e de trabalho .</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1980 quando esse grupo familiar já tinha cerca de 10 anos de existência, foi sugerida a constituição de um grupo espírita que desse continuidade ao trabalho daquele lutador, que foi sem sombra de dúvida o marco histórico entre o passado e o presente.<br />
Iniciaram-se então as diligências para se constituir o grupo, com a elaboração de estatutos, e regulamentos internos, a constituição dos corpos sociais, bem como os procedimentos necessários para que a instituição fosse federada ao Movimento Espírita Português.</p>
<p style="text-align:justify;">Durante cerca de um ano foi-se fazendo um mealheiro que possibilitasse o pagamento da escritura e esta concretizou-se a 11 de Setembro de 1981, data em que nascia juridicamente a ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA DE LEIRIA.</p>
<p style="text-align:justify;">Durante algum tempo a sede da Associação manteve-se nas mesmas instalações a título provisório, até que nos foi possível encontrar uma sede, onde assumimos a nova denominação, uma vez que até ali todos referíamos carinhosamente que íamos ao Pai Pires.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa primeira sede autónoma foi na rua Rafael Bordalo Pinheiro, no Bairro dos Anjos, em Leiria, tendo depois passado para a Rua Francisco Ribeiro de Carvalho, nº 9, Cave, também em Leiria, onde permanecemos durante cerca de 20 anos, sendo intimados a mudar de instalações devido ao facto dos condóminos terem feito uma queixa à Câmara Municipal de Leiria, alegando o facto de estarmos instalados num armazém e a Lei Portuguesa o não permitir, por sermos uma instituição de carácter religioso.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim vimo-nos obrigados a desenvolver esforços para a compra de um terreno, onde pudéssemos construir uma sede que satisfizesse as nossas necessidades e acima de tudo fosse autónomo de vizinhos, e o sonho tornou-se realidade no dia 11 de Setembro de 2004 com a inauguração das novas instalações situadas na Rua da Cervas, 135 – Barosa – Leiria, quando fazíamos 23 anos de existência jurídica.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:white;">. </span><br />
<span style="color:#666699;"><strong>Dada a circunstância do site da Associação Espírita de Leiria estar em renovação, junto incluo algumas referências que consegui reunir e que julgo estarem exactas a respeito do mesmo:</strong></span></p>
<p>Rua das Cervas, nº 135 &#8211; Barosa<br />
2400-013 <strong>Leiria</strong><br />
<strong><em>ou</em></strong><br />
Apartado 4039<br />
2411-901 <strong>Leiria</strong></p>
<p><strong>Contactos</strong>:<br />
Telefone: 244 815 934<br />
Telemovel: 962 984 388</p>
<p><strong>GPS:</strong> N: 39º 45&#8242; 43&#8221; W: 8º 51&#8242; 25&#8221;<br />
<strong>Possui Livraria Espírita</strong><br />
<strong><br />
</strong></p>
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	</item>
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		<title>Nem a vida acaba com a morte, nem o cérebro é onde reside o pensamento</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 05:40:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linguas estrangeiras]]></category>
		<category><![CDATA[O visto e o lido]]></category>
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		<category><![CDATA[Experiencias Cercanas Muerte]]></category>
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		<description><![CDATA[Cuando The Lancet publicó su estudio sobre las Experiencias Cercanas a la Muerte, el cardiólogo holandés Pim van Lommel no podría haber sabido que eso lo convertiría en uno de los científicos de quien más se hablase en el mundo. &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/nao-e-no-cerebro-que-se-aloja-o-pensamento-dr-pim-van-lommel/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=170&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_172" class="wp-caption alignleft" style="width: 348px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/pim1.jpg"><img class="size-full wp-image-172" title="pim" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/pim1.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O Dr. Pim van Lommel</p></div>
<p>Cuando <span style="color:#666699;"><strong>The Lancet</strong></span> publicó su estudio sobre las <strong>Experiencias Cercanas a la Muerte</strong>, el cardiólogo holandés <strong>Pim van Lommel</strong> no podría haber sabido que eso lo convertiría en uno de los científicos de quien más se hablase en el mundo. Parece que todos quieren saber acerca del hombre que se las arregló para conseguir que su estudio sobre este polémico tema fuese publicado en una de las revistas líderes en la investigación médica.</p>
<p>Sin embargo, no sorprende realmente que su publicación en 2001 crease una conmoción. Nunca anteriormente se había realizado un estudio tan sistemático sobre las experiencias de personas que fueron declaradas muertas y después volvieron a la vida. Y nunca anteriormente habíamos visto una ilustración tan clara de cómo estos relatos de personas podrían afectar nuestra manera de pensar acerca de la vida y de la muerte.</p>
<p><strong></strong><span style="color:#666699;"><strong>La vida continúa</strong></span></p>
<p><span style="color:#666699;"><strong>Tijn Touber</strong></span>. Este artículo apareció en la revista <strong>ODE</strong> número: 29</p>
<p><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/d-l.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-191" title="d.l" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/d-l.jpg?w=640" alt=""   /></a></p>
<p>El cardiólogo <span style="color:#666699;"><strong>Pim van Lommel</strong></span> realizó un monumental estudio sobre las Experiencias Cercanas a la Muerte (ECM) que levanta fascinantes preguntas acerca de la vida después de la muerte, del ADN, del inconsciente colectivo, y sobre el karma de todo el mundo.</p>
<p>Van Lommel, de 66 años, no es alguien que busque nombre y fama. En este encantador día de verano en su jardín cerca de la ciudad holandesa de Arnhem, él demuestra más interés en lo que pasa en la revista Ode que en su propia historia. Esa misma profunda curiosidad estaba operando hace 35 años cuándo Van Lommel, trabajando como médico ayudante en un hospital, escuchó atentamente a un paciente contar su Experiencia Cercana a la Muerte. Él se quedó inmediatamente fascinado. Pero no fue hasta años más tarde, cuando leyó el libro “Regreso del Mañana” [Return from Tomorrow] en el que el doctor Americano <span style="color:#666699;"><strong>George Ritchie</strong></span> describe su propia Experiencia Cercana a la Muerte con todo detalle, cuando Van Lommel se preguntó si habría muchas otras personas que habían atravesado por experiencias semejantes.</p>
<p>Van Lommel decidió desde entonces preguntarles a todos sus pacientes si ellos recordaban cualquier cosa que hubiera sucedido durante sus paros cardíacos. “La respuesta era generalmente ‘no’ pero algunas veces ‘¿por qué?’ Cuando yo escuchaba esto último, prolongaba la visita a la oficina.” Durante dos años él escuchó relatos de 12 pacientes y su curiosidad científica se despertó. Esos relatos fueron el principio de un estudio que duró años.</p>
<ul>
<li><em>“Miraba hacia abajo a mi propio cuerpo desde allí arriba, y vi médicos y enfermeras luchando por mi vida. Podía oír lo que decían. Entonces tuve un sentimiento acogedor y yo estaba en un túnel. Al final de ese túnel había una luz brillante, acogedora, blanca y vibrante. Era maravilloso. Me dio un sentimiento de paz y confianza. Floté hacia ella. El sentimiento de acogida llegó a ser más y más fuerte. Me sentía en casa, amado, casi en estado de éxtasis. Vi mi vida destellar como un flash ante mí. De repente sentí una vez más el dolor del accidente y regresé disparado a mi cuerpo. Estaba furioso de que los médicos me hubieran traído de vuelta.</em></li>
</ul>
<p>Casi todas las descripciones de las Experiencias Cercanas a la Muerte son así de hermosas. Las personas se sienten conectadas y apoyadas. Llegan a comprender cómo funciona el universo. Experimentan amor incondicional. Se sienten libres de las opresivas preocupaciones de la existencia terrenal. ¿Quién no querría una experiencia así? “Suena fantástico, ¿no es así?” Van Lommel se ríe. “Pero no siempre es fácil afrontarlas. Cuando las personas regresan, a menudo tienen el sentimiento de que están encarceladas. Y puede llevar años antes de que sean capaces o tengan el valor de integrar en la vida cotidiana ese nuevo entendimiento que han obtenido en su experiencia.”</p>
<p>Sin embargo, una mayoría de personas que han tenido una Experiencia Cercana a la Muerte la describen como algo magnífico y dicen que les enriqueció la vida. Van Lommel explica que “la cosa más importante que les dejan [estas experiencias] a estas personas es que ellas ya no tienen miedo a la muerte. Esto es porque ellas han experimentado que su consciencia sigue viva, que hay continuidad. Su vida y su identidad no terminan cuando el cuerpo muere. Ellas simplemente tienen la sensación de que se han quitado su abrigo.”</p>
