Foram feitas referências aos estudos e intervenções do Dr. Sam Parnia no trabalho publicado AQUI, neste mesmo blogue. Já passou bastante tempo desde o momento em que divulguei o teor da conferência de imprensa feita pelo mesmo nas Nações Unidas deste importantíssimo projecto que consagra, ao mais alto nível, a importância crescente que é atribuída pela comunidade científica ao estudo das Experiências de Morte Iminente (EMI/NDE).
O projecto AWARE, palavra que significa “desperto” ou “ciente”, e que é retirado da expressão “AWAreness during REsuscitation” (“desperto durante a ressuscitação”), é o primeiro estudo lançado pela “Human Consciousness Project” liderado pelo Dr. Sam Parnia, especialista de renome no estudo da mente humana e da consciência durante a morte clínica, juntamente com o Dr. Peter Fenwick e os professores Stephen Holgate e Robert Peveler da Universidade de Southampton. A equipa está a trabalhar com mais de 25 dos principais centros hospitalares da Europa, Canada e Estados Unidos. Durante o projecto, a equipa de médicos irá usar as mais avançadas tecnologias para estudar o cérebro e a consciência durante a paragem cardíaca. Ao mesmo tempo irão comprovar a validade das Experiências Fora do Corpo (OBE) e os testemunhos das pessoas que afirmam ter mantido a capacidade de ver e ouvir durante os momentos críticos dessa situação e de um ponto de visão elevado. O projecto AWARE será complementado pelo estudo a levar a cabo pela BRAIN-1 (Brain Resuscitation Advancement International Network – 1), que investigará as paragens cardíacas e bem assim o funcionamento cerebral e fisiológico, procurando melhorar os respectivos cuidados médicos. Os estudos são financiados pela UK Resuscitation Council, pela Horizon Research Foundation, e pela Nour Foundation dos Estados Unidos da América.
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Publicado numa das muitíssimas páginas do site da “Horizon Research Foundation” da qual é presidente, podemos ler uma sua declaração, que me atrevo a traduzir, em parte:
Esta questão fez com que vários destacados investigadores, tais como Sir John Eccles, Prémio Nobel em Fisiologia e Medicina no campo da neurofisiologia, tivessem proposto uma visão dualista do problema, com base na ideia de que a mente humana e a consciência podem realmente constituir uma entidade distinta e separada do cérebro.
Recentemente, diversos estudos científicos desenvolvidos por investigadores independentes descobriram que 10 a 20 por cento das pessoas que registaram paragens cardíacas relataram processos de pensamento lúcido e bem estruturado, raciocínio, memórias e até detalhes vividos durante essas mesmas paragens cardíacas.
O que faz com que essas experiências sejam notáveis é que, enquanto que o estudo do cérebro durante as paragens cardíacas demonstrou de forma concreta que não existe actividade cerebral durante as mesmas, essas pessoas relataram percepções detalhadas que parecem demonstrar a presença de um elevado nível de consciência durante os períodos em que cessara a actividade mensurável de actividade cerebral.
Factos que sugerem que a mente humana e a consciência podem de facto funcionar, mesmo quando se lhe podem aplicar integralmente os critérios demonstrativos da morte biológica, incluindo a cessação da actividade cerebral…”
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