<p>Eso puede sonar como si viniese de alguien que ha estado más tiempo de la cuenta frecuentando librerías de la New Age [La Nueva Era]. Pero por lo que Van Lommel ha visto, las Experiencias Cercanas a la Muerte no están en absoluto limitadas a miembros de esa comunidad “espiritual”. Estas experiencias son igual de frecuentes entre personas que eran muy escépticas de antemano en relación a este tema.</p>
<ul>
<li><em>“Llegué a estar “separado” del cuerpo y floté sobre él y sobre sus alrededores. Era posible ver el dormitorio circundante y mi cuerpo, aunque mis ojos estaban cerrados. Yo era de repente capaz a “pensar” cientos o miles de veces más rápido—y con mayor claridad—de lo que es humanamente normal o posible. En este momento me di cuenta y acepté que había muerto. Era hora de continuar. Era un sentimiento de total paz—completamente sin temor o dolor, y no implicaba ninguna emoción en absoluto.</em></li>
</ul>
<p>La cosa más notable, dice Van Lommel, es que sus pacientes tienen tales experiencias de expansión de la consciencia durante el tiempo en que sus cerebros no registran actividad. Pero eso es imposible de acuerdo con el nivel actual del conocimiento médico. Debido a que la mayoría de los científicos creen que la consciencia ocurre en el cerebro, esto crea un misterio: ¿Cómo pueden las personas experimentar la consciencia [o tener actividad cognoscitiva] durante el tiempo en el que están inconscientes mientras tienen un paro cardíaco (una muerte clínica)?</p>
<p>Después de todos esos años de intenso estudio, Van Lommel todavía habla con reverencia acerca del milagro de la Experiencia Cercana a la Muerte. “En ese momento estas personas no sólo están conscientes; su consciencia está incluso más expandida que nunca. Ellos pueden pensar con extrema claridad, tienen recuerdos que se remontan a su niñez más temprana y experimentan una conexión intensa con todo y con todos a su alrededor. ¡Y sin embargo el cerebro no muestra ninguna actividad en absoluto!”</p>
<p>Esto ha suscitado varias grandes preguntas para Van Lommel: “¿Qué es la consciencia y dónde está localizada? ¿Qué es mi identidad? ¿Quién está haciendo las observaciones cuando veo mi cuerpo allí abajo en la mesa de operaciones? ¿Qué es la vida? ¿Qué es la muerte?”</p>
<ul>
<li><em>“El cuerpo que observé y que estaba tumbado en la cama era el mío, pero yo supe que no era tiempo de partir. Mi tiempo en la tierra no había terminado todavía; todavía había un propósito.”</em></li>
</ul>
<p>Para convencer a sus colegas de la validez de estas nuevas percepciones [o conocimientos. Insights], Van Lommel primero tuvo que demostrar que esta expansión de la consciencia ocurría, de hecho, durante el período de muerte cerebral. Eso no fue difícil de demostrar. Los pacientes eran a menudo capaces de describir con precisión lo que había sucedido durante su paro cardíaco. Ellos sabían, por ejemplo, exactamente dónde la enfermera puso sus dentaduras postizas o lo que habían dicho los médicos y los miembros de la familia. ¿Cómo una persona cuyo cerebro no estaba activo podría saber estas cosas?</p>
<p>No obstante, algunos científicos continúan afirmando que estas experiencias deben suceder en el momento durante el cuál todavía se está produciendo alguna función cerebral. Van Lommel es claro como el cristal en su respuesta:</p>
<p><em>“Cuando el corazón deja de latir, el riego sanguíneo se detiene en el plazo de un segundo. Entonces, 6,5 segundos más tarde, la actividad del EEG [Electroencefalograma] comienza a cambiar debido a la escasez de oxígeno. Después de 15 segundos hay una línea recta y plana, y la actividad eléctrica en la corteza cerebral ha desaparecido completamente. Nosotros no podemos medir el tallo cerebral, pero experimentos en animales han demostrado que esa actividad también se ha detenido allí.”</em></p>
<p><em>“Más aún, se puede demostrar que el tallo cerebral ya no está funcionando porque regula nuestros reflejos básicos, tales como la respuesta de la pupila y el reflejo de tragar, que ya no responden. De ese modo puedes introducir fácilmente un tubo por la garganta de una persona. El centro respiratorio también se detiene. Si el individuo no es reanimado dentro de un plazo de 5 a 10 minutos, sus células del cerebro se dañan de forma irreversible.”</em></p>
<p><strong>Él es consciente de que sus conclusiones sobre la consciencia se oponen abiertamente al pensamiento científico ortodoxo.</strong> Es extraordinario que una revista científica con autoridad como <span style="color:#666699;"><strong>The Lancet</strong></span> estuviese dispuesta a publicar su artículo. Pero no fue sin una lucha. Van Lommel recuerda con una sonrisa,<em> “llevó meses antes de que me diesen la luz verde. Y luego de repente querían concluirlo, en un día.”</em></p>
<p><span style="color:#666699;"><strong>El trabajo de Van Lommel suscita profundas preguntas acerca de lo que realmente significa “la muerte”</strong></span>:</p>
<p><em>“hasta ahora, ‘la muerte’ simplemente significaba el fin de la consciencia, de la identidad, de la vida,”</em> él indica. Pero su estudio derriba ese concepto, junto con los actuales mitos médicos acerca de quienes tienen Experiencias Cercanas a la Muerte.</p>
<p><em>“En el pasado, estas experiencias eran atribuidas a razones fisiológicas, psicológicas, farmacológicas o religiosas. Así como a una escasez de oxígeno, a la liberación de endorfinas, obstrucciones de receptores, al temor a la muerte, alucinaciones, expectativas religiosas o a una combinación de todos estos factores. Pero nuestra investigación indica que ninguno de estos factores determina si alguien tiene o no tiene una Experiencia Cercana a la Muerte.”</em></p>
<ul>
<li><em>“Esta experiencia es una bendición para mí, pues ahora sé con seguridad que el cuerpo y el alma se separan, y que hay vida después de la muerte. Me ha convencido de que la consciencia vive más allá de la tumba. La muerte no es la muerte, sino otra forma de vida.&#8221;</em></li>
</ul>
<p><span style="color:#666699;"><strong>Van Lommel afirma que el cerebro no produce la consciencia ni almacena la memoria [o los recuerdos].</strong></span> Él indica que el experto americano en informática [o ciencias de ordenadores. Computer Science] <span style="color:#666699;"><strong>Simon Berkovich</strong></span> y el investigador holandés del cerebro <span style="color:#666699;"><strong>Herms Romijn</strong></span>, trabajando independientemente el uno del otro, llegaron a la misma conclusión: <span style="color:#666699;"><strong>que es imposible para el cerebro almacenar todo lo que usted piensa y experimenta en su vida</strong>.</span></p>
<p>Esto requeriría una velocidad de procesamiento de 1024 bits por segundo. Simplemente viendo una hora de televisión ya sería demasiado para nuestros cerebros. <em>“Si usted quisiera almacenar esa cantidad de información—junto con los pensamientos asociativos producidos—su cerebro se quedaría bastante lleno,”</em> dice Van Lommel.<em> “Anatómicamente y funcionalmente, es simplemente imposible para el cerebro tener este nivel de velocidad.”</em></p>
<p><span style="color:#666699;"><strong>De ese modo, esto significaría que el cerebro es realmente un receptor y transmisor de información.</strong></span> <em>“Se Podría comparar el cerebro con un aparato de televisión que sintoniza con ondas electromagnéticas específicas y las convierte en imagen y sonido.”</em></p>
<p><em>“Nuestra consciencia en estado de vigilia, la consciencia que tenemos durante nuestras actividades diarias,”</em> continúa Van Lommel, <em>“reduce toda la información que hay a una única verdad que experimentamos como ‘la realidad.’ Durante las Experiencias Cercanas a la Muerte, sin embargo, las personas no están limitadas a sus cuerpos ni a su consciencia en estado de vigilia, lo que significa que experimentan muchas más realidades.”</em></p>
<p>Esto explica por qué las personas que tienen una Experiencia Cercana a la Muerte tienen a veces gran dificultad para funcionar en su vida diaria posteriormente. Ellas retienen la sensibilidad que les permite sintonizar con diferentes canales simultáneamente, lo que hace que una fiesta-cóctel o un viaje en autobús se conviertan en una experiencia agobiante, ya que toda la información de las personas a su alrededor les llega a través de todos los canales.</p>
<ul>
<li><em>“Vi a un hombre que me miró de forma amorosa, pero al que yo no conocía. En el lecho de muerte de mi madre, ella me confesó que yo había nacido de una relación extramarital, mi padre era un hombre judío que había sido deportado y asesinado durante la Segunda Guerra mundial, y mi madre me mostró su retrato. El hombre desconocido que yo había visto hacía años durante mi Experiencia Cercana a la Muerte resultó ser mi padre biológico.&#8221;</em></li>
</ul>
<p>Según Van Lommel, las Experiencias Cercanas a la Muerte <span style="color:#666699;"><strong>sólo pueden explicarse si asumes que la consciencia, junto con todas nuestras experiencias y memorias, se localizan fuera del cerebro</strong></span>. Cuando se le pregunta dónde se localiza la consciencia, Van Lommel sólo puede especular.<em> “Sospecho que hay una dimensión en la que se almacena esta información—una clase de consciencia colectiva a la que sintonizamos para acceder a nuestra identidad y nuestras memorias.”</em></p>
<p>Por medio de este campo colectivo de información, nosotros no sólo estamos conectados a nuestra propia información, sino también a la de los demás, e incluso a la información del pasado y del futuro. <em>“Hay personas que ven el futuro durante una Experiencia Cercana a la Muerte,”</em> dice Van Lommel. <em>“Por ejemplo, había un hombre que vio a su futura familia. Años más tarde, él se encontró en una situación que ya había visto durante su Experiencia Cercana a la Muerte. Sospecho que así es como también funciona el ‘déjà vu’.”</em></p>
<p>De acuerdo a la investigación de Van Lommel, durante una Experiencia Cercana a la Muerte las personas también pueden ponerse en contacto con los muertos, incluso si no los conocen.</p>
<p><em>¿Pero cómo hace el cerebro para “saber” con qué información sintonizar? ¿Cómo puede alguien sintonizar con sus propias memorias y no con las de otras personas?</em></p>
<p>La respuesta de Van Lommel es sorprendentemente corta y sencilla: <em>“ADN. Y principalmente el llamado ‘junk ADN,’ [o ‘ADN basura’] que supone alrededor del 95 % del total, cuya función no entendemos.”</em> Él sospecha que el ADN, único para cada persona y cada organismo, funciona como un mecanismo de recepción, una especie de traductor simultáneo entre los campos de información y el organismo.</p>
<p>La idea de que el ADN funciona como un mecanismo receptor para sintonizar a las personas con sus campos específicos de consciencia arroja nueva luz en la discusión de los transplantes de órganos. Imagínese que usted obtiene un nuevo corazón. El ADN de ese corazón se conectará con el campo de consciencia del donante, no del receptor. ¿Significa eso que usted de repente obtiene información diferente? Sí, dice Van Lommel: <em>“hay relatos de personas que desarrollaron deseos y estilos de vida radicalmente diferentes después de un trasplante de órgano. Por ejemplo, hay un relato de una bailarina de ballet que quiso de repente manejar una motocicleta y comer comidas basura”</em>.</p>
<ul>
<li><em>“Percibí no sólo lo que había hecho, sino incluso de qué manera eso había influido a los demás.</em></li>
</ul>
<p>El cliché es verdad: Las personas ven su vida destellar [como un flash] ante ellas en el momento de la muerte. Y las personas adquieren percepciones [o conocimientos. En inglés: gain insight] sobre las consecuencias de sus actos. Ellas quizás se vean a sí mismas como si tuviesen 4 años de edad, quitándole los juguetes a su hermana, y sientan su dolor. Van Lommel comenta, <em>“en esos momentos es como si tuvieses los pensamientos de otra persona dentro de ti mismo. Se te dan percepciones [o conocimientos. Insights] sobre el impacto de tus pensamientos, palabras y actos sobre ti mismo y sobre los demás. De ese modo, parece que cada pensamiento que tenemos es una forma de energía que continúa existiendo siempre.”</em></p>
<p>La gente que ha experimentado tal <strong>“revisión de la vida”</strong> dice que no es tanto acerca de lo que haces como de la intención que hay detrás de ello.<em> “Es extremadamente intenso experimentar que todo lo que va, vuelve.”</em> Van Lommel se inclina hacia adelante para asegurarse de que sus palabras se entienden bien. <em>“Nadie evita las consecuencias de sus pensamientos. Eso es muy fuerte [o impactante. En inglés: confrontational]. Algunas personas descubren que hay algo que nunca pueden corregir. Otras regresan e inmediatamente comienzan a llamar a personas para disculparse por algo que hicieron hace 20 años.”</em></p>
<p>¿Así que hay un Juicio Final después de todo? Van Lommel es claro: <em>“Absolutamente no. Nadie es juzgado. Es una experiencia de percepción propia [o de entendimiento propio, o de interiorización</em>. En inglés: “It’s an insight experience”].</p>
<p><em>La mayoría de las personas atraviesan por esta<span style="color:#666699;"><strong> escena retrospectiva</strong></span> [o revisión, destello. En inglés: flash back] <span style="color:#666699;"><strong>en presencia de un ser hecho de luz.</strong></span> Ese ser es completamente amoroso, absolutamente acogedor [o que acepta. En inglés: absolutely accepting], que no juzga, pero que tiene una percepción completa [o entendimiento completo. En inglés: “complete insight”].</em></p>
<p><em><span style="color:#666699;"><strong>La escena retrospectiva</strong></span> [o revisión, destello. En inglés: flash back] <span style="color:#666699;"><strong>cambia la comprensión que las personas tienen de la vida</strong></span>. </em></p>
<p><em>Ellos adoptan otros valores. Ellos sienten que son uno con la naturaleza y con el planeta. Ya nunca más hay ninguna diferencia entre ellos mismos y los demás. No es acerca del poder, de las apariencias, de los coches agradables, de las ropas, de un cuerpo joven. Es acerca de cosas completamente diferentes: amor por ti mismo, por la naturaleza, por tus prójimos los seres humanos. El mensaje es tan viejo como el tiempo, pero ahora lo han experimentado por si mismos y tienen que vivir en consonancia con él.”</em></p>
<p>Entonces, después de un corto silencio, dice pensativo: <em>“Hasta casi da miedo darse cuenta de que cada pensamiento tiene una consecuencia. Si reflexionas en profundidad sobre ello… cada pensamiento que tenemos, positivo o negativo, tiene un impacto en nosotros, en los demás y en la naturaleza.”</em></p>
<p>¿Tienes que estar cerca de la muerte para aprender estas lecciones sobre la vida? No, dice Van Lommel, que nunca ha tenido una Experiencia Cercana a la Muerte él mismo. Gracias a su investigación, él aprendió tantas lecciones valiosas que decidió abandonar su carrera de cardiología en 1992 y dedicarse a tiempo completo a profundizar en la investigación, publicando y dando conferencias sobre el tema de las Experiencias Cercanas a la Muerte. Fundó la <span style="color:#666699;"><strong>Fundación Merkawah</strong></span> en la Haya, el departamento holandés de la “Asociación Internacional para Estudios Cercanos a la Muerte” <span style="color:#666699;"><strong>(IANDS. International Association for Near-Death Studies)</strong></span>, que ofrece información y guía a personas holandesas que han tenido Experiencias Cercanas a la Muerte.</p>
<p><em>“Trabajando en este tema y estando abierto a ello ha cambiado mi vida,”</em> dice Van Lommel. <em>“Yo ahora veo que todo proviene de la consciencia. Tengo un mejor entendimiento de que uno crea su propia realidad basada en la consciencia que tiene y la intención con la que vive. Entiendo que la consciencia es la base de la vida, y esa vida es principalmente sobre la compasión, la empatía y el amor.”</em></p>
<p align="center"><strong>Fin de la entrevista con el Dr. Pim van Lommel.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/170/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=170&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dr. Pim van Lommel, Entrevistas Vídeo</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 05:39:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dr. Pim van Lommel, Entrevistas Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Linguas estrangeiras]]></category>
		<category><![CDATA[O visto e o lido]]></category>

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		<description><![CDATA[Pim van Lommel, nascido em 1943, estudou medicina na Universidade de Utrecht, na Holanda, e especializou-se em cardiologia. Trabalhou de 1977 a 2003, no Rijnstate Hospital em Arnhem, na Holanda. Publicou diversos estudos sobre cardiologia e em 1986 começou a &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/dr-pim-van-lommel-parte-i/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=590&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_605" class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/pvl01.jpg"><img class="size-full wp-image-605" title="PvL01" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/pvl01.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O Dr. Pim van Lommel</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>Pim van Lommel</strong>, nascido em 1943, estudou medicina na Universidade de Utrecht, na Holanda, e especializou-se em cardiologia. Trabalhou de 1977 a 2003, no Rijnstate Hospital em Arnhem, na Holanda. Publicou diversos estudos sobre cardiologia e em 1986 começou a estudar as &#8220;experiências de quase morte&#8221; (ou &#8220;experiências de morte iminente&#8221;) vividas por doentes que tinham sido vítimas de paragem cardíaca.<br />
Em 2001 o Dr. Van Lommel e outros autores publicaram os seus estudos na prestigiada revista científica <em>The Lancet</em>. Além disso assinou capítulos em diversos livros a respeito do assunto, além de artigos vários.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 2007 publicou na Holanda o seu livro <em>“Eindeloos Bewustzijn: een wetenschappelijke visie op de Bijna-Dood Ervaring”</em>; <em>“Consciência Ilimitada; uma abordagem científica das experiências de quase morte”</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi um best-seller, com 100.000 exemplares vendidos na Holanda ao fim do primeiro ano, tendo ganho o Prémio do Melhor Livro de 2008. Foi traduzido para o alemão “Endloses Bewusstsein. Neue Medizinische Fakten zur Nahtoderfahrung” e em 2010 foi publicado pelos editores Harper Collins em Inglês e no ano seguinte em Francês pela editora Robert Laffont.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos últimos sete anos Pim van Lommel tem feito conferências em todo o mundo a respeito das relações entre a consciência e as funções cerebrais. Em 2005 recebeu o “Prémio de Investigação Bruce Greyson”. Em Setembro de 2006, o Presidente da India Dr. A.P.J. Abdul Kalam, condecorou-o com o “Life Time Achievement Award” no Congresso Mundial sobre Cardiologia Preventiva em Nova Delhi.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Os vídeos abaixo indicados apenas serão úteis para quem tenha conhecimentos da língua inglesa, o que peço desculpa, dado que não estão disponíveis versões legendadas que possam ser aqui apresentadas.</strong></p>
<p>Ainda e apenas para pessoas com conhecimentos de língua inglesa, um extenso artigo sobre este tema, publicado no site Norte Americano da IANDS:</p>
<p><a href="http://iands.org/research/important-research-articles/43-dr-pim-van-lommel-md-continuity-of-consciousness.html?showall=1">Dr. Pim van Lommel, M.D.: Continuity of Consciousness</a></p>
<p style="text-align:center;"><span style="display:block;width:425px;margin:0 auto;"><embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/Video.5634972' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='sameDomain' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='&rel=0&border=0&' width='425' height='350' /></span></p>
<p style="text-align:center;"><embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/Video.12932538' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='sameDomain' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='&rel=0&border=0&' width='425' height='350' /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/590/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/590/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/590/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/590/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/590/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/590/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/590/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/590/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/590/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/590/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/590/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/590/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/590/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/590/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=590&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Balanço dos estudos Europeus sobre as Experiências de Morte Iminente/ano de 2010</title>
		<link>http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/balanco-dos-estudos-europeus-sobre-as-experiencias-de-morte-iminenteano-de-2010/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 05:30:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apresentação geral]]></category>
		<category><![CDATA[EMI's - NDE's]]></category>
		<category><![CDATA[cercle spirite allan kardec nancy]]></category>
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		<category><![CDATA[Jean-Jacques Charbonier]]></category>
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		<category><![CDATA[sam parnia]]></category>
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		<description><![CDATA[Os textos abaixo são a tradução de um artigo publicado pelo “Le Journal Spirite” nº 82 de Outº/Dezº de 2010, que é um órgão de informação cultural de elevado nível do Círculo Espírita Allan Kardec, da cidade francesa de Nancy. &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/balanco-dos-estudos-europeus-sobre-as-experiencias-de-morte-iminenteano-de-2010/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=240&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_241" class="wp-caption alignleft" style="width: 202px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/js01.jpg"><img class="size-full wp-image-241" title="JS01" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/js01.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Capa da publicação citada</p></div>
<p><strong></strong>Os textos abaixo são a tradução de um artigo publicado pelo <span style="color:#666699;"><strong>“Le Journal Spirite”</strong></span> nº 82 de Outº/Dezº de 2010, que é um órgão de informação cultural de elevado nível do Círculo Espírita Allan Kardec, da cidade francesa de Nancy. A sua publicação impõe-se, dado que fornece uma visão ampla e abrangente do fenómeno de que trata e tem a sua motivação num congresso internacional que teve lugar na cidade de Martigues, próximo de Marselha, onde se fizeram representar muitos dos mais altos expoentes mundiais na matéria. É um trabalho de <span style="color:#666699;"><strong>ISABELLE CHEVALIER</strong></span>.</p>
<p>A partir de 1970 , Raymond Moody interessou-se pela existência das Experiências de Morte Iminente (EMI), tendo começado a publicar o fruto das suas observações a partir de 1975. Tornou-se desse modo o impulsionador da investigação científica desse assunto, no que tem sido seguido desde então por outras figuras do domínio científico. Um artigo do nº 49 do periódico “Le Journal Spirite”, publicado pelo “Cercle Spirite Allan Kardec de Nancy” apresentou de forma pormenorizada os principais percursores destes estudos, Kenneth Ring, professor de psicologia da Universidade de Connecticut, Michael Sabom, cardiologista do Hospital Saint Joseph de Atlanta e Melvin Morse, pediatra do Children’s Hospital de Seattle. Entre 1975 e 1990 estes investigadores americanos foram de facto os pioneiros, seguidos logo – muito de perto – por investigadores europeus.Qual foi o avanço que se verificou na Europa nas investigações e na observação dos EMI? De que modo é que o estudo destas experiências representa um progresso no reconhecimento do espiritismo, como filosofia e ciência da alma? Viajemos então um pouco e conheçamos estes eminentes investigadores europeus que, até hoje, marginalizados pelos seus pares, tiveram o mérito de impulsionar a investigação sobre os múltiplos testemunhos das pessoas que viveram uma destas E.M.I.</p>
<p><strong>As tentativas de explicação da corrente materialista da medicina</strong></p>
<p><strong></strong>Várias foram as teorias explicativas propostas para as experiências de morte iminente. Alguns cientistas, como a psicóloga britânica Susan Blackmore, pensam que os E.M.I são provocados por modificações fisiológicas no cérebro, ligadas à morte de células devido à falta de oxigénio, que se designa como “anoxia cerebral”. Outras teorias falam das reacções psicológicas perante a iminência da morte. Segundo esta hipótese os E.M.I.’s seriam causados pelo medo à morte que precede a paragem cardíaca.</p>
<p>Igualmente, segundo investigações de 2002 de Olaf  Blanke do departamento de neurologia do Hospital Universitário de Genève e pelas que foram efectuadas pelo professor Heinz Wieser, neurologista daUniversidade de Zürich, na Suissa, as E.M.I.’s poderiam ser fruto de um estímulo eléctrico numa região específica do cérebro em doentes epilépticos. Os resultados obtidos dão testemunho de sensações de flutuação e da produção de imagens fantasmagóricas por parte dos enfermos, mas nenhuma das fases vividas tem as características dos fenómenos descritos por protagonistas de tais experiências. Até há pouco não eram conhecidos estudos científicos e exploratórios para procurar explicar as causas e o conteúdo de uma E.M.I. Frequentemente os estudos realizados eram retrospectivos e podiam ter passado já vários anos entre a ocorrência do facto e o seu estudo, o que dificultava uma avaliação correcta dos dados farmacológicos, médicos e psicológicos.</p>
<p><strong>1970 – 2006: Os começos das investigações mundiais sobre as EMI</strong></p>
<p><strong></strong>As investigações científicas sobre as EMI começaram no fim dos anos setenta, com a criação nos Estados Unidos da “Associação Internacional para os estudos de quase-morte” (IANDS &#8211; International Association for Near Death Studies) pelo professor Kenneth Ring em estreita colaboração com Raymond Moody.</p>
<div id="attachment_242" class="wp-caption alignleft" style="width: 154px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/moody1.jpg"><img class="size-full wp-image-242" title="moody1" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/moody1.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">&quot;A Vida depois da Vida&quot; a mais conhecida obra do Dr. Moody</p></div>
<p>A publicação do livro de Raymond Moody  “Vida depois da Vida”  e a apresentação dos primeiros trabalhos de Elisabeth Kübler-Ross estimularam igualmente o arranque dos primeiros estudos científicos sobre as EMI. De seguida, numerosos investigadores de renome, pertencentes a diversas áreas disciplinares (psiquiatria, psicologia, farmacologia, neurologia e neurofisiologia) estudaram este fenómeno e as suas implicações. A metodologia das investigações científicas sobre as EMI consiste em recolher testemunhos entre um determinado grupo de pessoas, por exemplo; todos os enfermos de um certo hospital e de acordo com um protocolo pré-estabelecido, tratando em seguida os referidos dados no plano qualitativo e estatístico. Hoje em dia já se conta com vários estudos desse tipo, o mais importante dos quais é o do cardiólogo holandês Pim van Lommel. O resultado das suas averiguações, feitas a partir do ano 2000 em dez hospitais holandeses e sobre um universo de mais de 340 pessoas que atingiram o estado de morte clínica, foi publicado em 2001 na “The Lancet”, uma das mais conceituadas revistas médicas do mundo. Na mesma altura, Sam Parnia, médico e investigador do Hospital Geral de Southampton (Grã-Bretanha) dirigiu o seu próprio estudo na sua unidade de cuidados intensivos. Antes disso, no fim dos anos 90, uma investigação dirigida por Kenneth Ring sobre as EMI sucedidas com pessoas cegas, entre as quais algumas de nascença, apresentou de maneira assombrosa o facto da “visão” integral dessas pessoas durante a sua respectiva experiência. Referimos igualmente, no domínio da neurociência, os trabalhos do Dr. Mario Beauregard, especialista em “neuro-teologia” – o estudo dos estados místicos profundos – da Universidade de Montreal e das investigações sobre desincorporação avançadas pela Drª Sylvie Déthiollaz, investigadora de biologia molecular na Suíça.</p>
<p><strong>Martigues, 17 de Junho de 2006 – Ponto de situação das investigações Europeias</strong></p>
<div id="attachment_243" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/martigues_16.jpg"><img class="size-medium wp-image-243" title="martigues_16" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/martigues_16.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Aspecto de Martigues, a &quot;Veneza Provençal&quot;</p></div>
<p>Na data assinalada deu-se um acontecimento excepcional. Médicos e especialistas reuniram-se para redigir o balanço de trinta anos de investigação científica sobre as EMI, ante um público de 2.000 pessoas. Foi o começo de uma nova etapa da investigação e da compreensão das EMI. Dos escritórios da Agência noticiosa France Press foram recolhidos em todo o mundo por dezenas de meios de comunicação, de Israel a Singapura e de Sidney a Teerão. Quer dizer que este colóquio foi um facto revolucionário no seio da comunidade médica internacional. No mundo estão catalogados 17,5 milhões de protagonistas de tais experiências. De todas as idades, de todos os países, de todas as culturas, de todas as religiões, homens e mulheres. Estes milhões de pessoas deram testemunho da sua viagem às fronteiras da morte. Um acidente, uma paragem cardíaca ou a caída em estado de coma, veio transformar a sua vida.</p>
<p>Segundo os últimos estudos, entre 15 e 20% dos indivíduos que se encontraram na situação de passar muito perto da morte com riscos importantes de sobrevivência, passaram por uma Experiência de Morte Iminente (E.M.I.). Não se trata de uma experiência rara e é esse dado estatístico que faz com que numerosos cientistas estejam a considerar o assunto muito a sério.</p>
<p><strong>Nos Países Baixos, a investigação que perturba</strong></p>
<p><strong></strong>Até agora realizaram-se dois estudos prospectivos e científicos (1998 e 2001) levados a cabo por médicos, na Holanda e na Grã-Bretanha. Contudo, somente o estudo do holandês do Dr. Pim van Lommel, cardiologista, analisa em profundidade estatísticas dos factores susceptíveis de originar uma E.M.I. Este trabalho, como o do Dr. Sam Parnia na Grã-Bretanha torna a questionar os conceitos estabelecidos acerca da natureza da consciência originada no cérebro. Vejamos o que descobrimos ali. Em 1998, o professor Pim van Lommel e a sua equipa empreenderam um vasto estudo sobre 344 sobreviventes de paragens cardíacas para determinar a frequência, as causas e o conteúdo das E.M.I. Foi levado a cabo em dez hospitais holandeses, com a concordância de cada um dos pacientes e do conselho de ética. Realizou-se uma avaliação rigorosa dos dados médicos, farmacológicos, psicológicos e demográficos. Fizeram-se comparações com um grupo piloto que tinha sofrido paragem cardíaca sem ter passado por E.M.I. As entrevistas tiveram lugar alguns dias depois da reanimação, na medida em que o estado dos pacientes assim o permitia. Fez-se além disso um estudo longitudinal a dois e oito anos de intervalo, com duas novas séries de entrevistas para observar as modificações acontecidas na vida de cada um destes pacientes. Pim van Lommel explica:</p>
<p><em>“Uma E.M.I. é a recordação das impressões experimentadas durante um estado modificado da consciência. Inclui elementos específicos como a desincorporação, bem-estar, visão de um túnel, de uma luz, de parentes falecidos e uma revisão de sua própria vida. No nosso estudo, 62 pessoas, ou seja, 18% dos 344 pacientes reanimados, relataram ter vivido uma E.M.I. com os elementos clássicos antes descritos. Destes 62 pacientes 41, ou seja, 12% do grupo estudado tiveram experiências (E.M.I’s) bastante intensas. O estudo não revela nenhuma diferença entre os pacientes que tiveram E.M.I.’s e os outros. Nenhum factor particular como a duração da paragem cardíaca, o período de inconsciência ou a entubação do paciente durante as complexas reanimações ou o período de tempo até à paragem cardíaca, é determinante de uma E.M.I. Tampouco se registou correspondência com a absorção de medicamentos, drogas ou factores psicológicos como o medo da morte antes da paragem cardíaca. Não foi possível salientar nenhum critério demográfico como a educação, o sexo ou a religião do paciente”</em></p>
<p><strong>Transformados para toda a vida</strong></p>
<p><strong></strong>O estudo sustentado a dois e a oito anos permitiu  seguir durante um prazo maior todas as pessoas que tinham sobrevivido a uma paragem cardíaca, com ou sem E.M.I. Segundo tal estudo somente os pacientes que experimentaram uma E.M.I. apresentaram transformações duradouras na sua atitude perante a vida. Nestes pacientes Pim van Lommel observa especialmente o desaparecimento do medo da morte e uma maior intuição. Os resultados do estudo holandês mostram claramente que os factores médicos, psicológicos, fisiológicos ou farmacológicos propostos como teorias para explicar as E.M.I. não são susceptíveis de tê-las influenciado. O Dr. Van Lommel confirma nas conclusões do seu estudo: <em>“Não pudemos encontrar um único factor médico susceptível de ter provocado as experiências de morte iminente durante a paragem cardíaca e a morte clínica dos pacientes”. </em>É de notar que em 1980 o Dr. Bruce Greyson, professor de psiquiatria, tinha chegado à mesma conclusão no seu estudo norte-americano.</p>
<p><strong>Em Inglaterra as mesmas conclusões<br />
</strong></p>
<div id="attachment_245" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/sp011.jpg"><img class="size-medium wp-image-245" title="SP01" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/sp011.jpg?w=200&#038;h=200" alt="" width="200" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">O Dr. Sam Parnia</p></div>
<p>O Dr. Sam Parnia, autor de um estudo no Reino Unido em 2001, chega às mesmas conclusões. Esclarece que as E.M.I. se produzem durante o período de inconsciência e que alguns pacientes parecem ter obtido durante as mesmas “informações inexplicáveis” sobre aquilo que os rodeava. Esse facto sugere que uma parte da consciência humana é capaz de separar-se do corpo e conseguir informações à distância. “Então, pergunta o Dr. Parnia, como é possível terem os protagonistas de E.M.I’s pensamento estruturado, raciocínio e colheita de memória, durante uma paragem cardíaca?” Na totalidade do seu estudo sobre as E.M.I’s, feito no seu serviço hospitalar e publicado na revista médica de reanimação, concluiu ser necessário prosseguir tais investigações a uma escala mais alargada.</p>
<p><strong>Em França, a telepatia em evidência</strong></p>
<div id="attachment_246" class="wp-caption alignleft" style="width: 239px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/jjc.jpg"><img class="size-full wp-image-246" title="JJC" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/jjc.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O Dr. Jean-Jacques Charbonier</p></div>
<p>A publicação em 2005 do livro “Detrás da Luz” (Derrière la Lumière) testemunho de Jean-Jacques Charbonier, anestesista reanimador de Toulouse, revolucionou os modelos científicos através dos relatos auto-biográficos sobre o fenómeno da vida depois da vida. No exercício da sua actividade profissional as observações que foi fazendo levaram-no a afirmar a existência da telepatia, quer dizer, a transmissão de pensamento, entre o protagonista e os seus envolventes. As suas trocas de impressões com os comatosos foram tratadas numa obra: “As provas científicas da vida depois da vida” (Les preuves scientifiques de la vie après la vie). Afirma ali o fenómeno da “pré-cognição” (ou clarividência em termos espíritas) ou seja, que os protagonistas de experiências puderam adivinhar o que vai acontecer-lhes e podem perceber o pensamento daquele que irá reanimá-los. <em>“Os protagonistas recordam-se do pensamento exacto com os termos exactos, como por exemplo: &#8211; Este doente está-se-me a escapar!” </em>O Dr. J.J.Charbonier, ele próprio o reanimador em causa teve este pensamento sem ter chegado a pronunciá-lo de viva voz, durante o exercício da reanimação de um doente em estado crítico. Vai mais longe ao afirmar que a telepatia pode ocorrer no outro sentido, conforme descreveu no encontro de Martigues e está descrito no seu livro:</p>
<p><em>“…Tive uma conversa com a sobrevivente de um coma tóxico que tinha tomado fortes doses de calmantes para pôr termo aos seus dias. Algum tempo antes desta entrevista tinha-a livrado de uma asfixia, aspirando um espesso tampão de muco que obstruía a sonda que a entubava, enquanto os outros elementos da equipa que ali estava considerava inútil ou mesmo descabido esse procedimento.</em></p>
<p><em>- Felizmente o senhor estava ali para evitar que eu me afogasse, doutor.</em></p>
<p><em>- A enfermeira disse-lhe alguma coisa a respeito da sonda entupida? Perguntei intrigado.</em></p>
<p><em>- Não, ninguém me disse nada; mas recordo-me de tudo o que se passou.</em></p>
<p><em>- Como é que sabe o que se passou com a sonda entupida?</em></p>
<p><em>- Fui eu mesma que lhe pedi que a aspirasse. O senhor deve saber.</em></p>
<p><em>- Mas a senhora estava em estado de coma, impossibilitada de comunicar com ninguém..</em></p>
<p><em>- Talvez, mas – como lhe digo – via e ouvia tudo. Por isso pensei com toda a força: “é preciso aspirar-me doutor, é preciso aspirar-me, estou quase a sufocar-me! O senhor felizmente ouviu-me!&#8230;”</em></p>
<p>Convencido de que a vida não se detém devido à morte do corpo físico, este médico-reanimador  afirma a existência do duplo etérico, ou astral, segundo as filosofias, a saída do corpo, a telepatia, a clarividência, a existência do túnel, a luz, o encontro com os seres de luz, o regresso à carne  e a transformação de vida dos protagonistas depois da sua aventura. Estas experiências demonstram que as saídas do corpo ocorridas nas circunstâncias enumeradas não são alucinações, dado que os diferentes episódios de que eles mesmo se aperceberam durante as paragens cardíacas se produziram  na realidade concreta. J-J- Charbonier afirmou que se subsiste um estado de consciência, que se modifica apesar da paragem das funções cerebrais, então isso prova que a consciência não se encontra a nível do cérebro. Concluiu a sua conferência dizendo que então é possível uma forma de vida depois da vida, facto que constitui um enorme passo em frente em direcção à filosofia espírita.</p>
<p><strong>IANDS França, uma associação activa</strong></p>
<p>Extensão da IANDS dos Estados Unidos, criada em 1987 por iniciativa de Evelyne Sarah-Mercier, antropóloga, economista e presidente desta associação francesa, tem três objectivos: oferecer um serviço de assistência e aconselhamento às pessoas que tenham vivido um NDE-EMI; organizar a investigação sobre este fenómeno e difundir informação entre o público, os investigadores científicos e os profissionais que trabalham no campo da saúde. Todas estas disciplinas científicas estão representadas e o Dr. Jean-Pierre Jourdan apresentou em Martigues uma comunicação sobre os estudos e hipóteses consideradas acerca de outra dimensão para além daquela que conhecemos (três dimensões espaciais e uma temporal); e outra dimensão na qual se desenvolveria a experiência dos protagonistas considerados, que lhes permite ter percepções “sem olhos, sem ouvidos e sem cérebro”.</p>
<p><strong></strong>Extracto do discurso de J.P.Jourdan, médico, responsável pela investigação da sua área na IANDS/França: <em>“Aquilo que nos levou a pensar que os nossos pacientes pareciam ter-se encontrado noutra dimensão foram as suas descrições a respeito da visão e da percepção de relevos. Por exemplo: via por todo o lado, com um ângulo de visão de 360 º, o meu campo visual era mais extenso do que o habitual, via através de todos os objectos, estava simultaneamente em todo o lado e em nenhum em particular , excepto quando me dirigia a um objectivo, o que acontecia com grande rapidez; as minhas deslocações estavam sujeitas à minha vontade com efeito instantâneo, etc.”</em></p>
<p>[…]</p>
<p>A impressão de estar em todo o lado simultaneamente deriva do facto de que se podem “ver” todas as partes ao mesmo tempo, contudo, ao mesmo tempo não se está em sítio algum, dado que não se está nesse determinado plano, mas sim fora dele. Está-se, pois, fora do universo de onde saiu o observador. Em espiritismo, a sensação da deslocação muito rápida ou a faculdade de se estar num determinado local simplesmente porque de desejou ir lá, são consequência da capacidade de pensar e da sua força de concentração, capacidade há muito tempo descoberta pela comunicação espírita através dos múltiplos testemunhos dos espíritos. De facto, o “além” não é um lugar geográfico. Não está em sítio nenhum e está em todo o lado; está numa dimensão que é a do espírito: espiritual e imaterial.</p>
<p><strong>Quando a ciência se reúne com a filosofia…</strong></p>
<div id="attachment_250" class="wp-caption alignleft" style="width: 165px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/blpl.jpg"><img class="size-full wp-image-250" title="BLPL" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/blpl.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Consciousness Beyond Life, de Pim van Lommel</p></div>
<p>Pim van Lommel abriu o colóquio de Martigues com o tema “Cérebro e consciência”. As questões que apresentou são predominantemente filosóficas, perante a evidência dos testemunhos dos protagonistas de E.M.I’s</p>
<p>Extratos: <em>“…As EMI ocorrem com frequência crescente devido à melhoria das taxas de sobrevivência, devido às modernas técnicas de reanimação. Parecem ser fenómenos relativamente frequentes, ainda inexplicáveis para grande número de médicos. Em resultado disso esta observação da sobrevivência a uma situação médica crítica permanece amplamente ignorada. Será que a morte cerebral corresponde realmente “à morte” pura e simples, ou é apenas o início de um processo de morte que pode durar muitas horas ou dias? E o que é que chega à consciência durante esse período? Será que deveria considerar-se igualmente a possibilidade de que uma pessoa clinicamente morta durante uma paragem cardíaca possa permanecer consciente, e até a possibilidade de que possa subsistir uma consciência depois de essa pessoa estar morta, quando o seu corpo já arrefeceu? No meu modo de ver, a única viabilidade empírica possível para validar estas teorias é a investigação sobre as E.M.I’s. Acreditamos que a morte do nosso corpo é o fim da nossa identidade, o fim dos nossos pensamentos e das nossas recordações, que é o fim da nossa consciência. Será que devemos mudar de ideias a respeito da morte, não só a partir do que tem sido ensinado e escrito sobre a morte durante a história da humanidade, mas também a partir das recentes descobertas e do estudo científico das E.M.I’s.?</em></p>
<p><em>Afinal, o que é a morte? Durante a nossa vida, durante cada segundo, morrem 500.000 células. Por dia, cerca de 50 mil milhões de células são substituídas no nosso corpo, o que equivale a um “corpo novo” por ano! 90% das moléculas e átomos do nosso corpo terão sido substituídos. Ninguém se apercebeu entretanto dessa transformação constante. As células não são nada mais do que elementos constituintes do nosso corpo, como os tijolos de uma parede. Quem é, porém, o arquitecto? Quem é que dirige a construção da casa? Será uma pessoa o seu “corpo”, ou melhor será dizer que “tem” um corpo? É necessário dizer ao mundo da medicina que par a estas perguntas fundamentais, novas, o espiritismo tem respostas desde há 150 anos…”</em></p>
<p><em> </em><strong>Questionar uma ideia fundamental</strong></p>
<p>Van Lommel apresenta os numerosos testemunhos de E.M.I’s e circunstâncias respectivas, apoiando-se no estudo feito no seu país sob a sua orientação e conclui que a morte de uma pessoa, estabelecida a partir de um electroencefalograma  (EEG) plano já não é um critério infalível. Como é que se pode avaliar a consciência “fora do corpo” no momento em que o cérebro já não funciona, em estado de morte clínica com o electroencefalograma plano? Pergunta o Dr. Van Lommel. E responde: <em>“De acordo com os estudos mencionados, sabemos agora que os pacientes em paragem cardíaca não só não mostravam actividade eléctrica a nível do córtex, como também não registavam actividade do tronco cerebral. Não obstante, os pacientes que experimentaram uma E.M.I. descrevem ter estado na posse de uma consciência nítida mediante a qual eram possíveis as funções intelectuais, as emoções, o sentido de si mesmos ou até recordações desde a infância. Como poderia dispor-se de uma consciência nítida, fora do corpo, no momento mesmo que o cérebro deixa de funcionar durante um período de morte clínica, com um EEG plano? Tal cérebro estaria na mesma situação que um computador desligado da corrente e destituído dos seus circuitos. Não poderia ter alucinações.&#8221;</em></p>
<p>O Dr. Pim van Lommel apoia a seguir a sua demonstração nos estudos realizados por ele próprio e pelos seus colegas sobre a teoria da sobrevivência da consciência durante a morte clínica do corpo físico. Conclui finalmente a sua conferência com esta esperança que levo ao vosso conhecimento, dado que tanto se acerca da tese espírita e do conceito de sobrevivência da alma.</p>
<p><em>Resumo:“A conclusão inevitável é a de que há continuidade da consciência pois esta pode ser provada independentemente da actividade cerebral. Tal poderia conduzir a mudanças profundas no paradigma da medicina ocidental e no conceito da morte, devido à conclusão quase inevitável de que no momento da morte física, a consciência continua a existir noutra dimensão, num mundo invisível e imaterial no qual está contido todo o passado, presente e futuro. A morte não é mais do que o fim do nosso aspecto físico”.</em></p>
<p><strong>O “depois” de Martigues</strong></p>
<div id="attachment_253" class="wp-caption alignleft" style="width: 220px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/actmartig.jpg"><img class="size-medium wp-image-253" title="actmartig" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/actmartig.jpg?w=210&#038;h=300" alt="" width="210" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">O cartaz do acontecimento em Martigues</p></div>
<p>O colóquio de Martigues permitiu um encontro de qualidade entre o público e investigadores de todas as nacionalidades no campo das NDE/EMI. As intervenções mostraram que as E.M.I’s podiam ser consideradas na sua integridade sob um ponto de vista científico, de maneira aberta.</p>
<p>Deste modo, de 2008 a 2011, a Universidade de Southampton colocou em marcha um novo estudo em grande escala, com uma duração de três anos, realizado em 25 centros hospitalares britânicos, norte americanos e europeus e apoiados nos casos de 1.500 pacientes que escaparam à morte no momento de ataques cardíacos. Tais estudos (ver notícia publicada <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/dr-sam-parnia-parte-ii/"><strong>AQUI</strong></a>) são conduzidos pelos Drs. Sam Parnia e Peter Fenwick (neuropsiquiatra). Estamos impacientes por conhecer os resultados desta nova colaboração internacional pois, como espíritas, afirmamos que a sobrevivência da alma poderá em breve ser reconhecida e comprovada pela ciência. Deste modo, os espíritas do círculo Alan Kardec de Nancy poderão aproximar-se deste mundo da medicina e partilhar com ele a etapa suplementar do seu descobrimento: a possibilidade de comunicar com os mortos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/240/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=240&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Dr. Sam Parnia apresenta o projecto AWARE nas Nações Unidas</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 05:20:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foram feitas referências aos estudos e intervenções do Dr. Sam Parnia no trabalho publicado AQUI, neste mesmo blogue. Abaixo ficam inseridos três vídeos, correspondentes às três primeiras partes da conferência de imprensa feita pelo mesmo nas Nações Unidas deste importantíssimo &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/dr-sam-parnia-parte-ii/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=217&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/sp01.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-230" title="SP01" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/sp01.jpg?w=640" alt=""   /></a>Foram feitas referências aos estudos e intervenções do <strong>Dr. Sam Parnia</strong> no trabalho publicado <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/balanco-dos-estudos-europeus-sobre-as-experiencias-de-morte-iminenteano-de-2010/"><strong>AQUI</strong></a>, neste mesmo blogue. Abaixo ficam inseridos três vídeos, correspondentes às três primeiras partes da conferência de imprensa feita pelo mesmo nas Nações Unidas <strong>deste importantíssimo projecto que consagra, ao mais alto nível, a importância crescente que é atribuída pela comunidade científica ao estudo das Experiências de Morte Iminente (EMI/NDE).</strong> Aqui como em muitos documentos abundantemente presentes na internet a este respeito, é imprescindível o domínio das línguas estrangeiras, neste caso, do inglês.</p>
<p>O projecto <strong>AWARE</strong>, palavra que significa “desperto” ou “ciente”, e que é retirado da expressão “AWAreness during Resuscitation” (“desperto durante a ressuscitação”), é o primeiro estudo lançado pela “Human Consciousness Project” liderado pelo <strong>Dr. Sam Parnia</strong>, especialista de renome no estudo da mente humana e da consciência durante a morte clínica, juntamente com o <strong>Dr. Peter Fenwick</strong> e os professores <strong>Stephen Holgate</strong> e <strong>Robert Peveler</strong> da <strong>Universidade de Southampton</strong>. A equipa está a trabalhar com mais de 25 dos principais centros hospitalares da Europa, Canada e Estados Unidos. Durante o projecto, a equipa de médicos irá usar as mais avançadas tecnologias para estudar o cérebro e a consciência durante a paragem cardíaca. Ao mesmo tempo irão comprovar a validade das Experiências Fora do Corpo <strong>(OBE)</strong> e os testemunhos das pessoas que afirmam ter mantido a capacidade de ver e ouvir durante os momentos críticos dessa situação e de um ponto de visão elevado. O projecto AWARE será complementado pelo estudo a levar a cabo pela BRAIN-1 (Brain Resuscitation Advancement International Network &#8211; 1), que investigará as paragens cardíacas e bem assim o funcionamento cerebral e fisiológico, procurando melhorar os respectivos cuidados médicos. Os estudos são financiados pela UK Resuscitation Council, pela Horizon Research Foundation, e pela Nour Foundation dos Estados Unidos da América.</p>
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		<title>Documentário da BBC sobre Experiências de Morte Iminente</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 05:10:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Documentário da BBC]]></category>

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		<description><![CDATA[O longo documentário abaixo inserido (lamento que esteja em inglês&#8230;)  constitui uma análise aprofundada das Experiências de Morte Iminente (EMI) que em Inglês são designadas como Near Death Experiences (NDE). Inclui detalhes documentados de uma “experiência fora do corpo”, relatos &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/documentario-da-bbc-sobre-experiencias-de-morte-iminente/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=656&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_665" class="wp-caption aligncenter" style="width: 401px"><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/pm01.jpg"><img class="size-full wp-image-665" title="pm01" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/pm01.jpg?w=640" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">à atenção dos pássaros (fragmento) CB 2006</p></div>
<p style="text-align:justify;">O longo documentário abaixo inserido (lamento que esteja em inglês&#8230;)  constitui uma análise aprofundada das Experiências de Morte Iminente (EMI) que em Inglês são designadas como Near Death Experiences (NDE).<br />
Inclui detalhes documentados de uma “experiência fora do corpo”, relatos a respeito de estudos e investigações sobre este assunto e interpretações de pessoas que aceitam o fenómeno de forma convicta e – conforme é princípio conhecido da BBC – de pessoas que podem considerar-se cépticas relativamente à transcendência do fenómeno, ou seja, que falam de uma visão unicamente materialista.<br />
Chamo a atenção para os depoimentos de cientistas hoje muito conhecidos que têm abordado este assunto.<br />
Um esclarecimento colhido na internet dá-nos a conhecer que a mesma BBC se recusou a transmitir de novo o documentário em causa e que deixou de vender o respectivo DVD, para não ser acusada de dar apoio a “teorias marginais”. A Vida depois da Morte, uma “teoria marginal”!&#8230;<br />
O cepticismo oficial, esse, não é uma “teoria marginal”. Está, por enquanto, no poder, sustentando que todo o mundo e toda a vida estão condenados a esboroar-se em pó, cinza e nada. Ciência cega, surda e muda às percepções sensíveis e, agora, aos factos mais que evidentes – até do ponto de vista técnico-científico.<br />
Houve tempo, como digo noutro lugar, que a teoria heliocêntrica também era… marginal.<br />
Galileu Galilei teve de abjurar das suas descobertas científicas, para não ser “passado pelas brasas” pelo tribunal da inquisição.<br />
Nesse tempo o Sol é que andava à volta da Terra. Como estão mudados os tempos, agora que é a Terra que anda à volta do Sol e que há pessoas a quem são “oferecidas” viagens de ida e volta AO OUTRO LADO DA VIDA!&#8230;</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='480' height='415' src='http://www.youtube.com/embed/zD9jigzzuas?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=Opaque' frameborder='0'></iframe></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/656/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/656/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/656/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/656/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/656/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/656/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/656/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/656/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/656/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/656/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/656/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/656/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/656/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/656/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=656&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Objectivos deste blogue e contactos</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 04:50:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apresentação]]></category>
		<category><![CDATA[Contacto]]></category>
		<category><![CDATA[allan kardec]]></category>
		<category><![CDATA[espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[evolução do homem]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui se falará desta e de outras vidas que nos esperam, tendo em vista a evolução do homem como um todo, social, cultural e espiritual na perspectiva do Espiritismo, ciência de observação  que também é uma doutrina filosófica, tal como  &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/inauguracao-deste-blogue-e-contactos/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=289&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/017-con.jpg"><img class="size-medium wp-image-290  alignleft" title="017-Con" src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/07/017-con.jpg?w=213&#038;h=206" alt="" width="213" height="206" /></a></p>
<p style="text-align:right;">Aqui se falará desta e de outras vidas que nos esperam, tendo em vista a evolução do homem como um todo, social, cultural e espiritual na perspectiva do Espiritismo, ciência de observação  que também é uma doutrina filosófica, tal como  se encontra definido na sua codificação efectuada por Allan Kardec em meados do século XIX<span style="color:#666699;"><strong>.</strong></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:right;">comentários e sugestões, que antecipadamente se agradecem, poderão ser efectuado para o seguinte endereço: <a href="palavra.luz@gmail.com">palavra.luz@gmail.com</a></p>
</blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/289/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/289/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/289/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/289/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/289/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/289/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/289/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/289/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/289/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/289/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/289/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/289/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/289/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/289/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=289&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Apresentação do autor</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 04:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>palavra luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Autor]]></category>
		<category><![CDATA[allan kardec]]></category>
		<category><![CDATA[coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[leiria]]></category>
		<category><![CDATA[lousã]]></category>

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		<description><![CDATA[A abertura deste lugar na net corresponde a uma atitude de certo modo tardia, mas essencial para conforto da minha consciência e vem tornar pública a minha convicção antiga nos princípios da doutrina espírita, tal como foi codificada por Hippolyte &#8230; <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/um-depoimento-e-uma-apresentacao-do-autor/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=20&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A abertura deste lugar na net corresponde a uma atitude de certo modo tardia, mas essencial para conforto da minha consciência e vem tornar pública a minha convicção antiga nos princípios da doutrina espírita, tal como foi codificada por Hippolyte Léon Denisard Rivail, aliás Allan Kardec, em meados do século XIX.</p>
<p>Se menciono esta importante personalidade histórica, não é para confinar noções ou exprimir uma obediência a formalismos conceptuais estritos. O espiritismo, como o conheço de há longos anos, é uma cultura de tolerância, não traduz nenhum poder organizado, a não ser aquele que deriva da acção <span style="color:#333399;"><strong>voluntária e completamente gratuita</strong></span> que é levada a cabo, abnegadamente, por pessoas muito simples mas de formação moral geralmente insígne.<span style="color:#666699;"><strong> Lembro-me, a este propósito, da minha querida tia Augusta, mulher só com sua filha menina, tão duramente perseguidas pela intolerância da religião oficial no pequeno lugar onde viviam.</strong></span></p>
<p>Coloco abaixo a minha foto pessoal, como assinatura do que escrevo, tão somente para que se saiba que esta tomada de posição tem rosto, tem nome e procura constituir um exemplo para outras pessoas que, tendo um testemunho a dar de coisas que sentem como fundamentais, não se inibam de as divulgar com todo o apego e firmeza requeridas pelo seu próprio valor e utilidade moral de superior interesse.</p>
<p>A minha adesão às ideias espíritas não teve como origem nenhuma dessas casualidades naturais do convívio, aquela conversa especial tida ao fim duma tarde de Verão com um desconhecido providencial ou alguém que se julgava conhecer e, de repente, nos revela um mundo novo de esperança e de horizontes sem fim.</p>
<p>Não. Eu aprendi de criança, sem que ninguém me ensinasse, num tempo e numa circunstância demasiado cedo para me consentir a consciência esclarecida dos factos.<br />
Diria, de uma forma sem pretensões, que se não fui eu que passei pelos espíritos, foram os espíritos que passaram por mim. Ou ambas as coisas, de forma complementar e iniludível.</p>
<p>Felizmente que na cidade onde eu habitava, Leiria, havia pessoas entendidas que foram convocadas por familiares muito chegados – primeiro – e alguma informação complementar necessária – depois – para que soubesse defender-me contra incómodos do foro parapsicológico, que muito afligiram a minha Mãe, já nessa altura viúva.</p>
<p>Quando mais tarde foram chegando novos conhecimentos relativos a essa ciência da observação que também é doutrina filosófica e se chama espiritismo, tudo foi sendo assimilado de forma perfeitamente natural. Os pormenores ficarão naturalmente sabidos um dia, entendendo eu que, por enquanto, nem me é dado nem é possível a revelação de todos os segredos.</p>
<p>A intuição dos factos essenciais foi-me bastando no decurso da vida, fortemente doseada com uma convicção inabalável nas realidades construtivas do cosmos ensinadas pelos espíritos de luz. Cá no fundo sempre entendi o encadeado de vivências e incómodos a que acima faço alusão e que pormenorizo <a href="http://palavraluz.wordpress.com/2011/03/20/as-raizes-da-cultura-espirita-na-minha-familia/"><strong>aqui</strong></a> , como um privilégio, uma dádiva, um caminho natural em direcção à compreensão do que é essencial.</p>
<div style="background-color:#d9ead3;">ISTO SIGNIFICA QUE HÁ CONHECIMENTOS QUE SE TÊM POR TERMOS APRENDIDO DE ALGUÉM, E OUTROS QUE SE TÊM POR TERMOS VIVIDO POR DENTRO DAS COISAS.</div>
<div class="separator" style="clear:both;text-align:center;"><a style="clear:right;float:right;margin-bottom:1em;margin-left:1em;" href="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/03273-252812529.jpg?w=229"><img src="http://palavraluz.files.wordpress.com/2011/03/03273-252812529.jpg?w=229" alt="" border="0" /></a></div>
<p>Muita coisa poderia acrescentar. Mas por hoje, como mensagem inaugural, vamos ficar por aqui.</p>
<div style="color:#0b5394;text-align:right;">José da Costa Brites</div>
<div style="color:#0b5394;text-align:right;">Coimbra/Lousã</div>
<div style="color:#0b5394;text-align:right;"><a href="mailto:palavra.luz@gmail.com">palavra.luz@gmail.com</a></div>
<div class="blogger-post-footer"><img alt="" width="1" height="1" /></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/palavraluz.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/palavraluz.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/palavraluz.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/palavraluz.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/palavraluz.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/palavraluz.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/palavraluz.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/palavraluz.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/palavraluz.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/palavraluz.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/palavraluz.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/palavraluz.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/palavraluz.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/palavraluz.wordpress.com/20/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=palavraluz.wordpress.com&amp;blog=24844374&amp;post=20&amp;subd=palavraluz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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